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Artigo de Richele Cabral, diretora de Mobilidade Urbana da Fetranspor

Em resposta ao artigo escrito pelo nosso colaborador Alexandre Brandão, em sua coluna No Osso, publicado na página 49 da última edição da revista Folha Carioca, nº 118 – Inverno 2014, seguem informações da diretora de Mobilidade Urbana da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, Fetranspor, Richele Cabral.

Prezado Senhor,

É complicado falar de ônibus sem associá-lo de alguma forma às questões de tráfego, segurança e obras no entorno de seu itinerário, entre outros. Com isso, muitas vezes acaba-se por avaliar o serviço de forma mais “dura”, quando na verdade haveria que se separar os pontos (tanto positivos como negativos) que se referem ao serviço propriamente dito daqueles que dizem respeito às questões externas ao mesmo, mas que acabam por afetá-lo de alguma maneira.

Nos últimos anos, a frota de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, bem como da Região Metropolitana, vem sendo gradualmente modernizada, com veículos novos, com ar condicionado, piso rebaixado em alguns casos e novo layout interno, buscando aproveitar melhor o espaço dos veículos, trazendo mais conforto aos passageiros. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o Rio de Janeiro há anos possui uma das frotas mais novas do Brasil (com média de 4,1 anos).

Em paralelo, vêm-se buscando alternativas para melhorar o serviço dos ônibus em termos de tempo de viagem e organização, com priorização do transporte público em diversas vias (os chamados BRS), além de novo sistema de BRTs, entre outros, que trazem, ainda, uma organização da informação ao usuário, até então inexistente na vida dos cariocas e fluminenses.

É visível que nos últimos anos vêm sendo adotadas políticas de priorização do transporte público coletivo na cidade do Rio de Janeiro. Desde 2011, quando começou a operação do primeiro corredor BRS, até hoje, já são 53 km de faixas prioritárias para ônibus na cidade, devidamente sinalizadas. Somem-se a isso os BRTs que vêm sendo implantados, trazendo corredores exclusivos para ônibus, com enormes benefícios, principalmente em termos de conforto e redução de tempo de viagem. Com o TransOeste – primeiro BRT carioca, que iniciou sua operação em 2012 – o tempo de viagem para mais de 70 mil pessoas passou de 2,5 horas para 50 minutos – uma redução de mais de 50%. Em meados deste ano, o segundo corredor foi inaugurado: o TransCarioca. Ambos farão parte de uma rede multimodal integrada de transportes, interligando esses BRTs também com outros modais de alta capacidade (trens e metrô). Além disso, esses corredores serão interoperáveis, completamente integrados entre si – o que será a grande transformação do transporte do Rio de Janeiro.

     Richele Cabral
Diretora de Mobilidade Urbana da Fetranspor

 

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