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Memória gustativa: sabores, cheiros e sensações

Gastronomia é termo amplo, que não pode se restringir a conceitos como “cozinha francesa” ou “culinária vegetariana”. Normalmente é utilizado para agregar cultura, arte e história ao que conhecemos como culinária. Não que esta seja pobre de conteúdo, pelo contrário: o mundo das receitas, técnicas e gestual exige anos de preparação para atingir o nível ideal.

Medo d’água

A vida de todos os seres humanos começa na água. Afinal, ficamos imersos durante toda a gestação, no acolhedor útero materno. Entretanto, devido a alguns imprevistos em diversas fases da vida, somados à fragilidade psicológica individual, algumas pessoas adquirem temor a água.

No tempo da delicadeza

Esta edição da Folha Carioca é especial: número 100. Tenho todas guardadas comigo, e ainda me lembro da primeira reunião quando ela nasceu e se chamava “Folha da Gávea”. Quanta coisa aconteceu nesses onze anos de vida! E quantos “Quem é quem” eu escrevi! Alguns muito bons, outros nem tanto. Às vezes o entrevistado fica com vergonha, às vezes perde a vergonha. Às vezes sou eu que não estou num dia muito inspirado… Mas é tão bom escrever esta coluna que hoje me sinto ganhando um presente. É o meu presente de aniversário! E quando o editor me pediu que entrevistasse alguém com mais de cem anos de idade, eu vibrei. Escolhi a Castorina, moradora da Casa de Betânea, um lar de idosos no Jardim Botânico, onde eu sou voluntária.

Instante Fugaz

Numa esquina
onde dor cruza com amor,
te encontrei parada.
Parei
e você parada.
Parti
e te deixei parada,
nessa esquina
onde não se cruza
mais nada.

Mulatas do gênio Lan eternizadas no bronze

Lan, o grande chargista (ele detesta ser chamado de cartunista), escolheu Pedro do Rio, o bucólico recanto de Petrópolis para morar, quem sabe? em busca de mais inspiração para suas famosas mulatas. Não bastasse a convivência diária com a sua, exclusiva, Olivia, uma das três celebérrimas Irmãs Marinho de shows e carnavais passados.

MMO – minha modesta opinião

A televisão deve ser colocada como uma das 4 ou 5 maiores invenções do século 20 (se baixou curiosidade, as outras são: a bomba atômica, a pílula, o viagra e a coca-cola). Na Minha Modesta Opinião. A internet (na verdade a sua popularização) coloco como a primeira deste nosso século – e já temos a segunda: a descoberta do tal Bóson de Higgs, seja lá o que isso aí for.

Vc tb escreve axim?

Quando digo que sou professora de língua portuguesa, logo me perguntam: você acha que a internet está acabando com o português?

VINIL: reserva especial

RICARDO LINDGREN

A música desempenha diferentes papéis nas nossas vidas: ora é coadjuvante nas atividades diárias, no carro, no avião, no bate-papo com os amigos, ora é protagonista em momentos de lazer solitário, ou de celebração coletiva. Se para uns ouvir música é como tomar um chope, uma caipirinha, para outros é saborear um vinho de excelência.

O céu dos escritores

Resenha de No osso, crônicas selecionadas, de Alexandre Brandão

A crônica é um gênero enganoso: fácil de ler, difícil de escrever. Muitos são os que tentam esse gênero mal-agradecido, poucos os que conseguem dominá-lo. E quem tem talento para se firmar como autor de crônicas, sabe que jamais será considerado escritor maior. Temos aí Rubem Braga, um dos grandes mestres da crônica. Quem se arriscaria a dizer que foi mais hábil na escrita do que Guimarães Rosa? E foi muito mais lido. O cronista é feliz não por se saber passageiro, mas por insistir em escrever crônicas, apesar de ter toda a literatura contra si, apesar de também saber que nunca lhe elevarão ao céu dos escritores.

Retorno às origens

Roda de samba na Pedra do Sal

texto_RENATO AMADO
Fotos_arthur moura

Nesta série de matérias você conhecerá opções permanentes da agenda cultural carioca. No Rio há vários encontros musicais, literários e de outras artes que passaram a ser patrimônio da cidade. Vamos descobri-los e mostrar como nascem, crescem e se solidificam. Manteremos o foco nos dias de semana, que são considerados semimortos, mas em que sobra vida. E sim, há muitas alternativas para os que precisam acordar cedo. Por exemplo, você sabia que é possível aproveitar um dos melhores e mais tradicionais sambas da cidade em plena segunda-feira e chegar em casa por volta das 23h?

Arquitetando sonhos

Argus Caruso deu a volta ao mundo de bicicleta, cruzando 28 países em 3 anos e meio e visitando mais de 200 escolas

TEXTO_FRED PACÍFICO
FOTOS_ARGUS CARUSO

A curiosidade pode nos levar por caminhos maravilhosos de aprendizado. A inquietude de conhecer mais do mundo fez com que o arquiteto Argus Caruso Saturnino, 37, pegasse um sonho, uma bicicleta e, após planejar cuidadosamente o início de sua aventura, pedalasse ao redor do planeta Terra com a cara e a coragem, além de muita saúde e disposição. Baseou sua aventura na educação, ligando todos os povos através do projeto “Pedalando e Educando”.

100x Carioca

Os anos passam e a Folha Carioca continua cada vez mais jovem. Completar 100 edições nos faz pensar que, graças às maravilhas desta cidade e seu povo, é tão prazeroso pensar, curtir e refletir sobre o que existe e passa ao nosso redor. É o que nos alimenta e estimula nossa renovação. Não é a toa que o Rio de Janeiro foi a primeira cidade do mundo a deter o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, na categoria Paisagem Cultural, tendo sido escolhida pela Unesco.

Entrando no armário

SAMANTHA QUINTANS

Mulheres, mães, governantas, empregadas domésticas, babás, faxineiras, passadeiras… A dinâmica da arrumação da casa sempre dependeu de mãos de fadas; da delicada e paciente dedicação do feminino. O feminino transbordou. Hoje está presente não somente nos lares, mas nos bares, empresas, palcos e planalto. Somos motoristas de ônibus, fogões e carrinhos de cachorro-quente. Se necessário, batemos o martelo nas paredes e o fazemos com justiça nos tribunais. Somos provedoras, e é fora do lar que encontramos nosso sustento.

Sua pele é a sua “roupa” mais importante

GLÁUCIA PINHEIRO*

A pele é o maior órgão do corpo humano e, além de formar uma barreira entre o nosso organismo e o meio externo, reflete nosso estado de saúde física e também emocional. É através da pele que percebemos todas as sensações de frio ou calor, de áspero ou macio, de carinho ou dor. Quando uma pessoa está feliz sua pele brilha e adquire uma tonalidade especial que todos percebemos, e quando está triste notamos o contrário. A pele é a responsável pela primeira impressão que se tem de uma pessoa. É onde se notam os primeiros sinais do tempo.

Maconheiros: por que vocês não fazem suas hortinhas?

Muito se discute sobre violência provocada pelo narcotráfico. Muitas também são as defesas ardorosas do “um baseadinho não faz mal nenhum” e lá se vai correndo solto na hipocrisia de comprar maconha, ser usuário “social” (existe isso?) e cair de pau na questão da violência. Ando muito saturada de tanta hipocrisia! Enquanto não se descriminalizar o uso da maconha no Brasil, a erva é ilegal, faz dinheiro, alimenta o narcotráfico, coloca milhares de jovens no mundo do crime vendendo a “tão inofensiva erva” que, na voz dos usuários, “não faz mal nenhum”.

Pequenos notáveis

Velho pedaço de cortiça espalhado pelo chão. Alguém lhe arrancou das velhas fotos, amores que vão, já em vão, já vão tarde. O vento o arrastou, tirou-lhe propriedade. De cara amassada, passou pela casca de banana, guimba de cigarro, lata de cerveja, ninguém quis papo.

Perversão e verdade

Lendo o artigo de Francisco Goldman (publicado originalmente na revista “The New Yorker” e reproduzido na Piauí de maio), Filhos da guerra suja, duas questões brotaram dele.

O homem e a mulher ou o masculino e o feminino

Estava eu pensando sobre o que não mais me lembro, quando me vi refletindo sobre o homem e a mulher. Mais especificamente, sobre a diferença entre eles. E consegui, para mim, sintetizar: a diferença básica entre o masculino e o feminino é que a mulher é movida pela necessidade de se sentir segura e o homem de se sentir potente.

Velha é a vovozinha!

Imagine que ousadia alguém pensar que eu, uma jovem antenada, bem informada, sensível e com senso de humor afiado, possa ser chamada de velha, só porque completei 100 edições! Quem quer, vê: estou sempre me renovando, a começar pelo nome: já fui Folha da Gávea, depois acrescentei “e Leblon” na minha capa, mas circulei tanto, agradei tanto, que resolvi me rebatizar de Folha Carioca. Assim contento a todos os meus leitores.

Isso aqui é o meu playground!

Cada vez mais me certifico de que estou no caminho. Explico melhor: quando comecei a trabalhar com os idosos não poderia imaginar que o retorno seria tão gratificante! O “Quem é quem” da edição anterior foi com Castorina, 100 anos de idade, com quem tenho o privilégio de conviver na Casa de Betânia, onde sou voluntária. Agora estou aqui no Espaço Brechicafé entrevistando Maria Lygia, no alto de sua jovialidade quase octogenária, num lugar super-charmoso e chique, nesse bairro que (dizem) tem mais idosos: Copacabana.

Joaquim ou Maria

Dedicado a meus filhos Helena e Guilherme

Hoje aqui veio minha filha. Uma mulher de trinta anos. Veio com seu marido, que me trouxe flores. Trouxeram com eles um pequeníssimo embrião, talvez um coração menor que de um passarinho, mas pulsando. Vieram me mostrar meu neto, ainda impossível de ver, mas já brilhando nos olhos de seus pais.

A sombra dos olhos

Sobrancelhas são fundamentais para harmonizar o rosto com o jeito de ser e valorizar a beleza

Gláucia Pinheiro*

Quem gosta de música e teve o privilégio de curtir ao vivo a MPB na época do Vínícius, Tom Jobim, e outros, vai lembrar de “Este seu olhar” interpretada por Dick Farney.  Muito romântico…saudades.

Natação x treinamento de salvamento

Sabemos que a superfície da terra é composta de ¾ de água. Desde o início da civilização, os pequenos povoados se formavam perto ou ao redor de rios, lagos, nascentes ou mares. Podemos ficar sem alimento, mas não sem água. A água é fundamental à sobrevivência humana. O corpo humano também é constituído de 75% de líquido: raquiano, sangue, linfa, água etc. É muita consciência, concorda? O bebê fica imerso dentro da placenta envolvido no líquido amniótico durante nove meses e muitos partos foram realizados dentro d’água. A nossa relação com a água e o prazer de estar dentro dela é muito grande.

Reorganizando as memórias

Transforme suas caixas de fotos em álbuns organizados, e viva o prazer de mergulhar em suas lembranças

Samantha Quintans

Se você tem mais de 30 anos, provavelmente tem uma ou mais caixas de fotos. Talvez estejam misturadas ou guardadas naqueles antigos bloquinhos da época em que foram reveladas. Pois eu tinha várias caixas repletas de fotos! Nelas estavam adormecidas as minhas mais belas memórias: a gravidez, a infância, o desenvolvimento dos meus filhos, os amores vividos, os aniversários comemorados, alguns lugares visitados… Organizando-as, revirei os porões da mente e do coração. Resgatei sentimentos, compreendi escolhas, viajei no tempo.

Assim é, se lhe parece!

Outro dia, um programa na TV a cabo falando sobre a culinária da Jamaica me despertou o interesse em conhecer mais a respeito do país, seu povo e sua comida. Como achei que seria um tema gostoso para compartilhar, comecei a pesquisar na internet sobre o assunto.

A cultura prêt-à-porter na internet é extremamente democrática, tanto com relação ao acesso quanto à oferta de conteúdos, e bem própria à velocidade e diversidade dos dias de hoje. Mas, a rede também pode nos trazer grandes surpresas – boas e ruins.

Um pioneiro de olho no futuro

Em uma época em que a reciclagem ainda era um tabu, empresário criou a Reciclar Design, investindo em produtos gráficos sustentáveis

TEXTO_MARILZA BIGIO
FOTOS_ARTHUR MOURA

Durante a Eco-92, reciclar era uma boa ideia em busca de gente empreendedora que a levasse adiante. Adalberto Paz do Nascimento, hoje com 45 anos, é uma dessas pessoas. Já trabalhava em uma empresa que usava material descartável – papel e papelão – para fazer novos produtos. Quando a empresa fechou, em 1996, Adalberto continuou acreditando e criou, com dois amigos, a pequena empresa que se tornaria, 16 anos depois, a atual Reciclar Comércio de Artigos em Papel Reciclável e Artes Gráficas.

Um olhar privilegiado

TEXTO E FOTOS
FRED PACÍFICO ALVES

Ouvir o som das ondas do mar batendo na areia, sentir o cheiro da maresia trazido pela brisa, enquanto a espuma é feita e refeita nas pedras que guardam o Forte. Uma tranquilidade tamanha, que nem parece que Copacabana ruge a poucos metros. Quem pensa que o observador desta cena se encontra na praia, se engana. Não há melhor visão do bairro do que olhá-lo de cima.

Todo mundo isso, todo mundo aquilo

Nunca saio de mim/Por isso sou só//Tenho uma camada de pó/Tomo remédios coloridos//Escuto com três ouvidos/E vejo com um olho só//Agora me olha e me diz/Se estou certo//Se sou mesmo este céu deserto (“Certeza sem nuvens e estrelas”, Rodrigo de Souza Leão)

Todo mundo arrasta uma simpatia por alguém que perdeu o prumo, saiu de órbita, bateu as asas para nunca mais pisar na terra — os lunáticos ou nefelibatas, os que mendigam o impalpável, os que se alimentam de luz. Todo mundo não se furta de bater papo com o doidivanas da praça, com a tresloucada que recolhe quinquilharias nas ruas do bairro. Todo mundo conta com sarcasmo as peripécias de um avô meio zureta. Todos estimamos, de fato, os que não saem de si.

Sem título

As amigas de Solário tinham filhos. Ela, mãe.

Uma saudade do tempo em que a mãe de Solário brincava de semear. Ainda se esperava pouco de Solário. Ao feto… só afeto.

O novo no prosaico

Há já bastante tempo que descobri em mim a impressão que melhor pode ser descrita pela frase “já não se fazem mais filmes como antigamente”. Chamava minha atenção a grande quantidade de filmes tipo “fantasia” assim como de remakes.

“Moça bonita não paga”

Que me desculpem os que moram em ruas de feira, mas adoro ir à feira. Sei que é visível o transtorno que ela traz, não só à movimentação dos veículos dos moradores e ao barulho desde cedo, como também à sujeira que só termina de ser retirada à tarde. Mas prefiro ir à feira a comprar esses produtos em supermercados.  São sempre mais frescos e com preços que vão baixando à medida que a manhã passa. A famosa xepa.

Uma festa nota 100

Folha Carioca comemora sua centésima edição e lança novo projeto em evento no Espaço OX em plena praia do Leme

Datas especiais merecem comemorações especiais. O lançamento do novo projeto da Folha Carioca, comemorando sua centésima edição não poderia ser diferente. A festa reuniu um seleto grupo de colaboradores, parceiros, anunciantes e formadores de opinião no Espaço OX, um lounge bar localizado no subsolo de dois quiosques na praia do Leme. O evento uniu o tom de celebração das conquistas e realizações destes 11 anos de trabalho e as grandes expectativas em relação ao novo projeto, com a Folha Carioca alçando voos cada vez mais altos, agora em parceria com a Arquimedes Edições e a Ideiatrip Comunicação e Design.

Castas cariocas

Quando a novela é boa, dá assunto, capas de revista, fofocas nos sites. Essa Avenida Brasil é boa, como outras já foram: Celebridade, A Favorita, Cordel Encantado, dezenas delas! Mais ainda, essas novelas mostram como temos bons atores e atrizes! Adriana Esteves e Débora Falabella dão show de interpretação, Murilo Benício é garantia, sempre, de cenas excelentes, Vera Holtz impecável, até o Zé de Abreu consegue ser convincente. É o texto, gente! Tudo está no texto – combinado, claro, com direção e produção.

E por falar em eleições…

“Política com dignidade”, de Ricardo Maranhão. Livro que recomendo àqueles que aspiram a ocupar funções na vida pública, agora, prefeituras, câmaras municipais… Não aos carreiristas, corruptos, que estes são irrecuperáveis. O livro, com suas lições, com as teses já sugeridas no próprio título, com os ensinamentos, a orientação para o pleno exercício do trabalho consciente, o chamado ao dever, a ética, é um autêntico vade mecum a ser consultado, lido e assimilado por quantos desejem postular lugares como representantes legítimos do povo.

Instante Fugaz

Simples bebedeira
e motivo banal.
A vida termina na ponta do punhal.

Paixão enlouquecida
e ciúme carnal.
A vida termina na ponta do punhal.

Séculos de guerra
e ódio ancestral.
A vida termina na ponta do punhal.

Mentiras dissimuladas
e a traição final.
A vida termina na ponta do punhal.

Gumes afiados,
o encontro de tanto mal,
sempre terminam na ponta do punhal.

Welcome back!

Em evento parelelo às Olimpíadas de Londres, 30 artistas brasileiros bateram recorde de criatividade no projeto Rio Occupation London

TEXTO_FRED PACÍFICO ALVES
FOTOS_RATÃO DINIZ

Retornar de uma boa viagem é trazer na bagagem o gostinho de quero mais. Ainda mais quando a liberdade e a criatividade foram o passaporte. Por isso mesmo, resolvemos ouvir alguns dos artistas que retornaram ao Rio após um mês de imersão criativa na capital inglesa, para saber o que acharam e trouxeram dessa aventura.

Jogafora, o azarão de Leopold Bloom

Ulysses, de James Joyce, traz uma passagem em que um dos personagens, lá pelo entardecer, numa conversa de bar, comenta com alguns amigos a aposta certeira de Bloom no azarão Jogafora, na Copa de Ouro, uma espécie de grande prêmio do turfe local. Eis o diálogo:

Um clube de apaixonados pela literatura

Criado há cinco anos pelo proprietário do sebo Baratos da Ribeiro, Maurício Gouveia, e por frequentadores assíduos como Guilherme Preger e Danielle Costa, o Clube da Leitura vive seu apogeu com o lançamento da segunda coletânea de contos escritos pelos próprios participantes.

A ideia do Clube é exatamente esta: ler e ser lido, além de fazer amigos.

texto_RENATO AMADO

Aficionados em literatura se reúnem quinzenalmente em sebo de Copacabana para sarau de prosa.

