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Mães coragem

Quando a maternidade é a força que transforma a vida

Samantha, que tem 5 filhos e Caio: ele perdeu a visão aos 6 anos de idade dando uma nova dimensão à maternidade.

Samantha, que tem 5 filhos e Caio: ele perdeu a visão aos 6 anos de idade dando uma nova dimensão à
maternidade.

TEXTO_ lilibeth cardozo
FOTOS_ arthur moura

Elas não costumam dizer que são corajosas. Cuidam de seus filhos com dedicação e, muitas vezes, com dificuldades. Suas histórias podem render crônicas, novelas, romances, roteiros para cinema ou teatro com o mesmo título da peça de Bertolt Brecht, dramaturgo alemão que em 1939 escreveu “Mães Coragem e Seus Filhos”, imortalizada nos palcos do mundo todo.

O desafio para Samantha, mãe de três filhos, foi um pouco maior quando o caçula, hoje com 18 anos, teve câncer. Com cinco anos, a doença fez com que Caio perdesse quase que toda a visão. Ao invés de tornar isso um problema maior do que já era, Samantha procurou enfrentar a doença do filho da forma mais tranquila possível. O resultado é um adolescente perfeitamente integrado a seu grupo social e familiar. Perguntada sobre ter ou não coragem para sua tarefa de educar os filhos e enfrentar a deficiência de seu filho mais novo, ela é assertiva: “Quando ele adoeceu, eu não me dava permissão para sentir dor. A dor dele era maior. O meu filho Caio precisa de mim, mas não o vejo como um problema. Procuro prepará-lo para a vida. Ele tem sonhos comuns aos meninos da idade dele e a ele cabe discernir do que dá conta ou não. O Caio precisa de cuidados, alegria e limites como qualquer filho. Sua condição já o limita”.

Helena e Joaquim: ela bancou ter parto normal e foi desafiada até o último momento

Helena e Joaquim: ela bancou ter parto normal e foi desafiada até o último momento

Samantha deixa o Caio livre, ajuda no que precisa e cobra dele como aos outros filhos para que ele, dentro de suas possibilidades, avalie até onde pode ir. A força e o bom humor da Samantha em lidar com a vida faz com que ela consiga até fazer piadas com situações que normalmente deprimem outras mães. Para amenizar convulsões, por exemplo, ela as chama carinhosamente de “curto circuito”. Caio, o filho, nos diz com carinho as características de sua mãe: “Ela é carinhosa, alegre e corajosa. Quer um exemplo? Quando eu estava no hospital, com 10% de chances de viver, ela ficava ao meu lado em vez de ficar chorando. Nunca ficou deprimida, se lamentando. Sempre me alegra e é pra cima”.

Ela é a dona do jogo, ela é a dona da banca…

Helena é mãe há apenas um mês. Certa do momento de ter seu primeiro filho, planejou junto com seu companheiro a gravidez. Arranjou tempo para mergulhar no tema gestação, porque queria entender o que estava acontecendo com o seu corpo e preparar uma nova pessoa para o mundo. Jovem e muito forte em suas escolhas, cercou-se de informações sobre a gestação, parto, nascimento e cuidados com um bebê. Ela fez ioga para grávidas, curso de gestantes, shantala para bebês, leu bastante e fez suas escolhas. E foi justamente por uma de suas escolhas que ela precisou ter coragem: a decisão pelo parto normal. “Não tinha medo de ter meu filho de parto normal. Mas precisei ter coragem para enfrentar uma sociedade que já instituiu a cesariana como um procedimento comum para os nascimentos no Brasil. Foi difícil ter que responder por diversas vezes, durante a gestação, questionamentos sobre uma decisão que, para mim, deveria ser a normal. A cesariana é um recurso que pode e deve ser usado para salvar vidas e não uma decisão a priori. Meu filho veio ao mundo no tempo dele e do meu corpo, o tempo da natureza. Meu parto aconteceu quando tinha que acontecer. Tive uma gravidez saudável e não me assustei com nada. Eu tinha o domínio do meu momento. Tive coragem, sim, por ser contrária às intervenções tão comuns hoje em dia”.

