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Impossível fugir da Globo

televisions-c-sombraNa última edição, busquei dar algumas dicas para quem quer fugir da Globo. Não que a programação da emissora seja ruim, não. Ao contrário: por ser boa é que acostuma mal o telespectador, que não usa o controle remoto pra buscar outras atrações. As dicas valiam – valem – para a Tv aberta. Mas… e na Tv por assinatura? Nesta, é impossível fugir da Globo. Veja por que.

Comecemos pela Globo News, extensão do jornalismo global, com excelentes programas – Estúdio I, Painel, Em Pauta, Milênio, e os jornais durante todo o dia. Claro, tudo obedecendo ao padrão Globo. Aí tem o GNT, coisa de mulheres para mulheres, com muita coisa boa – Decora, Saia Justa, os programas de culinária. Também uma emissora global. Vamos ao canal vizinho, o Multishow: tão global que nos deu por 78 dias vários minutos extras do Big Brother, e que tem programação musical moderninha que deve agradar aos mais jovens.

Também com envolvimento global figuram o Futura, o Arte 1 – com apresentações de orquestras sinfônicas e filarmônicas de peso -, o Globosat, o Viva e os três canais SporTv. Todos apresentam programas de qualidade, embora um tanto antigos e recorrentes. Mas todos eles servindo como alternativa para a pífia programação dos outros canais.

Todos os canais de filmes só passam filmes velhos. Tá certo, alguns são mesmo cult, alguns vale a pena ver de novo – e de novo, e de novo… Mas não são oferecidos (os adeptos do PC – Politicamente Correto – dizem “ofertados”, argh!) os ganhadores do Oscar, nem do ano retrasado, quanto mais do ano passado! Nem ficamos conhecendo vencedores de outros festivais, como o de Cannes e o alemão.

É por isso que é impossível fugir da Globo nos canais por assinatura: as opções são… nenhuma!

Uuuuuh!

Esta é uma espécie de grito pra dentro, expressão de frustração diante de um gol perdido, murmúrio que é bem conhecido de todos os torcedores. E foi o sussurro que mais não se ouviu durante as partidas da agora denominada Seleção do Felipão. Muitos, demasiados Uuuuuh! para o antes denominado País do Futebol. Salvos da derrota sempre no último minuto. Condenados ao empate e ainda por cima a agradecer porque o vexame não foi maior. Também, quem manda acreditar em feitiçarias? Chamaram Felipão e Parreira porque já foram campeões da Copa, tentando um ressurgimento de nossas habilidades através desse tipo estranho de pajelança. Esqueceram-se de que, pela Lei das Probabilidades, se os dois – os dois! – já foram campeões uma vez cada, dificilmente serão novamente nos próximos 100 milhões de anos.
Uuuuh!

Barriga geral

No jornalismo se denomina “barriga” à falha de comunicação que acaba por divulgar informação errada. Foi o que aconteceu na escolha do novo Papa. Apesar de o anúncio do nome dele ser bem claro – “impôs-se o nome de Francisco” – TODAS as emissoras, alguns jornais impressos e alguns blogs jornalísticos cismaram de chamar o argentino Jorge Mario Bergoglio de Papa Francisco I. Isso permaneceu no noticiário durante mais de dois dias, e foi preciso que o Vaticano informasse que o Papa que escolhe um nome ainda não usado só passa a ser o primeiro quando houver um segundo. Foi uma barriga geral, e mais do que isso, uma prova da falta que faz um bom ensino de matemática.

Tudo velho de novo

No finzinho de março, foi aberta a temporada de apresentação da programação deste ano em todas as emissoras que se preocupam com isso – Bandeirantes, Record e Globo. A grande novidade é que não há novidade alguma. Os mesmos Loucos por Elas, Grande Família, BBB, Fátima Bernardes, Ana Maria Braga, Faustão, Jô e quetais na Globo; Pânico, CQC, Gentilli e quetais na Band; os mesmos Hoje em Dia, Programa da Tarde, minisséries bíblicas, na Record. Esta parece inovar no tal do Gotalent, até a gente descobrir que é igualzinho a outros programinhas comprados dos americanos – eles, sim muito criativos em bolar bobagens lucrativas.

bttf

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