Ser e não transparecer

Quem quiser conhecer uma das melhores velocistas do mundo, que já representou o Brasil em três continentes; quem quiser saber sobre as 680 medalhas dessa grande atleta da Seleção Brasileira, também professora de Educação Física, e tudo mais sobre sua vida profissional é só ir ao Google e digitar Laura Eunice das Chagas. Vai encontrar muita coisa. Mas quem quiser conhecer a Laura, sua simpatia e alegria, leia esta entrevista.

Comida e confiança

De alguma forma sempre tive certeza de que essas duas palavras estão visceralmente ligadas. Como comer algo vindo de alguém ou lugar em que você não confia?

A etimologia da palavra confiança: “vem do Latim CONFIDENTIA, “confiança”, de CONFIDERE, “acreditar plenamente, com firmeza”, formada por COM, intensificativo, mais FIDERE, “acreditar, crer”, que deriva de FIDES, “fé””.

Vida inteligente na TV

Lá em casa, quando as crianças eram pequenas, a gente chamava o horário eleitoral de ‘Rá ‘rê ‘rê. Era pra facilitar, e dar alguma graça ao sacrifício diário, além de uma maneira de fazer os garotos saírem da frente da TV e ir brincar lá fora. Tá na hora do ‘rá ‘rê ‘rê, gente!- era uma debandada geral, todo mundo pro quintal, ou pro play-ground.

Hoje as crianças nem sabem o que está rolando, porque estão ligadas na internet, ainda bem. Mas os adultos sofrem. O troço entra bem na hora da novela, atrasa ou adianta os jornais, faz um estrago nos horários do jantar, e principalmente detona com a sagrada rotina dos idosos – que, todos sabem, adoram uma rotina!

Uma atriz e cantora feita de emoções

TEXTO_Sérgio Lima Nascimento
FOTO_JORGE SOUTO

Maria José Motta de Oliveira mudou-se com a família de Campos para o Rio de Janeiro quando tinha três anos de idade. Frequentou a escola do teatro O Tablado, sendo aluna de Maria Clara Machado. Começou a carreira de atriz em 1967, estrelando a peça Roda Viva, de Chico Buarque. Ao longo de sua carreira, foram 27 novelas e 39 filmes. A carreira de cantora teve início em 1971 em casas noturnas paulistas, tendo gravado 10 discos e um DVD.

Percalços da língua

Mês de outubro: mês das crianças. Aproveito, então, para falar dos verbos irregulares, aqueles que foram sendo modificados ao longo do tempo, por conta da evolução da nossa língua. Você deve estar se perguntando: o que uma coisa tem a ver com a outra? Pois vamos lá!

Quem já prestou atenção a uma criança de mais ou menos 2 anos falando, deve ter percebido que ela diz “eu fazi”, “eu sabo”, “eu consego”, no lugar de “eu fiz”, “eu sei”, “eu consigo”. Por que isso acontece?

Ainda Nelson

Miranda, você é torpe! Daqui a pouco: – Não, me enganei, Miranda, você é doce. – As imprevisibilidades do Nelson… A redação do Última Hora tinha uma mesa grande lá no fundo, dando para os trilhos da Central. Máquinas de escrever, uma ao lado da outra. Ele, Sérgio Porto, às vezes, Otto Lara Rezende, eu… o menor de todos.

Literatura erótica:Carlos Drummond de Andrade, Brigitte Causse Caferro, Mano Melo e Enoli Lara

TEXTO_ricardo lindgren
arte_vlad calado

O que pretende um escritor ao eleger o Erotismo como tema prevalente em suas obras? Causar impacto? Compartilhar fantasias? Superar limites? Ou uma mera opção comercial? Dado que as respostas a essas perguntas são próprias a cada escritor, escolhemos quatro perfis para nossa reflexão: Carlos Drummond de Andrade, ícone da nossa Literatura; o poeta e ator Mano Melo; a jovem poetisa Brigitte Caferro; e como atração final, a multimídia Enoli Lara. O nosso objetivo não é esgotar a biografia e tampouco a dimensão do trabalho desses autores, mas dar aos leitores a chance de entender um pouco das suas almas e das suas obras.

A perpétua busca da literatura

Novo livro de Magalhães estabelece diálogos entre poetas, musas e períodos literários

Publicar resenhas sobre livros de literatura brasileira está se tornando um grande problema. É vasto o número de autores que se arriscam nessa seara, mas pouco o espaço para discutir suas obras. Uma das questões que angustiam muitos ficcionistas e poetas é a pouca divulgação dos seus trabalhos, o que faz muitos buscarem apadrinhamento no vasto aparato da cultura de massa, como nos jornais de grande circulação ou mesmo na TV. Em contrapartida ao grande número de publicações, observa-se que a nossa literatura, embora de nível elevado, carece na atualidade de escritores geniais.

Pequenas escolhas, grandes transformações

Para poder estar em dia com a sustentabilidade de suas ações, o consumidor deve ter informações sobre origem, composição, embalagem e destino final dos produtos

No dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Consumo Consciente. A data foi instituída pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no Brasil, para conscientizar a população sobre os problemas socioambientais que os padrões atuais de produção e consumo estão causando ao planeta Terra e aos próprios seres humanos.

O amor de amantes

Após ler meu texto sobre o amar e o gostar, um dos meus amigos leitores me encomendou uma reflexão sobre o que chamarei de amor de amantes. Acho que todos entendem, mas não custa nada deixar bem explícito que estou me referindo ao amor dos casais, daqueles que se encontram e se escolhem (ou não) para tentar viver uma relação amorosa.

O amor sem adjetivos, simplesmente amor, aquele que eu disse não depender de reciprocidade, aquele que não se confunde com a necessidade ou desejo de ser amado, pode ou não estar presente no amor de amantes. Haja vista que o amor sem adjetivos nunca pode se transformar em ódio, como vemos acontecer (infelizmente, não tão poucas vezes) com o amor de amantes. Se o amor é um mistério, o amor de amantes é uma mistura (casamento?) do mistério com o óbvio.

Esfinge voraz

Estamos na época de digitar o voto na urna eletrônica — orgulho tecnológico que deixa muita gente com a pulga atrás da orelha — e apontar nossos futuros prefeitos e vereadores.

Elegemos no plural, mas o meu ou o seu candidato podem muito bem passar longe, bola chutada pra fora do estádio. Ele ou ela terão ideias próprias e, por essa razão, serão derrotados? Ou ela ou ele não passarão de fanfarrões corretamente sepultados pelo voto, ou melhor, pela falta de voto?

Coisa de criança

TEXTO_Lilibeth Cardozo

Criança, sem muita censura e cheia de curiosidade, questiona e fantasia, criando várias definições que são expressões genuínas de sua percepção do mundo e da realidade que a cerca. Ainda sem muito conhecimento, vai descobrindo o mundo, perguntando e opinando. A alegria das crianças e a natural curiosidade por tudo que as  que as rodeia, dizem muito sobre suas. A Folha Carioca, para celebrar o Dia da Criança, foi buscar máximas de crianças que colocam os adultos embevecidos diante de sua vivacidade, inteligência e questionamentos. São incontáveis os momentos de pais e filhos, adultos e crianças que merecem registro. Algumas famílias costumam registrar esses momentos e guardar para mais tarde oferecer a seus filhos as graças infantis que passam a fazer o colar de registros preciosos das famílias. Selecionamos algumas passagens, relatadas por familiares, que nos dão alegria em publicar e ter a certeza de que nossos leitores vão se divertir ao ler, dando boas risadas com meninos e meninas cariocas.

HERÓIS

Heróis não choram
não têm medo
não transgridem
não recuam
não desistem
não fogem
não sentem saudade.

Heróis não existem.

Torre de Babel que se entende

Mochileiros de todo o mundo se encontram semanalmente em quiosque de Copacabana

TEXTO_Renato Amado

Que tal viajar e ficar hospedado na casa de outra pessoa? Aluguel de quarto? No CouchSurfing, o pagamento é a troca de experiências.

Criado em 2003, o projeto visa aproximar pessoas de diferentes partes do mundo. Não apenas através do “surfe de sofá”, ou seja, pela hospedagem gratuita, como também através de encontros em que locais e turistas podem se conhecer. Por isso, o domínio www.couchsurfing.org, uma espécie de Orkut para mochileiros, além do perfil detalhado dos seus usuários, conta com comunidades de centenas de cidades, pelas quais os cadastrados podem combinar diversos programas.

Voltar à casa materna

Escrevo um texto de saudade. Difícil não manchar o papel que fica enrugado, quase solidário às minhas lágrimas. Fui visitar minha cidade natal, a casa dos meus pais. Lá, onde nasci, cresci e fui velar os corpos dos meus irmãos recentemente. De coração apertado de tantas saudades, fui buscar um pouco da minha história para me deleitar com lembranças.

O reducionismo da medicina

Terapêuticas diversas > apenas alopatia

Tive a honra de ter sido convidado para com ele trabalhar pelo professor Carlos Chagas Filho, diretor do Instituto de Biofísica da Universidade do Brasil e titular da cadeira na então Faculdade Nacional de Medicina.

Pele seca envelhece: hidrate

O ressecamento da pele é comum nesta época do ano e pode ser causado por diversos fatores: desde um banho quente e demorado até o mau uso do hidratante

Gláucia Pinheiro*

O mês de outubro é muito especial! Com a chegada da primavera, a natureza nos dá de presente dias quase perfeitos. Hoje, por exemplo, ainda é de manhã e o sol está lindo, o verde das matas está mais verde e entremeado de árvores floridas, de diferentes cores. O mar, só não está mais azul do que o céu. A época também é de ventos… uma delícia sentir esse ventinho fresco e perfumado que agora está soprando mais forte! Entretanto, é conveniente prevenir nossa pele contra o ressecamento, que envelhece.

O grito da avó de Eduarda

Eduarda, de doze, tinha mania de ver as coisas sem perguntar para o pai o que era para achar. E num desses desatinos, a menina em excursão pelo colégio, viu um dos quadros em que um moço aparecia com as duas mãos segurando a face, com a boca aberta. A moça do museu falou que é um quadro famoso: “O Grito”, de Munch. Ao chegar em casa, a menina contou ao pai sobre a excursão e comentou o tal quadro.

Cinema e gastronomia

TEXTO_ANDRÉ LEITE

A gastronomia é uma arte que envolve todos os sentidos; mas, sem sombra de dúvida, tudo começa pelo visual. Talvez seja por isso que com o cinema haja um relacionamento tão íntimo. O fato é que ambas as formas de arte são extremamente eficientes em emocionar as pessoas.

Eu gosto de mim, eu me admiro

É isso, eu gosto de mim, eu gosto de ser uma mulher inteligente, competente, criativa, culta e… boa ajudante de pedreiro! É isso mesmo, ajudante, porque, nesse ofício assim como em muitos outros, o melhor que posso ser é uma boa ajudante.

Eu gosto de ser generosa, responsável, sensível, gosto de me comover e me comprometer com aquilo que me comove. Eu cometi erros, fiz escolhas erradas e fiz também muitas boas escolhas, e eu admiro a pessoa que resultou dessas experiências… eu.

Matéria de memória

Livro lançado pela primeira vez em 1962 mantém força visceral

Às vezes, no afã de procurar novidades em matéria de literatura, perdemos a oportunidade de ler o que se convencionou chamar de clássico. É o que pode acontecer caso deixemos de lado o romance de um ótimo autor que, apesar da idade avançada (86 anos), ainda se mantém ativo tanto escrevendo crônicas para a Folha de São Paulo, como fazendo comentários para a rádio CBN. Falo de Carlos Heitor Cony. Trato aqui de Matéria de Memória, sucesso editorial desde os anos 1960, que hoje se encontra na sexta edição.

O mundo unido para redução de acidentes viários

Plano global proposto pela ONU almeja reduzir em 50% o número de vítimas do trânsito

A ONU – Organização das Nações Unidas – lançou aos governos de todo o mundo o desafio de, em 10 anos, reduzir pela metade o número de vítimas de acidentes de trânsito. Um Plano Global convocou os 178 países signatários da Resolução, o Brasil dentre eles. O projeto, chamado “Década de Ação pelo Trânsito Seguro 2011-2020”, pede mais rigor na legislação e sugere medidas que possam dar mais proteção aos grupos mais vulneráveis, como ciclistas e pedestres.

Minhas outras vidas

Antes de ser animal, fui coisa. Não na acepção que mãe ou mulher vez ou outra costumam dizer: Esse é uma coisa! Não nesse sentido: fui, de fato, um abajur. Deixei à meia-luz a solidão rotineira das famílias de classe média, enquanto na TV, coisa que nunca fui, exibiam-se, em novelas, as mentiras de um país idealizado. Não posso me queixar, também alumiei pegas de um casal beirando os cinquenta e de guris aproveitan­do-se da ausência dos pais.

Gastronomia sustentável

Quando se está procurando por tendências em gastronomia, é possível encontrar quase de tudo. Gente falando em cores de eletrodomésticos, debatendo sobre qual seria a próxima culinária da moda, e outras coisas semelhantes. Mas algo realmente novo é pensar os negócios de forma ecologicamente correta, de verdade, e não apenas para parecer moderno aos olhos dos consumidores. Não basta dizer que usa papel reciclado, que faz plantio de mudas ou separa o lixo, é preciso repensar todos os processos e desenvolver uma nova forma de lucrar. Há outras coisas importantes para as empresas que não apenas o resultado financeiro.

Suburbano coração

Enquanto os holofotes da mídia se voltam para o subúrbio do Rio, lançamos nosso olhar para as histórias de vida de legítimos representantes da alma carioca

TEXTO_LILIBETH CARDOZO

FOTOS_ARTHUR MOURA

O Rio é uma cidade plural, com 155 bairros que cresceram no entorno das montanhas e praias. Situada na entrada da baía da Guanabara, parece um quadro pintado por muitos artistas. As moradias foram cobrindo as belas montanhas e vales que fazem a paisagem carioca, transformando os espaços urbanos em uma grande colcha de retalhos ligada pelas linhas férreas. Subúrbio (do latin suburbium, literalmente sub-cidade) num sentido genérico, quer dizer “tudo o que está ao redor” e é um termo que no Rio de Janeiro foi utilizado para designar os bairros mais afastados do Centro do Rio que se formaram ao lado da linha do trem.

Sou dono das 7 maravilhas do mundo

Fui atraída pela música. Uma música clássica saindo não sei de onde, numa esquina em Copacabana. Procurei e vi que ela vinha de uma banca de jornal. Curiosa, entrei e descobri que o dono da banca só gostava desse tipo de música. Resolvi então conversar com ele. Conversa vai, conversa vem, falamos de Pavarotti, de Frank Sinatra, e vi que ali tinha um bom material para uma entrevista. Pronto…

Não sou normal

Ando me sentindo uma anormal nos dias de hoje. Não assisti à novela das 9, não sei quem foi Carminha, nem Nina e não quis saber quem matou Max. Tem mais: achei uma grande bobagem as primeiras 17 páginas que consegui ler dos Cinquenta Tons de Cinza, o sucesso editorial do momento.

Capsulite adesiva x hidroterapia

Capsulite adesiva é uma patologia que ocorre na articulação do ombro sem etiologia concreta, ou seja, pode ser consequência de uma ou várias causas, levando a uma diminuição ou incapacitação do movimento funcional, como pentear o cabelo, escovar os dentes, vestir-se. Além da limitação do movimento, vem acompanhada de muita dor. Esta patologia muitas vezes ocorre por trauma, estresse, uso intensivo da articulação, movimento brusco repentino ou trauma emocional, podendo haver uma lesão anterior ou não ao novo evento. A reabilitação na água pode demorar até um ano; fora d’água, às vezes, é mais demorada. Podem-se combinar os dois tratamentos com ótimos resultados.

Marzipan

Todo mundo sabia que Miro das ideias bem não batia. Ouvia mais era passarinho. Era passarinho quem lhe contava de suas batidas cardíacas. Lá onde ele mandava. Rumo certo não tinha. Era muito certo das ideias não, alguém repetia. Mas Miro disso não sabia. E não sabendo, não sofria. Sofrer, sofrer mesmo só quando mataram o Reco-reco. Passarinho ali da frente da casa de Gilda, sumido em molecagem de estilingue. Reco-reco sempre contou para Miro a hora na qual a janela de Gilda abria. E graças a Reco-Reco, Gilda um dia viu o olho que dela não saía. Gilda, a florista, ganhou de quem a mirava, flor de Marzipan. Foi Miro então quem roubou um pouco do doce de Dona Ruth, antiga doceira da cidade! De posse do doce, moldou uma rosa e colocou em caixa com laço de fita no canto. Gilda tamanha formosura teve até pena de comer. Foi quando o rapaz falou: vamos brincar de mágica, a flor eu faço nascer na minha mão, esconde ela aí dentro do seu coração. Ninguém vai ver. É só colocar na boca, ela vai desaparecer. Gilda derramou sal dos olhos no enfeite e provou do encanto.

Deu pango surupango na memória

“Uma velha tinha 9 filhas / Todas a fazer biscoito / Deu pango surupango numa delas / E das 9 ficaram 8… / Essas 8, meu bem, que ficaram / foram cortar confete / Deu pango surupango numa delas / E das oito ficaram 7…”. E assim por diante, continuava a história que eu ouvia na minha infância: as filhas remanescentes iam aprender francês, comprar um brinco, ao teatro, jogar xadrez, passear nas ruas, sempre dando pango surupango numa delas, e rimando com o número das que restavam. Até que… deu pango surupango na minha memória! Nunca mais consegui me lembrar aonde as duas filhas foram quando “deu pango surupango numa delas / e das duas ficou só uma.”

TU invade o horário nobre e toma conta da cena brasileira

A cena abaixo aconteceu na novela Avenida Brasil, da Rede Globo, que terminou no mês passado. Ela se passou no píer entre Tufão (Murilo Benício) e Max (Marcello Novaes) que travaram o seguinte diálogo:

“Quer dizer então que agora tu já pode andar com as próprias pernas, né? Não precisa mais de mim nem da minha irmã para te bancar…”, alfineta Tufão.

Falando sobre limites com Cesar Ibrahim

Uma das maiores dificuldades na educação consiste nos pais saberem dosar amor e permissividade com limite e autoridade. Saber dizer não, criar regras e horários, contrariar os desejos dos filhos, impor limites, são tarefas complicadas, mas importantes, no desenvolvimento dos filhos. Claro que surgem muitas dúvidas: “Será que estamos agindo certo? Por que ele não nos obedece? Quando pode fazer bagunça? Será que o caminho é esse?”.

Então…

“Então… é muito gratificante, tipo assim, interagir, mas dá aquele friozinho na barriga, não tenho palavras”. Com certeza você já ouviu isso, dito por uma infinidade de pessoas em seus 15 minutos de fama (o Andy Warhol devia ter dito ‘segundos'; minuto é muito tempo na TV, ainda mais 15!).

Hebe

Meus contatos com ela foram só entre 1955 e 1957, quando tinha um programa na TV-Continental, canal 9, estúdios na rua das Laranjeiras. A direção era de Walter Forster, ator paulista que participara da primeira novela da televisão. Hebe dividia os papos com Teresa Amayo, Miriam Pires, Riva Blanche e Maria Helena, aquelas, atrizes; esta, cantora. O sucesso do programa em São Paulo estimulou a repetição no Rio. Patrocínio da Varig, “O mundo é das mulheres”, semanal, marcaria a única presença de Hebe na televisão carioca.