À direita, Roberta, de 17 anos, que já é mãe de um menino de 1 ano e espera uma menina: "tirar eu não tiro";

À direita, Roberta, de 17 anos, que
já é mãe de um menino de 1 ano e
espera uma menina: “tirar eu não
tiro”;

Helena, baseada na premissa de que ter filhos é um processo natural, ficou serena durante toda a gestação e parto. Ela complementa: “A natureza age e não precisamos intervir. Utilizei os modernos recursos da medicina para acompanhar minha gravidez e vibramos em acompanhar o desenvolvimento do Joaquim, desde os primeiros meses. Fiz as respirações, me apropriei do meu corpo e do processo e de tudo que sei e aprendi sobre a natureza num momento tão importante que é o nascimento. Meu filho é tranquilo e sereno e eu também estou assim, muito tranquila. O momento de minha maternidade era meu, do meu marido e do nosso pequeno filhinho. Foi corajoso porque nós já sabíamos que ele estava com o cordão umbilical em volta do pescoço, mas mantivemos nossa decisão e minha obstetra acreditou no seu saber e em mim, que era a mãe e absoluta dona de meu momento. Meu filho nasceu saudável, está lindo e com um mês de vida”.

O filho é meu

Entrevistamos algumas mães cariocas que vivem no Morro do Cantagalo, favela situada num dos mais famosos e caros bairros da cidade. Uma característica comum a todas é a ausência do pai de seus filhos como aliado na difícil tarefa de provê-los e educá-los. Pais não fazem parte das famílias que entrevistamos naquela comunidade, o que reforça o quadro de arranjo familiar muito comum e crescente no Brasil, de famílias formadas por mães e filhos sem a presença de cônjuge. “Pai não é parente”, nos disse uma das entrevistadas. “Pai, pra quem tem, é lucro”, nos disse outra.

Bianca, de 20 anos, mãe de um menino de 1 ano.

Bianca, de 20 anos, mãe de um menino de 1 ano.

Encontramos Letícia, Bianca e Roberta, mães com muitas dificuldades e pobreza. Irmãs, filhas, mães no mesmo grupo familiar, que se dizem corajosas na defesa de seus filhos. Letícia, 32 anos, é mãe de quatro: Roberta (17), Taissa (12), Carlos (10) e Nicole (5). A irmã de Letícia, Bianca, uma bela jovem de 20 anos, é mãe de Andrei que tem um ano. Bianca comenta sobre sua gravidez e maternidade: “Foi horrível, porque a mulher precisa muito do pai da criança. Ele não era presente, não assumiu o filho alegando que não era dele. Registrei-o só no meu nome. O menino é meu filho e sonho que ele seja um oficial da Marinha”.

Letícia trabalha como manicure e foi mãe pela primeira vez aos 14 anos. De todos os filhos, ela só tem ajuda do pai da Taissa, de 12 anos. Ela se queixa: “É muito difícil. Tudo sou eu, corro atrás de arranjar dinheiro. Recebemos uma cesta básica da Igreja Nossa Senhora da Paz que ajuda muito, mas o resto sou eu que arranjo com o meu trabalho”. Várias histórias entrelaçadas, de mulheres vivendo sozinhas com seus filhos. Roberta, uma adolescente de 17 anos, a mais velha de Letícia, já é mãe de um menino de um ano e está grávida de cinco meses de uma menina. Ela nos disse que o pai de seu filho está preso: “Se envolveu com o que não presta, não registrou o filho. Ele é registrado só no meu nome”. Sobre a menina que está sendo gerada, ela afirma com jeito de também menina: “Não tenho medo não. Meu primeiro filho nasceu no hospital Miguel Couto, e foi tão fácil que quase nasceu ali, nos bancos de espera”. Falando sobre a atual gravidez, diz: “O pai dela ainda vai fazer 20 anos e tem envolvimento com o tráfico. Sou corajosa e vou ter este filho sozinha, contando com minha família. Tirar filho eu não tiro. Crio com muita dificuldade, mas crio”.

