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Sandra Jabur Wegner

Capsulite adesiva x hidroterapia

Capsulite adesiva é uma patologia que ocorre na articulação do ombro sem etiologia concreta, ou seja, pode ser consequência de uma ou várias causas, levando a uma diminuição ou incapacitação do movimento funcional, como pentear o cabelo, escovar os dentes, vestir-se. Além da limitação do movimento, vem acompanhada de muita dor. Esta patologia muitas vezes ocorre por trauma, estresse, uso intensivo da articulação, movimento brusco repentino ou trauma emocional, podendo haver uma lesão anterior ou não ao novo evento. A reabilitação na água pode demorar até um ano; fora d’água, às vezes, é mais demorada. Podem-se combinar os dois tratamentos com ótimos resultados.

O tratamento deve ser global, começando pela aprendizagem da respiração diafragmática e que conduz a um relaxamento de toda a musculatura torácica alta, evitando a posição de “roupa pendurada na corda”. Os movimentos de flexão e abdução a 45° no plano das escápulas são realizados com a ajuda da propriedade física da água mais importante – o empuxo, que facilita o movimento de subida do membro superior afetado, aumentando o arco de movimento suave e progressivamente. Quando o paciente é adaptado ao meio líquido, trabalha-se sem ação da gravidade no fundo da piscina, o que facilita e acelera o tratamento.

Os exercícios são realizados sempre coordenados com a respiração. Trabalha-se toda a musculatura da região cervical, torácica alta, gradil costal e articulação do ombro com movimentos e mobilizações suaves com o auxilio das propriedades físicas da água. São realizados exercícios com os membros inferiores, com a estabilização do tronco e dos membros superiores ou associados aos movimentos de membros superiores com amplitude limitada, suavemente e sem dor. Esses exercícios mais dinâmicos aumentam a serotonina, diminuindo ou evitando a depressão que ocorre, às vezes, com a capsulite adesiva, tornando o paciente mais ativo, mais capaz e consequentemente mais feliz. Ao final, faz-se um relaxamento com deslocamento e deslizamento facial, mobilizações e alongamentos suaves de toda a musculatura da região envolvida.

À medida que o quadro álgico diminui, o tratamento avança quanto ao ganho de arco de movimento, função, independência e retorno às atividades laborais, sociais e de lazer efetivamente. O relaxamento diminui o estresse, a tensão colocada sobre a região e sobre todo o corpo pela dor e limitação do movimento. O ombro gosta muito de carinho, e o paciente deve ser tratado como um todo e não apenas como um ombro doente.

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