Muito prazer em ler

Os 20.000 exemplares da Folha Carioca são distribuídos em livrarias, quiosques, bancas de jornais, academias, restaurantes e centros culturais. Eles também chegam às mãos dos cariocas através de distribuição direta ao público, no metrô, áreas de grande concentração comercial, no calçadão da orla e em alguns condomínios e centros comerciais.

Afinal, o que é rutilismo?

Nunca tinha pensado nos ruivos como uma espécie em extinção, por isso que quando minha amiga Catarina perguntou se eu queria entrevistar um ator ruivo e defensor ferrenho da causa, gostei da ideia. Marcamos na Cobal do Humaitá. O nome dele é Pedro Monteiro. Eu não o conhecia, e imaginei logo um estereótipo de ruivo, com cabelo bem vermelho e todo sardento. Epa! Nada disso, quieta… Não sei nada do assunto, aliás é para saber do assunto que estou aqui.

Reconstruir, Renovar, Recosturar

O saudável hábito de visitar e comprar em brechós e feiras de antiguidade

Samantha Quintans*

Eu e Luiza, minha filha, ganhamos uma bolsa de roupas usadas. Minha prima, um primor de organização, descartou o que estava esquecido em seu closet sem uso e passou adiante. Mas o destino dessas “peças” não seria o mesmo de sempre; afinal as pessoas não costumam ir à escola ou ao trabalho usando o melhor do vintage!

Cheios de charme

Já há muitos anos, quando pensava em montar um restaurante para mim, sempre imaginava um detalhe em particular: a cerâmica hidráulica. São aqueles blocos coloridos que formavam mosaicos lindos no chão dos estabelecimentos comerciais mais antigos. Com o tempo, eles ficavam um pouco gastos e desbotados, montando um visual carregado de personalidade.

Comidas de (quase) uma panela só

Finalmente o desenvolvimento socioeconômico no Brasil chega a um ponto em que novas oportunidades mais vantajosas apresentam-se como alternativa ao trabalho doméstico. A consequência direta é que este se torna cada vez mais escasso e, portanto, mais caro. Muito bem-vindo o aumento do poder aquisitivo de uma grande parte da população.

Nossas crianças abandonadas

As crianças não têm opção na TV. Quem tem assinatura ainda tem os canais de desenho animado, mas quem exerce o seu direito de ter uma TV aberta gratuita de qualidade sabe que seus filhos não têm vez na programação. Resultado: voltam-se para o celular e a internet (quem tem), ou aproveitam para brigar com os irmãos, ou ir para a rua.

E aos Reis Magos nada? Tudo!

Eram três sábios, chamados Baltazar, Gaspar e Melquior. Do primeiro se sabe alguma coisa, tirada de uma Bíblia popular. Era da geração dos nabucodonossores, tinha pedigree, pois. Sua história diz que os inimigos sitiavam a Babilônia e que Dario se apoderara do reino. Baltazar aumentara consideravelmente os enormes muros que Semiramis mandara edificar, muros estes que por muito tempo foram considerados uma das maravilhas do mundo. Fico por aqui com Baltazar.

No Filme de Celso Fonseca

Desde a estreia, em 1981, Celso Fonseca vem consolidando uma imagem respeitada e querida na MPB! Inicialmente, como instrumentista e compositor, com forte influência do jazz e da bossa-nova. Em seguida, somou a voz, suave e firme, ao violão e guitarra, igualmente impecáveis. Até agora, são 14 CDs e 2 DVDs editados. Celso também é arranjador e produtor musical. No Meu Filme, seu último álbum lançado em novembro de 2011, nos remete a um Rio luminoso e aromático, como o da bossa-nova, povoado por pessoas do bem, quase ingênuas. A sonoridade não é a mesma de João Gilberto, Jobim ou Menescal. O balanço é o da MPB dos anos 80, uma trilha sonora para ser ouvida em movimento. Discretas influências de George Benson e Pat Matheney, em clima de romantismo dançante. O repertório de Celso é feito de melodias agradáveis, com temática positiva. As letras falam de alegrias, e o raro toque de melancolia jamais se transforma em drama. Uma ou duas, em jejum, pela manhã, garantem um dia feliz!
Senhoras e senhores, Celso Fonseca é o entrevistado da Folha Carioca neste número!

Ricardo Piglia discute em seu romance a natureza da literatura

Tardewsky, personagem de Ricardo Piglia no romance Respiração artificial, afirma: “a natureza não existe mais, só nos sonhos. Ela, a natureza, só se faz notar sob a forma de catástrofe ou então se manifesta na lírica. Tudo o que nos rodeia é artificial: tem as marcas do homem.” O livro, agora em edição de bolso, foi publicado recentemente pela Companhia das Letras.

Instante Fugaz

O mistério
da Santíssima Trindade.
A hereditariedade.
Três pessoas
em uma.
O galo,
a galinha
e o pinto.
Sinceramente sinto
a falta do ovo.

Chegamos ao final do ano

“Os melhores jovens escritores brasileiros” – Granta

Chegamos ao final do ano! Parece que o tempo anda mais rápido ultimamente…
Para encerrar 2012, não vou dar nenhuma dica de português, mas algumas dicas de leitura. Afinal o melhor caminho para a boa escrita é a leitura! E aproveitar as férias para alimentar a alma, viajando na literatura, é um excelente programa!

Por isso eles existem

Não, não me refiro a lobisomens, mulas-sem-cabeça e semelhantes. Nunca os vi pessoalmente, mas pelo sim, pelo não, digo que los hay. Refiro-me a uma praga concreta e palpável, embora seu modus operandi seja esconder-se atrás de árvores, portões e em cima de telhados, na caça implacável ao flagrante de celebridades. A praga da era da comunicação instantânea e de tudo-pelo-lucro e que se chama paparazzo – profissional ou amador.

Olhando para dois lados

O de dentro

Como dar nó numa onda ruim? Nunca surfei, não tenho nem resposta nem metáfora para usar aqui. Assim, o que posso dizer é que o acaso faz das suas.

O que há de errado comigo?

Recentemente, eu li um texto muito bem humorado do jornalista Ruy Castro sobre as mazelas, e só mazelas, do envelhecer, e minha reação foi me perguntar: “O que há de errado comigo?”

Cuidados com os cabelos no verão

Glaucia Pinheiro*

As brasileiras são, no mundo, as mulheres que mais se preocupam e cuidam dos cabelos. E pela miscigenação, elas são de todos os tipos: mulatas de cabelos lisos e ralos, loiras de cabelos encaracolados, ruivas de cabelos volumosos, negras com belas madeixas, índias com cabelos brilhantes, enfim, vários tipos.

Doutor, olhe pra mim

Precisar de tratamento de saúde é a pior coisa que pode nos acontecer no Brasil de hoje, e pra qualquer um! Não adianta os milhares de reais de impostos descontados de tudo que usamos, compramos, fazemos: o sistema público caiu em desgraça. Os outros tantos reais – verdadeiras fortunas – pagos aos planos privados de saúde, já não nos servem para quase nada. Ter muito dinheiro e poder pagar as consultas ou tratamentos, também não ajuda mais.

Laranja com cenoura!

Eu o conheço desde 1985, quando, nas areias do Leblon, comprava seu suco para as minhas filhas, ainda pequenas. Elas gostavam quando ele passava falando “laranja com cenoura” com aquele vozeirão. Hoje, quase trinta anos depois, ele continua no Leblon, no mesmo pedaço, entre os postos 11 e 12. Um pouquinho mais velho (eu também) e vendendo o suco agora para minhas netas, mas com a mesma voz e a mesma simpatia. Por isso, quando eu soube que o primeiro número da Folha Carioca de 2013 era temático, sobre o verão, pensei: ninguém melhor que o Nogueira para iniciar o Quem é quem.

Gelados no verão carioca

Cariocas adoram e reclamam do verão. Nós o amamos pela alta temporada da praia, pelos novos modismos que aparecem, pela cidade turbinada de turistas, pelo lindo tom de bronzeado na pele de muitos, pelo por do sol encantador, pelas roupas informais e curtas, pela alegria que toma conta da cidade, e que, no fundo representa a alma do carioca – puro sol. E o detestamos porque o calor é de rachar – a cada ano repetimos que o verão em questão é o mais quente de todos antes vividos.

Vinhos: bem-vindos no verão

A cidade maravilhosa é um lugar realmente lindo para passar o verão. Praias, gente bonita, um clima ótimo. No entanto, o calor traz alguns desafios do ponto de vista gastronômico. Apenas como exemplo, quem estaria disposto a ficar por horas intermináveis nos confins de uma cozinha quente preparando uma refeição para aquele grupo que ainda está curtindo as últimas horas de sol das longas tardes desta estação? Praticidade e rapidez são fundamentais em situações desse tipo.

Papo de desconhecidos

Quando chega o verão, os programas do carioca são porta a fora. Nada de ficar em casa secando a pele no ar refrigerado ou molhando o sofá ou lençóis com suor. E é muito bom andar pelas ruas, parques, jardins e, lógico, na areia das praias. Praia é programa que pode ser em grupo ou sozinho, pois no Rio só fica sozinho, calado, sem um papo, quem quer.

Beleza não tem idade

Glaucia Pinheiro*

Uma amiga  me pediu pra falar sobre o corpo na estética. Fiquei animada porque logo pensei nas diferentes modalidades utilizadas na estética corporal. Vejo algumas dessas aplicações no meu  trabalho e posso comprovar os resultados que são obtidos. E, de mais a mais, como é gostoso admirar um corpo bonito, pernas bem torneadas, peitorais trabalhados! Melhor ainda quando esse corpo é  o nosso! Tudo de bom, principalmente no verão quando todos estão à mostra e bronzeados!

Perto daqui

TEXTO_JULIANA ALVES
FOTOS BÚZIOS_SÉRGIO QUISSAK
FOTOS ARRAIAL_ JORGE PORTO

Morar no Rio de Janeiro é um daqueles prazeres impossíveis de explicar. A Cidade Maravilhosa oferece diversão com qualidade para todos os gostos e fácil acesso a praias, cachoeiras, trilhas, florestas, enfim, há muita natureza a nossa volta. Porém, colocar os pés na estrada também pode ser bastante prazeroso (e às vezes, necessário) e, pensando nisso, a Folha Carioca decidiu dar algumas dicas de destinos do litoral fluminense… Bem perto daqui!

Verão, essa magia colorida

Samantha Quintans*

Biquíni de lacinho, biquíni de rendinha, biquíni para disfarçar barriguinha, biquíni para esconder o barrigão, sem esquecer o clássico biquíni cavadão. Vem chegando o verão e como diz a música, “todas de bundinha de fora”! Você já escolheu o seu biquíni para brilhar nas praias, mares, golfos, penínsulas e oceanos? Tem biquíni para desfilar na orla, correr no calçadão, surfar. Tem até biquíni de paetês para brindar a bordo de um Iate. Tem quem use maiô, como eu. Tem gente que faz topless, tem gente que foge do sol, tem gente que toma banho de luar…

Bem-vindos, welcome, bienvenidos etc

Milhares de turistas brasileiros e estrangeiros chegam todo ano ao Rio para conhecer ou rever a cidade. E fazem muito bem. Todos os habitantes deste planeta, pelo menos uma vez na vida, deviam passar uns dias por aqui.  E conhecer ao vivo como esta cidade merece ser vista, sentida, aproveitada e admirada por qualquer mortal que acredite piamente na impermanência de tudo e que, por isso mesmo, sabe que aproveitar bem cada momento é preciso.

Meninas do Rio

TEXTO_Fred Pacífico
FOTOS_Arthur moura

Unanimidade à parte, as praias do Rio são maravilhas da natureza não só pelos seus predicados geográficos, mas também pelos seus frequentadores. Melhor dizendo, suas frequentadoras. Ainda mais no verão, quando há a multiplicação de tipos, origens e estilos dessas beldades pelas areias cariocas. Não é à toa que essas mulheres são musas inspiradoras de diversas artes, há muitas décadas. Por isso, façamos a devida homenagem às mulheres de nossa orla e às cariocas que encantam nossa cidade.

Outra pedra no caminho

“Nunca me esquecerei desse acontecimento/na vida de minhas retinas tão fatigadas./Nunca me esquecerei que no meio do caminho/tinha uma pedra…”

Alô velhos! Digam não!!

Pois é isso, vamos nós, velhos, dizer não às seguradoras que implementam reajustes por “mudança de faixa etária” às mensalidades dos planos de saúde de pessoas com mais de sessenta anos!

Pés de verão

Orestes nunca gostou de calçar chinelos fora de casa. Sua mãe já dizia que não era de bom tom um menino andar largado. Como a vida leva jeito de prova de múltipla escolha, “sempre” e “nunca” são palavras perigosas. Ao cair de amores por Olívia no verão de 92, a moça só saía de chinelos de dedo. Dizia que sapato não tem ar condicionado, e seus dedos agradeciam o banho de vento nos pés, a liberdade que aquilo dava, as quantas pedras no sapato que não acumulava. A liberdade de Olívia provocou tanto Orestes.

Cervejinha ou CERVEJÃO?

Circula na mídia a propaganda de uma cerveja que utiliza os recursos da Língua Portuguesa de aumentativo e de diminutivo para dar o tom de humor esperado. Aproveitando o verão (palavra que termina com ão, mas não representa aumentativo) e a saudável mania do carioca de tomar uma cerveja, o anúncio foi muito feliz na escolha desses recursos.

Vem chegando o verão!

A frase inicial deste grande sucesso de Marina Lima, quando cantarolada, faz a mente logo se encher de imagens maravilhosas: praias cheias, shortinhos, biquinininhos, corpos sarados e suados, crianças correndo e sorrindo. Castelos de areia, bicicletas do Itaú na orla, objetos artísticos, típicos ou apenas práticos vendidos em panos estendidos nas calçadas. Mate na areia – que bom que não acabaram com ele! Mesas de cervejeiros sem camisa. E sol, muito sol; luz, muita luz.

Maomé e Alah: o Islam no Carnaval

O noticiário andou cheio por ai, toda a mídia se reportando à reação dos mulçumanos em protesto contra um filme feito por um cara norte-americano mostrando Maomé em cenas pornográficas. Essa mesma reação já acontecera antes quando o jornal dinamarquês Jylands Posten e a revista francesa Charlie Hebdo publicaram charges sobre o profeta.

Instante Fugaz

Uma coisa
que me causa empolgação
é a inteligência.
Outra coisa
que me causa empolgação
é a beleza
e também
me causa empolgação
a simpatia.
E a empolgação
me causa empolgação.
Nesse ciclo vicioso
não sei onde vou parar.

De uma retina da Tijuca para o mundo

TEXTO_lilibeth cardozo
fotos_ANDRÉ JOAQUIM

André Joaquim é um carioca de 38 anos de idade que, de bem sucedido como dentista, passou a ter sucesso na fotografia. Casado com Daniella, também dentista e parceira na vida familiar e na profissão, tem dois filhos pré-adolescentes, Alan e Pedro. Um homem dedicado a tudo que faz. Mesmo com o trabalho em sua clínica dentária, é um amante de esportes: já participou de competições do porte do Iron man (a maior competição de triatletismo em que o desafio é vencer seus próprios limites).

Raduan Nassar, um clássico da literatura

Escrever sobre escritores clássicos contemporâneos não é tarefa fácil, pois nada melhor do que o passar do tempo como método eficaz para avaliar as obras. O crítico deve comportar-se como um juiz experiente, não pode julgar sob o clamor das ruas, ou sob o reflexo desse clamor, que sempre transparece nas listas dos livros mais vendidos. Terry Eagleton, intelectual, escritor inglês e ex-professor da Universidade de Oxford, afirma que ao assumir a cátedra de literatura inglesa em 1992 na mesma universidade, a literatura estudada até então chegava apenas ao início de 1900. Os professores, que ocuparam a mesma cátedra antes dele, consideravam que a distância ideal para a aventura crítica seria em torno de um século.

Da Gomes Freire ao Beco do Rato: não há nada igual

Um passeio completo pela Lapa revela um cardápio completo para todos os gostos

TEXTO_Renato Amado
fotos_arthur moura

A Lapa é, sem dúvida, o bairro com maior concentração de opções boêmias da cidade. A Folha Carioca caminhou mais de dois quilômetros por suas ruas e apresenta uma lista de opções para curtir a noite na região. Seja elegendo a casa de show que mais combina com o seu perfil, ou flanando pelas boêmias ruas.

Mulheres de fibra

No dia internacional da mulher há que se pensar em todos os dias das mulheres, na peculiar natureza feminina, nas mulheres que nos fizeram meninos ou meninas, homens e mulheres que hoje somos. São muitas as mulheres de fibra que nos rodeiam: avós, tias-avós, mães, filhas, irmãs e as tantas mulheres que encheram de vida e de saber, coragem e determinação seus filhos, seus homens, seus amigos, seus empregados, seus empregadores e todos que rodeavam suas vidas, como barras bordadas de saias que rodam pela existência de cada um que foi gerado no aconchego de um útero.

Pelo Brasil a fora, na cidade, conversas, falas que emocionam como  ouvir uma mulher muito pobre dizer que teve 13 filhos e, afagando a cabecinha de um único menino de 7 anos, afirmar: “ morreu tudo anjinho, moça. Noitece bom , manhece morto”. E ela acreditava ser assim mesmo,  coisas da vida!

Uma outra, dona Mariana, nos diz: “ O que mais temos se não esse breve intervalo entre viver e morrer. Nascemos para morrer!” Terezinha, uma simples costureira da periferia, referindo-se á sua vida sexual e como evita filhos diz:   “ sei nada não. Ele que sabe. Só sei que sirvo a ele, fico prenha e o menino nasce”. Uma migrante nordestina, mãe de 9 filhos , perguntada sobre a data de nascimento de  seus filhos , esclarece: Sei nada de data. Aqui a gente sabe se nasceu perto de São João, perto do dia da Santa, do Natal , da colheita, da praga no algodão, no inverno ou no verão. Ninguém teve registro”.

Pesquisando nas favelas cariocas é possível ver como a vida, esse tênue fio, tem a força se sustentado por amor e dedicação de uma mulher. Eu, muito menina, com 18 anos, entrevistava uma mulher pobre, elegante e distinta, talvez com uns 40 anos, mas para mim era um senhora de idade. Ela, mãe dedicada e amorosa, relutante em me dizer como mantinha os filhos, me disse: “Você é tão novinha pra saber dessas coisas: sou mulher da vida, minha filha! Enquanto as crianças dormem  vou pra vida, passo a noite inteira na zona, tenho vergonha, mas de manhã trago o pão deles. Não consigo emprego porque tenho que cuidar deles de dia .” Saí  daquele barraco conhecendo uma doída e bela página da vida.

