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SAARA Terreno fértil para a DIVERSIDADE

Ao contrário do deserto africano, cercado de conflitos, esta nossa SAARA – assim mesmo, no feminino – é território de paz para árabes, judeus, espanhóis, chineses…

TEXTO_MARILZA BIGIO
FOTOS_ARTHUR MOURA

Sem conflitos: Árabes e Judeus foram os fundadores deste território livre entre a Rua da Alfândega e a Buenos Aires, no Centro do Rio, e seus descendentes são maioria até hoje por aqui. Sem crise: Espanhóis e Portugueses continuam tradições antigas. Com liberdade: Chineses e Coreanos se adaptam à diversidade local. Com desconto: brasileiros de muitas regiões, mas sobretudo nós, cariocas, compramos barato, com alegria, em segurança. E nos divertimos com tantas novidades natalinas, tantos sotaques, tantas opções de presentes, tanta gente – meu Deus! – que a gente é até carregado pela multidão que atravessa a Avenida Passos!

Aos 50 anos, completados em 5 de outubro, as lojas que formam o quadrilátero onde fica a SAARA – Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega – mantêm a posição de maior contribuinte do ICMS do Rio de Janeiro. Você sabia disso? Pois foi como maior contribuinte de impostos da cidade que a comunidade árabe-judaica teve moral para convencer o então governador do Estado da Guanabara, Carlos Lacerda, a desistir de um projeto de viaduto que cortaria a região. Convidado para um almoço pelos lojistas, em 1962, Lacerda ouviu os argumentos, e fez melhor: criou o viaduto da Perimetral em vez do projeto original. Salvou a região central e ainda desafogou o trânsito.

Foi na época desse evento que foi fundada a SAARA. Mas a história do lugar é ainda mais antiga. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, e das colonizações francesas no norte da África, árabes e judeus sonhavam com a América. Quem conta é Demétrio Charl Habib, presidente de honra da SAARA, e filho do pioneiro Gabriel Habib: “Nessa época, diz Demétrio, a Turquia – o Império Otomano – dominava o Oriente Médio, e por isso, aqui para os cariocas, os árabes eram ‘turcos’, e os judeus acabaram por ser assim também identificados”.

Ao chegar ao porto do Rio, todos vinham parar na Rua da Alfândega, a mais próxima, e que acabou por se tornar ponto de destino. Eram todos comerciantes em suas terras, e queriam continuar aqui. Gabriel Habib viu nisso o que hoje se chamaria de “nicho de mercado”: montou uma grande loja, um atacadão, que abastecia os mascates que se embrenhavam pelo interior vendendo suas mercadorias.

Nascimento do varejo

Demétrio Habib, Presidente de Honra da SAARA, com seus troféus, medalhas e comendas

A loja do “seu” Habib era enorme, tinha de tudo em grandes quantidades. Uma vez entrou lá uma senhorinha e pediu para comprar ‘laise’, um tecido bordado muito chique. O funcionário colocou sobre o balcão uma peça de 10 jardas de tecido. “Quanto a senhora quer?” “Vinte e cinco centímetros”, respondeu a dama. “Impossível, só vendemos em grandes metragens”, desculpou-se o vendedor. Ainda bem que o ‘seu’ Habib estava por perto.

Quem conta é Demétrio; “Meu pai mandou o rapaz cortar os 25 centímetros, e quando a mulher agradeceu, disse que ele é que lhe ficava devedor, pois ela lhe tinha dado uma bela ideia!” Foi assim que nasceu o varejo na Rua da Alfândega. As lojas Gabriel Habib e Filhos, de tecidos, armarinho, utilidades e brinquedos, começaram a vender também no varejo, e logo foram seguidas por todas as outras. E a clientela da rua cresceu, fazendo transbordar todo o comércio para as ruas adjacentes.