Claudette, mãe de quatro filhos;

Claudette, mãe de quatro filhos;

Claudete, uma mulher magra e bastante abatida, se diz hipertensa e que aguarda uma aposentadoria. Circulava a nossa volta, pedindo para ser fotografada enquanto carregava portas de madeira para, segundo ela, “melhorar seu barraquinho”. A seu lado estava um belo menino de oito anos de idade, olhos esverdeados atentos a tudo. Mãe de quatro filhos, Claudete conta que perdeu a guarda de outro filho para o pai da criança: “Perdi por causa desse barraco em que vivo ser muito ruim. Vivo de uma cesta básica que ganho da Igreja e mais R$ 95,00 que ganho de pensão do menino. Os pais de meus outros filhos já morreram. O pai dos mais velhos, que já casaram e saíram daqui, (uma moça de 23 anos e um rapaz de 22), morreu de cirrose, de tanto beber, e o dos outros filhos morreu na vida do crime”. Claudete falou dos filhos com amor e carinho e se diz muito corajosa. Em nenhum momento queixou-se da ausência dos pais.

Danielle,  34 anos, mãe de sete filhos com idades  entre 3 meses e 15 anos

Danielle, 34 anos, mãe de sete filhos com idades entre 3 meses e 15 anos

Danielle, 34 anos, é nascida e criada na favela. É bastante conhecida por conta de sua prole de sete filhos, com idades que vão de 15 anos, o mais velho, a Rômulo com apenas um mês de vida. Filhos de dois pais diferentes: cinco de seu ex-companheiro com quem viveu 16 anos, e os outros dois de outra relação. Danielle não vive com nenhum dos dois pais de seus filhos. Junto com seus sete filhos, mora dividindo um pequeno cômodo com uma mulher que a abriga, sua ex-sogra, e nos diz que vive de doações e da soma da Bolsa Família e do Família Carioca, além de algum dinheiro que consegue fazendo bicastes numa barraca em Ipanema. E a história de Danielle, que teve seu primeiro filho aos 17 anos, se repete na sua filha adolescente: Samira, de 14 anos, está grávida. O pai da criança é um menino de 16 anos e não é seu companheiro. O sorriso alegre de Danielle é contagiante ao falar de seus filhos.

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Leticia, mãe de quatro filhos, com a filha mais nova e suas bonecas, e Roberta, de 17, que já vai lhe dar uma nova neta

Antônia, 54 anos, nasceu no Acre, foi criada em Sergipe e migrou para o Rio aos 19 anos. Ela nos diz: “Vocês estão precisando conversar com mulheres de coragem? Eu sou uma delas. Comecei a minha vida no Rio vindo atrás das minhas irmãs que já estavam aqui”. Trabalhando como doméstica, se casou aos 22 anos e aos 26 foi mãe de sua filha Priscilla. O pai da sua filha a abandonou quando, em busca de trabalho, foi viver na Serra dos Carajás e nunca mais voltou. “Passei a cuidar dela sozinha. Trabalhava como doméstica, e minha força era minha filha, por quem eu trabalhava o que fosse preciso para alimentá-la e educá-la. Eu morava na Rocinha, trabalhava no Flamengo, minha filha ficava comigo e só voltava pra casa nos fins de semana”. Antônia vivia em pequenos espaços alugados sem nenhum conforto, e lembra: “Eu alugava quartinhos e passei muitas dificuldades. Fui expulsa pela dona do quartinho quando minha irmã veio morar comigo. Quando minha filha tinha 5 anos, eu estava morando num quartinho alugado em que ratazanas invadiam. Eu dormia com medo e colocava peso em cima do vaso sanitário para que os ratos não invadissem. Não a abandonei em momento nenhum. Era a minha filha!”. Contando sua história, Antônia ressalta o quanto lutou para criá-la, conciliando trabalho e cuidados com a menina. “Passei por momentos muito tristes e contava muito comigo e com a ajuda e compreensão das patroas que me aceitavam com ela. Tive que ter muita coragem para chegar até aqui, e minha coragem veio da maternidade. Somos responsáveis pelas crianças que colocamos no mundo”.