Outras, outras tantas histórias da garra e dedicação….Pude ver  mulheres chorando nos vincos marcados no rosto, sem lágrimas, fervendo água e açúcar  para alimentar um filho que gritava de fome E ali, numa favela dentro da cidade. Inesquecível  ver uma delas  que mostrou os dedinhos das crianças roídos pelas ratazanas que passeavam em volta de seu barraco no alto de uma favela da zona Sul carioca. Uma outra com três filhos pequenos, que vivia sem o marido que a abandonou. Morava num daqueles antigos apartamentos do BNH nunca terminados, muito limpo e bem cuidado e não tinha nenhum receio em dizer; “ na rua não moro com eles! Esse apartamento é invadido. Quando perco um , invado outro.Isso aqui, desses apartamentos,  é muita  bandidagem e proteger  filhos não é ser bandido. Bandido é um pai que abandona os filhos. Não roubo, só pego emprestado por um tempo. Quer um chá? Aqui não tem café. Café é caro demais . Chá é só umas folhinhas e água. Pobre tem que saber viver!”

Mulheres de fibra, mulheres desfibradas, mulheres desfibrando sem comida, pobres, pele e osso, viam minar de seus seios o alimento único, muitas vezes de mais de um filho: o recém nascido e o outro de 2 anos. Mulheres machucadas por seus homens, outras afagadas por seus maridos. Conversei com mulheres que choravam, mulheres que sorriam, mulheres no auge da juventude que pareciam idosas, mulheres idosas que tinham força de jovens… Mulheres, todas, da vida, pela vida e dando vida! Mulheres vincadas pela dureza de tantas lutas, precisando de cuidados, um bisturi para lhes devolver saúde e que nunca pensariam e tê-lo tão somente para serem belas.

Mulheres cariocas do Brasil, parindo e criando os filhos do Brasil. Mulheres que nos orgulham de sermos mulheres, brasileiras, guerreiras!

 

O que é ser humano?

Ando meio tonta com esta pergunta. Navego na internet, frequento as redes sociais, converso, observo, sou bisbilhoteira, polêmica e mais um monte de coisas. Até prova em contrário, sou um ser humano e adoro gente. Atualmente ando bem perto de uma mulher que está preparando outra pessoa, outro ser humano.

Isso tem a ver com aquilo?

Leitor assíduo de minha coluna, meu pai costuma dar sugestões sobre o que eu poderia abordar da próxima vez… Pois bem, aí vai! Ele me disse que recebeu um e-mail em que havia a expressão “ter a ver” escrita incorretamente: “ter haver”. Já vi outras vezes essa confusão. Afinal, qual a forma correta? As duas existem?

“Família que se retira vende…”

Os sexagenários,como eu,hão de lembrar de um anúncio comum nos classificados, que dizia “família que se retira vende…”. Eu ia sempre com meu pai, acabei me viciando em comprar coisas de segunda mão e continuo frequentando leilões até hoje.Nunca mais vi esse tipo de anúncio,pensei até que tivesse acabado,até que conheci a Beth.

Alguém viu por aí?

Primeiro, estranhei a overdose do verbo “colocar”, um verdadeiro curinga da língua portuguesa nos dias atuais. Não se põem mais os pingos nos ii, não se tampam as panelas, não se veste a camisa nem se calça a sandália, não se acrescenta o azeite à salada, não se adiciona um telefone à agenda do celular nem se guarda o dito cujo na mochila. E muito menos se publica uma notícia no jornal nem se apresenta uma opinião, porque agora tudo se coloca. Experimente acompanhar uma receita na TV ou dicas de maquiagem, de decoração, assista a conversas sobre cinema, futebol ou literatura servo-croata e poderá confirmar: o verbo colocar está lá, onipresente nas 11 posições.

BB, minha estrela

Samantha Quintans*

Sou personal organizer: auxílio luxuoso para organização e harmonização da casa ou parte dela. A profissão que escolhi diz muito sobre minha personalidade: não gosto de tarefas rotineiras ou longas, realizar novos e diversos projetos me  excitam e as pessoas de modo geral me inspiram. Mergulho na intimidade das famílias, transformo os ambientes onde vivem e ajudo no descarte de excessos. Como princípio, valorizo a história de cada um e respeito suas casas como a um  templo. Quase sempre percebo que esse processo beneficia não só ao externo, mas principalmente ajuda as pessoas a enxergarem o que vai dentro de suas almas, cuidando também das tais “gavetinhas internas”. Claro que toda essa troca  deixa marcas em mim, termino cada projeto enriquecida de novos hábitos, adquiro cultura, além de receber a gratificante recompensa de ajudar a reconstruir o porto seguro de cada um. Alguns desses laços, com o tempo, é natural que se desfaçam, outros, porém, não dão sinais de desgaste, transformam-se em amizade e admiração mútuas. Esse foi o caso de BB, minha estrela

Cozinha criativa

É comum um chef estar em algum evento social e virem pedir uma receita, uma dica de restaurante ou até para esclarecer dúvidas  gastronômicas. Nesse aspecto, somos parecidos com médicos, pois a profissão está tão fortemente ligada à personalidade que cria essa  sensação de disponibilidade aos outros. Tudo bem, ossos do ofício!

Cervejas especiais

TEXTO E FOTOS_ Ricardo Lindgren

Tem sido bastante divulgado o impressionante crescimento do consumo da cerveja em todo o mundo. O Brasil não foge a regra, e acompanha nesta última década, o que aconteceu na Grã-Bretanha nos anos 70, e nos Estados Unidos, nos anos 90. De acordo com o Ministério da Agricultura, tanto a produção quanto a importação continuam quebrando recordes, e somos o 4° maior produtor mundial, na atualidade. Além das grandes marcas, temos perto de 1400 pequenas e médias cervejarias, espalhadas pelo território nacional, algumas produzindo excelentes cervejas. Completando o quadro da demanda, a importação cresceu 13 vezes, se medida em litros.

Como fugir da Globo

Sei que nos acostumamos – a maioria de nós, telespectadores – a manter a TV ligada na Globo. É mais fácil, a gente já sabe o que vai ao ar, e a que horas. A gente confia porque, afinal, não há como negar a qualidade que, genericamente, caracteriza os programas globais. Mas sempre é bom saber que existem alternativas nas outras emissoras. Não são muitas, mas existem.

Lidia e Adalgisa

Lidia, nos idos da TV-Rio

Foi uma agradável convivência. Primeiro quero falar da atriz Lidia Mattos. Quando eu alavancava tudo para as comemorações do Dia das Mães, uma das promoções mais simpática que fazia era a da mãe artista de TV. Ela foi a segunda, sucedendo a Heloisa Helena. Recebia no ar a medalha Stella Guerra Duval, fundadora da Pro Matre, e o diploma, elementos, que certamente, teria guardado entre as suas boas recordações, ela que brilhara em tantas novelas da TV Globo. Quando em Radiolândia, acertei uma permuta.

O boneco de Beto

Cada vez que a tia recolhia os desenhos, um em especial lhe chamava atenção. Aquele menino da última carteira a esquerda nunca desenhava o bonequinho de palito com o pé no chão. Tinha chão, mas o boneco estava sempre alguns palmos acima. Bernardo era Beto.Mas Beto não é apelido de Roberto?

Peregrinação à montanha mágica

Romance de Thomas Mann já antecipava visões do Holocausto
“Um jovem singelo viajava, em pleno verão, de Hamburgo, sua cidade natal, a Davos-Platz, no cantão dos Grisões. Ia de visita por três semanas.”

Sobre a inclusão dos “diferentes”

Pensando na “volta às aulas” por sugestão da nossa editora Lilibeth, eu resolvi escrever sobre um tema que me é muito próximo: a inclusão das crianças com necessidades especiais nas turmas regulares das escolas. Digo muito próximo porque tenho um neto nessa condição e pude ter a experiência de perceber o quanto a inclusão é importante para todos, é uma conquista no desenvolvimento social.

Arranjos fresquinhos para uma velha cantiga pornográfica e outra antipatriótica

Mariquinha do Fubá

Ô, Mariquinha do Fubá, se eu pedir você me dá a mão e me consola. Diz pra mim: “Menino, não tenha medo, o escuro dura um segundo, passa logo”. Lá de trás da bananeira, é, Mariquinha do Fubá, a gente pode mirar o resto do mundo e rir dos que levam tudo tão a sério. O prefeito carrancudo, a dona de casa para quem, se a roupa não seca, a vida acaba. O professor que não entende a ironia do Joãozinho lá da classe dele.

Barteliê

Há mais ou menos dez anos meu amigo Luiz Octavio me falou de um apartamento onde conhecidos se reuniam para conversar, cantar e tocar, uma espécie de sarau. Era um lugar supercharmoso em Ipanema chamado Barteliê. Ele inclusive tocava piano lá. O tempo passou, nunca cheguei a ir, mas ano passado veio novamente a conversa sobre esse lugar e sua proprietária, a artista plástica Maria Tereza Capell, a Tetê. Resolvi então ir com ele para conhecer.

Que fevereiro foi esse?

Do ponto de vista do universo, dos universos, melhor dizendo, caiu um pedregulho na Terra, logo ali na Rússia. Um pedregulho, e todo aquele estrago. Como somos pequenos!

Mundo inteiro

Recentemente fui convidada por minha grande amiga e comadre Carla, em uma espécie de carinhoso desafio, a preparar uma festa, como nos velhos tempos, quando tive um buffet, no final dos anos 90.

Natação desde pequeno

O universo é composto de ¾ de água, o nosso corpo é constituído de 75% de água, passamos noves meses envoltos no líquido amniótico dentro da placenta materna.

É muita coincidência !!!

A Bolsa Amarela nunca aos domingos

Se você é cidadão brasileiro, quer fazer uma grande doação de vida, não tente aos domingos, está fechado! Minha filha e seu marido tiveram seu primeiro filho, num sábado, dia 16 de março de 2013. Planejaram doar ao INCA  o sangue do cordão umbilical de seu filhinho.

Ler para todos

Um palácio dedicado à nobre arte da leitura

Há na cidade um lugar dedicado inteiramente à leitura. Não é uma livraria, nem uma biblioteca. É a Casa da Leitura. Ali, celebra-se o ato de ler em todas as suas manifestações. Leitura de livros, leitura de imagens, leitura compartilhada. Dramatizada, cantada ou, mesmo, cinematográfica. Neste ano, o espaço celebra duas décadas de trabalho em prol da leitura de crianças e adultos e se projeta como um espaço para o público interessado nas diversas formas de ler o mundo.

A casa do gringo agora é museu

“A vida de nossa geração está selada. Nós não temos o poder para influenciar o rolar dos acontecimentos e nenhum direito de dar conselhos à própria geração, depois do fracasso da nossa“

22 de fevereiro de 1942. Da Tribuna de Petrópolis, toquei para a Delegacia de Polícia. Tem o suicídio de um gringo e a sua mulher nas Duas Pontes. O gringo era Stefan Zweig; a mulher, sua esposa, Lotte. Zweig ganhara projeção aqui depois de escrever o livro “Brasil, país do futuro”, em 1941. Alberto Dines, seu biógrafo (Morte no paraíso – a tragédia de Stefan Zweig), escreveu sobre o escritor e a casa adquirida em Petrópolis, financiada pelos governos alemão e austríaco e doações particulares. Lembrou ter estado em Brasília, comentando que o Brasil tem uma dívida tão expressiva com o escritor, que bem poderia emitir um selo, um carimbo, uma moeda, lamentando ainda, que sua máscara mortuária em gesso, esteve um bom tempo jogada no Instituto Geográfico e Histórico. Referiu-se à doação feita pelo cunhado de Zweig, do acervo que estava na casa de Bath, na Inglaterra, desde que fosse levado para sua última morada. Uma lista assombrosa: 560 volumes de suas obras, entre originais, encardenações e traduções, diários, livros de notas, além de móveis das residências de Paris, Viena, Salsburg, Londres, Bath, e Petrópolis. Mais: retratos autografados de Freud, Romain Rolland, Toscanini, Rilke, Strauss, cartas de Einstein, manuscritos de Mozart, uma mesa de Beethoven. Pode-se ver ainda o poema da despedida e uma placa com nomes de refugiados nazistas que para aqui vieram, como o casal, em busca de paz.

O boneco de Beto

Cada vez que a tia recolhia os desenhos, um em especial lhe chamava atenção. Aquele menino da última carteira a esquerda nunca desenhava o bonequinho de palito com o pé no chão. Tinha chão, mas o boneco estava sempre alguns palmos acima. Bernardo era Beto.Mas Beto não é apelido de Roberto?

Beto roia unha, e sempre perdia o olho do quadro. Rumava para os sapatos, as meninas distraídas, o pilot destampado das mais afoitas. Com eles montava o que queria na cabeça. Tinha sempre uma história. Quando a tia perguntava pergunta fácil, não sabia. O que você quer agora, Beto, carrinho ou bola? Sonho, respondeu. Prefiro sonho.

A vida tomou seu rumo, Beto se fez Dr. Bernardo, assinou papéis, já tinha número de identidade e firma reconhecida.

Certo dia, Beto conheceu Rosana que lhe perguntou o que ele queria: beijo pra agora ou pra sempre? Começou a desconfiar o que queria. Encheu moça de beijos, dos quais nasceu Artur.

O bonequinho já começava a ensaiar o dedo do pé na linha do desenho. Beto não vivia mais de sonho. Tinha a escola de Artur para pagar. Mas o preço de colocar o pé do boneco no chão era alto. Sem sonho, não sabia muito bem responder a pergunta da tia. O que queria mesmo?

Foi uma segunda feira, Rosana estava atrasada e Beto levou Artur para a aula. A escola era a mesma que estudara, a sala de artes continuava a três salas da diretoria e Dona Kátia ainda dava seus berros com as crianças levadas. Beto não resistiu e observava Artur na fresta da porta. A tia estava atenta vendo os desenhos, quando colocou o dedo no papel de Artur. A fresta era suficiente para Beto perceber. Faltava pé no chão do boneco de Artur.

Graças a Deus.

Impossível fugir da Globo

Na última edição, busquei dar algumas dicas para quem quer fugir da Globo. Não que a programação da emissora seja ruim, não. Ao contrário: por ser boa é que acostuma mal o telespectador, que não usa o controle remoto pra buscar outras atrações. As dicas valiam – valem – para a Tv aberta. Mas… e na Tv por assinatura? Nesta, é impossível fugir da Globo. Veja por que.

Instante Fugaz

Sem forças
andei.
Sem inimigos
briguei.
Sem precisar
comprei.
Sem fé
duvidei.
Sem dinheiro
esmolei.

Sem motivo
empolguei.
Sem música
dancei.
Sem palavras
cantei.
Sem desejo
beijei.
Com sonhos
acordei.

Pensamentos Pró-fundos

– Envio gritos de alerta.
Recebo sinais de fumaça.

– O calor é tanto
que até as palavras
estão secando.

– Tenho inveja neste instante
vendo pássaros que voam
para terras distantes.

– MUTAÇÃO DAS ESPÉCIES:
Com tanta convivência
o cachorro e o Homem
estão cada dia mais parecidos.

– Em conversa de bar
palavras alegres
se perdem no ar.

– O sol sorriu
quando me viu
flutuando sobre a tormenta.

– A cidade pulsa.
Nervosa e violenta,
me expulsa.

– Olhar.
Ver.
Saber escolher.

– Coloco cores nos pés
para alegrar meu caminhar.

– Meu anjo da guarda
quer me processar
por trabalho escravo.

Poeta Convidado

Alberto Tornaghi

Tempo

O tempo cura males e dores,
cria saudades,
murcha flores,
mata paixões
e apura vinhos e amores.

Livros de Benedito Vidigal passeiam pelo lirismo e recuperam o passado de todos nós

Roland Barthes, em A preparação do romance, diz que o cinema não é capaz de transmitir os cheiros, mas a literatura, sim. Antes, em Sade, Fourier, Loyola, ele havia negado a capacidade da literatura para tal representação. Talvez isso tenha ocorrido porque, naquele período, ele flertasse com a psicanálise lacaniana, e visse no princípio da denegação a impossibilidade de representação do real. No entanto, Em A preparação, Barthes parece mudar de ideia. Analisando as afirmações do escritor francês, chego também à mesma conclusão. Se pensarmos o cinema como uma linguagem organizada através de imagens, por mais criativas que sejam suas sequências de cenas, concluiremos que ele não é capaz de nos transmitir odores. Tomemos com exemplo a sequência de um filme que privilegie a imagem de várias flores. Em primeiro lugar, essas imagens causarão prazer aos nossos olhos, ficando sensações mais sutis, como o odor, em situação de desvantagem, tornando difícil ou mesmo impossível a sua representação. A abordagem de nossos sentidos através da visão acabará por nos marcar muito mais pelos contornos que a imagem sugere do que pelas eventuais propriedades que ela possa comportar. Já a literatura, não; uma vez que é constituída por palavras, desde que usadas com criatividade e esmero, poderia representar os cheiros. O bom escritor precisa nos conduzir, em primeiro lugar, a esses conceitos e sugestões, deixando as imagens para um segundo momento. Na literatura é plenamente possível explicar um perfume. É lógico que os cheiros presentes nas histórias não exalarão fisicamente através das páginas de um livro. O perfume que um personagem usa ou o aroma de uma comida no fogo poderão ser sentidos por nós porque, na verdade, há um misto de conceitos explanados por meio de palavras mais a experiência que vivemos no dia a dia. A verdadeira literatura vai muito além do filme que rola dentro da cabeça de cada um de nós.

Um democrático coreto

texto_FRED PACÍFICO
FOTOS_arthur moura

Por mais que a cena da vida acontecendo ao redor de um coreto de praça seja uma síntese de muitos interiores desse nosso Brasil, em pleno Rio de Janeiro, no bairro das Laranjeiras, essa é a realidade encontrada em um dos mais charmosos cantinhos da região. Mas não se engane com o bucolismo da cena. A Praça São Salvador é um ponto de encontro que, por mais que mantenha ares interioranos, tornou-se ponto de badalação para os mais diversos perfis.

Muitas pedras no caminho

Flagrante de má conservação da rua Luís de Camões, Centro do Rio de Janeiro

Na Cidade Maravilhosa, vedete dos eventos globais, a acessibilidade ainda é uma realidade distante para quem já carrega a superação como uma imposição diária

Movida pelo entusiasmo

Sempre admirei mulheres que conseguiram ser mãe e trabalhar ao mesmo tempo! Eu fico fascinada! Por isso vou sempre parabenizar as mães que não abriram mão de sua profissão para se dedicar totalmente à maternidade. Pois um filho que chega é algo tão transformador na vida de uma mulher que ela tem que dividir com o mundo essa dádiva, e tudo que ela fizer nesse momento vai ter uma grandiosidade absoluta. No relacionamento ela estará melhor, no trabalho ela produzirá melhor, porque ela estará compartilhando com todos um amor que está sentindo e que não existe igual: o amor materno!