Foi aí que nasceu também a venda a prestação – essa mania que a gente pensa que é invenção brasileira, na verdade foi implantada pelos mascates que agora podiam comprar em menor quantidade e vender por aqui mesmo. Quem aí que tem mais de 50 anos e que não ouviu a expressão ‘turco da prestação’? Pois é…

Figuraças

Hoje a região tem 1250 lojas. Associadas da SAARA mesmo são 300 lojas, e Demétrio sonha em aumentar o número de sócios. “Aqui nós damos tudo: segurança, limpeza, baheios públicos, publicidade em revistas e na nossa rádio, TV aos sábados, ambulâncias para socorro urgente” – diz. Além das nacionalidades citadas, há também muitos argentinos e brasileiros, especialmente do nordeste.

“Aqui não se fala em guerra”, diz Demétrio. “Nossa guerra é para botar o cliente para dentro da loja. Procuramos trabalhar unidos e em paz. Este é o espírito da SAARA”.

Quando os pioneiros vieram para o Rio de Janeiro, as batalhas no oriente eram quase sempre de motivação religiosa, entre diversas seitas islâmicas, os otomanos, os judeus, os cristãos. Aqui, os imigrantes encontraram uma atmosfera de liberdade, e decidiram: “religião é nas sinagogas, nas mesquitas, nas igrejas, não no nosso local de trabalho”.

Hoje as guerras têm outros contornos, mas eles não se envolvem: “Não entramos no mérito, apenas não falamos sobre isso”. E completa: “Não somos mais inteligentes do que eles? Ou melhor, não somos mais humanos do que eles?”

Demétrio é uma das figuras unanimemente respeitadas na SAARA. Tem diplomas, troféus e comendas de grande importância, dos quais destaca a Medalha ao Mérito Dom João VI, de 1998, a Honra ao Mérito do Clube Sírio-Libanês, de 1997, e a comenda de Cavalheiro da Ordem do Cedro do Líbano. Carinho especial ele demonstra por um troféu criado pelo Banco do Brasil especialmente para ele, em 2003, com um texto bonito que começa com frases que são um verdadeiro retrato de Demétrio: “Ímpeto de Guerreiro, Calma de Pai, Olhar de Irmão”.

Demétrio tem dois filhos homens e uma filha tiete: Lilian, fã apaixonada do pai. Tem 9 netos e 3 bisnetos, que têm suas fotos espalhadas no escritório do patriarca. “Nós viemos para cá para progredir, para criar nossos filhos dado a eles um leque de possibilidades. Muitos dos filhos e netos dos inigrantes – a maioria – se formou em faculdades, têm seus próprios escritórios, ou trabalham em grandes empresas, mas alguns deles, mesmo formados, estão aqui cuidando das lojas de seus pais”.

Henrique Nigri, da segunda geração de imigrantes judeus, autor de “História da SAARA”

Outra figuraça da SAARA é Henrique Nigri, da segunda geração de imigrantes judeus. Ele conta que depois de duas guerras mundiais, os americanos encantavam o mundo com seu progresso, seus filmes, sua música. Muita gente quis tentar a vida na América. “Mas a América era muito grande, eram três, e os judeus iam de barco do oriente para a França, e chegando lá os comandantes dos navios perguntavam qual América queriam, então muitos foram para o México, a Argentina e outros para o Brasil”.

A vantagem de árabes e judeus, segundo Nigri, é que tinham sido colonizados pela França, e sabendo francês foi mais fácil aprender português. Henrique Nigri, o patriarca dono das lojas HN, é autor de um livro importante sobre esses anos, “História da SAARA”, cuja venda ele faz reverter à Lar das Crianças Israelita Religiosa Rosa Waisman, na Tiuca – que aceita crianças de qualquer religião.

Seguindo o fio da História, Nigri lembra que depois dos conflitos religiosos entrou na briga o petróleo. “Os árabes eram pobres até que se descobriu o seu petróleo. As grandes potências, vendo esse produto fantástico, perceberam que para botar a mão nele era preciso fomentar as brigas religiosas e os conflitos, para dividir e assim dominar”.

É uma boa teoria… Mas ele não se estende sobre o assunto, e com bom humor responde à pergunta “por que existe essa paz aqui na SAARA?”

“No Oriente Médio, os países, a Síria, o Líbano, eram ditaduras. Aqui, árabes e judeus encontraram um país livre, sem condições, sem problemas religiosos, aceitando todas as religiões. Eles não conheciam democracia, vieram a conhecer aqui”. Nigri completa: “Aqueles primeiros imigrantes pensaram então que esse país maravilhoso nos deu essa rua, essa facilidade para trabalhar. Se começassem a brigar, iriam matar a galinha dos ovos de ouro!”

