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Um democrático coreto

texto_FRED PACÍFICO
FOTOS_arthur moura

Por mais que a cena da vida acontecendo ao redor de um coreto de praça seja uma síntese de muitos interiores desse nosso Brasil, em pleno Rio de Janeiro, no bairro das Laranjeiras, essa é a realidade encontrada em um dos mais charmosos cantinhos da região. Mas não se engane com o bucolismo da cena. A Praça São Salvador é um ponto de encontro que, por mais que mantenha ares interioranos, tornou-se ponto de badalação para os mais diversos perfis.

O bucólico coreto da Praça São Salvador é o ponto de encontro perfeito entre amigos e visitantes

O bucólico coreto da Praça São Salvador é o ponto de encontro perfeito entre amigos e visitantes

Localizada no encontro das ruas Esteves Júnior, São Salvador e Senador Correia, no limiar da divisa dos bairros das Laranjeiras, Flamengo e Catete, a praça tem programação variada todos os dias e para todos os gostos. Seja para ouvir uma boa música, tomar uma cerveja gelada, curtir um bom papo ou levar as crianças para brincar, o ponto é um programa aprazível em praticamente todos os dias da semana. No entorno há boas opções de bares e restaurantes, normalmente abertos para almoço, com justas opções de executivos, e durante as noites, quando a praça se transforma e mostra sua face boêmia.

Praça-São-Salvador-7567A proximidade com o fim de semana faz com que a área encha, cada dia com públicos distintos. Na quinta uma turma nova forma o burburinho, tomando umas e outras em volta da mureta que faz a vez de assento, enquanto a azaração toma a praça. Não é sempre, mas às vezes algum aparato sonoro dá o ar das graças. Seja pelo estacionamento por ali do projeto RádioBike, bicicleta paramentada e conectada à internet, onde revezam músicos e DJs, e que faz uma pequena festa ao ar livre por onde passa, ou mesmo por iniciativa dos próprios frequentadores. Na sexta o público do dia anterior se mistura com uma turma um pouco mais velha (não muito!) com o espírito de happy hour. É lotação garantida, tanto por quem só quer relaxar um pouco após a semana de obrigações, quanto pelos que vão fazer um ‘esquenta’ antes de esticar a noite em outro destino.

No sábado durante o dia, a praça volta aos seus frequentadores tradicionais de moradores, famílias e crianças. Já quando chega a noite, a coisa se transforma, consagrando o coreto da praça à sua concepção original de espaço para abrigar música e pessoas. São vários os músicos e estilos que tomam o palco por ali, possibilitando uma surpresa aos frequentadores menos antenados com as programações e compostos por  uma variedade enorme de perfis. Um grupo que é mais rotineiro aos sábados é o pessoal do Batuque no Coreto (batuquenocoreto.blogspot.com.br), que faz uma agradável roda de samba, normalmente a partir das 18 horas, e que aceita os agregados que se aventurarem a levar seu instrumento e alegria.

A praça é nossa

Praça-São-Salvador-7684Segundo a fotógrafa Bianca Pimenta, frequentadora assídua e moradora do entorno, a praça é um ambiente bem democrático. “Acho importante a boa utilização dos espaços públicos, como acontece por aqui. A praça é um ponto de encontro entre amigos e uma excelente opção de lazer. O parquinho atrai as famílias e crianças, enquanto o coreto reúne os visitantes. É um espaço democrático onde quem quiser pode assumir o lugar e expor sua voz, seja fazendo manifestações, espetáculos de teatro, festa de aniversário ou tocando boa música que alegra os visitantes. Quem mora por aqui chega a sentir ciúme da praça, mas vejo isso com bons olhos, pois o carinho dos moradores faz com que todos cuidem da praça como sendo seu próprio quintal”, diz.

Com tão bela praça ao seu dispor, não é de surpreender o ciúme sentido pelos moradores, que, apesar de reclamarem do barulho das atividades noturnas e da sujeira deixada pelos frequentadores, aproveitam a praça diariamente sentando em seus bancos, reunindo-se com os amigos para papear no coreto e observar ou levar as crianças. Os pequenos tomam o espaço, brincando no parquinho que há ali ou correndo ao redor do belíssimo chafariz, com escultura em ferro fundido do francês Louis Savaugeau, que data de 1862, e que foi reformado e religado há pouco tempo, para alegria dos moradores e visitantes.