Alegriazinhas da meia-idade

Ah, como é bom ter 55 anos e descobrir no fundo do armário o livrinho de contos de fadas, ver as figuras do príncipe encantado no cavalo branco. Achar aqueles poeminhas de menina, ou as cartas para as amigas quando meu sonho era conhecer um príncipe, casar, ter filhos, morar numa casinha branca de janelas azuis e jardima de dáliaas.

Amor maior

Samantha Quintans*

Com amor maior. Com essas palavras, despeço-me das pessoas a quem amo em bilhetes, cartas, cartões e e-mails que tenho por hábito enviar. Amor não se mede, eu bem sei. Também não se compara. Amor se sente e ponto. Amor não é maior, muito menos se pode escrever sobre um amor menor. Toda forma de amor vale a pena, palavras e gestos de amor valem a pena e é só o amor que constrói e conhece o que é verdade. Mas só quem está disponível para o amor, reconhece seus sinais.

Decisões de um fim de domingo

Amanhã, logo cedo, vou escrever uma carta nos moldes antigos — colocarei no envelope e, depois de selada, levarei aos correios — para a Perpétua, antiga auxiliar de minha mãe no Lactário. Direi a ela que sempre gostei do seu jeito calmo e, do mesmo modo, do seu nome. Se eu me chamasse Perpétuo seria um fiasco paternal sem rima alguma, mas nela o nome tomou feições de sublime, artístico.

Vendedor de sonhos

Divulgação

O Rock in Rio é o maior festival de música do mundo. Nasceu em 1985, após longo período de ditadura militar, e o Rio se prepara para receber a sua 5ª edição nacional, em setembro próximo. Foram 12 edições mundiais nos últimos 30 anos, reunindo mais de seis milhões de almas. Conquistou o Brasil, Portugal e Espanha, levando múltiplos estilos musicais a diferentes plateias. Mais que um evento musical, é uma referência na divulgação das questões socioambientais, sob o slogan por um mundo melhor.

Simba

Simba gostava era de papel. Ali cabia sílaba, borboleta, beijo, palavrão, soneto, piscina cheia e vazia, música pra violão, silêncio, desespero e fantasia.

Dona de casa – mulher invisível

Margareth Thatcher: “Quam administra bem uma casa, pode administrar bem um país”. Falou e disse…

Uma foto de Margareth Thatcher na cozinha, mexendo com panelas e uma frase das muitas por ela proferidas quando premier da Inglaterra, me motivaram ao texto que se segue. A foto aqui está, e a frase é a seguinte: “Uma mulher que entenda os problemas de administrar uma casa, poderá entender os problemas de administrar um país”. Mês de maio, de Maria, das Mães, da dona de casa… E então vem à minha lembrança a saudosa amiga Graciete Santana. Tinha um sonho: a dona de casa ser reconhecida como profissão, tema em sua pauta diária na Rádio Copacabana. Neste mês costumava movimentar campanhas e promoções dedicadas às mães.

Dá-lhe, delegada!

Na MMO – Minha Modesta Opinião – temos os melhores atores depois daqueles de Hollywood.  Não é brincadeira, não, nem patriotada. É que a gente acompanha o trabalho de profissionais do melhor gabarito, todos os dias, nas novelas e séries, e encaramos com muita naturalidade o fato de nos deixar encantar com tantos personagens. Nem nos damos conta de que entramos no clima das novelas porque os atores nos conduzem.

Onde está o erro?

O Ministério da Língua Portuguesa adverte: usar a palavra ONDE, sem ler a bula antes, pode causar problemas graves ao seu texto!

Ilíada e Odisseia, a fundação do humano e a inauguração da literatura

Pouco se sabe a respeito de Homero, até mesmo a cidade onde teria nascido é palco de controvérsias. O período em que a Ilíada e a Odisseia foram escritas também é outro ponto para discussão. Alguns pesquisadores acham que os poemas são do século VIII a.C., enquanto outros apontam o século VII e até mesmo o VI. O consenso é de que esses dois poemas épicos são os fundadores da literatura ocidental, ainda mantendo intensa atualidade.

Um tour pelos museus do Bairro Imperial

Que tal fugir um pouco das praias cariocas e reviver a história do Rio de Janeiro de forma descontraída? A Zona Norte abre as portas para a 5ª edição do “Turismo Cultural no Bairro Imperial de São Cristóvão”, um passeio por instituições científico-culturais que vai encerrar as atividades da 11ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM). Nos dias 18 e 19 de maio, das 10h às 16h, o Museu Nacional, o Museu Militar Conde de Linhares, o 1° Batalhão de Guardas, o Museu de Astronomia e Ciências Afins e o Club de Regatas Vasco da Gama (*) receberão visitantes com atividades especiais como a apresentação da peça teatral “O Fantasma de Jaques DeMolay” (20 min), às 14h, no Centro Cultural Maçônico do Supremo Conselho do Brasil, que também faz parte do circuito.

Um homem apaixonado!

Fred Pacífico

Quando eu telefonei para marcar uma entrevista fui logo dizendo : “Oi Jorge, estamos no mês de junho, tem o Dia dos Namorados e eu me lembrei de fazer uma matéria com você para a Folha Carioca”. Ele riu, achou estranho uma doida ligar para ele e falar aquilo. Marcamos a data , não podia ser na casa dele, acabou sendo na minha. Chamei o fotógrafo, re servei o dia inteiro. Tem entrevistas que duram meia hora, outras mais um pouco, e outras que a gente não quer que acabe. Foi o que aconteceu com a nossa. E quando a noite chegou já éramos “amigos de infância”.

Ah, este facebook

O Brasil é o quinto país do mundo em usuários do Facebook. Segundo recente pesquisa, da Score, empresa de análise do mercado digital, são 35,2 milhões de pessoas postando, curtindo ou compartilhando de tudo um pouco ou um pouco de tudo! E não é para prestar atenção? E tem cada coisa!

A elegância e o charme de junho

Samantha Quintans*

Quando menina, no mês de junho, dia 4 era dia de ganhar presentes. Minha mãe costumava corresponder o número de agrados às primaveras por mim completadas. Ou seja, 15 anos = 15 presentes! Com a chegada da Luiza, aos 24 anos, essa brincadeira acabou. Hoje 46 presentes, não caberiam no meu armário e nem no bolso da minha mãe! Ganhei uma secadora de roupas como presente de aniversário naquele ano. Afinal era inverno e as roupinhas da Lulu não poderiam ficar secando no varal à mercê dos caprichos do tempo…

Sobre a verdade

Gente, por várias vezes eu me perguntei o que iria escrever para este número da nossa Folha Carioca e, sempre que isso acontecia, eu começava mentalmente a construir um texto que sempre iniciava com “gente…”. Então, gente, depois de divagar por alguns “escritos mentais”, eu escolhi contar para vocês uma estória da minha história.

Broadway carioca

Arthur Moura

Shopping da Gávea se destaca como polo cultural da cidade

Só há um lugar na Zona Sul que consegue unir o prazer de ir ao teatro com toda facilidade de serviços, como fácil opção de estacionamento e ótima variedade de restaurantes. Não é por menos que o Shopping da Gávea é reconhecido pelos cariocas como um polo cultural por excelência.

Desperdício humano

Já falei sobre isso em outra crônica, mas volto ao assunto, ainda lamentando o desperdício de crianças e adolescentes sem eira nem beira, desaproveitados e desconhecendo seus próprios talentos que não aqueles dirigidos a delitos. Hoje me refiro especificamente aos que são jogados em instituições cuja finalidade é “formular e implantar programas de atendimento a menores em situação irregular, prevenindo-lhes a marginalização e oferecendo-lhes oportunidades de promoção social” (Lei Estadual 1.534 de 27/11/1967), mas que na sua maioria não passam de um depósito de seres humanos. Nestes, os internos passam grande parte de seu tempo planejando a fuga ou especulando sobre como vão se dar bem quando fizerem 18 anos e se reintegrarem à bandidagem.

Instante Fugaz

Não são mordidas
nem quedas que me doem.
Minhas dores são de tristezas,
minhas e tuas.
As esquecidas
e as que você me recorda.
Essas me doem.

Mas agora posso dizer não,
transpor o muro, pular o trilho.
Dar as mãos, brincar de roda.
Mãos quentes e felicidade.

Podemos combinar assim:
fique com a tua tristeza,
teu olhar severo
que o trem dos meus sonhos
está chegando.
Minha dança começou.
Já fui.

Pensamentos Pró-fundos

– As intermináveis
perguntas não respondidas,
movem a Humanidade.

– Tentei voar 3 vezes.
Na primeira não consegui.
Na segunda não consegui.
Na terceira não consegui.
Vou tentar outra vez
quando nas asas
me crescerem as penas.

– Vou fazer regime
para ficar
mais leve que o ar.

– Correrias desatinadas,
para onde?

– No sonho
a liberdade existe.

– Prepotentes
impotentes
deixem em paz
a minha mente.

Poeta Convidado

Mauro Vinicius Degraf

O Sol O Vento O Mar

Eu disse bom dia!!!
Pra quem eu disse bom dia??
O Sol, o Vento e o Mar!!!
Um dia o sol veio e com seus raios quis me queimar
Mas logo veio o vento, veio para me refrescar
Outro dia veio o mar e com suas ondas quis me afogar
Mas logo veio o vento, veio mas parou de soprar
Acalmando todas as ondas, todas ondas do mar
Pra quem eu disse bom dia?
Disse ao vento
Mas que também pode matar

Sinal dos tempos?

Agora tudo o que é preciso para garantir público para uma novela é um bom vilão. Vão dizer que sempre foi assim, desde Odete Roitman. É possível. Mas o que incomoda é que a coisa virou”cláusula pétrea” da nova constituição das novelas. Antes, vilão era um ser desprezível, ficava logo claro que era um mau caráter, e tinha papel secundário em relação à história de amor que vinha em primeiro lugar.

Hablan español

Na década de 80, éramos comunistas, pero no mucho. Na realidade, alguns mais, outros menos, e nenhum metido em lutas armadas. Ficávamos no nível dos comitês de solidariedade. Na PUC, fizemos um pró-Nicarágua. Muitos latinos metidos aí, e entre eles, sim, uns exilados argentinos e chilenos com maior comprometimento político. Líamos Cardenal, o poeta e padre da Nicarágua, país do qual ouvíamos as músicas de resistência. Uma delas nos levava a dançar como só a música de um Tim Maia ou de uma Madona ousam fazer. O refrão desse verdadeiro hit era mais ou menos assim: “los oligarcas de ayer, los verdes claro de hoy”.

A Outra

Silviana sempre soube que pouco sabia de si. As roupas, ganhava. Bastava vestir.

Dulcinéa – 400 anos depois

De repende, Dulcinéa, a amada de D. Quixote, velha paixão do chamado Cavaleiro da Triste Figura, aquela a quem ele dedicava todos os seus atos. Miguel de Cervantes Saavedra deixou esta obra fantástica, quatrocentona, das mais importantes da literatura universal. D. Quixote lia as chamadas novelas de cavalaria, que falavam de homens corajosos, super-heróis que lutavam contra monstros e vilões em busca da glória. A ponto de se deixar influenciar, acreditando que lutar contra gigantes era como enfrentar moinhos de vento, embora gozado pelo fiel escudeiro, Sancho Pança, o cara que tentava chamá-lo à realidade. E por aí segue a espetacular narrativa. Isso para informar que entre as pessoas para quem eu dou esmolas aqui do Leblon, há também uma Dulcinéa. Fica postadinha ali na calçada, perto do Talho Capixaba. Encolhidinha, num bolo de corpo só, um montinho humano, tudo espremidinho, pezinhos miudinhos à mostra, o conjunto de carne coberto de ralos panos, à frente, o copinho de plástico, no qual, em cada vinte passantes um joga a moeda disponível, que, se for de má mira, cai fora… e ela apanha e bota no tosco recipiente plástico. Não, não pede. Reservadinha, não apela com o clássico ”uma esmolinha, pelamor de Deus!” Só aguarda o que lhe dão, os poucos. Discreta, reservada, fechadinha no seu modo de sofrer, resignada com seu destino, assim, à noitinha, ali, ignorada por muitos passantes. Dulcinéa. Sempre que posso, deixo um mastigo para ela, aquele pãozinho, baguete que sai quentinho da Rio-Lisboa. Uma vez ela levantou a cabecinha, olhou para mim e nem fez por menos: “Agora quero com manteiga.” Voltei e no balcão pedi para passarem manteiga na baguete e ela gostou. Já na segunda vez a moça do balcão disse que para passar manteiga eu tinha que pagar 3 reais e cinquenta centavos! Dulcinéa teve mesmo que ficar com seu pãozinho simples, sem a manteiguinha desejada, que, enfim, saboreia com o mesmo prazer.

Intercâmbio cultural: uma experiência para toda a vida

TEXTO_Juliana Alves
fotos_arthur moura

Michelle Werfel

Já pensou em sair do país em busca de novas experiências? Antigamente, o intercâmbio era feito de forma recíproca: um estudante partia mediante a chegada de outro. E já faz um bom tempo que esses tipos de viagem tornaram-se dependentes apenas de uma vontade: a sua. Especializada em programas de intercâmbios, Michelle Werfel, diretora regional da agência World Study que possui mais de 30 franquias em todo o país, explica que a maior procura é feita por pessoas entre 18 e 25 anos, mas há um crescimento significativo entre os que têm mais de 40. “O grupo acima dessa idade está mais estabilizado profissionalmente e com os filhos criados, o que torna o momento ideal para estudar e conhecer novas culturas”.

Do meu sofá vejo o movimento de indignação

Estou em casa, de luto porque perdi alguém que foi amiga por 60 anos. Sem energia, com dor, sofrendo. Não fui às ruas, não participei dos atos públicos. Não ajudei a encher as ruas da minha cidade. Vejo os vídeos na TV, leio jornais, postagens nas redes sociais e sofro, sofro muito. Sofro muito por meu luto e sofro por meu povo. Reflito, leio as manifestações dos que se expressam na internet, nas rádios, na TV. O que vejo é indignação.

Carta a um adolescente

Eu soube que você está filiado a um novo partido socialista e quero começar dizendo que se envolver com a questão política na sua idade é muito importante, é o início de todo um aprendizado para ser um cidadão.

ABC da rata

Não sei quem e quantos conhecem a expressão “dar uma rata”. Significa cometer uma gafe, dar uma mancada. O sujeito que dá ratas é o sem-noção, o mané, não sei mais quais adjetivos aproximam a expressão tirada do fundo do baú de outras hoje em voga. Pouco importa, não estou aqui para platitudes vocabulares e sim para destrinchar a rata com um pingo de didática; e só.

E o inverno chegou…

Chegamos à época do ano em que o carioca pede (pelo amor de deus!) para o verão chegar. Poucos gostam realmente de frio… e inverno para maioria, significa tempo feio e filme ruim na televisão. Mas por que não aproveitar que o calor deu uma folga e preparar aqueles pratos mais consistentes, aconchegantes e reconfortantes, perfeitos para os dias de inverno? A seguir temos 3 pratos clássicos de inverno, todos franco-suíços, e deliciosos.

Friozinho no paraíso

Igreja em Lumiar

A região de Lumiar e São Pedro da Serra une tradição cultural, esportes radicais e os prazeres da boa mesa em meio a um santuário do ecológico

Anti-stress natural

Paraíso escondido entre as montanhas, ar puro, clima agradável durante todo o ano – com um friozinho especial no inverno – Mata Atlântica e rios que formam cachoeiras com correntezas diferentes para todos os gostos, para todas as forças, para todas as pessoas.

TEXTO_ Juliana Marques Alves

Foto: Luana Miranda / www.sanabrasil.com.br

Seja bem-vindo ao Sana, um distrito rural a 165 km do Rio de Janeiro, entre os municípios de Nova Friburgo, Casimiro de Abreu e Trajano de Moraes, na região serrana de Macaé, ideal para relaxar e buscar o equilíbrio necessário a este novo semestre. Barra do Sana, Cabeceira do Sana e Arraial do Sana (esta última concentra a maior parte da população) são as três regiões que compõem o local com bares, restaurantes, campings, pousadas e hotéis-fazenda bem aconchegantes.
O Rio Sana, um dos afluentes do Rio Macaé, cuja nascente é a 1560 m de altitude, próximo ao Pico do Tinguá, em Nova Friburgo, corta o vilarejo. E os dois, juntamente com os rios Andorinhas, Peito de Pombo e São Bento, e os córregos Boa Sorte e Glória formam belas cachoeiras e piscinas naturais propícias até para profundos mergulhos. O Peito de Pombo, por exemplo, dá origem às Cachoeiras Sete Quedas, do Pai, do Filho, da Mãe e o Escorrega, e todos os pontos pertencem ao chamado Circuito das Águas. Muitos pulam das rochas ao redor das Cachoeiras do Pai e da Mãe (aproximados 11 e 12 metros respectivamente) e, para conhecer a do Filho, que fica entre as duas, recomenda-se não levar crianças devido às dificuldades do caminho.

Passeios por todos os lados

Foto: Luana Miranda / www.sanabrasil.com.br

Na Cabeceira do Sana, está o Rio Andorinhas, que alimenta as Cachoeiras do Vaguinho, Santa Rosa – na nascente do Rio Sana –, a pequena queda d’água Singela e a própria Cachoeira das Andorinhas, que fica em propriedade particular e é abrigo de andorinhas durante o verão. A Pedra do Peito do Pombo é um dos pontos mais visitados, com trilha bem demarcada, iniciada na pracinha do Sana, e cerca de seis horas de caminhada (ida e volta). Sim; todo o esforço será recompensado! Depois de subir os 1400 metros, é só aproveitar a vista que vai desde Macaé, Cabo Frio, Búzios, Barra de São João até um lindo e extenso tapete verde formado pela serra ao redor, e toda a região é Área de Preservação Ambiental (APA).
Se você quiser um pouco mais de adrenalina, as corredeiras e as quedas com grande volume de água do Rio Macaé são excelentes para a prática de rafting, desde iniciantes até profissionais. Em todos os botes, há instrutores que orientam o caminho e os procedimentos necessários para manter os participantes em segurança. E não se esqueça: essa aventura deve ser programada com antecedência. Nas noites de sexta a domingo, os artesãos se espalham na Feira Cria Sana, no centro, com suas artes em reciclagem de arame, couro e crochê, pinturas à mão, peças feitas em biscuit e argila branca, bijuterias e souvenires.

