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Reconstruir, Renovar, Recosturar

O saudável hábito de visitar e comprar em brechós e feiras de antiguidade

Samantha Quintans*

Eu e Luiza, minha filha, ganhamos uma bolsa de roupas usadas. Minha prima, um primor de organização, descartou o que estava esquecido em seu closet sem uso e passou adiante. Mas o destino dessas “peças” não seria o mesmo de sempre; afinal as pessoas não costumam ir à escola ou ao trabalho usando o melhor do vintage!

Nada é mais chique, atual, sustentável, consciente e equilibrado do que reaproveitar, renovar, reconsiderar, reconciliar, reavaliar, recosturar! Esse “mercado das pulgas” interno é hábito antigo aqui em casa: minha mãe atuou como estilista nos anos 80 e reinava na rua Visconde de Pirajá, em Ipanema, com sua ESSEDDI. Criou modelitos incríveis que repassamos de geração em geração. Móveis antigos, quadros e gravuras mudam de endereço e ocupam sempre um lugar nobre nesse troca-troca. Quando viajo por aí, dedico um tempo especial visitando brechós e feiras de antiguidades. São lugares interessantes e inspiradores que transbordam cultura e história. Quase sempre levo pra casa uma peça que tinha que ser minha!

Tem também a troca, compra e venda de livros, CDs e DVDs. Considero sebos lugares mágicos e já fiz excelentes compras em bancas de livros usados, os preços costumam ser muito atraentes. Dias desses, fui presenteada com a edição especial da adaptação para DVD de Dancin’Days, para quem não sabe, foi “a grande novela” dos anos oitenta e influenciou a moda de toda uma geração. Roupas, meias e tocas de lurex, muito crepe, rendas e seda no figurino; tudo era esvoaçante, rodado ou levava babados. As estampas de colchas e almofadas eram iguais às das cortinas, ninguém morava em um ambiente de decoração clean! Gilberto Braga criou um folhetim em que Sônia Braga, Joana Fomm, Glória Pires (ainda adolescente), Antônio Fagundes com o peito coberto de pelos negros, (bem que essa moda de homem com pelos poderia voltar), abriam suas asas, bailavam ao som das Frenéticas e faziam de tudo para estampar as páginas da revista “FACE”. A divertida e dançante música que fala da tal da felicidade (atualmente reeditada na voz do grande Frejat) me lembrou que não há nada de novo embaixo do sol, que existe tempo para receber e tempo para doar e que tudo pode ser novo de novo.

*Samantha Quintans é personal organizer
samanthaquintans@folhacarioca.com.br

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Um Comentário para “Reconstruir, Renovar, Recosturar”

  1. BEATRIZ disse:

    Por favor SAMANTA, VOC~E CONHECE BRECHOS QUE COMPREM ROUPAS?..E CONHECE COSTUREREIRAS DE AQUELAS QUE ANTIGAMENTE COPIAVAM MODELOS OU FAZIAM CONCERTOS, NÃO DARIA ESTAS DICAS?
    obrigada
    BB

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