Praça-São-Salvador-7674No domingo o cenário é diferente das agitadas noites no coreto, mas nem por isso menos animado. Logo cedo uma simpática feira de artesanato, boas comidas e arte toma conta da praça. O ambiente é familiar e muito agradável. O local é, sem pestanejar, uma excelente opção de programa ao ar livre na cidade e começa por volta das nove da amanhã, indo até às 18 horas, se não chover. No coreto reúnem-se os chorões do Arrumando o Coreto, uma agradabilíssima roda de choro composta por músicos para lá de talentosos, e apreciadores da boas músicas de diversas idades. Tudo regado pelas famosas caipirinhas de frutas do Luizinho (R$ 8,00), batidinhas (R$ 5,00) ou doses (R$ 5,00) da boa carta de cachaça da barraca que fica em frente a banda.

O grupo de chorinho Arruma o Coreto alegra a feirinha que toma conta da praça aos domingos

O grupo de chorinho Arruma o Coreto alegra a feirinha que toma conta da praça aos domingos

“Já faço parte desta feira há quatro anos e adoro o clima bucólico daqui. A São Salvador parece possuir um tempo próprio, que foge da pressão da cidade. O clima mais calmo e o ambiente familiar faz a diferença para quem expõe o trabalho e para os frequentadores. Circula por aqui um público de alto padrão, composto por moradores do entorno, turistas nacionais e estrangeiros, e visitantes de todos os cantos da cidade”, conta Tereza Cristina de Oliveira, da D’Art Bijou (www.elo7.com.br/dartbijou), que monta sua barraca todo domingo na feira, onde expõe semi joias e bijuterias feitas ou revendidas por ela.

Praça-São-Salvador-7440Não importa o horário escolhido para aproveitar a São Salvador, se a fome bater ou o desejo for sentar em uma mesa bem posicionada para ver a banda passar, opções não faltam no entorno. Quitutes há aos montes. É só rodar pelas barracas e escolher o que mais agradar. Há inclusive o pastel e caldo de cana da famosa barraca, Pastel do Bigode, famoso em outra feira do bairro, mas que também bate ponto ali nos domingos. Dentre os bares, o tradicional boteco Adega da Praça, muito conhecido dos moradores, é destino certo para um começo de conversa, com tudo que um bom pé-sujo deve oferecer: cerveja geladíssima, tira gosto farto e valores que não furam o bolso. Agora, não se engane com o seu vizinho que, apesar de tentar fazer as vezes de boteco arrumadinho, os preços já são de restaurante. Mesmo assim, a Casa Brasil vale o mérito do chope bem tirado e da ótima porção de frango a passarinho, além de ser uma opção para quem gosta de assistir ao futebol esvaziando copos.

Há ainda mais bares, lanchonete, cantinas, padaria que estende o horário em dias mais agitados, e um ótimo restaurante japonês, o Sushimar, para os apreciadores da culinária oriental e dos saborosos saquês que compõem a carta da casa. Para quem ainda não conhece, vale a pena o passeio. Só pensar em qual perfil de programa que mais encaixa contigo e ir curtir o coreto.

A praça tem programação para todos os gostos e a noite virou ponto de badalação

A praça tem programação para todos os gostos e a noite virou ponto de badalação

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15 Comentários para “Um democrático coreto”

  1. Simone Abreu disse:

    Os ‘ciúmes’ dos moradores se referem aos desrepeito à Lei do Silêncio, principalmente. Toques de instrumentos de percussão, por vezes, cantoria, às 2 horas da madrugada, prologando-se mesmo até as 6 horas. Pássaros e micos sumiram do local. Moradores q não conseguem dormir, pois é como se o barulho dos eventos diários ao menos eram estivesse dentro de suas casas. Esqueceram de citar o tráfico de drogas, os furtos no entorno.

