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Oswaldo Miranda

A casa do gringo agora é museu

“A vida de nossa geração está selada. Nós não temos o poder para influenciar o rolar dos acontecimentos e nenhum direito de dar conselhos à própria geração, depois do fracasso da nossa“

“A vida de nossa geração está selada. Nós não temos o poder para influenciar o rolar dos acontecimentos e nenhum direito de dar conselhos à própria geração, depois do fracasso da nossa“

22 de fevereiro de 1942. Da Tribuna de Petrópolis, toquei para a Delegacia de Polícia. Tem o suicídio de um gringo e a sua mulher nas Duas Pontes. O gringo era Stefan Zweig; a mulher, sua esposa, Lotte. Zweig ganhara projeção aqui depois de escrever o livro “Brasil, país do futuro”, em 1941. Alberto Dines, seu biógrafo (Morte no paraíso – a tragédia de Stefan Zweig), escreveu sobre o escritor e a casa adquirida em Petrópolis, financiada pelos governos alemão e austríaco e doações particulares. Lembrou ter estado em Brasília, comentando que o Brasil tem uma dívida tão expressiva com o escritor, que bem poderia emitir um selo, um carimbo, uma moeda, lamentando ainda, que sua máscara mortuária em gesso, esteve um bom tempo jogada no Instituto Geográfico e Histórico. Referiu-se à doação feita pelo cunhado de Zweig, do acervo que estava na casa de Bath, na Inglaterra, desde que fosse levado para sua última morada. Uma lista assombrosa: 560 volumes de suas obras, entre originais, encardenações e traduções, diários, livros de notas, além de móveis das residências de Paris, Viena, Salsburg, Londres, Bath, e Petrópolis. Mais: retratos autografados de Freud, Romain Rolland, Toscanini, Rilke, Strauss, cartas de Einstein, manuscritos de Mozart, uma mesa de Beethoven. Pode-se ver ainda o poema da despedida e uma placa com nomes de refugiados nazistas que para aqui vieram, como o casal, em busca de paz.

Casa_Stefan_ZweigAndando pelo mundo, angustiado, Zweig deixaria a opção de morar em Nova Iorque, buscando o Brasil, ainda que aqui tivesse poucos amigos. Mas era o recanto ideal para morar com Lotte, o isolamento, a solidão… na casa de Petrópolis, agora transformada em museu, justa iniciativa, como escreveu Dines, “para lembrar o autor da maior homenagem ao Brasil jamais escrita por um estrangeiro”. Ele encabeça a lista do grupo que se empenhou em tornar em realidade o museu.

Bem, a casa do gringo Zweig, onde ele morou com a esposa e onde se suicidaram, fica na rua Gonçalves Dias, 34, constituindo-se hoje, em mais um ponto importante a ser visitado no roteiro histórico e turístico de minha cidade.

Maria-1Habemus papinha

Esta linda criança, Maria, filha de meus netos Fátima e Maurício, portanto, minha bisnetinha querida, aqui, na hora de um de seus conclaves, quer dizer, gostosos lanchinhos, que ela papa com apetite, gulosinha que é…

Deu na mídia

romario-no-poder-e-politica-1329849556386_1920x1080O DIA: “Romário: a obra do Maracanã é um assalto aos cofre públicos. A CBF está nas mãos de um cartel. O Brasil não tem time para ganhar nada.” A tribuna estremeceu.

GERAL: Liszt Vieira deixou o Jardim Botânico – agora sem Rêve d’amour…

O GLOBO: “Sílvio Santos entra em lista de bilionários da Forbes. Com fortuna de US$ 1,3 bilhão, é a primeira celebridade brasileira no ranking.” Quem, como eu, conviveu com esse cidadão de origem humilde, Senor Abravanel, nascido na rua do Senado, camelô no Centro e nas barcas de Niterói, hoje dono de um variado complexo de negócios – deve se orgulhar com essa notícia. Celebridade, bilionário – tudo no batente. É piramidal!

emilioHOJE: “Morreu Emílio Santiago.” Nunca o vi nos jornais, na Tv, nunca o ouvi nas rádios. Um esquecido, sim. Peguei-o uma vez no Jô, cantando um irrepreensível Misty. E pela última vez na Fátima Bernardes, falando de sua vida e no balanço do “Só danço samba”. Vencedor de tudo, a partir da ‘Grande chance’ do Flávio Cavalcanti. Olha só o Zuenir Ventura: “Diante do reconhecimento de seus pares, classificando Emílio Santiago como um dos melhores cantores do Brasil, senão o melhor, é que vi com sou ignorante em matéria de música. Nunca lhe dei importância.” É assim; agora ficam os elogios póstumos…

Esquenta---deu-na-midiaESQUENTA – Regina Casé: Antropólogo Roberto da Matta falando sobre pedestres e motoristas: “O trânsito no Brasil mata 42 mil pessoas por ano! É preciso saber que a rua não é de quem está dirigindo e sim do pedestre. Nos Estados Unidos basta botar o pé na faixa que o carro para.” Já aqui…

EXTRA: “A inflação de alimentos. Saiba o que está subindo no mercado.” Bem, só para falar nos legumes, a alta está sendo de 134%. Hay gobieno?

ESPORTES: “Getúlio Vargas é o goleiro do Bangu e Nixon e Bolivar são atacantes do Flamengo e Botafogo.” A História rola nos gramados da cidade.

image-1NOVELA: Salve Jorge: Já notaram? A boate da Lívia em Istambul se chama Nigth teaser’s… Só uma porta de saída. Estreita… Tem alvará? Nigth teaser’s, com Russo, Wanda, Irina, seguranças…

HOJE: “IBOPE divulga pesquisa em que 79% aprovam o modo de governar da Presidente Dilma. O grau de confiaça na pesquisa é de 95%.” E ficamos combinados assim, diria Danusão Leão.

PETRÓPOLIS – Deploro a tragédia que se abateu sobre minha cidade. Águas de março. Temporais assim lá são comuns de tempos em tempos. Num deles, Afonso rocha e eu fizemos uma extra da Tribuna com a manchete “Abriram-se as cataratas do céu”, como agora desgraçadamente.

O GLOBO: “Joaquim Barbosa, presidente do STF – Há muitos juízes para colocar para fora. Esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso no judiciário.“ Ele defende uma faxina no setor. Sabe que mexeu em casa de maribondos, só que de casa de maribondos… ele entende.

O DIA: Querem transformar a casa de Machado de Assis em Centro Cultural.”  Jaguar comentou: – Ué, já não era Centro Cultural quando ele morava lá?

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Publicado em – Edição 117
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What a wonderful world!
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