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Coisa de criança

TEXTO_Lilibeth Cardozo

Criança, sem muita censura e cheia de curiosidade, questiona e fantasia, criando várias definições que são expressões genuínas de sua percepção do mundo e da realidade que a cerca. Ainda sem muito conhecimento, vai descobrindo o mundo, perguntando e opinando. A alegria das crianças e a natural curiosidade por tudo que as  que as rodeia, dizem muito sobre suas. A Folha Carioca, para celebrar o Dia da Criança, foi buscar máximas de crianças que colocam os adultos embevecidos diante de sua vivacidade, inteligência e questionamentos. São incontáveis os momentos de pais e filhos, adultos e crianças que merecem registro. Algumas famílias costumam registrar esses momentos e guardar para mais tarde oferecer a seus filhos as graças infantis que passam a fazer o colar de registros preciosos das famílias. Selecionamos algumas passagens, relatadas por familiares, que nos dão alegria em publicar e ter a certeza de que nossos leitores vão se divertir ao ler, dando boas risadas com meninos e meninas cariocas.

Bernardo, aos seis anos, super ligado na tecnologia de computadores e jogos eletrônicos, pergunta a seu pai: “Pai, nós já nascemos com senha ou a gente tem que criar?”

Gabriel, aos três anos, come muito bem e quase não recusa alimentos. Mas não gosta de cebola. Seu pai, que cozinha para a família, lhe serviu o jantar. Gabriel, mexendo no prato servido, encontrou um pedaço de cebola e perguntou: “Pai o que é isto?” O pai respondeu: “É peixe voador que eu pesquei”. Ele, mais do que depressa, rebateu: “Pai, quando você pescou o peixe, seu olho ardeu?”

João costumava chamar seu umbigo de “meu bigo”. Sua mãe explicou: “Não é bigo, João, é umbigo. Ele, em sua lógica de criança de 5 anos, rebateu irritado: “Mãe, mas é o meu bigo, não é um”.

Laurinha, é uma linda menina com 3 anos. Vaidosa, inteligente e astuta, manda cada uma que diverte e encanta a todos. Filha de um jovem casal de jornalistas, muito amorosos e dedicados, tem sua história de três anos registrada num blog muito lindo feito por sua mãe, Luciana. Uma das boas da Laurinha foi uma de suas decisões verbalizadas para a mãe que todos os dias sai muito cedo para o trabalho: ”’Mamãe, não vou mais usar fraldinha de noite. Vou pedir para o papai me levar no banheiro de noite, porque você, depois que eu durmo, já era! Vai embora para o trabalho!’ e, diante de seu crescimento, Laura verbaliza o que quer ou não quer e seu entendimento do que ouve. No seu blog, a mãe registrou:
Cena 1:- Nossa, Laura! Seu pé cresceu! Essas sandálias já não cabem mais… Vamos trocar!
Cena 2:- Filha, sábado nós vamos lá no salão cortar o seu cabelo. Seu cabelo cresceu.
– Cresceu, mamãe? Por quê?
– Porque tudo cresce filhinha… suas unhas, seu pé, seu cabelo, tudo cresce.
– Mas mamãe, eu vou ter que cortar o meu pé também?”

Pedro é um menino muito inteligente, esperto e falador. Aos 5 anos brincava subindo numa escada perigosa. Sua avó o repreendeu dizendo: “Pedro, se tua mãe souber que você está subindo aí, vai te bater. E Pedro retrucou do meio da escada: “Vó, minha mãe é psicóloga, e psicóloga não bate em filho”.

Um outro Pedro, aos 5 anos, ouvia na casa de uma amiga de sua mãe uma “ladainha” de conselhos para não riscar as paredes de sua casa. Olhando as paredes limpinhas da sala onde ouvia os conselhos, parou seus olhos num quadro de uma grande artista que era uma colagem de papel rasgado, pintado com lápis de cor. Mais que depressa mandou: – E quem fez aquela bobagem ali na sua parede?

Miguel estava na casa da avó. Saiu da sala e foi ao banheiro. A família ouviu o estraçalhar de um vidro no banheiro, e o menino gritou: – É mentira do barulho!

Mariana, uma linda menina na sala de aula, no Dia da Bandeira, aos 5 anos ouve a professora dizer: “Hoje é um dia muito importante para o Brasil. É o dia de um símbolo que guardamos no peito, e o Brasil inteiro gosta muito”. Mariana imediatamente responde à professora: – Já sei, é o dia do silicone!

A avó da Aninha, 7 anos, recomendou à neta: “Preste atenção à aula e na hora da prova não fique pensando na morte da bezerra”. Aninha, depois de um dia de prova, chega em casa e declara que não fez nada na prova. E esclarece: “Vovó, eu fiquei pensando o tempo todo na morte da bezerra e não descobri do que ela morreu”.

Marina tinha 4 anos quando passava a semana inteira sozinha com sua mãe e irmãos enquanto seu pai, por razões de trabalho, só passava os fins de semana com a família. Ao passear com a mãe na cidade, viu homens com cabelos longos, presos em rabos de cavalo e perguntou à mãe se eram homens. A mãe respondeu que sim e que achava bonito. Dias depois, andando na rua com o pai e a mãe ela avistou um homem usando rabo de cavalo na rua e denunciou logo: “Mãe, olha lá, o tipo de homem que você gosta”.

Pedro Henrique, descendo no elevador com sua mãe, encontra uma vizinha. A vizinha o vê com um álbum de figurinhas na mão, e a mãe comenta que estão indo comprar figurinhas. A vizinha interpela: “Pedro, figurinha não enche barriga de ninguém”. E ele responde de pronto: “Mas enche álbum”.

João Marcelo era ainda um menino de cerca de 5 anos. Seus pais o levavam para cerimônias de formatura. Eram muitas. Um dia João Marcelo, muito zangado com a mãe, a xingou com veemência: “Formatura!”. A mãe não entendeu e perguntou: – O que é isso João, porque está falando assim? – Ele esclareceu: – Você é chata igual a uma formatura.

Nossa colaboradora Arlanza nos conta da vivacidade e inteligência de sua neta  Maria Joana, de 4 anos.

Entrando numa padaria, eu disse:

  •  Moço, tem pão de queijo?
  • Tem sim, senhora!
  • Eu quero cem gramas… (pedi).
  • E minha netinha, rebateu imediatamente: – E eu quero com…!

 

Sobre o sono, a menina aos 7 anos se defende de um erro na escola: – Eu não errei na prova. Só disse que o Sol nasce no nascente e dorme no dormente.

E uma das melhores. Uma menina negra, pobre e muito bem cuidada por sua mãe, ia sempre para a escola muito bem arrumada, sempre se destacava na escola pública por sua aparência. Uma de suas amigas pergunta:

Você é rica? Ela responde: Não, acho que sou bem de vida. Minha mãe tem uma faxina e duas lavagens de roupa!

E sobre definições, as crianças são fantásticas. Eis algumas definições infantis:

FUTURO – é tudo que vem depois e, quando chega, já era.

PACIÊNCIA – é uma coisa que mamãe perde sempre.

POLUIÇÃO – é sujeira do progresso.

GÊMEAS – duas meninas de cara repetida.

NOITE – é o dia com luz apagada

W – são dois vês que nasceram gêmeos

Y – é uma letra parecida com um estilingue, que é intrometida.

MATÉRIAS ANTERIORES DE Educação & Conhecimento

Publicado em – Edição 114
Publicado em – Edição 114
Algumas expressões…
Publicado em – Edição 114
Muito a contragosto…
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2 Comentários para “Coisa de criança”

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