    Sem falar na desvalorização dos imóveis. Basta conversar com os porteiros dos prédios para se ter uma ideia.

    A pracinha São Salvador, os eventos, são maravilhosos para quem não mora ali. A maior parte dos favoráveis ali não mora, mas nas ruas próximas, onde o barulho não chega, ou em outros bairros.

    Há cerca de 80 reclamações diárias na polícia.

  2. Simone Abreu disse:

    Retificando, são 80 reclamações semanais.

  3. Ricardo disse:

    A praça realmente se tornou um lugar muito agradável atualmente e os moradores que reclamam, mesmo tendo em parte razão tem que se lembrar que a alguns anos atrais a praça de praça não tinha quase nada. Estava mais para um terminal rodoviário feio e mau cheiroso. Quanto as reclamações o que eu acho engraçado e que muitos destes moradores que reclamam assiduamente, quando lhes convêm participam das noitadas na praça e bares. Eu inclusive tenho varias fotos que comprovam este fato. E lógico que a revitalização da praça trouxe alguns efeitos colaterais, mas se colocarmos numa balança os prós e contras, as vantagens prevalecem.

  4. Simone Abreu disse:

    Os moradores q frequentam a noite na pracinha não representam a maioria pelo visto. São 80 reclamações semanais. Pessoas q têm q trabalhar no dia seguinte. Sim, há pessoas q trabalham, inclusive aos domingos, q não conseguem descansar. Há idosos. Há pessoas q simplesmente querem ter seu justo descanso no fim de semana, não importando q signifique apenas assistir à novela das nove. É um direito lhes garantido pela lei: repouso semanal.

    O terminal rodoviário, até onde eu saiba, foi retirado não pelos eventos, mas por causa do supermercado em frente q buscava estacionamento para seus clientes.

    Não são alguns efeitos colaterais, são vários transtornos q, em um país civilizado, não nesta terra de Marlboro q é o Rio de Janeiro, em hipótese nenhuma aconteceriam.

    Carioca tem q parar com a maldita mania de achar q espaço público significa liberdade para fazer o q bem entende, passando por cima do direito alheio. Convivência em sociedade significa direitos e deveres, que o carioca costuma esquecer.

    No Rio qualquer pracinha, qualquer local, é motivo para batucada, para o famoso pagodinho.

    Entretenimento gratuito, à base de música e cervejinha, todos querem, contanto q não seja na porta de sua casa.

  5. Luiz Eduardo disse:

    Quem diz que a praça tornou-se um lugar “agradável” é no minimo alienado do que a praça ERA ou do que É hoje ; os recentes frequentadores (que começaram aparecer a partir de 2009) nunca frequentaram a praça anteriormente: o chorinho de domingo está presente desde 2006, tal como o Batuque o Meu Coreto. A diferença é que antes além de serem restritos a alguns dias no mês, hoje os moradores (que sempre FRENQUENTARAM a praça antes de 2009, sobretudo presentes nos saudosos botecos como o Casa Brasil e a Adega da Praça, hoje transfigurados pelos novos donos)têm de aturar de segunda a segunda o infernal barulho musical da madrugada. No último sábado começou às 2:00 da madrugada o coral e som de conga (não há janela fechada, ventilador ou ar-condicionado que abafe esse maldito som, um expressivo “complexo de Naná Vasconcelos” sem a qualidade musical dele, enquanto na sexta o “coral” em frente ao prédio 71 começou as …3:00h; parece-me que os frequentadores “amam” a praça mas odeiam os moradores pois somente um cego ou alienado para não perceber que a distância da praça para os prédios é mínima, e essas dezenas (quando muito uma centena) de frequentadores queiram prevalecer sobre os quase mil moradores da praça que são atingidos pela intolerância dessas pessoas (os moradores são das três ruas citadas, sendo que na São Salvador o problema começa no quarteirão dos Bancários e se estende ao quarteirão da padaria) De fato os moradores têm uma enorme “inveja” dos frenquentadores já que estes depois do barulho e da urina que eles socializam com os moradores em frente aos prédios se recolhem ao silêncio de suas casa para dormirem o “sono dos justos” enquanto ficamos nós para pagarmos as contas. Felizmente com a mobilização recente dos moradores a polícia e a prefeitura começaram atuar com maior rigor para defender os direitos daqueles que necessitam o sono da madrugada para trabalharem no dia seguinte (o que parece não ser o caso da maioria dos frequentadores) e lembrando ao sujeito acima que desconhece a praça antes de 2009, e antes de nos infernizar com a sua conga o nosso sono, que a praça sempre teve vida ativa e nunca foi um Aterro do Flamengo, este sim um local que necessita ser revitalizado na noite já que não há moradores lá. Ao contrário do que o sujeito disse acima, o entorno da praça ampliou desde 2010 o número de assaltos..é só conferir na polícia, e desafio qualquer um que prove que a praça antes de 2009 era um espaço de “crakudos e bandidos”, pois chega ser risível essa afirmação de quem NUNCA frequentou essa praça antes e se acha no direito de falar sobre o que é ou não melhor para nós moradores.

