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Sandra Jabur Wegner

Osteopenia, osteoporose x atividades aquáticas

sandra_jaburA osteopenia é a percussora da osteoporose, que é uma perda óssea mais grave. Diversos fatores favorecem ao aparecimento da osteopenia: falta de vitamina D, cálcio, café, mate, chá preto, refrigerantes, alimentação rica em açúcar refinado, carboidratos pobres  e cigarro – o grande vilão. Vários fatores são importantes para prevenção da doença como o sol, a alimentação e exercício físico.
A exposição ao sol, desde que não exagerada, é muito importante. Devemos nos expor aos raios solares pelo menos três vezes por semana durante 20 minutos, sem protetor solar. A presença do sol sintetiza a vitamina D e consequentemente a absorção do cálcio.
Existe uma polêmica quanto à eficácia do exercício físico na água e no solo. O importante para formação de células ósseas – os ostereblastos – é o exercício de força resistência muscular, é o flexionar e estender o músculo, utilizar os diferentes tipos de contração muscular e a tensão provocada sobre os ossos.
Na água temos maior facilidade para realizar os exercícios devido a diminuição de carga sobre as articulações por causa do empuxo, a força que vem de baixo para cima. Pode-se correr, saltar, chutar e realizar movimentos que fora d’água seriam impossíveis por muitos alunos que tem artrose nas articulações, excesso de peso e outras incapacidades. Em contra partida a água em movimento oferece resistência 14 vezes maior que o ar. É necessário realizar bastante força para vencer a turbulência criada pelo movimento.
Durante as aulas de hidroginástica utilizamos implementos como jump que é o trampolim, step, halteres de EVA que são resistidos com o objetivo de aumentar o impacto e a resistência. Variam-se os ritmos, quanto mais rápido maior dificuldade. Na água trabalha-se dos 4 meses aos 100 anos, do bebê ao adolescente, adulto, idoso, sedentário e até o atleta. É só tirar partido das propriedades físicas da água e saber utilizar os diferentes implementos.
De acordo com a pesquisa do Kruel, pesquisador do laboratório em exercícios aquáticos, o saltar na água equivale a saltar no solo sem tênis, há muito impacto também.
Sofre-se a ação da gravidade o tempo todo em nossa vida diária de ir ao banco, ao supermercado, à feira, e se complementarmos com a atividade física estaremos nos protegendo dos osteoclastos, que são os destruidores das células ósseas.
Os exercícios aquáticos favorecem o aumento das células ósseas comprovadamente através da densitometria óssea realizada pelos alunos após 3 meses de atividade exclusiva na água pelo menos 2 vezes semanais. O melhor seria 3 vezes por semana. Quando o aluno puder complementar com caminhadas, pilates, musculação, caso contrario a água é suficiente.
A medida que envelhecemos é muito importante realizarmos atividades na água como natação, hidroginástica, hidropilates, hidro running (corridas dentro d’água) para protegermos as articulações. É necessário executarmos movimentos variados das articulações, contrações variadas da musculatura, trabalhar equilíbrio e dar estimulo ao cérebro para criar novas estratégias de movimento e reações reflexas.
É muito importante coordenar os exercícios respiratórios com os movimentos, eles se tornam mais eficazes, mais intensos e contribuem para o aumento progressivo da capacidade cardio respiratório.
A água é um ambiente instável é necessário equilibra-se o tempo todo. O que resulta no fortalecimento da musculatura do “core” – casa de força, da musculatura abdominal transverso (músculo abdominal mais profundo), para vertebrais, multifidos, glúteos, etc… São músculos que protegem a coluna, evitando dores.
O mito que as atividades aquáticas podem provocar desmineralização, ou seja, perda óssea não é comprovado.
Os astronautas fazem treinamento no fundo da piscina com gravidade zero porque precisam treinar para quando estiverem no espaço. Não é o caso das atividades aquáticas que usamos a resistência e as propriedades físicas da água, os implementos e a respiração para estimular a formação de células ósseas.
Venham experimentar e testar a eficácia, o prazer e a motivação de se exercitar na água.

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