Capa

Suburbano coração

Enquanto os holofotes da mídia se voltam para o subúrbio do Rio, lançamos nosso olhar para as histórias de vida de legítimos representantes da alma carioca

TEXTO_LILIBETH CARDOZO

FOTOS_ARTHUR MOURA

O Rio é uma cidade plural, com 155 bairros que cresceram no entorno das montanhas e praias. Situada na entrada da baía da Guanabara, parece um quadro pintado por muitos artistas. As moradias foram cobrindo as belas montanhas e vales que fazem a paisagem carioca, transformando os espaços urbanos em uma grande colcha de retalhos ligada pelas linhas férreas. Subúrbio (do latin suburbium, literalmente sub-cidade) num sentido genérico, quer dizer “tudo o que está ao redor” e é um termo que no Rio de Janeiro foi utilizado para designar os bairros mais afastados do Centro do Rio que se formaram ao lado da linha do trem.

Atualmente, essas áreas tornaram-se o foco da atenção brasileira, principalmente devido aos programas nos canais de TV aberta, que, nos últimos anos, passaram a intensificar a presença do universo suburbano carioca em suas produções. Vieram documentários, filmes, personagens, novelas e séries. Com destaque para o maior canal do país, a Rede Globo, que, em sua desesperada busca por abraçar a ascendente classe C e D, de uma só vez termina uma novela campeã de audiência retratando o subúrbio, repete o tema na seguinte e, ao mesmo tempo, lança uma série chamada “Suburbia”.

A Folha Carioca saiu mais uma vez da Zona Sul e foi conversar com moradores sobre o viver em alguns dos bairros mais tradicionais do carioca da gema. Utilizando o metrô, que hoje liga Ipanema ao bairro da Pavuna, começamos nossa viagem na estação de Botafogo. E foi antes do embarque que encontramos Dona Almerinda. Ela pedia informações de como chegar a um templo evangélico de Del Castilho.

Moradora de uma favela na Zona Sul, quando soube que iríamos conversar com pessoas do subúrbio nos falou de suas percepções sobre a cidade, destacando o traço da desigualdade entre ricos e pobres como a grande diferença dos grupos sociais cariocas. Sua avaliação desconsidera diferenças geográficas. “Sou preta, pobre e suburbana de nascimento. Aqui ou no subúrbio, é a mesma coisa se é gente pobre, não tem diferença nenhuma. Morar na Zona Sul só tem é muita diferença nos gastos. Moro em favela, que agora inventaram de chamar de comunidade. Ainda acham que somos bobos com essa coisa de mudar nome para os pobres acharem que mudou alguma coisa. Lugar onde mora pobre é sempre o último da fila pra tudo. Escreve aí, moça, sou carioca pobre. Carioca sem chão, nem Norte, nem Sul, nem subúrbio. Mas gosto muito dessa terra de São Sebastião”, disse.

Linha do trem no trecho de PiedadeTrilhos e histórias

Segundo o geógrafo Pedro Geiger, “o crescimento [do Rio] se ajustou a uma topografia muito singular. A cidade seguiu, por uma ocupação em forma tentacular, sobre as terras planas entre o mar e a montanha, sobre restingas margeadas de lagoas, sobre as planícies mais interiores entre montanhas e morros e pelas encostas deste relevo e pelos vales”. Foram exatamente os trilhos da ferrovia, implantados na segunda metade do século XIX, e os bondes, inicialmente puxados a burro e posteriormente substituídos pelos elétricos, que aceleraram a urbanização da cidade.

O centro passou a ser lugar de negócios e a população se deslocou para outras regiões da cidade. Os de maior renda instalaram-se em áreas atendidas por bondes e aquelas servidas por ferrovias foram povoadas pelas camadas mais pobres. A palavra subúrbio passou a designar as áreas organizadas em torno de estações ferroviárias que, com a ocupação, ganharam vida e identidade. No caminho da Folha, um dos mais entusiastas suburbanos que encontramos foi Carlos Alberto. O carioca de Bangu é casado, 43 anos, pai de seis filhos e trabalha como segurança. “Moro em Bangu, graças a Deus!”, exclamou ao ser questionado sobre sua moradia.

