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Torre de Babel que se entende

Mochileiros de todo o mundo se encontram semanalmente em quiosque de Copacabana

TEXTO_Renato Amado

Que tal viajar e ficar hospedado na casa de outra pessoa? Aluguel de quarto? No CouchSurfing, o pagamento é a troca de experiências.

Criado em 2003, o projeto visa aproximar pessoas de diferentes partes do mundo. Não apenas através do “surfe de sofá”, ou seja, pela hospedagem gratuita, como também através de encontros em que locais e turistas podem se conhecer. Por isso, o domínio www.couchsurfing.org, uma espécie de Orkut para mochileiros, além do perfil detalhado dos seus usuários, conta com comunidades de centenas de cidades, pelas quais os cadastrados podem combinar diversos programas.

Uma da mais ativas, a comunidade do Rio de Janeiro percebeu, há cerca de três anos, a necessidade de fazer um evento semanal. Foi criado então o CouchSurfing weekly meeting. Inicialmente os encontros eram no Mercadinho São José, em Laranjeiras, mas a procura fez com que se buscasse um local mais amplo. Por isso, já há dois anos, os encontros ocorrem no quiosque Pizza em Cone, em frente à antiga Help – onde hoje está sendo construído o Museu da Imagem e do Som.

O público é variado. Tem desde mochileiros bicho-grilo rodando o mundo, a fiéis eleitores republicanos passando um feriado num paraíso tropical. E como um público tão eclético consegue se entender tão bem? “A grande sacada é perceber que diferente não é melhor nem pior, mas simplesmente diferente. Com esse entendimento acho que falar outro idioma se torna só um mero detalhe”, conta Márcio Attie, um dos assíduos frequentadores. E realmente, os participantes querem mesmo é diversidade. Por isso não se espante se num dado momento se der conta de que está numa roda de bate-papo com um alpinista carioca, uma cientista política americana e um universitário indiano. “Conheci muitos locais que foram ótima companhia e que ajudaram a fazer com que minha viagem fosse ótima”, conta o turista britânico Thomas Forsayeth.

A quantidade de frequentadores, assim como a proporção turistas-locais, varia de acordo com a temporada. Com não mais de cinquenta pessoas numa semana de maio ou setembro, o encontro se torna uma bombação para cerca de quatrocentos mochileiros ávidos por curtição na alta temporada, tendo o inglês como língua franca. Segundo o carioca e morador de Copacabana Juan Miguel, “nas semanas próximas ao carnaval fica até difícil de passar no calçadão”.

E enquanto o verão não chega, vale a pena ir se ambientando. O encontro é aberto, mas o cadastro é incentivado, para que o frequentador seja um membro da comunidade mundial do CouchSurfing. Simples e gratuito, ele é realizado no site do projeto.

CS weekly meeting
Todas as quintas-feiras, das 20h à1h
O local tradicional do evento é o Quiosque Pizza em Cone, na Av. Atlântica, altura do Museu da Imagem e do Som
Porém o local está em obras e é preciso acompanhar no site o local das próximas edições
Eventio Gratuito
Cerveja, refrigerante e comida com desconto para surfistas de sofá

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Um Comentário para “Torre de Babel que se entende”

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