Capa

Muitas pedras no caminho

Flagrante de má conservação da rua Luís de Camões, Centro do Rio de Janeiro

Flagrante de má conservação da rua Luís de Camões, Centro do Rio de Janeiro

Na Cidade Maravilhosa, vedete dos eventos globais, a acessibilidade ainda é uma realidade distante para quem já carrega a superação como uma imposição diária

TEXTO_ juliana alves
FOTOS_ arthur moura

Produzir uma matéria sobre acessibilidade em uma cidade apaixonante como o Rio de Janeiro deixou-me bastante impressionada. É fácil perceber mudanças como plataformas elevatórias em ônibus (e ouvir sobre o despreparo dos rodoviários para operá-las, já que ainda não presenciei seu uso), adaptações nas escadarias do metrô (e ver os esforços de um cadeirante para entrar e sair de um trem lotado) e concluir que “as coisas estão melhorando”. Mas as dificuldades estão em todos os lugares e poderiam desaparecer com mais respeito ao próximo e boa vontade política.  Apesar de ser um dos principais destinos turísticos mundiais e sede de grandes eventos (entre eles a Paraolimpíada de 2016), a acessibilidade por aqui ainda está distante do ideal e sua ampliação caminha a passos lentos.

Juliana Costa: faltam rampas de acesso no Parque Lage.

Juliana Costa: faltam rampas de acesso no Parque Lage.

Durante dez dias, conheci pessoas que vivem sem rancor ou amargura por terem nascido com deficiência ou visto suas vidas mudarem devido à violência urbana, acidente ou o surgimento de alguma doença. Nossa modelo Juliana Costa (foto de capa), por exemplo, depende da ajuda do tio para subir e descer os seis andares de seu condomínio: ele a leva nas costas porque não há elevador no local. E o sorriso dela é um dos mais sinceros que já vi.

Também conheci projetos, a maioria fruto do voluntariado e de iniciativas da sociedade organizada, que proporcionam um pouco mais de qualidade de vida, saúde e inclusão social para esses cidadãos que precisam continuar ‘tocando a vida’, como qualquer um de nós. E nesses encontros, pude ouvir depoimentos emocionados como o de um voluntário ao ajudar uma criança de oito anos a entrar no mar após ter sofrido uma severa distrofia muscular que, em dois anos, praticamente o paralisou todo.

Jamais entenderia quão trabalhoso é, também para os acompanhantes, passear pelos pontos turísticos se não estivesse em um deles. No Parque Lage, por exemplo, nossa equipe precisou fazer o desembarque da Juliana em um lugar e depois estacionar o carro em outro bem distante, mesmo com vagas próximas à entrada; até no Corcovado é assim. Passei a perceber que muitas calçadas não são rebaixadas, e a encontrar veículos estacionados em frente a esses trechos ou em cima da própria calçada, tornando obrigatória a passagem de pedestres pela rua e colocando suas vidas em risco. A população, de forma consciente ou não, deixa de respeitar vagas em estacionamentos destinadas às pessoas com deficiência e assentos reservados em transportes coletivos para prioridades.

Leandro Mendes, 31, foi cobrador durante cinco anos e teve de conviver com atitudes nada cidadãs: “Muitos fingem estar dormindo, lendo, olham para fora do ônibus ou simplesmente fazem de conta que não estão vendo para não dar o lugar às pessoas que precisam de atenção redobrada”. Os membros do seu lado esquerdo são paralisados (deficiência congênita descoberta pelos pais aos seis meses de idade) e uma cirurgia de alongamento dos tendões permitiu que tivesse novas oportunidades. “Eu andava na ponta do pé e agora consigo coloca-lo no chão. Faço parte do projeto Adapt Surf que reúne pessoas com deficiências durante os finais de semana nos postos 2 da Barra e 11 do Leblon porque são locais mais acessíveis. A praia é nivelada com o calçadão e ninguém corre o risco de se machucar. Gostaria que toda a orla fosse adaptada, desde Grumari até o Flamengo. No Posto 12 do Leblon, por exemplo, a distância entre a calçada e a areia parece um abismo”.

Teresa d'Amaral, superintendente do IBDD

Teresa d’Amaral, superintendente do IBDD

Direitos garantidos através de ações judiciais

A acessibilidade no país é garantida pelo Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004, que explica, no Artigo 8º, ser a “condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida”. Algumas melhorias foram feitas como a adaptação de 65% da frota de ônibus que, segundo dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Transportes, terá todos em conformidade com a lei até 2014. Porém o Município já está atrasado, pois a justiça determinou a adequação total até 02 de dezembro de 2012.