  6. Felipe disse:

    Selecionei algumas palavras postadas na página dos defensores da baderna na praça São Salvador:
    Resposta digna, censura, esforço, sabedoria, inteligência, respeito, debate e viver em sociedade.
    São palavras que estão direta ou indiretamente ligadas a cidadania.
    Cidadania significa o conjunto de direitos e deveres pelo qual o cidadão, o indivíduo está sujeito no seu relacionamento com a sociedade em que vive.
    A cidadania está intimamente ligada a relação entre pessoas, no respeito ao próximo e saber principalmente que o seu direito termina quando o do próximo começa.
    Os frequentadores da Praça São Salvador são na maioria pessoas com o nível Universitário completo ou cursando e sabem perfeitamente o significado de cidadania, porém infelizmente muitos só colocam em prática quando os interessa!

    Convido a todos vocês morarem durante uma semana ao redor da praça, vão adorar! Vocês não sabem a satisfação de ao chegar do trabalho, faculdade,… e não ter paz na sua própria casa – barulho constante. Crianças recém nascidas, idosos, pessoas doentes, estudantes,… ninguém, absolutamente ninguém suporta mais essas badernas e vemos ainda os nossos apartamentos desvalorizados mais de 20%. Que vão para o Aterro do Flamengo, bem próximo daqui, não iram incomodar!

    Quando quero ouvir música ao vivo vou ao Rio Scenarium ou outra casa de show, pago e incomodo ninguém!!!

    Vocês esquecem que aqui é uma área residencial, gostariam desssa baderna na porta de suas casas?

  7. Anna Rocha disse:

    Quem disse que existem pessoas que ficam tocando até as 2 horas da madrugada, é bom ficar sabendo que não é ninguém do grupo do Batuque do Coreto que toca somente até as 22>00 hs, O grupo Batuque do Coreto sempre respeitou a lei do silêncio e terminamos as 22 horas em ponto e somos lembrados todos os finais de semana para não continuarmos ali tocando. Se existe pessoas que ficam batucando até madrugada adentro, não tem nada haver com o nosso grupo de samba. Se o nosso grupo acabar os moradores ainda verão essas mesmas pessoas inconveniente tocando e fazendo barulho na praça São Salvador. Penso que não se deve generalizar, pois essa praça sempre teve bares e será difícil os moradores retirarem esses restaurantes e bares da praça e o barulho e a atração por pessoas na praça fazendo batucadas e conversando alto vai continuar a mesma coisa sempre. Anna Rocha moradora do Flamengo

  8. Felipe disse:

    Por favor! Vá tocar (19:00hs as 22:00hs) no Aterro do Flamengo ou na porta de suas casas!

    Tenho absoluta certeza que as suas famílias e vizinhos irão adorar!