Carlos destaca as estreitas relações de vizinhança como um dos prazeres que tem em morar no subúrbio e sente que na Zona Sul, onde tem contatos profissionais, essas relações de amizade são muito raras. “Meus vizinhos são amigos há 40 anos. Isso não tem preço. É o maior valor para mim e minha família”, diz. A estudante de publicidade e propaganda, Tatiane, faz coro com o segurança e diz gostar do clima de solidariedade que existe no subúrbio. “Gosto de onde moro e não sairia”, conta. Moradora da Pavuna, a estudante reclama que tem restrições, por ter que sair sempre do seu bairro para estudar e se divertir. Acha tudo muito longe. “As pessoas zoam de eu morar onde moro, mas porque é muito longe de tudo. Sairia daqui só por facilidades de trabalho e estudo”.

Já a amiga Talita tem outra opinião. “Morar na Pavuna é tenso”, diz acentuando a fala ao se referir ao seu bairro. Talita não esconde que gostaria de morar na Zona Sul da cidade e diz que os bairros são mais bonitos, mais bem cuidados. “Só lembram-se do subúrbio e da Baixada na época das eleições. Eu me divirto na Zona Oeste, não na Pavuna, não gosto dos lugares. Moro porque vivo com minha família e não temos como sair de lá. Gosto de ser carioca, vou à praia em Copacabana ou na minha preferida, que é no Arpoador”, acrescenta.

Sonhando com o mar

O Rio tem hoje uma população de cerca de seis milhões e é o núcleo da região metropolitana que soma 12 milhões de habitantes. Ao longo de várias décadas a cidade foi se verticalizando e os imóveis encarecendo. Morar nos bairros à beira-mar, em especial na Zona Sul, ficou muito caro e os espaços dos morros e subúrbios foram ganhando valor, muitos habitantes, problemas e soluções. O subúrbio carioca têm uma expressiva marca cultural que se revela no cotidiano de seus moradores, nas manifestações de rituais, festas e celebrações. É possível observar um modo de vida bem próprio de cada região da cidade, onde os grupos sociais têm valores, conduta e hábitos diferenciados.

Um jovem da zona suburbana possui comportamento comum a todo jovem, sofre forte influência de seu grupo social e manifesta no comportamento escolhas com as quais têm identidade, seja nas gírias, modo de vestir, gosto musical, diversão, etc. Num shopping moderno e sofisticado do subúrbio, é possível observar os mesmos padrões de consumo das áreas consideradas nobres da cidade e a maioria das lojas das grandes grifes. A definição de bem estar também é definida pelas condições de renda que propiciam ou não a aquisição de bens.

Lá encontramos Ana Carla, moradora de Acari, que foi bem assertiva ao dizer que gosta muito de morar no subúrbio e que estava no shopping apenas para comprar um sapato, pois faz compras no comércio mais popular. “As pessoas de outras áreas da cidade acham que somos pobres ignorantes, analfabetos, sem estudo. Somos discriminados, mas temos uma vida decente. Sou cabeleireira, me divirto bastante e sou feliz onde vivo e, como carioca, gosto muito da praia de Copacabana. O melhor de viver no subúrbio é a solidariedade entre os moradores. Todos os vizinhos são amigos e se ajudam muito. Algumas pessoas têm medo de ir a Acari, na comunidade onde moro, mas não existe perigo maior que em qualquer outro lugar da cidade”, comenta.

Acompanhando Ana Carla estava Kátia, revendedora de roupas pessoais, cama e mesa, que diz ser bem feliz onde vive e que não sonha em morar na Zona Sul do Rio. Gostaria mesmo, é de viver na Bahia, onde viu muito acolhimento do povo e encontrou muita identidade com suas raízes africanas. Kátia é umbandista, assim como toda sua família, e declarou-se filha de Oxóssi. A vendedora acrescenta que no subúrbio existem vários centros onde é possível mais liberdade religiosa. Inicialmente mostrou-se receosa em falar sobre o assunto, mas logo se sentiu à vontade. “Existe muita perseguição e não podemos nos abrir com qualquer um, mas é minha origem”, explica orgulhosa.

