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Bijux in the box - Tô vendo

Sinal dos tempos?

Agora tudo o que é preciso para garantir público para uma novela é um bom vilão. Vão dizer que sempre foi assim, desde Odete Roitman. É possível. Mas o que incomoda é que a coisa virou”cláusula pétrea” da nova constituição das novelas. Antes, vilão era um ser desprezível, ficava logo claro que era um mau caráter, e tinha papel secundário em relação à história de amor que vinha em primeiro lugar.

Hoje em dia, não é mais assim. Histórias de amor são apenas molduras para histórias de maldades de diversos tipos. Em Amor à Vida (graças a Deus não esqueceram a crase!), o melífluo, dissimulado e até nojento Félix já está sendo aclamado como a grande atração. O(s) caso(s) de amor da indecisa Paloma parecem não ter força suficiente para segurar a trama.

E até mesmo na história vivida pela sempre bela Paola de Oliveira tem o seu lado canalha. O ripongo que a seduz nos primeiros capítulos, e que se manda quando a bela tem sua filha sequestrada, ainda nem começou a fazer maldades de verdade. Agora, com a cumplicidade de Félix, com certeza veremos um subvilão em ação.

Mas há vilões e vilões. Creio ser mais difícil criar um vilão que pareça verossímil ao distinto público do que um “mocinho” – como se dizia antigamente. Em A Favorita, Patrícia Pilar foi muito bruxa, muito má, e o povão adorou. Em Avenida Brasil, a Carminha de Adriana Esteves era a atração principal, pois o caso de amor da chocha Falabella e do garboso Cauã não dava pro gasto.

Vamos ver como se desenvolve a atuação do excelente Mateus Solano. Félix já está roubando a cena – ou melhor, ele já foi criado para isso. Mas as maldades, até aqui, me parece que representam uma “overdose” de canalhice. Roubar bebê, tentar matar um sujeito que poderia lhe tirar o sono, são duas vilanias do tipo “heavy metal”, não acham? Logo nos primeiros capítulos, gente! O que mais poderá este ser das trevas aprontar?

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Eu vi…

Mais informação

No jornalismo, e também nos documentários, sinto falta de mais informação sobre os lugares onde se passam os fatos. Às vezes, a gente não pega a matéria pelo início – estamos pegando um cafezinho, ou procurando um livro -, e nos escapa o lugar onde a coisa aconteceu. A informação só aparece ao lado do nome do repórter. Uma vezinha só! Sugiro que se deixe num cantinho sempre o local dos fatos, afinal a tela é grande, dá pra fazer isso, e assim não se perderia detalhe tão importante.

13798340_mlCoisa boa

Uma das boas coisas da vida é gostar de futebol – e outros esportes também. Há diversas atrações para quem aprecia o vôlei, o basquete, as corridas, as maratonas… É prazer garantido, nos aproxima das crianças, e tenho certeza de que evita muitas brigas de casais! Além disso, as imagens são sempre lindas.

ilustra_bijux_02Coisa boa 2

Outra coisa boa da vida é gostar de cozinhar. As Tvs já perceberam, e a temporada está cheia de bons programas de culinária. Melhor do que ver filmes velhos. Nas últimas semanas, anotei: King Kong, Se Beber não Case (o primeiro, velho), O Orfanato, Um Lugar Chamado Notting Hill, Tubarão 1, 2, 3 e 4! Também todos os Batman, e dois Superman. Tem mais, muito mais, o espaço é que é pouco. O pior é que todos estes velhíssimos filmes passam nos canais pagos! Estamos pagando para rever antiguidades! Que coisa!

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Publicado em – Edição 110
Coragem, Record!
Publicado em – Edição 109
Sinal dos tempos?
Publicado em – Edição 108
Dá-lhe, delegada!
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