A adaptação em prédios públicos está ainda mais lenta. São comuns cenas como a flagrada por nossa reportagem, que acompanhou a difícil subida das escadas do prédio do Ministério da Fazenda, na Av. Antônio Carlos, por um senhor que utiliza muletas para locomoção. Manoel Elias Couto, 60 anos, realizou, em 2006, um transplante de rim que exigiu muito repouso no pós-operatório, o que facilitou a formação de trombose. “A patologia chama-se polineuropatia. Meu tratamento é realizado na ABBR e ainda ando com muita dificuldade. Mas o maior sofrimento é andar pelas ruas do Centro e infelizmente, tenho ido constantemente ao Ministério da Fazenda para resolver um problema gerado desde a época em que fiquei inativo”. A burocracia excessiva, no caso de Manoel, o obriga a voltar muitas vezes ao prédio e se deslocar ainda mais pela cidade. “Pediram até a assinatura autenticada de um médico que me atendeu em 2006”, exemplifica.

Moto em frente à calçada rebaixada impedindo o acesso (Rua Arthur Bernardes - Catete)

Moto em frente à calçada rebaixada impedindo o acesso (Rua Arthur Bernardes – Catete)

O Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD) é o único no país dedicado à defesa de direitos desde 1998, e as causas coletivas também fazem parte das suas prioridades. “Trabalhamos com frentes modificadoras de um comportamento e que podem fazer diferença em relação à pessoa com deficiência. Ganhamos uma ação civil pública para que todos os prédios públicos fossem adaptados. A multa está bastante alta, já que são 10 mil reais por dia e por prédio não adaptado. As áreas de uso coletivo como faculdades, cinemas e teatros devem ser acessíveis a todos. Os bares só podem obt er o alvará de funcionamento mediante condições de acessibilidade, e infelizmente não é o que acontece”, explica Teresa Costa d’Amaral, superintendente da Instituição.

Nobre missão

Perseverante é uma das melhores formas de definir a idealizadora do IBDD. O convívio com pessoas com deficiência começou em sua própria família através de sua irmã e, mais tarde, seu sobrinho. Formada em História e pós-graduada em Comunicação Social, Teresa soube aproveitar a oportunidade de trabalhar no Ministério da Educação e Cultura e criou uma comissão para educação especial que incluía o próprio deficiente para atender melhor as suas necessidades. Em relatório, os membros definiram 90 ações direcionadas aos deficientes que foram levadas ao Legislativo pela Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa com Deficiência (CORDE) como projeto de lei. Teresa, coordenadora do CORDE na ocasião, obteve a aprovação de todos os ministérios e, em 24 de outubro de 1989, foi declarada a Lei Nº 7.853.

Acessibilidade---Folha-Carioca-8208

Terminal Rodoviário em frente a PUC – Gávea

“Nossa lei é considerada a melhor das Américas por uma pesquisa internacional feita em 2004, inclusive melhor que a do Canadá e Estados Unidos. Porém, é a menos respeitada”, afirma. O IBDD possui um banco de dados de cerca de 40.000 pessoas e a inclusão no mercado de trabalho é feita em todo o país. Depois que o cumprimento da Lei de cotas começou a ser fiscalizado, as oportunidades aumentaram, mas o deficiente ainda encontra barreiras como o preconceito e a falta de acessibilidade nas empresas empregadoras. “Acreditamos em colocação bem feita e respeitosa para que seja duradoura. Infelizmente, muitos ainda oferecem somente vagas de assistente e auxiliar de escritório e praticamente um terço dos nossos cadastrados possuem curso superior. São pessoas formadas capazes de fazer o que qualquer outra pessoa faz”, explica a superintendente.

Trabalho em rede

Oficina Ortopédica: fabricação de próteses sob medida

Oficina Ortopédica: fabricação de próteses sob medida

Deficiências como paraplegia e tetraplegia podem surgir ao nascer ou mesmo durante toda a vida por um traumatismo raquimedular (TRM). Os acidentes de carro, moto e as freadas com ou sem cinto de segurança, dependendo do impacto, podem deslocar uma vértebra e mudar o destino de muitas pessoas. O diretor e idealizador do projeto ReAbilitArte, Renato de Paulo, faz um alerta para os mergulhos em águas rasas: “É a 4ª maior causa de TRM e passa a ser a 2ª no verão do Rio. Mergulhar em um banco de areia pode causar uma lesão para o resto da vida”. Formado por uma equipe multidisciplinar de voluntários, o Instituto é uma rede facilitadora de reabilitação que, através de parcerias, ajuda gratuitamente na recuperação de pacientes. “Trabalhamos com quem possui a estrutura de atendimento para atuar como suporte intelectual, logístico e fisioterapêutico”, explica.