Orgulho e preconceito

Fátima, nascida e criada em Bangu: orgulho e vaidade

Fátima é uma suburbana nascida e criada em Bangu e fala de sua origem com orgulho e vaidade. Diz que faz parte da casta de Bangu e cresceu tendo destaque no bairro, pois seu pai era presidente do clube, o que a fez sobressair em seu grupo social. Fátima destaca a importância de ser conhecida e ter excelentes relações com famílias do mesmo bairro. “Há quem se surpreenda por eu morar em Bangu. Muitas pessoas da Zo

na Sul acham que suburbano é menos instruído. Aqui tem muita gente elegante, bem arrumada. Eu alugo um apartamento em Copacabana para irmos de vez em quando. Acho que as pessoas aqui são mais arrumadas e gastam mais dinheiro com beleza. Já fiquei surpresa em ver como na Zona Sul as pessoas usam chinelos e roupas muito largadas”, conta.

Fátima se diz carioca, feliz e ale

gre.  Explica que não usa muito o apartamento de Copacabana porque sente falta de Bangu, onde suas referências são mais fortes. “Fiz minha vida no subúrbio. Tenho orgulho de ser suburbana. O comércio que mais uso é aqui. Há uma butique em Bangu que, mesmo com o shopping, até hoje é uma referência de moda. As famílias procuram esta loja pra se vestirem em ocasiões especiais. Há muita gente que se mudou para a Barra e vem aqui usar o cabeleireiro ou fazer compras. Conheço um grupo de 35 famílias que mora na Barra, mas brinca o carnaval com seus antigos vizinhos”.

Já Thiago, um jovem estudante de psicologia muito inteligente e bem articulado, mora na Pavuna e diz que não gosta de morar num subúrbio tão longe de tudo. Ele vive com os avós em casa própria e também ressalta como ponto positivo a solidariedade e convivência com o

s vizinhos, uma evidência da cultura
suburbana. No entanto, o jovem destaca também a falta de se

rviços básicos e infraestrutura de saneamento, queixa que encontramos em quase todos os entrevistados.

Com visível interesse por programas culturais, Thiago usa muito a oferta de espetáculos no centro da cidade e as praias da Zona Sul. “Tenho orgulho de ser carioca, mas meu país não se orgulha de mim, nem me dá valor. Estou me preparando para ir viver na Irlanda. Quero estudar e me dedicar à música, tentar ganhar dinheiro com arte. Toco violão e gaita. Sou seletivo e busco me relacionar com pessoas que me acrescentam alguma coisa, independente de onde vivem, pois as pessoas valem pelo que são e não pelo que têm. No meu bairro, até no meu país, violência e mendicância são vistos como normais e não é nada normal”, destaca o elegante, simpático e muito sereno músico.

Saio do subúrbio, mas o subúrbio não sai de mim

No Mercadão de Madureira encontramos Larissa, uma mocinha de 16 anos que diz com firmeza que tem orgulho de morar na Mangueira. “Adoro samba e lá eu conheço todo mundo. Eu não queria mudar da Mangueira, só queria ter uma condição melhor de vida”, diz. No mesmo mercado encontramos uma família comemorando o aniversário de 42 anos de Ana Paula, uma fisioterapeuta que atende clientes em diversos bairros da Zona Sul. Alegres, a família diz gostar muito de Madureira e ressalta a facilidade de deslocamento para a Baixada Fluminense e o resto da cidade.

Gustavo

Quem circula bem por toda a cidade é o artista Gustavo Bartolomeo de 28 anos. É formado pela escola de Belas Artes da UFRJ, reside em Bangu, tem uma namorada na Zona Sul e trabalha no Jardim Botânico. Mas o artista se queixa da falta de transporte público eficiente. “Se não fosse pela acolhida da família da minha namorada, que mora na Urca, eu teria o mesmo destino de meus conterrâneos: passar de 6 a 8 horas no ‘maravilhoso’ transporte público da cidade”, critica.