O Sana e sua história

Há diversas sugestões para a origem do seu nome. Alguns dizem que foi dado pelos índios Guarulhos, moradores da região, devido a uma espécie de bambu que nascia ao longo dos rios. Outros associam o batismo aos colonos franceses em referência ao Rio Sena, da França, e essa é a história mais provável, de acordo com moradores. Por volta de 1840, negros de fazendas vizinhas à região fugiram dos maus tratos e formaram no Quilombo de Carukango, na serra de Macaé, e resistiram cerca de duas décadas sobrevivendo da caça, da pesca e de atividades agrícolas.
Nessa época, os imigrantes suíços, primeiros a se instalarem na região, investiram nas plantações de café até Nova Friburgo e redondezas. Mas devido às dificuldades para a lavoura familiar, seguiram o curso do Rio Macaé, instalaram-se no Sana e fundaram o vilarejo. A evolução da região começou em 1920 quando houve um aumento da procura por plantas medicinais locais utilizadas no combate a malária, doença que foi comum em Macaé e Casimiro de Abreu. Após a crise do café, o vilarejo foi abandonado. No início da década de 70, as regiões vizinhas promoveram festivais de música bem atraentes aos jovens, que buscavam a natureza e a fuga do consumismo. Naquele momento, hippies e naturalistas organizaram uma comunidade alternativa no Vale do Peito do Pombo, e muitos outros da cidade grande uniram-se a esse estilo de vida crente até em fenômenos místicos e ocultos. Um pouco antes de 1985, tal movimento já tinha perdido força e, com a chegada da energia elétrica, os que permaneceram na vila tornaram-se comerciantes, donos de pousadas e cuidadores oficiais de toda a beleza.

Lembranças de um morador

Foto: Luana Miranda / www.sanabrasil.com.br

Quem se lembra bem dessa época é Alucimar Gomes de Andrade: nascida e criada no Sana, aproveitou a chegada dos novos visitantes para fortalecer o novo ramo dos seus negócios. “Quando coloquei, pela primeira vez, uma pessoa que nunca tinha visto dentro de casa, minha mãe ficou muito preocupada. E eu disse: “se um filho seu saísse com a mochila nas costas e ninguém o abrigasse, a senhora ficaria contente?”. Ela pensou um pouco, e respondeu “não; não gostaria que isso acontecesse”. As pessoas que vieram na época da comunidade alternativa realmente buscavam o contato com a natureza, e ainda é possível encontrar alguns deles por aqui. É uma pena não podermos mais confiar em estranhos como antigamente”.
Atualmente, a vida desse pequeno povoado (cerca de 2000 pessoas) melhorou com a pavimentação das vias de acesso. “Ainda existem ruas de terra, mas as principais estradas já são asfaltadas. Até os antigos fazendeiros eram trazidos a cavalo da estação de trem de Casimiro de Abreu, e a ponte que cruzava o Rio Macaé era de arame. Eu trabalhava com refeições e, no começo, servia arroz, feijão e ovo, um prato delicioso, principalmente para os comerciantes que chegavam famintos de suas viagens trazendo suas mercadorias nos lombos dos burros. Tínhamos dificuldades para armazenar a comida, o peixe precisava ser salgado e o porco precisava ser frito e guardado na banha. Foram 30 anos cozinhando até investir na minha pousada. E a energia elétrica trouxe muitas melhorias em nossas vidas, inclusive na área da saúde. Agradeço a Deus por esse paraíso. Não fui eu quem o escolheu; foi Deus quem me deu”.

Como chegar:
-De carro: vá até a Rodoviária de Casimiro de Abreu, passe para o lado esquerdo da pista (sentido Rio de Janeiro), e siga pelos 26 km até o centro do Arraial do Sana – a maior parte da estrada é asfaltada, e o final do percurso é feito de terra batida.
– De ônibus: saia da rodoviária Novo Rio até Casimiro de Abreu. Ao chegar lá, pegue uma van ou ônibus para o Sana.

 

 

 

Penedo: joia escondida nas montanhas do sul do estado

Não é só de mar que vive o Rio de Janeiro. No município de Itatiaia, na Serra da Mantiqueira, está Penedo, uma das belezas serranas do nosso Estado

TEXTO_ Juliana Marques Alves
FOTOS_ Arthur Moura

Localizada a aproximados 160 km da capital, a Pequena Finlândia, como é conhecida por abrigar a principal colônia finlandesa do país, oferece passeios pelas montanhas e cachoeiras, prática de esportes radicais e degustação de uma culinária inigualável. Tudo isso faz do lugar uma excelente opção para quem quer inovar neste inverno.
Para chegar lá de carro, vá sentido São Paulo pela Rodovia Presidente Dutra, entre no Km 311 e acesse a Rodovia Dr. Rubens Tramujas Mader, estrada principal para a cidade. Se você for de ônibus, procure a viação Cidade do Aço, cujos veículos saem da Rodoviária Novo Rio para Penedo ou mesmo Resende, cidade vizinha com coletivos que levam até o local.

Pedras que choram

O vale de Penedo é cortado pelo Rio das Pedras que forma lagos e cachoeiras com águas cristalinas. A Cachoeira de Deus, por exemplo, é considerada a maior do local com 15 metros de altura, e todos podem visitá-la através de uma trilha curta. O terreno é meio acidentado e exige cuidados, principalmente após as chuvas.
Esse rio também dá origem às Três Bacias e Três Cachoeiras. A primeira é mais reservada por ser afastada da região central da cidade. Já a segunda é bem frequentada por moradores e turistas. Existe uma trilha dentro do Hotel Fazenda da Serra que leva a pouco conhecida Cachoeira das Antas, e o acesso pode ser feito a pé ou a cavalo. A Cachoeira do Rio Palmital é outro espetáculo com quedas d’água, piscinas naturais e grutas para visitar e se divertir.

Centro da cidade

A residência de verão do Papai Noel, localizada em um conjunto comercial com arquitetura finlandesa, é atração durante todo o ano. Esse projeto foi idealizado por um grupo de empresários preocupados em manter viva a presença da antiga colônia finlandesa. E, em 1993, foi inaugurada a Casa do Papai Noel – Pequena Finlândia – um parque temático-cultural que reúne as tradições e o espírito natalino da Lapônia, a província de onde veio Noel.

O artesanato é a marca registrada do comércio e, na culinária, merecem destaque os restaurantes que preservam o cardápio finlandês. Só há certa dificuldade para escolher a sobremesa: sorvetes artesanais, doces, geleias e chocolate, muito chocolate! A cidade é considerada o maior polo gastronômico entre Rio e São Paulo e os estabelecimentos se espalham desde a entrada da colônia até as áreas próximas as reservas florestais.

Finlândia no Rio

A ocupação da região começou em 1927 com a vinda de um casal finlandês, que recebeu um chamado misterioso para buscar uma vida mais natural. Após o aprendizado, eles voltaram à Finlândia para conseguir recursos e recrutar pessoas a fim de fundar uma colônia no Brasil e, em 1929, retornaram e compraram a Fazenda Penedo. Atualmente, o número de finlandeses em Penedo é pequeno e todos se preocupam em preservar o estilo europeu para que o turismo, atividade principal da região, não sofra consequências. O Clube Finlândia faz a sua parte promovendo apresentações folclóricas nas noites do primeiro sábado de cada mês. Fundado em 1943, o lugar exibe em suas paredes quadros com paisagens típicas e mantém uma biblioteca com mais de 10 000 volumes.

De acordo com Martti Vartia, escultor especializado em transformar madeira em obras de arte, o novo presidente do clube é bastante comprometido com a memória de Penedo, e suas ações têm fortalecido o trabalho de reviver e manter a história dos antepassados. Vartia deixou a Finlândia, morou no Rio de Janeiro durante 25 anos e há 12 vive na serra sem saudades da cidade grande. “As drogas e a violência estragaram a capital e aqui me sinto seguro e tranquilo. O que mais me encanta nesse lugar é a paz”. A natureza é a sua fonte de inspiração e suas peças estão em um ateliê no restaurante Koskenkorva. “Eu não gosto muito de acabamentos. Prefiro preservar o lado natural de todas as esculturas para deixar a natureza passar a própria mensagem”.

Além da típica arquitetura e culinária, existe o Museu Finlandês da Dona Eva que conta a história da colônia com mais de mil objetos trazidos pelos imigrantes desde o início do século XX. Tapetes, objetos artísticos de vidro e madeira, peças de casca de árvore, artesanato, coleções de bonecas, folhetos e fotografias ajudam o visitante a completar o passado.

VIII Penedo Winter Jazz & Blues 2013

O Jazz Village Bistrô continua de portas abertas para shows de jazz e de blues, aos sábados, durante julho e agosto. E se sua viagem começar um pouco antes, aproveite as homenagens a Vinícius de Morais todas as sextas deste mês (programação Off Festival). Confira no site http://www.pequenasuecia.com.br/programacao.php.

 

 

GARIMPO CULTURAL

Arrasta pé no Theatro Net Rio

Durante os meses de julho e agosto, o Theatro NET Rio entra no clima de São João e promove o Arraiá pra Gonzagão. No foyer do teatro o público poderá conferir a exposição “Centenária de Gonzagão”, com uma grande variedade de objetos pessoais de Luiz Gonzaga, além de consumir comidas típicas e apreciar grupos de forró durante toda a noite. O evneto ainda terá apresentações de Daniel Gonzaga e do grupo Chicas nos dias 10 e 23 de julho com o show “Centenário”. Moraes Moreira também sobe ao palco no dia 24 de julho, com “Moraes Moreira Pé de Serra”.
E o musical que vai ficar em cartaz até o dia 1º de setembro é uma das melhores homenagens ao Rei do Baião: “Gonzagão – A Lenda”, de João Falcão. Uma viagem musical pela trajetória desse grande compositor, cantor, e sanfoneiro que marcou a história do nosso país. Dentre as mais de 50 canções da apresentação, há sucessos como “Cintura fina”, “O xote das meninas”, “Qui nem jiló”, “Baião” e sua mais célebre criação, “Asa branca”.
ARRAIÁ PRA GONZAGÃO
Theatro Net Rio – Sala Tereza Rachel. Rua Siqueira Campos, 143 – Sobreloja –Shopping Cidade Copacabana).
Programação completa no site www.theatronetrio.com.br
Telefone: 2147 8060 / 2148 8060
“Gonzagão – A Lenda”: De quinta a sábado, às 21h, e aos domingos, às 20h. R$ 120,00 (plateia) R$ 90,00 (balcão)

 

Lançamento

O colunista da Folha Carioca, Haron Gamal, convida para o lançamento de seu livro “Estrangeiros – a representação do anfíbio cultural na prosa brasileira de ficção”.

Editora: Ibis Libris.
Dia 15 de agosto, às 19h,
na livraria Blooks
Espaço Itaú de Cinema – Praia de Botafogo 316 – Botafogo

 

Mulheres do barro

A peça fala dos desejos e anseios de uma artista, mostrando de forma simples e comunicativa a relação entre processo criativo, loucura, libertação das amarras sociais e o peso do julgamento social nas escolhas pessoais. Conta a história de Camileoa, uma jovem artista do século 21, que tem na arte a força propulsora de sua existência. A personagem tem na figura da escultora francesa Camille Claudel a sua musa inspiradora.
Texto: Renata Daflon e Gedivan de Albuquerque
Direção: Gedivan de Albuquerque
Temporada: de 17 de julho a 8 de agosto – quartas e quintas às 19:30h.
Local: Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa
Telefones: 21 2215-0621 | 21 2224-3922
Ingressos: R$10,00
Classificação etária: 12 anos
Duração: 50 minutos

 

Melhor professor nos EUA é petropolitano

Uma notícia no Fantástico me deu grande alegria. Falava de um brasileiro, um petropolitano, eleito o melhor professor da Flórida e um dos quatro melhores dos Estados Unidos. Bacana! Um conterrâneo brilhando no exterior. Alexandre Lopes, seu nome. Um cara determinado na busca de seus objetivos. Faço aqui um resumo das muitas páginas que me vieram à mão, falando sobre esse jovem. O início de sua vida adulta não poderia ser mais distante do seu cotidiano, trabalhando muito. No começo da década de 50 trocava Petrópolis pelo Rio de Janeiro, para estudar Produção Industrial na Universidade Federal, UFRJ! Tinha um sonho de criança: ser professor, embora sabendo que a profissão exige muito e paga pouco. Arrumou um emprego na Pan American Air Ways e fez faculdade. Formado, bacharel, sempre em busca do ideal de lecionar. Mudou-se então para os Estados Unidos. Julho de 1955. Dizia: “A vida me trouxe até este país maravilhoso, mas tenho muito orgulho de minha origem e de ser quem sou”.
Fazia tradução de Inglês e Espanhol nas rotas de suas viagens pelo mundo. Viria o passo seguinte. Ajudado por uma conselheira: ser professor. Já no magistério, logo iniciaria um curso introdutório em Educação Especial na Primeira Infância. Em seguida conseguiria uma bolsa de mestrado na Universidade de Miami. O salário não era dos melhores, mas estava feliz. O passo seguinte, doutorado na Universidade Federal da Flórida. Produziu uma monografia em que explicava sua filosofia educacional, suas motivações e sua metodologia de ensino. O trabalho lhe proporcionou uma grande vitória. Alexandre foi eleito o melhor professor da Flórida em votação que teve a unanimidade do corpo docente de 180 professores. Os prêmios: 10 mil dólares, um carro 0km e uma bolsa de estudos que recusara por já ter uma em doutorado.

Vou seguindo no resumo, já não podendo disfarçar meu orgulho da perseverança desse filho da minha terra. Agora, com patrocínio das famosas lojas Macy’s. Alexandre está escrevendo para jornais, dando entrevistas sobre seu trabalho, aqui já abrangendo alunos autistas. A propósito disse: “Eu não diferencio meus alunos, procuro ser consistente para que eles, os autistas, aceitem todas as diferenças que existem na nossa sociedade”. Música e dança são dois elementos que predominam também nas atividades pedagógicas de Alexandre, assim como a tecnologia por ele usada, com equipamento que criou para melhorar o aprendizado por parte dos alunos, os sãos e os autistas.
Não sei se, emocionado com tal exemplo de superação, consegui compactar as muitas páginas que resumi, contando a história singular de Alexandre Lopes, cidadão iluminado – self made man – um petropolitano de quem nós, seus conterrâneos, devemos muito nos orgulhar, um exemplo a ser seguido.

Deu na mídia

RECALL – Volta e meia vemos nos jornais fabricantes de automóveis convocando seus donos a uma revisão em uma determinada peça, que deveria ser examinada para melhor rendimento do veiculo. È o recall, palavra inglesa que resume tal situação. O ministro Joaquim Barbosa, na onda da voz das ruas, sugere agora um recall para os políticos. Esse ato de rever, de retificar, cai como uma luva, por exemplo, num Paulo Maluf, certamente o primeiro de uma extensa lista do recall.

COPA – Uma seleção que inventa o não-gol, não merece o hexa? Que venha a Copa!

PLEBISCITO – Do latim “plebs, plebis = plebe + scitum = igual a decreto. Surgiu em Roma, 500 aC (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo). Em setembro de 1961 instituiu-se aqui o parlamentarismo, Jango presidente, com poderes restringidos, e Tancredo Neves, primeiro ministro. Em 6 de janeiro de 1963, votando Sim ou Não, o povo registrou o parlamentarismo em 80%, voltando o presidencialismo. Dilma, que recuou da Constituinte, quer agora um plebiscito para fazer a reforma política, a tempo de já valer para as eleições do ano que vem. Analistas políticos acham essa consulta restrita e cara…

ÉPOCA – “Cadê a estadista, o povo toma as ruas, a economia desanda, os políticos batem cabeça – e o governo muda de assunto”… Pois é. Para ser estadista não basta só jogar uma faixa auri-verde…

GERAL – “Os EUA estão tentando desesperadamente botar a mão num americano Edward Snowden que tem computadores e pendrives com tudo sob o programa de espionagem global dos americanos – o maior vazamento da história. Hong Kong, onde ele estava, recebeu pedido para detê-lo, o que foi considerado um golpe diplomático de Washington, esnobado duplamente por Moscou, que permitiu a escala de Snowden, e Pequim que o deixou sair para a Rússia”. O cara teria conseguido asilo no Equador, que já hospeda na embaixada londrina, Julian Assange, aquele de outra bomba, o WikiLiaks. O Obama tem um baita pepino nas mãos.

O GLOBO – Só nas cartas dos leitores e só na Cora Ronai eu li essa coisa: Dilma foi se encontrar com Lula em São Paulo, para se aconselhar sobre as manisfestações do povo nas ruas. Dilma é presidente da República, todo mundo sabe, e Lula o que é? Cora o chama de marqueteiro e lembra o seguinte: quando o bola preta no carnaval, toma a Rio Branco, é um milhão e agora com a avenida lotada, de ponta a ponta, são cem mil?

COPA – Vocês viram? Nenhum jogo às dez da noite, essa aberração praticada pela TV Globo em desrespeito ao torcedor. Partidas passando às vezes da meia noite, em nome da grade intocável – jornal nacional, novela… A Globo teve que curvar a FIFA com seus horários racionais – 16 e 19 horas e finais as 19 e as 13 horas. A Globo que se ajustasse a essa contingência. Ponto para a FIFA.

 

 

 

Instante Fugaz 110

Sonho com mulheres
em posições extravagantes.
Não sonho dormido.
Sonho de desejos acordados.
Desejo mulheres
em posições extravagantes.
Passo o dia
em contorcionismos mentais,
imagens de ponta cabeça,
cubismos corporais.
Quando durmo
sonho extravagâncias.

 

Pensamentos
Pró-fundos

-Minha esperança
no futuro acabou.
O futuro continua.
E eu plantei uma
semente de flamboaiã.

-O silêncio é romântico.
O barulho é moderno.

-Tive um corpo
meu
que não era
eu.

-Árvores tombam
como soldados
em guerra perdida.

 

Poeta convidado

David Cohen
ALGEMAS

A vida é um presídio de segurança mínima
Onde permanecemos algemados
Aos nossos sentimentos.

Clamando por liberdade
Fugimos incessantemente
Para dentro.

