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Fim de ano de bem com a balança

É possível sobreviver às confraternizações e festas de família equilibrando o prazer de comer com o controle das calorias.

Texto: Fred Pacífico

Dezembro vai se aproximando do fim e, junto ao novo ano que chega, um enorme número de festas e confraternizações ocupam nossas agendas. É festa da empresa, encontros com os amigos, reuniões familiares, ceia de N’atal, final do ano, ufa… Festas regadas, diga-se de passagem, a incontáveis delícias e muita abundância.

Muita gente adora, enquanto outro grupo se arrepia só de pensar nas consequências na balança. “Comecei o regime no começo de outubro, já pensando no fim do ano e no verão”, conta a bancária Fabiana Hertsan, que vem tentando ‘enxugar três quilinhos’ para passar ilesa pelas comilanças. “É um desespero e não tem para onde correr, pois são encontros importantes e queridos. Não posso deixar de ir na festa do serviço, ou não me reunir com minhas amigas antes do ano acabar, tampouco faltar à ceia na casa da minha mãe. O negócio é se preparar antes e olhar a boca para diminuir o dano”.

Maneirar o único verbo capaz de equilibrar a matemática da balança. A nutricionista Natália Araújo explica que não vale a pena deixar de comer as deliciosas comidas deste período do ano ou então o seu prato preferido, só para não engordar. “O importante é comer pequenas porções e mastigar corretamente, pois quem tem uma má mastigação acaba comendo muito rápido e ingerindo uma maior quantidade de alimento. Procure se servir das saladas primeiro e evitar as frituras. Também é recomendável a ingestão de muitas frutas e muita água ao longo do dia. Se manter hidratado é o primeiro passo para passar bem pelas festas de fim de ano”, dá a dica.

Água é a melhor bebida

arvore-copyPrestar atenção à hidratação neste período é mesmo muito importante pois, além das temperaturas altas e do sol forte tão comuns na estação que começa, as bebidas são outro fator presente em todas as confraternizações. “É inevitável tomar uma cerveja bem gelada com o calorão que tem feito, ainda mais com tanta festa e bebida liberada, mas tomo cuidado para não dar vexame na festa da firma, nem estragar o Natal de ninguém. Beber é bom, mas com responsabilidade”, diz o designer Wagner de Oliveira.

Natália explica que a bebida desidrata e, se não houver atenção, o dia pode ser bem ruim para o beberrão. “O ideal é deixar as bebidas para o momento do brinde, mas se você não é desses, tome ao menos um copo de água para cada um de bebida que ingerir. Assim você aumenta a sensação de saciedade, diminui a quantidade de bebida ingerida e mantêm a hidratação. Seu corpo agradecerá”.

A nutricionista diz que também que não é recomendável ficar longos períodos sem se alimentar. “Procure ter um excelente café da manhã, isso irá ativar o seu metabolismo desde cedo, o que acarreta uma maior sensação de saciedade. Ao longo do dia, se alimente de algo leve a cada três horas, assim será mais fácil não exagerar na hora da ceia. Mais importante do que comer em quantidade, como muita gente faz, é ter atenção à qualidade do que se come. Para compensar os alimentos mais calóricos, substitua os doces por frutas na hora da sobremesa. Há muitas comemorações, comidas e bebidas diferentes neste período. Se não houver cuidado, é fácil ganhar peso”, alerta.

A preocupação com a saúde e com a balança tem alterado inclusive os tradicionais cardápios desse período. João Batista, gerente do tradicional Restaurante e Sorveteria Lopes, em Copacabana, conta que é possível perceber uma mudança nos pedidos dos clientes nos últimos cinco anos. “As pessoas buscam cada vez mais os produtos mais lights. Até com o tradicional peru houve uma mudança, as pessoas pedem só o peito, por ser mais magro. Nos últimos anos também aumentou consideravelmente os pedidos de chester e carnes brancas no natal. Há oito anos era somente peru, atualmente os pedidos de chester quase empatam”.

Menos gente à mesa

A bibliotecária Katarina Vasconcelos é uma adepta do cardápio mais light. “Apesar da comilança ser grande, há muitas boas opções de saladas para acompanhar as carnes e não é preciso se afundar na rabanada. Procuro evitar muitos carbohidratos, comer carnes brancas ou mais magras com muitos legumes e verduras. Só assim para não enlouquecer”, explica. Natural de Fortaleza, Katarina mora há quatro anos no Rio de Janeiro e nem sempre consegue voltar para a terra natal nas festas de fim de ano.

“Às vezes, por conta do trabalho ou do preço da passagem, não consigo ir passar o Natal com meus pais e, para não ficar triste, reúno os amigos que, como eu, estão longe da família. Fazemos nossa ceia, cada um colabora como pode e ficamos todos felizes por estarmos juntos com pessoas queridas”, conta. Essa é uma tendência cada vez mais comum nas grandes cidades, de ceias menores.

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Segundo Batista, além do tipo de pedido ter mudado, a quantidade das encomendas também vem se alterando. “Os pedidos agora costumam ser menores, para servir menos pessoas. São um ou dois pratos principais com acompanhamentos, normalmente.

Tudo depende da quantidade de pessoas reunidas. Antigamente o costume era preparar toda a ceia e reunir muita gente, familiares, amigos e agregados. Quem era o anfitrião sempre oferecia uma mesa farta e as encomendas de ceias contemplavam tudo. Atualmente as reuniões parecem ser menores, cada um leva um prato para auxiliar e a fartura se mantêm com a colaboração de todos”, diz o gerente do restaurante, que trabalha com encomendas de ceia natalina há mais de 25 anos.

Sejam quais forem as confraternizações que você tenha neste final de ano, aproveite com sabedoria e alegria com aqueles com quem convive e são importantes em sua vida. Seja moderado nas escolhas alimentares, não extrapole nas bebidas e se hidrate.Assim, não haverá tempo ruim nos dias seguintes. BOAS FESTAS e um MARAVILHOSO ANO 2014 para todos.

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