Ênio Bittencourt, presidente da SAARA há 25 anos, um dos respeitados decanos do lugar

Mais um decano da paz na SAARA, Ênio Bittencourt é presidente da sociedade há 25 anos. Conhece tudo e todo mundo. Mineiro, casado com uma filha de sírios há mais de 50 anos, tempo em que começou a sua loja, a GMB Sports. Aos 79 anos, apresenta corpo atlético para a idade, e uma disposição invejável. “Já fiz ponte de safena, várias, também várias mamárias, então o que eu tinha de passar, já passei”, brinca.

É Ênio quem, todos os anos, serve de cicerone da imprensa para as matérias que jornais e TV fazem sempre, na época de Natal. Na sua loja, a GMB Sports, as simpáticas vendedoras já sorriem ao ver a máquina fotográfica, como quem diz “lá vêm os jornalistas de novo”. É realmente uma atração tradicional de fim de ano. Esta é a época de maior movimento aqui, mas em todas as datas festejadas neste Rio a SAARA fica lotada de gente. “Afinal, é o maior shopping center a céu aberto da cidade”, afirma orgulhoso o presidente Ênio.

Ênio está na sua loja da Rua da Alfândega a partir das 6 horas da manhã, até as 18h, e aos sábados até 3 ou 4h da tarde. Tem quatro filhas, todas formadas, mas só uma trabalha com ele. “A maioria dos filhos de meus amigos não trabalham aqui, estão formados e trabalham fora” – diz. Quando se pergunta se não tem medo de tudo isso se acabar por causa da ausência das novas gerações,Ênio sorri: “Não tem perigo de acabar. Cada vez chega mais gente, atraídos pela convivência pacífica entre nós. Todos são amigos, tomam o cafezinho juntos, almoçam juntos, fazem o seu dia-a-dia pela sobrevivência”.

A festa das compras

Neste shopping inteiramente informal, fazer compras é mesmo uma festa. As lojas se esmeram em colocar bem à vista, pendurados diante das portas, produtos coloridos, chamativos, intrigantes: boás de plumas, bonecos de Papai Noel dando cambalhotas em trapézios, bonequinhos que soltam bolinhas de sabão. Roupas das mais diversas, bermudas, blusas, vestidinhos para o verão. Biquinis, shortinhos, meias arrastão – já antecipando o Carnaval.

As coisas evoluíram muito desde que d. Darcy Vargas, a prestigiada filha do presidente Getúlio Vargas, era cliente assídua da Rua da Alfândega. Elavinha à loja do ‘seu’ Habib comprar tecidos, botões e linha para mandar fazer os uniformes dos jovens da Casa do Pequeno Jornaleiro. A Casa acolhia meninos entre dez e 15 anos e lhes dava ensino e a oportunidade de trabalhar na entrega de jornais. Depois da virada para o varejo, há mais de 50 anos, todos no Rio sabem: na SAARA se encontra de tudo.

Fabiano, animador, atraindo as clientes com seu vozeirão

A concorrência é grande, e muitos lojistas adotaram já há muito tempo a figura do animador, que foi, digamos assim, imortalizada pela personagem Darkson, da novela Avenida Brasil. Uma personagem extrovertida, sorridente, sempre com uma piada na ponta da língua. E, claro, com um vozeirão capaz de atrair consumidores a quarteirões de distância.

Nesta categoria se inclui o Iramar, negro forte e bonitão, dinâmico e sedutor, que há 9 anos trabalha na SAARA. Expor vantagens e promoções é sua especialidade. Atrair clientes – as clientes – é outra. “Não saio daqui, não”, diz. “É um trabalho divertido, tem suas vantagens”, completa com olhar maroto.

É esta a praia que está atraindo também o Fabiano, negro de fina estampa, voz forte, sorriso contagiante. “Estou aqui há seis meses, já trabalhei assim mesmo em Nova Iguaçu, mas aqui eu estou gostando mais”, diz. E não perde a deixa: “Aqui é que tem cliente bonita que nem a senhora!”

