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Arlanza Crespo - Quem é Quem

Vencendo barreiras sempre

Sabe quando a gente quer entrevistar alguém e acontece de tudo? E-mails não lidos, desencontro de horários, enfim, estava difícil! Mas acabamos conseguindo marcar na minha casa às 19h30min. E então caiu aquela chuva. Aquela, dos raios, que danificou até o dedo do Cristo! Aí eu pensei: ele não vem. Mas às 19h45min tocou o interfone. Já abri a porta com duas toalhas na mão, e sem conhecê-lo pessoalmente fui logo dizendo “Vai direto pro banheiro, tira tudo, se enxuga e vem pra sala”. Foi hilário. E assim começou nossa entrevista, mais descontraída impossível!

Bell-3238Bell Billys nasceu Abelardo Vaz Ferreira Neto. Chegou no Rio de Janeiro há 9 anos, cidade que ama, que o acolheu e o recebeu de braços abertos. E hoje ele diz com orgulho “o Rio é a minha cidade!”. Logo que chegou já foi trabalhar como host num restaurante famoso em Copacabana, onde ficou durante quatro anos. Na época foi morar no Leme, no apartamento dos patrões. Depois acabou indo para Santa Teresa, onde está até hoje. Para ele o bairro tem o clima de interior moderno, e lá os chiques se dão bem e interagem. Nos fins de semana e feriados ele trabalha no restaurante Sobrenatural, e de terça a sábado ele trabalha como host no Studio RJ, no Arpoador. Seu horário é das 21 às 3h da manhã, mas quando acaba a “night” ainda bate um papo com as amigas, e acaba chegando em casa lá pelas 6h da manhã, que é a hora que ele vai dormir.

Bell adora sua profissão, e adora conviver com pessoas maravilhosas como a “papisa” Clarice Miranda, uma das hostesses mais badaladas do Rio, e a Carol Kiss, que é simplesmente “the best”. Bell é tão bom no que faz que recentemente ganhou o Prêmio Noite Rio na categoria de melhor host da cidade. Trabalho estressante para alguns, mas que ele tira de letra. “No restaurante as pessoas estão com fome, na noite as pessoas estão loucas, mas a energia é a mesma”.

Na porta do Studio RJ Bell tem uma verdadeira aula de idiomas. São muitos estrangeiros e “para o gringo é como se não houvesse amanhã”. Vivemos numa época de emoções, todo mundo tomando Rivotril, ele me diz enquanto vai contando suas histórias. Dos casos mais engraçados lembrou de um, que a pessoa queria entrar de qualquer jeito e disse que era amiga da Bell. Mas aqui não trabalha nenhuma Bell, e sim o Bell. Ao que a pessoa retrucou: ”mas ele também é meu amigo!”. Bell não se estressa, trata todos com educação, e nunca teve nenhuma situação de constrangimento ou saia justa. Impondo respeito sem ser arrogante, ter a cabeça em pé sem ser melhor que os outros, esse é o Bell, uma pessoa que sempre se identificou com arte e moda, que já teve várias matérias no Gente Boa, na Globo News, que adora ler, e que no momento está terminando o livro ‘Quem disse que é bom ser normal?’.
É, quem disse?

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