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Como nossos pais

TEXTO e Fotos_ Fred Pacífico & Arthur Moura

Seguir um caminho já percorrido não significa que será a mesma estrada. Muito pelo contrário, as histórias de cada um são pessoais, únicas na construção de cada indivíduo. Filhos que optam para suas vidas pela mesma profissão de seus pais, fazem isso por razões que vão muito além da própria aptidão. Claro que ter vocação para o ofício é o primeiro passo, mas admiração, orgulho e, mais importante, amor pelo universo em que cresceu vendo o pai inserido contam. Muito.

Agosto é o mês dos pais. Pensando nesses homens que assumem, muitas vezes, os mais diferentes papéis e influências nas vidas de seus filhos e filhas, a Folha Carioca foi em busca de algumas dessas influências positivas. Procuramos homenagear esses pais com um ensaio fotográfico que diz muito em poucas imagens. Buscamos inspiração naqueles que, mesmo com ou sem intenção, tiveram grande influência e contaram na hora da escolha profissional (e por que não dizer de vida?) de seus filhos.

Mesmo que o caminho seja, muitas vezes, tortuoso. Como nos contou Lenine. “Nunca forcei a escolha de nenhum de meus filhos. Até porque o caminho não é fácil e eles sabem disso. Vivenciaram isso. Mesmo assim meus filhos escolheram percorrer a estrada da sensibilidade e optaram pela música. É claro que acho bacana e me traz muita satisfação vê-los tocar, compor e podermos criar juntos”, diz o músico que viu todos os três filhos optarem por galgar também suas próprias carreiras musicais.

Nesse mês de agosto, Parabéns a todos os Pais. Que continuem sendo um exemplo para a seus filhos, fortalecendo esse mundo como seres humanos que acrescentam em nossa sociedade, assim como, acreditamos, vocês aprenderam com seus pais.

CapaFolha-2    “Cresci acompanhando meu pai, principalmente nos estúdios de gravacão, ambiente que sempre gostei. Meu pai gravava e tomava conta da gente. Acabei montando meu próprio estúdio (O Quarto) há nove anos e há dois comecei a tocar com ele e acompanhá-lo nas turnês, o que tem sido uma experiência maravilhosa”, Bruno.

“Música sempre fez parte de nossa vida e há três anos montei minha própria banda (Maktub), na qual toco baixo e canto. Hoje nosso pai faz participações em nossas bandas e isso é muito legal”, Bernardo.

Profissão: MúsicosBruno Giorgi, filho, 24 anos; Lenine, pai, 54 anos; Bernardo Pimentel, filho, 19 anos

Pai e Filho Manuel e Carlos Machado (Machado Antiquários) -5223Família acima de qualquer coisa. O pai estudou administração; o filho, desde os 15 anos, se interessa pelo trabalho do pai e é o responsável, administra o antiquário. O negócio de família tem ritmo de trabalho: o que o diferencia no mercado é a interação do pai com filho, a experiência e as novas tecnologias. Tudo feito com a visão paterna.

Profissão: Antiquários – Manuel Machado, pai, 72 anos; Carlos Machado, filho, 37 anos

Pais e Filhos

“Praticamente nasci na Manutenção. Se não fosse pelo meu pai talves tivesse feito outra coisa. Meu pai me ensina muito até hoje”, Maicon.

Profissão: Rodoviários – Maicon Carvalho, filho, 25 anos; Custódio Paz de Carvalho, pai, 47anos

“Eu sempre vi a dedicação do meu pai e também a da minha irmã, que é temporã e tem diabete, e estes dois motivos me levaram para medicina. Sempre gostei de trabalhar com pessoas e, ao longo do tempo, vi que poderia aproveitar a experiência do meu pai que contribuiu para minha escolha da pediatria. Acho o meu pai uma pessoa muito intensa e verdadeira, é isso que me inspira”, Marina.
“Desde quando era pequeno, eu passava pelo hospital Miguel Couto e dizia que seria médico. Uma vez, estava passando com o meu pai e vi uma pessoa que tinha caído de uma marquise. Ele me falou: ‘vamos embora’ e eu disse: ‘não, eu quero ver, eu gosto de ver’. Na pediatria, foi quando tive a primeira aula e descobri o que eu iria fazer”, Luis Felipe.

Pai e Filha Luis Felipe e Mariana Mäder-3

Profissão: Pediatras – Luis Felipe Mäder, pai, 60 anos; Marina de Sá Mäder, filha,27 anos

“Meu pai não era sapateiro, mas quando me viu aprendendo o ofício me disse: ‘Uma profissão que se aprende, meu filho, ninguém há de tirá-la de ti’. E graças a Deus eu o escutei, pois sempre tive serviço e, com o que sei, pude dar educação aos meus filhos e criar minha família. Gosto muito do que faço e acho que, por conta disso, continuo tendo trabalho até hoje, pois tudo na vida tem que ser feito com carinho para valer a pena”, explica o sapateiro Aelsom Almeida Duarte, na sabedoria de seus 69 anos, sob o olhar atento de seu filho caçula, Alexandre Alves Duarte, enquanto martela mais um saltinho e dá vida nova a um salto alto.

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Profissão: Sapateiros – Aelsom Almeida Duarte, pai, 69 anos; Alexandre Alves Duarte, filho, 29 anos

“A dedicação e o tratamento com as pessoas que meu pai dá é um exemplo pra mim como ser humano. Cada um tem o seu consultório independente, mas no mesmo espaço; desde cedo vivencio o trabalho dele, é como algo natural”, Regina.
“Sempre fui fã de odontologia e fui militar, era sargento e queria ser do quadro dos oficiais”, Veridiano, o dentista mais antigo do shopping 45.

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Profissão: Dentistas – Regina Terto, filha, 50 anos;  Veridiano Terto, pai, 83 anos

“Fui aprendendo por osmose. Me formei em filosofia e, pelo fato de sempre estar próximo, acabei me direcionando também para editoração e edição. Acabei me tornando sócio do meu pai”, Guilherme.

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Profissão: Editores – Ali Celestino, pai, 51 anos; Guilherme Celestino, filho, 31 anos

 

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“Acompanho meu pai desde pequeno e sempre gostei do mar. Há cinco anos comecei a ajudá-lo no barco e passamos a trabalhar juntos. Quero fazer faculdade em administração para investir ainda mais no nosso negócio”, Igor.

Profissão: Pescadores – Igor Almeida Siqueira de Souza, filho, 17 anos; Roberto Pereira Souza, pai, 39 anos

 

 

 

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