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Oswaldo Miranda

Melhor professor nos EUA é petropolitano

alex9Uma notícia no Fantástico me deu grande alegria. Falava de um brasileiro, um petropolitano, eleito o melhor professor da Flórida e um dos quatro melhores dos Estados Unidos. Bacana! Um conterrâneo brilhando no exterior. Alexandre Lopes, seu nome. Um cara determinado na busca de seus objetivos. Faço aqui um resumo das muitas páginas que me vieram à mão, falando sobre esse jovem. O início de sua vida adulta não poderia ser mais distante do seu cotidiano, trabalhando muito. No começo da década de 50 trocava Petrópolis pelo Rio de Janeiro, para estudar Produção Industrial na Universidade Federal, UFRJ! Tinha um sonho de criança: ser professor, embora sabendo que a profissão exige muito e paga pouco. Arrumou um emprego na Pan American Air Ways e fez faculdade. Formado, bacharel, sempre em busca do ideal de lecionar. Mudou-se então para os Estados Unidos. Julho de 1955. Dizia: “A vida me trouxe até este país maravilhoso, mas tenho muito orgulho de minha origem e de ser quem sou”.
Fazia tradução de Inglês e Espanhol nas rotas de suas viagens pelo mundo. Viria o passo seguinte. Ajudado por uma conselheira: ser professor. Já no magistério, logo iniciaria um curso introdutório em Educação Especial na Primeira Infância. Em seguida conseguiria uma bolsa de mestrado na Universidade de Miami. O salário não era dos melhores, mas estava feliz. O passo seguinte, doutorado na Universidade Federal da Flórida. Produziu uma monografia em que explicava sua filosofia educacional, suas motivações e sua metodologia de ensino. O trabalho lhe proporcionou uma grande vitória. Alexandre foi eleito o melhor professor da Flórida em votação que teve a unanimidade do corpo docente de 180 professores. Os prêmios: 10 mil dólares, um carro 0km e uma bolsa de estudos que recusara por já ter uma em doutorado.

Vou seguindo no resumo, já não podendo disfarçar meu orgulho da perseverança desse filho da minha terra. Agora, com patrocínio das famosas lojas Macy’s. Alexandre está escrevendo para jornais, dando entrevistas sobre seu trabalho, aqui já abrangendo alunos autistas. A propósito disse: “Eu não diferencio meus alunos, procuro ser consistente para que eles, os autistas, aceitem todas as diferenças que existem na nossa sociedade”. Música e dança são dois elementos que predominam também nas atividades pedagógicas de Alexandre, assim como a tecnologia por ele usada, com equipamento que criou para melhorar o aprendizado por parte dos alunos, os sãos e os autistas.
Não sei se, emocionado com tal exemplo de superação, consegui compactar as muitas páginas que resumi, contando a história singular de Alexandre Lopes, cidadão iluminado – self made man – um petropolitano de quem nós, seus conterrâneos, devemos muito nos orgulhar, um exemplo a ser seguido.

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