Força pela fé

Selma-4Celma é um dos mais fortes exemplos de mãe coragem que encontramos. Há trinta e um anos dedica-se a sua filha que aos dez passou de uma simples infecção de garganta a um quadro de encefalite, tendo ficado em estado de mutismo por alguns dias. Sua filha, Fabíola, é hoje uma moça e passou por diversos médicos, exames, pesquisas no Brasil e exterior até ter um diagnóstico definitivo das sequelas causadas pela encefalite que comprometeu todos os seus movimentos. Celma, mãe de mais dois filhos, nunca se deixou abater pelas dificuldades da filha que é muito inteligente, sensível e vaidosa. Quando tudo começou a mãe agarrou-se a uma fé cristã inabalável, aliou-se ao marido, filhos, amigos e parentes, e passou a buscar a educação e socialização de sua filha. “No início eu reagi muito a colocar minha filha numa cadeira de rodas. Mesmo pequena como sou, minha força física aumentava muito para cuidar dela. Eu a colocava no meu colo e a transportava do carro para todos os lugares. Ela estudou até a oitava série e fez cursos de inglês e espanhol em casa”. A mãe sempre cuidou muito da filha e a via como uma força a mais para vencer barreiras. Fabiola é muito inteligente e não tem nenhuma sequela mental. Tem vida social, familiar e vai com a família a todos os programas como clube, praia, reuniões festivas e religiosas. Com o uso da internet Fabíola tem acesso ao mundo globalizado e ficou facilitado seu contato com diferentes pessoas, fazendo amigos e até se apaixonando nos sites de relacionamento. A mãe coragem que Celma demonstra ser deu a sua filha muita segurança e também o reconhecimento de seus limites como, por exemplo, não poder realizar namoros virtuais. A mãe é bastante realista e nos diz que sua maior preocupação residia na sua morte e a do marido, mas não tem mais esta angústia. Por fé, crê e aconselha a outras mães a sua certeza: “Deus tem nos dado soluções nos momentos que mais precisamos. Não existe magia. Precisamos trabalhar, buscar recursos financeiros, mas como sempre Ele vai prover e colocar alguém com nossa filha. Não cobramos dos nossos outros filhos essa responsabilidade, pois acreditamos que Deus nos proverá”.

Sobre mães e coragem

“Minha filha foi desejada, chegou na hora escolhida, com tudo preparado para recebê-la. Quando chegou, não bagunçou nossa vida, não quebrou nosso orçamento, não trouxe dificuldades. Tudo que ela trouxe foi uma felicidade absurda”

Ana Paula Brito

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À esquerda Celma e a filha Fabíola , há 31 anos lutando juntas; acima, o pai e marido que testemunha essa luta

Sempre que o assunto maternidade vem à tona, em algum momento acabo ouvindo, que sou corajosa. E sempre me pergunto: corajosa quem, eu? É uma maneira curiosa de ver as coisas. Não me sinto exatamente corajosa – de um modo geral – mas foram muitas às vezes em que a Renata e eu ouvimos comentários desta natureza. Renata é a outra mãe da minha filha Catarina. A mãe que gestou e amamentou, até o mês passado. Catarina está com 1 ano e 10 meses, é feliz, amorosa e dona de uma beleza irradiante (que filho não o é?).

Escrevi aqui na Folha Carioca em maio de 2011, quando estávamos esperando ansiosamente pelo nascimento da minha filha e a maternidade ainda era uma expectativa.

Voltando à questão da coragem, pensei: minha filha foi desejada, chegou na hora escolhida, com tudo preparado para recebê-la. Quando chegou, não bagunçou nossa vida, não quebrou nosso orçamento, não trouxe dificuldades. Tudo que ela trouxe foi uma felicidade absurda com sua presença abençoada. Onde está minha coragem?