A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD) e o Instituto Brasileiro de Medicina de Reabilitação (IBMR) são exemplos de locais que recebem pessoas e realizam os respectivos tratamentos. Renato, que também é coordenador do curso de pós-graduação em Neurociências da Reabilitação no Instituto, pioneiro no Rio de Janeiro, está muito satisfeito com a parceria do IBMR, que empresta suas instalações para atender pacientes. “O serviço é gratuito. Basta trazer os documentos pessoais e o encaminhamento médico que o atendimento poderá ser feito em qualquer clínica”. O grupo está aberto e totalmente preparado para receber voluntários (independente da área de atuação) através do e-mail
contato@reabilitarte.org.

1º Fórum Universitário de Acessibilidade

Carolina dos Santos Vasconcellos, supervisora da Terapia Ocupacional: "Os movimentos devem ser corretos para que não sejam enviadas informações erradas para o cérebro".

Carolina dos Santos Vasconcellos, supervisora da Terapia Ocupacional: “Os movimentos devem ser corretos para que não sejam enviadas informações erradas para o cérebro”.

No dia 26 de abril, na UFJR, o Instituto ReAbilitArte vai reunir profissionais de diversas áreas como Fisioterapia, Biomedicina, Arquitetura e Tecnologia da Informação para o desenvolvimento do projeto “Mapa de Acessibilidade do Rio de Janeiro”. A ideia é utilizar tecnologias como o Google Maps para indicar informações em relação à acessibilidade dos locais mapeados. Para Jean-C Houzel, professor adjunto no Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e um dos diretores da ReAbilitArte, acessibilidade é uma questão que deve ter a participação de todos. “As pessoas com deficiência também estarão conosco porque são quem realmente sabe a relevância do que deve ser mapeado. O piloto será feito na Ilha do Fundão e o mapeamento será estendido para a cidade do Rio de Janeiro”. Este será o primeiro evento multiprofissional em acessibilidade na universidade.

Um dos convidados é Eduardo Battiston, diretor executivo de criação da Agência Click Isobar e responsável pelo projeto Accessibility View. Ele foi vencedor da edição de 2012 do Creative Sandbox, concurso realizado pelo Google para premiar ideias que melhorem a vida nas cidades. O aplicativo funciona como o Google Street View dos cadeirantes, inclusive com fotos panorâmicas, mapeando as opções com melhor acessibilidade para o deslocamento de deficientes.

Renato de Paulo, diretor e idealizador do projeto ReAbilitArte

Renato de Paulo, diretor e idealizador do projeto ReAbilitArte

Reabilitação integrada

Quem passa pelo número 660 da Rua Jardim Botânico não consegue imaginar que a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) é praticamente um mundo de setores de tratamentos às pessoas com deficiência. O lugar possui unidades de amputados, convívio social, pilates, infanto juvenil, Terapia Ocupacional (incluindo um laboratório de vida diária cujo espaço simula uma residência completa) e ainda ginásio de fisioterapia e uma oficina ortopédica onde são fabricadas as próteses.

Janúsio Januário Muniz dos Santos em fase de adaptação

Janúsio Januário Muniz dos Santos em fase de adaptação

Janúsio Januário Muniz dos Santos, 63, é bi-amputado devido às consequências do tabagismo, mas mesmo com sua limitação esbanja felicidade. Há um ano em tratamento na instituição, o simpático e querido paciente está passando pela fase de adaptação da prótese e em breve colocará a original. “Perdi minha perna esquerda há dois anos e a direita há um, e agradeço a Deus todos os dias pela oportunidade de estar aqui com esses funcionários maravilhosos. E aqueles irmãos e irmãs que puderem ajudar, a ABBR está de portas abertas”, convoca Januário. Na Terapia Ocupacional, são desenvolvidas atividades para cada parte do corpo, além da reabilitação cognitiva onde se trabalha a atenção, concentração, memória e raciocínio. A oficina terapêutica é praticamente um centro de produção de artesanatos e nos dias 08, 09 e 10 de maio, haverá um bazar especial para o Dia das Mães e toda a renda será revertida para a própria oficina.

Voluntários em Copacabana durante banho de mar. Fotos: Divulgação

Voluntários em Copacabana durante banho de mar. Fotos: Divulgação

Lazer e esporte para todos

A inclusão social através do esporte e lazer também faz parte da missão do Instituto Novo Ser (INS). Sob a liderança de Nena Gonzalez, a organização desenvolve projetos como Power Soccer (futebol em cadeira de rodas- pioneiro no Brasil), Pesca Adaptada, SuperAção e o Praia Para Todos. Este último recebe frequentadores de qualquer lugar do Rio de Janeiro aos sábados, na Barra da Tijuca (Posto 3) e aos domingos em Copacabana (Posto 5). “Aos 15 anos, meu filho sofreu um acidente, ficou tetraplégico e não pode mais surfar. Nessa nova fase, quando ele queria ir à praia, eram necessários muitos para ajudar e relaxávamos pouco. Conversamos sobre criar algo para facilitar o lazer dos que estavam na mesma situação e, em 2008, lançamos o piloto”, explica Nena. Os visitantes sempre encontram uma esteira especial sobre a areia para facilitar o acesso à praia e, além do banho de mar e da piscina infantil, podem se divertir surfando e jogando voleibol e frescobol adaptados.

