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Bijux in the box - Tô vendo

Vem chegando o verão!

A frase inicial deste grande sucesso de Marina Lima, quando cantarolada, faz a mente logo se encher de imagens maravilhosas: praias cheias, shortinhos, biquinininhos, corpos sarados e suados, crianças correndo e sorrindo. Castelos de areia, bicicletas do Itaú na orla, objetos artísticos, típicos ou apenas práticos vendidos em panos estendidos nas calçadas. Mate na areia – que bom que não acabaram com ele! Mesas de cervejeiros sem camisa. E sol, muito sol; luz, muita luz.

O verão é particularmente bonito na TV. Os bem treinados câmeras das emissoras focalizam com competência bumbuns e silicones, e nove em cada dez imagens são de corpos bem feitos. Daí a correria para as academias, desde setembro, outubro. O resultado sempre compensador vem em janeiro: a paquera rola solta.

A TV vende moda, vende estilo, protetor solar, cerveja, viagens, teatro, cinema, shows, a TV vende de um tudo no verão. E o Carnaval já começa a invadir nossa sala. Não só com o exageradamente alegre e caótico Esquenta, uma overdose de otimismo que é marca da Regina Casé. A Band costuma nos levar até a Bahia, com uma equipe de gente que se empenha em nos dar as imagens mais interessantes. É trabalho, sim, mas que trabalho bom, não?

Também no RJTV e nos jornais locais das emissoras, entramos em contato íntimo com carnavalescos, escolas, passistas, sambas-enredo. Como todos os campeonatos – de futebol, basquete, vôlei, rugby e cara ou coroa – já acabaram, temos paz entre as pessoas. Não há nada mais para nos fazer ficar de mau humor. Shoppings cheios, Planetário cheio, Zoológico cheio, Quinta da Boa Vista cheia, Parque de Madureira lotado. Assim é o nosso verão carioca, de Norte a Sul, e das praias do Leste aos novos shoppings do Oeste. Eta, estaçãozinha booooa! E não só na TV.

Eu vi…

O fim do Fim do Mundo

Pela enésima vez, o mundo ia se acabar. Desde os tempos bíblicos que estamos esperando… Em todas as épocas, de modo recorrente, a fantasia do Fim do Mundo toma conta das mentes mais ingênuas.

Mas desta vez foi diferente. As “evidências” encontradas no livro que deu origem à febre e no filme que embarcou oportunisticamente nessa onda impressionaram até mesmo gente culta, estudada, muitos até com PhD!

O problema é que essas coisas causam impressões profundas nas crianças. Quando eu era pequena, a ameaça era a bomba atômica. Mais tarde, nos assustaram com possíveis dilúvios e inundações. Quando veio o ano 2000 – ele mesmo uma marca para o fim de tudo – todos se assustaram com o famoso bug do milênio, lembram? Os computadores não iriam saber mudar seus dígitos, todos os sistemas iriam falhar etc.

Bem, já que acabou o Fim do Mundo desta vez, vamos ver se não inventam logo outro, né?

Daqui não saio

A publicidade brasileira vive ganhando prêmios e é mesmo muito boa. Mas há algumas que são geniais. Gosto muito daquele comercial em que quatro rapazes sentados em suas cadeirinhas na areia da praia acham o verão – e o cervejão – tão bons que resolvem não sair dali “nunca mais”. E vão envelhecendo até virarem esqueletos. É mesmo uma característica deste nosso verão carioca: uma vez na beira do mar, e tendo cerveja suficiente, não dá mais vontade de ir a lugar nenhum.

Vai, Corinthians

É coisa de carioca zoar os paulistas, e vice-versa. Mas tudo tem limite. Não dá pra não dar os parabéns ao valente time do Corinthians, finalmente Campeão do Mundo em Yokohama. E também aplaudir as transmissões dos jogos, da Band e da Globo, e o jornalismo de todas as TVs na cobertura da grande festa dos Loucos. Banzai, Corinthians!

*Bijux é Marilza Bigio,
jornalista e telespectadora fiel

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Publicado em – Edição 110
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Publicado em – Edição 109
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Publicado em – Edição 108
Dá-lhe, delegada!
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