  9. Luiz Eduardo disse:

    Pelo que li nenhum morador associou o Batuque o Meu Coreto com a baderna da madrugada (que nem sempre termina às 2:00hs, mas começa muitas vezes às 2:00h, mas esse é um fato que é desconhecido para quem não mora na praça)Mas creio que os membros do Batuque e de outras “rodas de samba” se querem conquistar o mínimo de simpatia dos moradores (que já foi enorme em épocas de outrora) porque não ficam nas madrugadas tentando convencer, educar e conscientizar os demais frequentadores batucadores? Eu mesmo já tive de fazer isso, mas NUNCA vi uma atitude dessas por parte dos que participam dos eventos musicais pré meia-noite. Em algumas vezes em que havia a presença de alguns dos organizadores ficaram omissos diante dos fatos. Se querem realmente conhecer o que é a praça na madrugada, compareçam! A praça na madrugada no passado sempre foi um point de bate-papo regada a cerveja, mas essa loucura que tomou conta, e “naturalizou-se”,como muitos afirmam aqui e em outras instâncias, desde 2009. O direito de um termina quando começa o do outro, e o “outro” nesse caso diz respeito aos quase mil moradores que sempre receberam bem os de fora, mas infelizmente não tem havido uma contrapartida por quem frequenta e não mora no local em relação aos moradores.

  10. Luiz Eduardo disse:

    E um adendo a Ana Rocha: os bares que sempre foram o espaço central de sociabilidade entre os moradores e frequentadores antigos antes de 2009 (Casa Brasil e Adega, nas suas antigas gestões) nunca geraram reclamações por parte dos moradores já que não havia batucada, cantoria, etc….e detalhe: fechavam entre 2:00 e 4:00. Esse problema é recente, veio a partir do Carnaval de 2009

  11. Ricardo disse:

    https://www.facebook.com/media/set/?set=a.10201034103324630.1073741833.1529027625&type=1&l=33ece99c5d

    Meus parabéns a associação de moradores ( https://www.facebook.com/pages/Praça-São-Salvador-Moradores/511763265537112 ) e político(a)s ( https://www.facebook.com/LeiladoFlamengo?fref=ts ) que orquestraram este movimento opressor, e brindemos a esta nova ditadura e censura que vem se instalando de forma silenciosa no país. Vídeo do movimento de resistência , link: http://youtu.be/KIObceUsrDk

  12. cesar disse:

    A praça é pública. O que os moradores precisam cobrar é educação. A prefeitura sempre está presente inibindo vendedores ambulantes mas sempre faltam latas de lixo suficiente. O encontro cultural é sempre positivo e não deve ser impedido. Não existe sinalização educando sobre o barulho e lixo e são poucos os banheiros. Antes a praça era ponto de baile de briga, usuários de droga e pichadores. Não é invenção isso, já presenciei brigas e até tiros. Os moradores não reclamam do tráfico de drogas e jogo do bicho que sempre existiram na praça, e da Kombi que vende sem pagar imposto, por ser dona de um policial que todo mundo conhece na São Salvador.

  13. Isopor do Alvinho disse:

    sobre o comentario do meu vizinho acima ele eu acho que esta falando de outra praça !!!! meu Amigo os Ambulantes é que faz a Alegria da praça …. e droga tem em todo lugar!!!

  14. Eli Fraj disse:

    Desconheço que democracia seja unilateral.

    Um lugar que tira a privacidade, onde só existe a baderna, o barulho, não pode ser chamada de espaço democrático nem que exista a alegria. A verdadeira alegria não precisa de porre, de drogas, gritos e revolveres que disparam como fogos.

    O que existe, sim, é a IMPUNIDADE. A mesma da política, das milícias, dos corruptos, das “cervejinhas”,das propinas,que começa lá na ” cola” da escola e todo mundo acha engraçado e quem o faz se acha o esperto.

    É esse o mal do país que permeia a atitude, o comportamento, o respeito, a elegância, a harmonia, o viver.

    É o mal do EU.

    E aí está esse “paiszinho” que o Brasil se transformou. Pequeno, medíocre, de gente que não olha gente, de gente que não escuta gente, de gente que não se importa com gente.

    O país do

  15. Flávia disse:

    Gente, usei essa primeira foto do artigo em uma página no facebook que clama para que não cerquem nossa praça com grades.

    https://www.facebook.com/salveasaosalvador

    Posso???

    ps: coloquei créditos ao fotógrafo!

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