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Lilibeth Cardozo

Bebel Luz

bebelA Folha Carioca nasceu na Gávea em 2001 e, tal como as folhas que vestem uma árvore que cresce frondosa, em boa terra, cresceu com muita vida. A semente que germinou e criou a Folha foi plantada por Regina Luz, que nos deixou em 2006, morrendo muito precocemente. Regina tinha sonhos e sempre os dividiu com as cinco irmãs, todas “Luz”, um sobrenome que só iluminou caminhos. Guerreira, Regina se juntou a seu marido, mas precisou de muitos jardineiros. Bebel Luz, sua irmã, foi uma zelosa criadora e cuidadora do projeto que hoje é a revista gratuita mais charmosa da Zona Sul carioca.

Bebel e RicardoBebel, de 2004 a 2008, todos os meses, arrumava a revista, enfeitava, dava cores, acariciava cada texto, cada matéria, cada assunto. Uma artista que sabia como poucos usar a elegância dos traços, cores, desenhos e ilustrações. Bebel era mulher de muitos sonhos, sorrisos, palavras e elegância. Para ela qualquer traço tinha arte, qualquer cor era iluminada, qualquer pano era uma roupa charmosa e elegante. Formada em desenho industrial pela UFRJ, ela trabalhou com moda, com design, com decoração e, nos últimos, se estabeleceu como designer de interiores, deixando sua marca em vários ambientes que aconchegam famílias com muita cor e luz. Nesta edição, homenageamos Bebel Luz que também precocemente que nos deixou em junho. Desta grande árvore de folhas viçosas, onde uma equipe prepara a Folha Carioca, pingam lágrimas de lamento e saudades. Ela nos iluminou por tantos anos e, com seu talento e criatividade, foi uma grande mestre de esperança, alegria, vivacidade; sempre acreditando na Folha Carioca!

Conheci-a nos primeiros anos de nossa primeira infância. Parceiras desde os teatrinhos infantis em nossa cidade natal. Crescemos juntas, partilhamos todos os momentos de nossas histórias de vida na mesma cronologia, pois tínhamos a mesma idade. Partilhamos conquistas, derrotas, segredos e cumplicidade. Uma amizade de mais de meio século é um tesouro que só pertence a quem a viveu.

Esta edição, do friozinho carioca, das noites estreladas, balões coloridos, bandeirinhas multicores, danças, fogueiras e sorrisos, eu e todos os editores da Folha  Carioca dedicamos a Bebel Luz!

artigos anteriores de Lilibeth Cardozo

Publicado em – Edição 117
Aniversariando sexagenária
Publicado em – Edição 116
Santa Maria, rogai por nós
Publicado em – Edição 115
Um passeio pela Urca
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4 Comentários para “Bebel Luz”

  1. Karin disse:

    Lilibeth, tive o prazer de conhecer Bebel em uma viagem no ano passado. Ela estava sentada no banco da parada de ônibus lendo um caderninho e esperava por um ônibus que não passou. Mais 4 pessoas se juntaram a nós e compartilhamos nossas aventuras em terras estrangeiras. Foi um dia muito engraçado e ao mesmo tempo estranho pelas várias coincidências entre 4 desconhecidos e que lembrarei para sempre! Há poucos dias, por uma dessas 4 pessoas, fiquei sabendo da triste notícia. Sabemos que Bebel fará muita falta!!!

  2. Marcela disse:

    Eu e meu marido estávamos neste dia em que conhecemos a querida Bebel no caminho para Óbidos. Por coincidência ainda nos encontramos no mesmo hotel em Porto, onde tomamos café-da-manhã juntas e colocamos o papo em dia, e por fim viemos no mesmo voo para o Brasil. Foi neste contexto que surgiu uma amizade muito bonita e vínhamos até então mantendo contato por email. Sentiremos muita a falta dela. Bebel nos conquistou com sua alegria e simpatia. Gostaria que se pudessem me informasse o email da filha dela, gostaria de enviar uma mensagem de carinho e quem sabe um dia falar sobre todos os momentos alegres que vivemos. Abraços, Marcela.

  3. Else Maria Varela Abreu disse:

    Lili,amei suas matérias,apesar de encarar a morte com outros olhos,o coração manda uma gota de orvalho quando sentimos saudade das pessoas que são gentes,Bebel Luz!!!Parabéns Lili!bjs
    Else Abreu

  4. eunice sarmet disse:

    Sempre lembrada e com uma luz de permanência entre tantos amigos e conhecidos. Gostei muito da sua escrita.

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