O Ocidente e o Islã, a necessidade de superar preconceitos

Edward Said mostra em “Orientalismo” as raízes do conflito

 

“Harry Magdoff descreveu como ‘globalização’ um sistema pelo qual uma pequena elite financeira expandiu seu poder sobre o globo, inflando os preços das mercadorias e dos serviços, redistribuindo a riqueza dos setores de menor renda (em geral no mundo não ocidental) para os de maior renda”.
Essa citação aparece no posfácio da edição de 1995 de “Orientalismo – O Oriente como invenção do ocidente”, de Edward Said (1935-2003), livro que acabou tornando-se um clássico ao abordar as distorções do Ocidente nos estudos sobre o Oriente, principalmente sobre o Islã. As palavras de Magdoff são úteis para reafirmar a tese de Said. Segundo este, o que as pesquisas acadêmicas mais fizeram desde o início da era moderna foi construir uma visão deformada do Oriente, o que correspondia plenamente às intenções dos impérios europeus, que visavam subjugar e explorar a região.
Said nasceu em Jerusalém, filho de árabes cristãos, foi educado no Cairo e em Nova York, onde depois lecionou literatura na Universidade de Colúmbia. Na verdade, o autor diz jamais ter ensinado “coisa alguma sobre o Oriente Médio”, foi professor de Humanidades, principalmente europeias e americanas, e especialista em literatura comparada. Baseando-se nesses estudos escreveu, entre muitos outros livros importantes, “Orientalismo”.
No livro, Said faz uma pesquisa de tudo o que se escreveu sobre o Oriente, tanto sob a perspectiva pretensamente científica como literária, não deixando de fora o enfoque do islamismo a partir do ponto de vista de especialistas ocidentais. O estudo aponta o Oriente admirado em primeiro lugar como lugar exótico e romântico pelos europeus, para logo em seguida ser visto como área de interesses econômicos e políticos por parte dos países ocidentais. O autor demonstra também por que o povo judeu, tão pouco diferente dos povos árabes, foi vítima de outro tipo de discriminação.
O livro é dividido em três partes. A primeira trata do “alcance do orientalismo”; a segunda chama-se “Estruturas e Reestruturas orientalistas”; e a terceira, “O orientalismo hoje”.
Na primeira, o autor conceitua o que se costumou chamar de orientalismo, remontando à Idade Média para depois se fixar no século 19, período em que essas pesquisas se consolidam. Na segunda parte trata das políticas empreendidas pelos impérios ocidentais, como o britânico e o francês, sobre o Oriente. Na última, como o próprio nome revela, aborda como o conhecimento aprofundado do Oriente gerou políticas de dominação da parte dos países ocidentais, sobretudo a partir de meados do século 20 através dos Estados Unidos.
O que Said anuncia, no entanto, é que os estudiosos ocidentais sempre se consideraram civilizados, enquanto viam o Oriente como objeto de civilização. Na construção dessa área de saber, chamada orientalismo, não falta uma quantidade enorme de preconceitos, o que leva o leitor ocidental a uma visão depreciativa desse grande outro, o Oriente.
Na segunda parte, sobretudo, o autor aprecia a quantidade de projetos que visavam à dominação ocidental sobre os povos do Oriente Médio, e relata a expedição de Napoleão ao Egito no início do século 19, quando o país foi conquistado pela França. Napoleão preparou e concretizou a investida levando à frente uma quantidade enorme de intelectuais preparados para convencer os nativos sobre o caráter promissor da presença francesa na região. Rebeliões e levantes que se seguiram mostraram o caráter falacioso do argumento.
Ainda no posfácio há um embate entre Said e Bernard Lewis. Analisando as críticas tanto positivas quanto negativas direcionadas ao seu livro à época do aparecimento da primeira edição em inglês, Said rebate Lewis, que considerou limitada a perspectiva do autor palestino. Bernard, também autor de diversas obras sobre o Oriente, deseja a pesquisa orientalista sob a mesma perspectiva de estudo do helenismo clássico. Said, porém, sustenta que o helenismo clássico pertence a um mundo que já não existe, enquanto o mesmo não pode ser dito a respeito do orientalismo, vide os estudos sobre o Islã e sobre todo o Oriente sendo utilizados pelo Departamento de Estado norte-americano com fins de hegemonia econômica, política e militar na região. Portanto, exigir o caráter apolítico em tal tipo de pesquisa seria negar a contemporaneidade.
A morte de Edward Said em 2003 (período em que se acirrou o conflito Ocidente/Islã devido ao atentado ao WTC e ao consequente início das guerras do Afeganistão e do Iraque), foi uma grande perda para todos, porque ele era o melhor interlocutor intelectual entre essas duas culturas, que, por causa de grupos minoritários (tanto de um lado como de outro), encontram-se num conflito quase irremediável.
Edward Said, tradução de Rosaura Eichenberg
Companhia das Letras, 523 páginas

 

A paz não é prête-à-porter

Nos vinte anos em que fui professora na Escola Americana, também era editora de um jornal em português chamado O Binóculo, feito com um grupo de alunos adolescentes. Logo depois do atentado às torres gêmeas de NY, a capa do jornal foi uma composição da palavra “Paz” em várias línguas, não só porque a escola recebe alunos do mundo todo, mas para indicar a esperança de que a paz chegasse indistintamente a todos os povos e culturas. Hoje, se a paz voltasse a ser o assunto principal do jornal, minha sugestão para os alunos da equipe seria a de substituir a palavra Paz por “Tolerância”, também em várias línguas.

Boas leituras… debaixo do cobertor!

As férias de julho estão aí! Friozinho carioca, crianças em casa… Que tal ler com as crianças alguns livros muito legais que irão entretê-los por um bom tempo?

“Quem quer brincar comigo?” é um livro-objeto. O autor Tino Freitas e o ilustrador Ivan Zigg fazem uma brincadeira muito divertida com este livro. Suas páginas vão-se abrindo a cada novo personagem que aparece. Além disso, as ilustrações trazem surpresas que não passarão despercebidas pelas crianças! A história brinca com as palavras de maneira encantadora! Uma leitura inesquecível! Editora Abacate.

 

Outra dica é “O que é que não é?”. Livro de Cesar Cardoso com ilustrações de Cris Alhadeff, da editora Biruta, desafia o leitor às descobertas. Instiga as crianças a prestarem atenção a pequenos detalhes do dia a dia, fazendo uma brincadeira com o tradicional “O que é, o que é?”.

 

“Bagunça no mar” é de Bia Hetzel com ilustração de Mariana Massarani, da editora Manati. É uma história de sereias! 12 meninas-sereias que aprontam muita confusão no fundo do mar. Cada uma tem um bichinho de estimação… O resto vocês descobrem na leitura deliciosa deste livro!

 

De Adriana Falcão, “Mania de explicação” também tem ilustração de Mariana Massarani e é da editora Salamandra. O livro é uma espécie de dicionário poético de coisas e palavras praticamente inexplicáveis: sucesso, saudade, antes e ainda são algumas delas. A poesia está na explicação de Adriana que, com muita imaginação e carinho, explica para as crianças o significado delas.

Para os mais crescidinhos, “Bibliotecas do mundo”, de Daniela Chindler, conta a história de sete bibliotecas espalhadas pelo mundo a fora. Algumas clássicas, como a de Alexandria e a Biblioteca Nacional, outras mais modernas, como a Biblioteca-Parque da Rocinha e até a Biblioburro, que vai carregada por dois burrinhos para que as crianças do interior da Colômbia possam ter contato com os livros. Os narradores são personagens das histórias que as viveram pessoalmente! Cada história é ilustrada por um ilustrador diferente, e a editora é a Casa da Palavra. Uma viagem pelo tempo e pelo mundo dos livros que ninguém pode deixar de viver!

Outra indicação para os crescidos é “Os detetives do prédio azul: primeiros casos”, de Flávia Lins e Silva, da editora Pequena Zahar. Para quem gosta de histórias de mistério e de detetives, é um prato cheio! Capim, Mila e Tom vivem suas aventuras no prédio em que moram: o Prédio Azul. Tudo vira motivo para vestirem suas capas de detetives e saírem em busca de pistas e suspeitos. Diversão na certa! Este é um caso de filme que virou livro. Tudo começou como uma série para a TV, e o sucesso foi tão grande que a roteirista da série resolveu escrever o livro. Vale conferir: canal Gloob, todo dia, ao meio-dia.

 

 

 

 

 

Aprendendo com quem já viveu mais do que eu

Nesse mês conheci uma doce senhorinha chamada Dona Dina. Enquanto eu organizava suas magníficas peças de arte, quadros e almofadas, ela me observava com carinho e curiosidade. Até que fez a seguinte pergunta: “Minha filha, onde foi que você aprendeu a arrumar a casa desse jeito?” Sorrindo respondi que já tinha nascido assim. Mentira! Posso até ter nascido com o dom, é verdade, mas como diversos outros talentos desperdiçados, esse poderia ter sido mais um. Porém, em minha vida havia uma outra senhorinha chamada Dona Biga, que por amor maior e vontade de me ter por perto, deixou que eu voasse livre por sua casa. Generosamente liberava o piso de cimento liso e colorido para que eu desenhasse ondas com a enceradeira. Colocava ao pé do fogão um caixote, me deixando mais próxima das panelas e incentivava, elogiando minhas composições em patchwork, que eu me tornasse costureira.  Ainda menina, descobri como é fácil deliciar aos convidados com receitas simples. Aos dez anos, já era especialista em pudim e mousse de maracujá! Minha avó foi pro céu, mas a cumplicidade de nossos momentos vão acompanhar minha vida e quando enfim a avó for eu, vou imitá-la direitinho e deixar meus netos caidinhos por mim também.

Coragem, Record!

Gosto de ver A Fazenda. É divertido, e se comparado a vários outros programas do horário da noite, é bem menos chato, bem mais surpreendente. Gosto de ver as celebridades (?) do reality show se enrolando para cuidar dos bichos, comprando briga por qualquer motivo, tentando bancar os anjinhos ou os demônios. Pelo menos ali realmente acontece alguma coisa inusitada – e quase todo dia – diante da mesmice da grade de outras emissoras.

Tem muita gente que gosta dos programas da Record. Dona Xepa é muito boa novela, tão boa quanto qualquer outra. Sinto muito, mas é melhor do que a atual novela das 9 da Globo, que em vez de novela virou um apanhado de discursos políticos a favor de uma ou outra tese. Em Dona Xepa não tem “discussão” de assuntos polêmicos, não tem apelação, tem apenas simplicidade, vida real. E bons motivos de risadas com cenas autênticas e bem humoradas.

O problema é que parece que a Record treme de medo da Globo. Fica fazendo hora com séries americanas até que acabe a trama das 9 na Globo para entrar com sua Dona Xepa. E só entra com A Fazenda quando as opções globais se esgotaram. Acontece que horário pra ver novela é o das 9 horas, quando as mães de família já fizeram o jantar, as trabalhadoras já chegaram em casa, e bem cansadas do trabalho e do transporte. Os homens noveleiros – que os há – também estão tirando os sapatos e se preparando para relaxar vendo TV.

Me pergunto: por que a Record não encara a Globo? Encarando, teríamos opção para o novelão global. E teríamos A Fazenda logo depois, ainda em horário que os trabalhadores podem assistir, sem ficar com sono no dia seguinte. Encarando, teríamos o prazer de assistir José do Egito e as outras séries bíblicas que a Record faz. São obras de qualidade, bem produzidas, poderiam salvar parte da audiência de programinhas Mundo Cão como o do Ratinho, o chatíssimo programa “moderninho” do Bial – que ameaça voltar logo – e outras produções bem menos interessantes. Enfim, a Record poderia nos ajudar a ter alternativas.

Eu Vi

Não saia daí!

O apelo vem sempre que entram os comerciais, em todas as emissoras. É a luta contra o nosso dedinho nervoso, que aproveita para mudar de canal, ver se há opções. Bem, amigos: não há! Todas as Tvs entram com comerciais ao mesmo tempo! Parece que é combinado – deve ser mesmo. Penso que, por uma questão de gratidão, já que você está gostando do programa que está vendo, deveria continuar, não sair da emissora, prestigiar os seus comerciais. Até porque as propagandas são as mesmas em qualquer canal. Sejamos gratos a quem nos apresenta bons programas, gente!

Sai do chão!

Belíssima a trajetória da nossa Seleção na Copa das Confederações! Excelente a cobertura da Globo sobre os jogos, com aquela mesa holográfica do Caio Ribeiro! A Band também fez cobertura irrepreensível, com o Neto, o Denilson – sempre uma gracinha na ponta da língua -, o vozeirão do Luciano do Vale, até as piadinhas meio requentadas do Milton Neves têm sua graça. E a Renata Fan já alegra o ambiente só de aparecer na telinha. Foi uma campanha difícil, maravilhosa! E somos agora tetra campeões desse torneio tão importante. É nóisss!

 

A rua é a rede social

“Abaixem as bandeiras. Não temos partidos!” O grito perturbador toma conta de uma parte da manifestação. Em meio a dezenas de milhares pessoas, diferentes grupos entoavam simultaneamente diferentes hinos e palavras de ordem. Que movimento é esse que consegue levar tantos para as ruas sem bandeiras, sem partidos? Claro, há a presença dos partidos e dos sindicatos, uniões estudantis. Mas a essa multidão de maioria jovem e universitária se somaram pais e avós, unindo no mesmo grupo gente que esteve na passeata dos 100 mil, na campanha “Diretas Já!” e no movimento dos caras-pintadas, pedindo o Impeachment do hoje senador da república Collor de Mello. Os partidos e as entidades de classe das mais diversas vertentes estão ali, mas agora são mais “um” na multidão. Não são protagonistas, mas coadjuvantes de um grande cena onde a estrela é justamente a multidão, formada de indivíduos dos mais diversas orientações políticas e origens sociais. A única bandeira que ali representa a todos é a bandeira do Brasil.

Que movimento é esse? Que multidão é essa? Quem organizou? Quem está por trás? O mais emocionante e instigante dessa onda que se espalha de forma progressiva é que a tecnologia, essa que sempre foi acusada de ser a maior ameaça à vida social, ao encontro real, à presença das pessoas nas ruas, hoje prova seu poder aglutinador, mobilizador, talvez o mais potente já visto. A rede social conseguiu transcender a mobilização vertical das entidades e partidos e criou mecanismo de mobilização horizontal, que, como a água atingida por uma pedra, parece se espalhar em círculos concêntricos, como uma grande onda atingindo todas as camadas da população. Pouco a pouco as pessoas abandonam seu receio e sua incredulidade sobre movimentos e manifestações para abraçar a ideia de todo um país dando um grande basta em todas os absurdos da vida política e social brasileira. Não há uma única pauta (embora o pano de fundo incialmente tenha sido a questão da redução das do transporte público, o que foi conquista em muitas cidades). A pauta é o sentimento comum de que é impossível tolerar a continuidade deste processo político degradante no qual o povo não é ouvido e as decisões são unilaterais, sempre favorecendo a poucos, deixando os cidadãos e as cidades desprotegidos e vulneráveis.

A origem do movimento na luta contra o aumento das tarifas de ônibus foi, por muitos, questionada e criticada. Em meio a tantos problemas nacionais será que essa é uma causa justa? E o quebra-quebra? E o vandalismo? Muito pé atrás, mas olhos e ouvidos atentos. O contraponto logo ficou claro, entre o que era noticiado na grande mídia e o que era exposto pelos cidadãos comuns nas redes sociais – documentado em vídeos, fotos e depoimentos que se espalham como uma fagulha no pavio, atingindo milhares, centenas de milhares, e agora milhões. Não são os 20 centavos do reajuste da passagem, como disse um dos autores dos milhares de textos divulgados a cada minuto na rede: “é a inversa proporção entre o aumento da tarifa e a piora diária da qualidade do transporte público”. É isso, e mais aquilo, e mais tudo que nos indigna todos os dias como “nunca antes na história deste pais”, parafraseando um ex-presidente. Poderia listar uma quantidade enorme de absurdos e leis que vão totalmente contra o bem-estar individual e coletivo, sendo votadas pelo congresso numa grande onda de conservadorismo.

Não vale a pena, todos nós sabemos o que nos indigna e mobiliza. O aumento da passagem por muitos ridicularizado -“são só vinte centavos…” – já ficou provado que era abusivo e muitos governantes tiveram que voltar atrás atendendo ao que agora eles  chamam de “a voz das ruas”. Uma grande mobilização da classe política parece tentar responder a essa voz, mas fica claro que é uma ingênua tentativa de colocar para debaixo do tapete os anos de problemas e se posicionar a favor do povo e de suas manifestações. Não houve um partido ou político que tenha se declarado contrário às manifestações. Muito estranho…

Atualmente não importa mais a origem e o tamanho da fagulha, pois o incêndio se espalhou, e foi tomado por uma onda de roupas brancas e bandeiras verde e amarelas, rechaçando os poucos radicais (300 em 100 mil?) que insistem em usar movimentos e manifestações para extravasar sua agressividade inútil, burra e desmedida. O povo que sempre se autocriticou taxando-se de alienado e acomodado saiu da acomodação e está buscando se informar e colocar em pauta os seus desconfortos seus sofrimentos e suas desilusões de um país que amamos, mas que é constantemente maltratado pelos que ocupam cargos públicos eletivos ou de confiança.

Pela primeira vez ao entrar no Facebook ou no Twitter você não se depara mais com tantos relatos de afazeres diários, mensagens de autoajuda ou fotos de animais fofinhos. O que se vê é uma país inteiro, jovens, adultos e velhos, debatendo e falando de política, de transformação. Criticando, opinando, discordando frequentemente uns dos outros. O que se vê é democracia, um exercício que parece sempre tão difícil no Brasil, mas que agora passou ser a pauta geral da nação.

A gota d´água parece ter sido a ação truculenta e desproporcional das polícias. “O que? Além de engolir tudo isso, ainda por cima não temos mais o direito de ir pras ruas protestar?” “Estão atirando balas de borracha e lançando spray de pimenta nos olhos de nossos filhos e de nossos jornalistas”. Parece que, 30 anos depois do fim da ditadura, ninguém mais admite que o Estado tenha este tipo de orientação. Quanto aos atos de vandalismo destes grupos de origem duvidosa, onde radicais de esquerda se unem ao banditismo, os próprios manifestantes estão enfrentando os vândalos e ajudando a limpar a sua sujeira, como gesto simbólico da não concordância da esmagadora maioria com este grupo de origem desconhecida que vandaliza, depredar e tenta sem êxito, abafar um grito de paz, justiça, liberdade, democracia e, acima de tudo, por respeito de toda uma nação.

Especial Inverno: Galeria de Imagens

São Pedro da Serra e Lumiar: um paraíso de cultura e natureza

Quem já conhece ou vive na região sabe: para cada canto que você vai, a cada janela que você vê, um visual novo e surpreendente se abre diante dos nossos olhos. A ocupação urbana da região, iniciada com imigrantes suíços e alemães ainda no Século XIX, e que tomou novo contorno a partir da descoberta da região pelos hippies dos anos 70, foi bem sucedida e sustentável. O que se vê são casas muito bem planejadas e construídas, convivendo com o casario antigo em estilo de roça. Tudo cercado pelas montanhas de mata atlântica e cortado por rios e corredeiras. As lojas, restaurantes e pousadas são de extremo bom gosto e os visitantes se encantam com o trabalho dos artistas locais. Veja um pouco desta “vila onde se cultiva a utopia da aldeia feliz”, como diz uma ilustre moradora e artista do local.

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Só quem provou é que sabe…

TEXTO _ Juliana Marques Alves

Para comemorar nosso primeiro ano de Gastronomia Carioca, oferecemos a você um passeio bem temperado pelas ruas do Centro e Zona Sul do Rio de Janeiro. Somos acostumados a receber turistas de todos os lugares do Brasil e do mundo, e jamais negamos que também são bem-vindas as suas culinárias. E como são! Nas mesas cariocas, o prato considerado típico é a feijoada de feijão preto, e alguns citam o angu à baiana. No mais, tudo é adoção: carne seca, tutu, cuscuz doce e salgado, massa, aipim, frutos do mar, tabule, e por aí nos perdemos.

Vaidade masculina

TEXTO _ Lilibeth Cardozo

Vaidade: qualidade daquilo que é vão; desejo imoderado de atrair a admiração; presunção, segundo os dicionários. No mundo moderno, a aparência, a moda e a estética ganharam espaço de destaque entre homens e mulheres. Mas a vaidade humana sempre esteve presente na História. Homens e mulheres sempre cuidaram da beleza, e a riqueza dos adornos sempre definiram as classes sociais. No mundo moderno, crescem os apelos para novos consumidores de serviços de embelezamento. Neste cenário, os homens têm aparecido com destaque.

