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Bijux in the box - Tô vendo

Dá-lhe, delegada!

Na MMO – Minha Modesta Opinião – temos os melhores atores depois daqueles de Hollywood.  Não é brincadeira, não, nem patriotada. É que a gente acompanha o trabalho de profissionais do melhor gabarito, todos os dias, nas novelas e séries, e encaramos com muita naturalidade o fato de nos deixar encantar com tantos personagens. Nem nos damos conta de que entramos no clima das novelas porque os atores nos conduzem.

giovanna-antonelli-e-alexandre-nero-gravam-cena-de-briga-para-a-novela-salve-jorgeDigo isso pensando na delegada Helô, de Salve Jorge. Incrível como a bela Giovana Antonelli conseguiu uma identidade total com uma personagem difícil, que, se pensarmos bem, é o que segura a novela desde o início. Claro que tem aí a perspicácia da autora Glória Peres, na criação de cenas e diálogos verossímeis. Mas a composição da delegada – com seus trejeitos de autoridade, sua postura, o modo de olhar que demonstra segurança, a mania de repetir as frases -, isso é criação da Giovana.

Tá bem, tem a direção, os cenários, a iluminação, a maquiagem, todo um trabalho excelente de bastidores. Mas , data venia (aprendi isso com o STF julgando o Mensalão), o que nos faz gostar ou detestar, e em ambos os casos não tirar os olhos da TV, são mesmo os atores.

Vamos dividir a responsabilidade. Todos os personagens são insólitos e difíceis, apesar de representarem gente de carne e osso que todos nós encontramos por aí. Nisso está a magia da autora – e seus assistentes. No entanto, tem gente que está extrapolando em matéria de talento. O que a Dira Paes fez – faz – da sanguínea Lucimar é incrível, assim como o que Zezé Polessa faz da perplexa e apavorada Berna. E tem a Totia, brilhante como Vanda/Adalgisa, grande vilã, par a par com a Claudia – sempre correta -, e com a atriz que faz a Creuza, empregada doméstica da delegada. E tem o Nero, um Stênio bem trabalhado naquele tipo de sedução pelo avesso que deixa louca a delegada.

Mas, nada como a própria delegada. Sei que corro o risco de ser parcial, mas me parece que pela primeira vez (será?) papéis que seriam considerados secundários é que fazem a festa na nossa telinha. Os principais – Morena, o capitão Téo, a tenente Érica e o seu triângulo amoroso – parecem já estar consolidados no nosso imaginário, e só esperamos pra ver no que vai dar. O improvável triângulo Ziá, Bianca e Aila cumpre o doloroso dever de preencher lacunas da trama geral (é o que parece, e mesmo assim os atores os tornam interessantes).

Mas, de novo: nada como a delegada. Com poucos recursos cênicos – sempre numa sala de delegacia, ou na sua (dela) casa – e com a tarefa de nos envolver e manter viva nossa atenção, Giovana criou uma delegada igualzinha a uma delegada.

Globo-NewsCuidado com o letter

Letter é o nome daquelas tarjas embaixo do vídeo que resumem a notícia dada pelos apresentadores – pelo menos é assim que o Datena chama essas vinhetas. Pois bem: as emissoras todas deveriam ter mais cuidado com a redação desses resumos. Os erros de português, de digitação e até de informação são frequentes. Às vezes dá pra notar que alguma coisa foi digitada erradamente, e aí vemos que logo se faz a correção. Como na GloboNews escrevendo Yankes em vez de Yankees, e logo corrigindo – em matéria sobre jogo em Nova Iorque, de homenagem aos mortos em Boston. Mas na maioria das vezes a coisa passa despercebida pelos editores – mas não por nós, telespectadores.

RJ Móvel

RJTV-1

O bom jornalismo do RJ TV às vezes me parece proteger a Prefeitura do Rio. Deve ser só uma impressão. O fato é que o RJ Móvel, que vai até os bairros cheios de problemas e cobra ações das “otôridades” só encontra (e muitas vezes ajuda a resolver) problemas em São Gonçalo, Caxias, Belford Roxo etc. Tá bom, tem também os parceiros do RJ, em algumas regiões da cidade do Rio. Mas estes também se dedicam a materinhas positivas sobre comunidades e suas atrações turísticas. Fica faltando uma ação mais incisiva sobre bairros – não só sobre as comunidades (favelas). Sugiro, por exemplo, mais atenção com as trapalhadas das obras do BRT, e com as obras ainda nem iniciadas no terrenão que vai receber a Jornada da Juventude Católica, ambos na região de Guaratiba – Santa Cruz.

artigos anteriores de Bijux in the box

Publicado em – Edição 110
Coragem, Record!
Publicado em – Edição 109
Sinal dos tempos?
Publicado em – Edição 108
Dá-lhe, delegada!
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