Ganhei meu dia, pensa a repórter. Assim devem se sentir também as clientes, com toda essa atenção.

Não é de hoje que a região vive lotada. Mas houve tempo em que era frequentada por políticos e famosos. Geralmente, depois de circular pelasruas de lojas e almoçar nos seus restaurantes, eles procuravam um lugar já tradicional: o Café Bunda de Fora. O nome certo do barzinho que só vendia café já se perdeu na História, mas ficou o apelido, dado pelo humor carioca, sempre presente. É que o bar só tinha praticamente o balcão, era tão pequeno que os clientes ficavam com suas xícaras na mão entre o balcão e a rua, literalmente com as respectivas partes traseiras “de fora”.

Mais figuraças

Com uma população predominantemente síria e libanesa, os restaurantes de comida árabe foram abrindo e se multiplicando por aqui, desde o início desta história. Um exemplo é o Cedro do Líbano. na Rua Senhor dos Passos, curiosamente uma propriedade de espanhóis.

Lícia Fernandes Dominguez, do Restaurante Cedro do Líbano.

O restaurante hoje é dirigido por Lícia Fernandes Dominguez, filha do patriarca Manuel Fernandez Dominguez, natural de San Pedro de la Coruña, na região de Ponte Vedra, na Galícia. É uma daquelas magníficas paisagens do Caminho de Santiago de Compostela. O avô de Lícia, Leonardo Fernandes, veio aos 23 anos para o Rio de Janeiro, em busca de oportunidades, depois dos tempos difíceis da Segunda Guerra. Montou um botequim (naquela época, um bar que servia café) na esquina de Senhor dos Passos com Tomé de Souza.

Leonardo havia deixado família na Espanha. O mais velho, o pai de Lícia, veio aos 13 anos. “Espanhol não põe os filhos para trabalhar com a família, ao contrário dos árabes. Os filhos iam trabalhar com amigos deles. De qualquer maneira, o trabalho aos 12, 13 anos era uma tradição, pois se acreditava que dava experiência e firmeza de caráter aos jovens” – diz Lícia.

Ela dirige o Cedro do Líbano há 7 anos. É engenheira, e como tal trabalhou por 20 anos. Durante esse tempo, o ‘seu’ Manuel teve como sócio o ‘seu’ Abel, português, até o seu falecimento, há 11 anos. Agora, Lícia, que estudou porque seu pai achava que “restaurante não é coisa para mulher”, dirige tudo juntamente com o outro sócio, Severino Cendon Correa. Lícia tem um filho com 27 anos, o engenheiro Daniel, e uma filha, Manuela, 23, designer gráfica.

Todos os dias, o restaurante fica lotado. E um dos clientes assíduos é Said Mussalem, das Casas Pedro – a que tem mais filiais (10) na SAARA e outros bairros do Rio. Filho de Pedro Mussalem, libanês, e de d. Olga, síria, é carioca, nascido aqui um ano depois que seus pais chegaram, em 1945. Aqui todos os filhos mais velhos começavam a trabalhar aos 13 anos. Todas as famílias moravam nos sobrados em cima de suas lojas

Para Said, trabalhar cedo, na época, era bom para os jovens: “Agora, não se dá mais valor aos relacionamentos, aos mais próximos, porque tudoagora é por computador!” – reclama. Ele tem três filhos: uma engenheira, e os dois homens trabalhando com ele nas lojas. “Mas são formados, um em economia e outro em administração de empresas”. Uma das coisas mais importantes, para estes filhos e netos de outras terras que progrediram no Brasil, é a educação de seus filhos e netos.

Negócios da China

Julia, ou Ju Li, oferece tudo para decoração em sua Bella Casa, formando com Chong (que não quis tirar foto) uma verdadeira sucursal da China

Das 1250 lojas da SAARA, segundo o presidente da sociedade, Ênio Bittencourt, cerca de 10% pertencem hoje a chineses. Há também alguns coreanos. “Eles têm atacadões que vendem de tudo, principalmente na Rua Gonçalves Ledo, entre a Buenos Aires e a Luís de Camões”.