Segundo Bartolomeo, morar no subúrbio, independente do bairro, tem sempre uma vertente romântica de um tempo que não existe mais. “As pessoas se lembram saudosas e contam orgulhosas esse passado. No caso de Bangu, que já foi um polo têxtil importante do Brasil, acho que os mais antigos devem ter um estranhamento no bairro que Bangu se tornou. O carioca suburbano é aquele cara que reclama do bairro, mas se escuta outra pessoa falando mal, arruma confusão”, conta. “As pessoas no subúrbio tendem a se abraçar mais, a viver uma nas casas das outras, de xingar, de chamar o amigo de viado e a mãe dele de puta e ficar tudo lindo. O suburbano faz festa até com desgraça e espera que as coisas melhorem por aqui. Ser suburbano é vencer o preconceito por ter nascido onde nasceu e continuar tendo orgulho de sua origem. A frase ‘saio do subúrbio, mas o subúrbio não sai de mim’, diz muito”.ar de 6 a 8 horas no ‘maravilhoso’ transporte público da cidade”, critica.

No Rio de Janeiro, como em todas as cidades com grandes espaços públicos ao ar livre, em algum momento as marcantes diferenças sociais ficam menos evidentes. Todo carioca gosta de brincadeira grupal: o churrasco na rua, o jogo do bicho, a roda de samba, a praia, a pelada no campinho, cerveja com amigos ou o vôlei na areia. Criamos a cidade por entre morros e, nas ruas e avenidas, o carioca anda de ônibus lotado, trem que descarrila, metrô novinho que já envelheceu, bicicletas de cor laranja que são novidades ou aquelas que circulam do ladinho da linha do trem. No subúrbio carioca nascem e crescem as meninas lindas que sonham em morar perto da praia, mas a maioria não troca de lugar do portão da casa de sua família, onde conversam tranquilamente com as amigas, pela vida de nenhuma garota de Ipanema. No subúrbio tem boteco, moleque soltando pipa correndo descalço no chão com ou sem asfalto, ruas sem asfalto e lama que suja os pés em dias de chuva. Subúrbio tem gente rica, tem gente com roupa de grife e tem costureira. Subúrbio tem carioca “da gema” e carioca “da clara”, aquele que adotou a cidade ou foi adotado por ela. Zona Norte, Zona Sul, Zona Oeste, Centro, morro, favela ou comunidade, Ilha – do Governador e de Paquetá -, periferia, subúrbio, é tudo Rio. Quem vive às margens do Rio faz com seu trabalho muita arte e expressões genuínas de um estilo único, contribuindo, a seu modo, para a cidade exportar para todo o Brasil poesia, música, hábitos. Belas criações humanas que fazem a identidade do povo brasileiro.

Colaborou nesta reportagem
Fred Pacífico Alves

Operária, dirigente sindical. bailarina, estudante de Psicologia. Bruxa. Feminista. Guerreira! E muito mais…

Thiara é uma jovem blogueira que se define “carioca, vinte e muitos anos. Nascida em Madureira, criada na Baixada Fluminense. Operária, escrava de uma grande indústria frigorífica. Dirigente sindical. Bailarina de dança do ventre. Estudante de Psicologia. Bruxa. Feminista. Guerreira.” Thiara tem um blog na internet (3thiaras.blogspot.com.br/2012/02/garota-carioca-suburbana-sangue-bom.html) e suas postagens são expressões muito genuínas de uma moradora do subúrbio que venceu muitos obstáculos.

Conversamos com Thiara por muito tempo e transcrevemos trechos de suas postagens no blog, que dizem quase tudo do que conversamos. Ela comenta: “Acho que o sonho de todo jovem do subúrbio é se mudar pra Zona Sul. Esse já foi o meu, pelo menos. Perto do mar e longe dos trens e ônibus lotados”. Ela saiu de Brás de Pina, foi morar em Caxias e voltou. Ao voltar relata suas emoções e percepção da vida cotidiana em seu bairro e a relação com o bairro se remetendo também à época em que viveu naquela região: “Muitos anos se passaram e eu voltei. Não lembrava como é bonito ver o sol nascer aqui de cima, nem do cheiro da brisa fresca. A rua me parece tão diferente e não mudou nada, aparentemente. Hoje, talvez também por conta da pacificação do Complexo do Alemão (que fica a 2km daqui), não é comum ouvir tiros ou passar por corpos na rua. Os imóveis ficaram super-valorizados, mas continua não tendo cinema(…). As casas continuam com a mesma arquitetura e as mesmas pessoas moram nelas. Pensando nisso tudo, concluo: as maiores mudanças não foram no bairro, foram em mim. Bem, eu não fui criada na praia da Barra da Tijuca, não tenho mamãe famosa e com dinheiro, nunca ganhei apartamento nem carro e não tenho vovó que paga tudo o que eu quiser. Minha família saiu da Bahia pro Rio de Janeiro, pra morar no subúrbio. Fiz pré-vestibular comunitário, estudo em uma universidade federal onde fui aprovada com ótima classificação, sem entrar em nenhum sistema de cotas. Pago meu próprio aluguel, todas as minhas contas e ainda ajudo minha mãe”.