Power Soccer – Futebol em Cadeiras de Rodas: modalidade paradesportiva praticada por homens e mulheres de qualquer idade. Katarine Almeida / Divulgação

Power Soccer – Futebol em Cadeiras de Rodas: modalidade paradesportiva praticada por homens e mulheres de qualquer idade. Katarine Almeida / Divulgação

Nena Gonzalez (camisa verde), idealizadora do projeto

Nena Gonzalez (camisa verde), idealizadora do projeto

Os apoios são fundamentais para desenvolver e manter todas as atividades e essa 5ª edição  do Praia Para Todos conta com o 3º Grupamento Marítimo de Copacabana. Os bombeiros voluntários passaram por um processo de capacitação para conhecer o projeto, e aprender, principalmente, quais os cuidados durante a transferência de um usuário para a cadeira anfíbia que possibilita sua entrada no mar. Em contrapartida, a equipe de militares ensinou técnicas de salvamento, segurança e dicas sobre as marés.

“O nome ‘projeto’ às vezes assusta e as pessoas sentem-se desqualificadas para participar. Mas qualquer um que vier aqui e lavar uma cadeira ou simplesmente conversar, conseguirá ajudar muito”, afirmou o subtenente Albuquerque. Para ser um voluntário, acesse
www.praiaparatodos.com.br.

A modelo da capa

Juliana-Costa---Capa-Folha-Carioca-8253Juliana Costa é o orgulho de todos: sua força de vontade motiva a família a vencer os obstáculos diários. Em 2005, ela, seus tios, avó e a prima, de 05 anos, estavam no carro, em Rocha Miranda, quando começou um tiroteio. Eduardo Pereira, um dos tios, levou um tiro de raspão; sua prima foi baleada na perna e o projétil que atingiu a nossa modelo provocou uma lesão medular que a fez viver, desde então, em uma cadeira de rodas.

Hoje, com 17 anos, Juliana cursa o segundo ano do ensino médio, pensa em administração ou moda como cursos de graduação e está prestes a ingressar no mercado de trabalho. Talvez você esteja com a impressão de já tê-la visto, e isso é bem possível. Em 2008, a produção do TV Xuxa convidou-a para estrear o quadro “Histórias de Vida”, ocasião em que, além do encontro com a Rainha dos Baixinhos, ganhou seu primeiro book fotográfico. Foram feitos outros dois ensaios e em breve sua imagem será trabalhada também em agências comuns.

Para ela, o número maior de ônibus adaptados diminuiu o tempo de espera, porém está longe de ser o ideal. “Dificilmente paravam para mim; agora tem sido mais fácil. Mas se eu precisar de táxi… No Brasil, falta acessibilidade em todos os lugares e acho que teremos problemas graves nas Olimpíadas porque a cidade não é preparada para pessoas com deficiências”, afirma Juliana. Eduardo, o tio coruja, esteve recentemente na Disney e observou o respeito dos parques por quem necessita de cuidados especiais: “Todos os brinquedos são adaptados para pessoas com deficiência. Eu disse para a Ju que ela vai adorar porque poderá brincar sem restrições”.

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 Nossa modelo da capa em vídeos mostram a fala de acessibildade em pontos turísticos

Mercado de trabalho: é preciso romper preconceitos

Projetos Praia Para Todos e Power Soccer: a inclusão através do lazer e esporte

MATÉRIAS ANTERIORES DE Capa

Publicado em – Edição 117
Mobilidade urbana sobre duas rodas
Publicado em – Edição 116
Adrenalina por opção
Publicado em – Edição 115
Programação de Verão de Cabo Frio e Búzios
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2 Comentários para “Muitas pedras no caminho”

  1. Vâniail.coma Marques disse:

    Quero deixar minha congratulação quanto a matéria que acabo de ler “MUITAS PEDRAS NO CAMINHO”. Minha leitura foi tão emocionante que entrei na reportagem. Quando acabou o texto me senti acordando de uma grande viagem. Parabéns! Sensacional! Estou repassando aos amigos.

    Vãnia

  2. Debora Marques disse:

    Muito bem avaliada a questao do despreparo da sociedade em relacao aos nossos cidadaos que nao precisam de mais dificuldades, alem dos que ja possuem. Um texto claro e informativo. Parabens pelo artigo!

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