Os chineses Julia (Ju Li) e Chong optaram pelo varejo. Julia é a dona da bem decorada Bella Casa, na Rua da Alfândega. As utilidades para o lar, com novidades e produtos da China, enchem os olhos de quem entra na loja. Julia veio para o Rio com 15 anos, fez faculdade de economia, mas a atração que exerce o dia a dia na loja foi maior, e ela aplica tudo o que aprendeu dirigindo sua própria loja.

Encontramos Chong na sua loja Xin Xin Presentes, na Rua Senhor dos Passos. Aqui, praticamente tudo é Made in China. Roupas, acessórios, cintos, bolsas, objetos – lindos! – de decoração, além de um painel com uma infinidade de chaveirinhos da sorte, todo tipo de miudezas e curiosidades pode-se encontrar na Xin Xin.

Chong comprou o ponto de um árabe, e transformou em sucursal da China. Ele é oriundo da província de Zheijing, e veio para o Rio há 19 anos, trazido por um tio que já trabalhava no comércio no Brasil. Ele tem 39, e está aqui neste endereço há 3 anos. Veio em busca de uma vida melhor, quando a China passava por dificuldades. Agora, está adaptado, tem 3 filhos brasileiros, fala uma língua já bem parecida com o português. “Agora a China está melhor, mas já perdi contato lá”, diz. Por algum motivo não declarado, Chong preferiu não tirar fotos.

Todas essas histórias de gente humilde e trabalhadora que encontrou liberdade e dignidade nesse pedacinho do Centro do Rio de Janeiro estão contadas em detalhes no livro História da SAARA, de Henrique Nigri. Elas também são contadas mensalmente na revista SAARA Informa, deDemétrio Habib e sua esposa Maria Emília. E diariamente nas lojas e ruas desta região que já é um patrimônio carioca.

O Mascate: símbolo de uma tradição

Sua estátua fica na Rua Buenos Aires com Regente Feijó. Com a navegação européia em seu clímax, no início do século, sírios e libaneses tiveram oportunidade de comprar passagens baratas e com isso viajar. No Rio de Janeiro, iam direto para o Hotel Boueri, na Praça da República.

Após uma semana de adaptação, eram orientados por parentes ou conhecidos que já estavam aqui, para que procurassem um bom marceneiro que lhes fabricasse uma mala gigante, verdadeiro armarinho ambulante. As caixas, de dois metros de altura por 1,20 m  de largura, eram sustentadas por duas tiras fortes de couro, que o “mascate” colocava nos ombros.

Um bom mascate andava a pé de 8 a 10 quilômetros por dia, percorrendo vários bairros. Nos baús, havia de tudo: rendas, laise, tecidos importados, perfumes, joias, chapéus, luvas, calçados etc. A cada três metros, o mascate tocava a sua matraca anunciando a visita. Já naquela época havia o pagamento parcelado, tendo como garantia do crédito apenas a palavra empenhada.

Muitas fortunas tiveram sua origem nessas caixas, que hoje são o orgulho de velhos sírios e libaneses. Muitos hoje vivendo em palacetes, guardam suas velhas caixas e a elas agradecem o apito diário de suas fábricas e as filas de clientes em suas lojas.

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Publicado em – Edição 117
Mobilidade urbana sobre duas rodas
Publicado em – Edição 116
Adrenalina por opção
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Programação de Verão de Cabo Frio e Búzios
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Um Comentário para “SAARA Terreno fértil para a DIVERSIDADE”

  1. MARCOS COSTA disse:

    HJ EM DIA UM DOS MAIORES PROBLEMAS DO SAARA, SÃO EM DIAS CHUVOSOS POIS OS FREGUENTADORES TOMAM CHUVAS, ENFIM TA NA HORA DO PRESIDENTE DO SAARA COPIAR O MERCADÃO DA CADEG EM BENFICA, COBRINDO TODAS ÁS RUAS, COM UM SISTEMA MODERNO C/TELHAS TRANSPARENTES, AO PONTO DE DIAS CHUVOSOS OS CLIENTES Q ESTÃO DENTRO DA CADEG NEM PERCEBEM Q ESTA CHUVENDO!!!! OBRIGADO

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