Um oásis no subúrbio

Parque de Madureira, um antigo terreno da Light transformado em um complexo urbano de lazer, cultura e esporte

Se há uma obra muito bem vinda pelos cariocas da gema, é o Parque de Madureira. Inaugurado em junho deste ano e ocupando uma área de 93 mil metros quadrados, antigo terreno baldio da Light, o parque passou a ser a terceira maior área verde da cidade, menor apenas que o Aterro do Flamengo e a Quinta da Boa Vista.

Esse é o primeiro parque público do Brasil com certificação AQUA, o selo de sustentabilidade da Fundação Vanzolini, e projetado para ser um modelo em sustentabilidade e emprego de tecnologias ecológicas. Em sua área foram plantadas 52 mil mudas, 432 árvores nativas e 194 palmeiras, assim como 31.500 metros quadrados de grama verdinha, o que, estima-se, deverá reduzir em até 5 graus Celsius a temperatura média da região. A irrigação das plantas reusa a água da chuva e toda a iluminação é feita por lâmpadas LED, que consomem a metade da energia de um modelo comum.

No interior do parque foram distribuídas três praças de alimentação, pistas para caminhada, playground, ciclovia, pingue-pongue, mesas de jogos de damas e xadrez, academia ao ar livre para terceira idade, quadras poliesportivas, biblioteca virtual, anfiteatro, mirante, entre outras. A área destinada ao skate é um caso à parte com 3.850 metros quadrados reservados ao esporte. A Skate Plaza de Madureira foi projetada pelo campeão mundial Bob Burnquist e seu maior vão tem 3,5 metros de profundidade. A pista é considerada um dos circuitos mais completos do país, atendendo as modalidades street, longboard e vertical.

Há também um jardim sensorial planejado para os deficientes visuais, com espécies nativas e exóticas que podem ser tocadas e identificadas pela textura e cheiro das folhas. Já a Praça do Samba é dedicada a apresentações de músicos da região, possui um palco em formato de concha acústica e capacidade para cerca de 350 ritmistas. A sede administrativa do parque, nomea­da Centro de Educação Ambiental, é destinada a atividades educativas sobre sustentabilidade e meio ambiente. Sua estrutura com teto solar tem a fachada revestida por vegetação e frondosas bromélias que ajudam a diminuir a temperatura no interior.

Outro ponto que promete encantar os visitantes é a Nave do Conhecimento. Todo construído em estrutura metálica e arquitetura moderna, com teto sustentável (revestido de vegetação), o espaço foi dotado com tecnologia de ponta a fim de promover a inclusão digital. A nave foi planejada para oferecer inúmeras opções de cursos, pesquisas, visita virtual e lazer, além de cinema ao ar livre, através da projeção no telão da fachada.

Madureira é uma região com altíssima taxa de urbanização, 99,93%, dona do maior mercado popular do Brasil, que é o maior pólo comercial e econômico do subúrbio e segundo da cidade. Uma área como o Parque de Madureira, além de se tornar mais uma bela opção de lazer para a cidade, transforma essa região do subúrbio e agrada muito aos moradores.

Parque de Madureira
Onde fica:  Rua Soares Caldeira, 115, em Madureira, Zona Norte do Rio (em frente ao Madureira Shopping).
Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 5h à 0h.
Entrada franca

Confira o ensaio fotográfico de Arthur Moura no subúrbio carioca

MATÉRIAS ANTERIORES DE Capa

Publicado em – Edição 117
Mobilidade urbana sobre duas rodas
Publicado em – Edição 116
Adrenalina por opção
Publicado em – Edição 115
Programação de Verão de Cabo Frio e Búzios
VN:F [1.9.22_1171]
Rating: 0.0/5 (0 votes cast)

Deixe um comentário