Só porque pode vir a acontecer de sermos hostilizadas em algum grau, em razão de sermos uma família homoafetiva? Quantos não são hostilizados pela condição social, por exemplo? O mundo não é gentil com os pobres. Qual a diferença? Só porque pode acontecer de minha filha ouvir na escola coisas do tipo “sua mãe é sapatão”, da boca de alguma criança-papagaio-de-pais-ignorantes? Quantas não ouvem “macaco, tição”, por serem negras? Qual a diferença?

Em relação à maternidade, muito se fala em noites sem dormir e fraldas a trocar, como se residisse aí a coragem materna. Passei 9 meses imaginando as tais noites sem dormir, “até os 2 anos da criança”, segundo palpiteiros de plantão, e na prática isso nem aconteceu. Não sei se é questão de sorte, mas o fato é que minha filha sempre dormiu a noite toda e sofri em vão a expectativa. As noites mal dormidas se resumiram aos 20 dias em que ela sofreu de cólicas, deixando meu coração arrasado. (Quanto a isso sim poderiam ter me prevenido: coração arrasado).

Deveriam alertar as mães sobre questões realmente relevantes. Por exemplo: ninguém me avisou que eu ficaria num estado de sensibilidade tal que veria na minha filha recém-nascida todos os bebês do mundo. Ela era a materialização da mais profunda e genuína fragilidade humana. Quem estava ali na minha frente era um serzinho que não conseguia nada sozinho, nem mesmo virar a cabeça pra cima, caso se afogasse na banheira. E só vinham pensamentos terríveis na minha mente: “meu Deus, todos tão à mercê de toda sorte de atos desumanos… Que sorte tem a minha filha”. E a sensação de impotência quanto aos de má sorte? Ninguém me preveniu.

Também não me contaram que seria um período em que eu choraria horrores, porque o milagre da vida ali na sua frente, provocando em você um tipo de amor até então inimaginável, com toda aquela fragilidade – e, ao mesmo tempo, uma força da natureza – tudo isso cai sobre a alma da gente como um grito. Impossível não ouvir. Impossível não chorar diante dessa grandeza.

Ninguém me avisou que eu não ia ter tempo suficiente pra curtir aquele bebezinho de alguns dias, porque em muito pouco tempo ele já seria um outro bebê, de 2 meses. E depois um de 4. E 8, 12. Não me avisaram que eu teria uns 6 bebês até minha filha completar um ano, e que eu não teria tempo suficiente pra curtir cada um deles, tanto quanto eu gostaria. No máximo me disseram: passa tão rápido. E não é simples assim, não é só um tempo que passou rápido demais. Trata-se de perdas.

Enfim, se existe coragem de minha parte em ser mãe, talvez ela consista em apenas uma coisa: amar incondicionalmente. É uma experiência realmente única e, com certeza, não é pra todo mundo.

Mas não me sinto mais corajosa que uma mãe hétero, que tem o aval da sociedade pra exercer seu direito à maternidade e tem seu status de família reconhecido pelas leis tortas dos homens. Tudo isso eu e outras mães gays teremos lá na frente, afinal o mundo evolui, a despeito de.
Gays, héteros, pobres, ricas, solteiras, casadas, estamos todas lutando pra deixar seres humanos melhores para o planeta, dando nosso melhor amor e nos preparando para o inevitável voo das nossas crias.

Talvez por isso a palavra coragem seja um substantivo feminino. Mas eu sou apenas mãe.
(Escrito por Ana Paula Brito, cuidando para se tornar desnecessária um dia, mas torcendo para demorar bastante, mesmo sabendo que o tempo vai voar…)

MATÉRIAS ANTERIORES DE Capa

Publicado em – Edição 117
Mobilidade urbana sobre duas rodas
Publicado em – Edição 116
Adrenalina por opção
Publicado em – Edição 115
Programação de Verão de Cabo Frio e Búzios
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