Como nossos pais

TEXTO e Fotos_ Fred Pacífico & Arthur Moura

Seguir um caminho já percorrido não significa que será a mesma estrada. Muito pelo contrário, as histórias de cada um são pessoais, únicas na construção de cada indivíduo. Filhos que optam para suas vidas pela mesma profissão de seus pais, fazem isso por razões que vão muito além da própria aptidão. Claro que ter vocação para o ofício é o primeiro passo, mas admiração, orgulho e, mais importante, amor pelo universo em que cresceu vendo o pai inserido contam. Muito.

13 de Agosto, Dia Internacional do Canhoto

Parece brincadeira, mas eles também têm seu dia. A data foi instituída em 1976, nos EUA. O número treze foi escolhido por ser um número já carregado de superstições, e o mês de agosto também. Os canhotos, até pouco tempo, eram olhados com desconfiança, achavam que tinham parte com o diabo. O próprio nome “sinister” em latim quer dizer, ao mesmo tempo, “esquerdo” e “demônio”. Exceção feita à alianç

a de casamento que é usada na mão esquerda (pois diz a lenda que havia uma veia que ligava diretamente o dedo anular ao coração), todo o comportamento da sociedade é voltado para os destros. Frases como “entrar com o pé direito”, “você é meu braço direito”, são ouvidas até hoje. Tudo foi feito para desencorajar o canhotismo, que, por isso, atualmente corresponde a 10% da população mundial. Hoje sabemos que usar uma ou outra mão é tão normal como nascer menino ou menina. A criança até os seis anos escolhe qual dos lados do cérebro vai ser o lado dominante e, ao escolher, estará definindo sua tendência, sendo que o lado direito do cérebro comanda nossa mão esquerda e vice-versa. E como o lado direito controla a parte artística, esta seria a explicação para grandes gênios da humanidade serem canhotos, como Da Vinci, Michelangelo e Beethoven. Dizem também que pode ser hereditário, não se tem certeza. O fato é que hoje ninguém mais é forçado a usar a mão direita, e com isso o número de canhotos tende a aumentar. E o mundo, até então feito para os destros, terá que ser, no dia 13 de agosto, dia internacional do canhoto, repensado. Parabéns a todos os canhotos e que tenham sempre orgulho da sua escolha!

 

 

Beethoven (acima – compositor e maestro), Michelangelo (abaixo e a esquerda – pintor, escultor, poeta e arquiteto) e Leonardo Da Vinci (abaixo e a direita – cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, poeta e músico)

Bebel Luz

A Folha Carioca nasceu na Gávea em 2001 e, tal como as folhas que vestem uma árvore que cresce frondosa, em boa terra, cresceu com muita vida. A semente que germinou e criou a Folha foi plantada por Regina Luz, que nos deixou em 2006, morrendo muito precocemente. Regina tinha sonhos e sempre os dividiu com as cinco irmãs, todas “Luz”, um sobrenome que só iluminou caminhos. Guerreira, Regina se juntou a seu marido, mas precisou de muitos jardineiros. Bebel Luz, sua irmã, foi uma zelosa criadora e cuidadora do projeto que hoje é a revista gratuita mais charmosa da Zona Sul carioca.

GARIMPO CULTURAL

Texto_Juliana Marques alves

Um Escultor Natural

Foto: Christian Meyn

A magia da habilidade de Martti Vartia, um finlandês apaixonado por Penedo, que faz do lugar a sua inspiração, transforma os detalhes esculpidos nas madeiras sem vida em sentimentos únicos, e preserva o lado natural da matéria prima através da leveza dos acabamento simples. Vartia é um verdadeiro intérprete da mensagem enviada pela natureza e um grande conservador dessa essência, deixando até as cascas dos troncos, mais uma das peculiaridades do seu trabalho.
Até o final de 2013, Vartia e o curador de suas obras, João Bosco Millen, planejam pôr em prática um projeto em que, mensalmente, os artistas plásticos da região e amantes das artes plásticas se encontrarão para trocar inspirações. E o local escolhido é o seu próprio restaurante, o aconchegante Koskenkorva, aberto diariamente com um excelente cardápio típico finlandês. O projeto faz parte de uma ação para transformar a única galeria de escultura de Penedo em um Centro Cultural.

Exposição de Artes
Restaurante Koskenkorva
Estrada 3 Cachoeiras, 3955
Penedo-Itatiaia/RJ – Tel  24 3351-2532
De segunda a segunda

Greve – o começo à margem do rio Sena

Greves espocando por todos os lados. Brasil de alto a baixo. Greve de médicos, coisa lá pra traz impensada. Greve dos rodoviários, que poderiam parar obras de infraestrutura nas estradas federais com empresas empreiteiras deixando de receber 1 bilhão. Os sindicatos têm uma pauta que prevê para setembro a paralisação dos bancários, dos metalúrgicos e dos petroleiros. É o que tirei da mídia. Bem, a gente sabe que greve é o fato de uma categoria de trabalho parar as atividades em busca de melhora em seus ordenados, e outras exigências. Mas lá por sorte ou não sei por que, ao folhear minha Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo encontrei informação desconhecida sobre greve, que veio a calhar, sobretudo pelo fato de sanear minha santa ignorância sobre o assunto, presumindo que muita gente, como eu, também não o conheciam o que tirei daquele livro e que, por oportuno julguei passar adiante para meus prováveis leitores.

A Paz Não é Prêt-à-Porter

Nos vinte anos em que fui professora na Escola Americana, também era editora de um jornal em português chamado O Binóculo, feito com um grupo de alunos adolescentes. Logo depois do atentado às torres gêmeas de NY, a capa do jornal foi uma composição da palavra “Paz” em várias línguas, não só porque a escola recebe alunos do mundo todo, mas para indicar a esperança de que a paz chegasse indistintamente a todos os povos e culturas. Hoje, se a paz voltasse a ser o assunto principal do jornal, minha sugestão para os alunos da equipe seria a de substituir a palavra Paz por “Tolerância”, também em várias línguas.

Ensaio e memorialismo: os livros de Pedro Nava

Michel de Montaigne viveu no século 16. Ao escrever seus famosos ensaios, não tinha a pretensão de angariar um grande público leitor. Pois como se sabe, a literatura da época era divida entre os escritos religiosos, que na verdade tentavam preservar a Igreja Católica dos reformistas, os primeiros lampejos do que mais tarde se viria a chamar de ciência, e o que sempre se costumou nomear literatura e filosofia, na verdade uma herança da antiguidade clássica. O escritor francês, com seus textos, inaugurou um novo gênero que ainda não possuía nem nome nem leitores, o ensaio. Alguém há de perguntar: por que então Montaigne escrevia? Segundo ele, para satisfazer a si próprio, para que pudesse entender melhor a vida e para acostumar-se à ideia de que era impossível escapar à morte. E assim viveu o autor. Sua escrita traz tal sensualidade, que talvez tenha inspirado Roland Barthes quatro séculos depois a escrever “O prazer do texto”. Montaigne viveu a liberdade (que sempre se quis como um direito humano) por meio da exposição de suas ideias e da construção de sua literatura. Em meio a um período crítico da história da humanidade, fins da Idade Média e começo da era moderna, o escritor talvez se tenha tornado o primeiro intelectual até certo ponto independente, um não especialista que, com erudição, disserta sobre os mais variados assuntos e, ainda que se sentisse cristão, fundamenta suas ideias não no que a religião prega, mas na dúvida que todo leigo traz dentro de si, o desamparo a que o homem está submetido, e o inevitável fim que, mais cedo ou mais tarde, teremos de enfrentar.

A Verdadeira Festa Junina

A polifonia das ruas zumbe e zumbirá por um bom tempo nas dobras do País. Esqueça o vandalismo e pense: um sopro só e os políticos se mexeram. No Congresso votaram projetos guardados nos armários havia séculos. A presidente viu entrar por sua sala uma pauta com a qual não contava. Todos sabemos que as reformas política e tributária, entra governo, sai governo, não passam de assuntos tratados nas campanhas eleitorais, se tanto.

Prontos para Voar Leve?

Samantha Quintans

“Quanto pesa a sua vida? Imagine por um segundo que você está carregando uma mochila, quero que ponha nela todas as coisas que tem em sua vida…” Em “Amor sem escalas”, George Clooney começa o filme com essas palavras. E nós, o que carregamos em nossas malas? Somos práticos e econômicos como o personagem do galã que circulava pelo mundo com uma pequena, eficiente e funcional mala? Saí em busca de histórias e colecionei alguns casos engraçados, outros nem tanto.

Vivendo e Aprendendo

Este “Quem é quem” é um relato simples e verdadeiro de uma mulher comum que trabalhou a vida inteira e hoje, dever cumprido, curte a vida com merecimento. É bom conversar com gente assim, descomplicada. É aí que a gente vê como a vida é simples para quem sabe vivê-la.

Instante Fugaz 111

INSTANTE FUGAZ

O dia amanheceu azul.
Pensa-se, genericamente,
que todo dia amanhece azul.
O que não é verdade.
Existe dia que amanhece cinza,
vermelho e mesmo negro.
Mas o que eu gosto mesmo são os dias azuis.
Azul pela manhã.
Azul ao meio dia.
Azul até o fim da tarde,
quando começa a grande festa de cores,
até anoitecer.
E nesses dias
faça sol ou faça sol,
eu me sinto feliz.

Do Mundo

Menina não levava nada dentro além de três anos e um apetite. Andava com fome essa aí. Uma fome que nem balão alcança. Nem nömade com tanta andança. Tinha pai. Tinha mãe também. Era bem nascida de gente que gostava dela. O lugar que não ia muito com Menina. A mãe falava para ela não brincar perto de obra mal acabada. Familia ela tambem tinha. E todo mês chegava uma bolsa com esse nome. E daí a menina comia; que saco vazio não pára em pé. E Menina lá entendia de ficar parada? Corria era toda tarde pra ver os moços da obra. Até que um dia por aqueles ventos, a água num se aguentou com obra desacabada. Desacabou em agua. E a menina, que não levava nada, a agua levou. A água levou a Menina que não levava nada dentro além de um apetite.Andava com fome essa aí. Uma fome que nem balão alcança. Nem nômade com tanta andança. Uma fome que eu, tu , ele que ficamos, talvez não tenhamos. Menina tinha era fome do mundo.

 

 

Deu na Mídia

IZVESTIA: “Para se resguardar dos vilões que vazam segredos de estado, como hackers e WikiLeads, o presidente Vladimir Putin mandou comprar 20 máquinas de escrever ao preço de US$ 750 cada uma. Putrín aposta no papel para se prevenir contra a onda de espionagem deflagrada pelo americano Edward Snowden”. Como é que se diz ‘seguro morreu de velho’ na língua de Dostoievski?

Quero dar a volta ao mundo

Engraçado como nós cariocas não conhecemos nossa cidade. Lembro que em 1968 conheci Grumari levada por dois primos paulistas. Eu (mais carioca impossível) nunca tinha ouvido falar dessa praia. Assim foi também com o Cristo, onde só fui três vezes. Mas porque estou falando tudo isso? É que quando minha filha começou a fazer uns cursos na Faetec, que fica no Morro do Cantagalo, eu lembrei que era no mesmo prédio onde,em 1970 eu ia namorar na boite Berro D’Agua, do extinto Panorama Palace Hotel.

Osteopenia, osteoporose x atividades aquáticas

A osteopenia é a percussora da osteoporose, que é uma perda óssea mais grave. Diversos fatores favorecem ao aparecimento da osteopenia: falta de vitamina D, cálcio, café, mate, chá preto, refrigerantes, alimentação rica em açúcar refinado, carboidratos pobres  e cigarro – o grande vilão. Vários fatores são importantes para prevenção da doença como o sol, a alimentação e exercício físico.

O peso das emoções

TEXTO _ MARY SCABORA*

A importância da abordagem psicoterápica no processo de emagrecimento, para uma mudança de estilo de vida baseado no tripé saúde emocional, atividade física e reeducação alimentar

Posso ajudar?

Samantha Quintans*

Manchete de jornal: Lixo Zero aplica 121 multas no primeiro dia. Povo mal-educado? Governos gulosos e negligentes?
Papo para muito chopp…
Para além da educação sabidamente carente da nossa gente, que ignora a regra básica de cuidar do coletivo e o exagero de levar à delegacia, o cidadão flagrado jogando na rua uma guimba de cigarro.

Sustos e delícias de ser avó

Gente, virei avó! E é tudo mentira que já se sai da maternidade “melada de tanto doce”. Deixar aquela menina, sua filha, com o filhinho dela, seu neto, no hospital dá a maior confusão na cabeça. É “depressão pós-avó”?!

Todo dia é dia do Rock

Zeca Urubu (na moto), dono do Heavy Duty Beer Club, é figura mitológica no cenário do rock carioca. O bar é palco para bandas de rock de todos os cantos do Rio

No mês em que a cidade recebe dezenas de atrações internacionais, mapeamos os principais points de resistência do rock´n ´roll carioca

GARIMPO CULTURAL

Texto_Juliana Marques Alves

Para a criançada

O“Nadistas e Tudistas”, um lindo espetáculo infantil, leva ao tablado a formação da consciência crítica e humanista pela ampliação das fronteiras da imaginação. A história fala sobre dois povos com ideologias extremistas: os nadistas, que não sabiam usufruir da abundância que a terra tinha a lhes oferecer e mantinham-se em inércia constante, e os tudistas, sempre insatisfeitos, no afã constante de querer mais do que possuíam. A partir do amor entre Nadinha e Tutano, representantes dos grupos inimigos, surge um novo povo que consegue romper as barreiras e aceitar as diferenças como parte fundamental para uma nova sociedade, que respeita o meio-ambiente e pratica o real significado da palavra sustentabilidade. A narrativa é passada de avó para neta e é através dos olhos de Luiza, uma menina inquieta e questionadora, que o público começa a encontrar respostas para tantas perguntas sobre o mundo.

Folha Carioca: 12 anos de vida e 1 ano de renovação

Doze anos e mais de uma centena de edições separam a Folha da Gávea, jornal da associação de moradores do bairro, da hoje Folha Carioca, importante publicação da Zona Sul carioca. Dentro deste período, o último ano foi, em especial, um momento marcante em nossa história. Estamos comemorando o primeiro aniversário de nosso novo projeto que elevou a revista a um novo patamar: papel couchê e alta qualidade de impressão, muito mais conteúdo, projeto gráfico modernizado e a renovação de nossa distribuição. Com isso, chegamos a maturidade lançando um novo conceito no mercado editorial, de uma revista gratuita, mas de alto valor para quem lê e quem anuncia.

Por quem os sinos dobram… O Dr. Ulysses e os Três Patetas

“A história de Mora. A saga de Ulysses Guimarães” foi das melhores coisas acontecidas na imprensa nestes últimos anos. Trabalho excelente do confrade Jorge Bastos Moreno, que assina o Nhenhenhem, coluna do O Globo aos sábados, que não perco. Tudo foi resumido num livro que teve lançamento concorrido na Livraria da Travessa, Shopping Leblon. Eu começava a escrever quando Cecília me telefonou avisando que Moreno estava no programa Sem Censura. Peguei um bom pedaço. Dizia ele que Ulysses queria por que queria ser presidente da República, sua obsessão. Que ele teve um tempo que ficou louco, mas se recuperou, que com seu olhar paralisava um político, que foi o político mais importante em seu tempo, fazendo campanha para as eleições diretas até para cinco, dez pessoas, na sua luta contra a ditadura que o poupou, que foi teimoso ao querer voar de helicóptero com tempo ruim, morrendo no mar, onde ficou para sempre…

Instante Fugaz

– Êta, quanta fumaça preta.
Puseram fogo no matagal.
Vieram vizinhos, curiosos,
o bombeiro e a força policial.

Na busca do culpado,
perguntas ao deus dará.
Um falatório enorme.
– Quem será, quem será?

Será ponta de cigarro incandescente?
Será um mau elemento inconsequente?
Será o sol escaldante e o calor indecente?
Ou será brincadeira de adolescente?

Fogo extinto e fim do rebuliço.
A busca do culpado sem solução.
Todos de volta para as casas,
foi embora a corporação.

Brincar de índio, com flechas incendiárias,
é muito perigoso.
Amanhã, acho que vou brincar
de pique esconde.

Maria

Eu nunca dei atenção a conexões entre fases da vida e idade cronológica, no que diz respeito a mim mesma. Estou me referindo àquela estória bem conhecida de crise dos trinta, quarenta, cinquenta… Talvez por ter começado minha vida adulta muito precocemente e, fisicamente, sempre me atribuírem uma idade bem, bem menor que a real.

“Hanói”, o novo romance de Adriana Lisboa

“Elefantes não deveriam morrer, não é verdade? Elefantes deveriam viver para sempre.” Embora no começo do seu mais recente romance, “Hanói” (Alfaguara, 238 páginas), Adriana Lisboa use a metáfora desse grande e belo animal, ela vai tratar mesmo é de seres humanos e da precariedade de suas existências. A autora estreou na literatura no final dos anos noventa, e “Sinfonia em Branco” (2001), seu segundo livro, abriu caminho para que ela recebesse muitos elogios e alguns dos principais prêmios concedidos pela crítica especializada. “Sinfonia” acabou também por marcar a sua literatura, porque mesmo hoje, morando nos Estados Unidos desde 2007 e com vários livros publicados, para muitos leitores é ainda o seu melhor trabalho.

A Minha

Amelinha nunca gostou de relógio. Sempre preferiu anéis e pulseiras da gaveta da mãe. Quando ia dar bronca na menina, no mesmo minuto ela gritava: “paieeeeeeeeeeeeeee!” O sujeito ouvia o grito de sua princesinha e em cinco minutos lá estava a bicicleta, o sorvete de chocolate, o jogo de bonecas, a viagem para Disney.

Que tal almoçar em Penedo?

Que tal aproveitar um fim de semana para almoçar em um maravilhoso ambiente natural? Considerado o maior parque gastronômico entre Rio de Janeiro e São Paulo, Penedo possui grande variedade de restaurantes, espalhados desde a entrada da colônia até as áreas próximas as reservas florestais, que oferecem massas, frutos do mar, foundues de carne, queijo e chocolate, sanduíches e ainda comidas mineira, japonesa, alemã e finlandesa, entre outras opções. Para completar o cardápio, divirta-se escolhendo algumas especialidades como doces feitos na fazenda, sorvetes artesanais, geleias ou os deliciosos chocolates das conhecidas fábricas locais.

Gosto Carioca

Uma fábrica de delícias

A panificadora Gosto Carioca combina sabor e leveza em massas de croissants, folhados e grissínis com grande variedade de sabores. Essas maravilhas são o resultado da união entre a experiência e a paixão pela culinária de quatro sócios que produzem assados e congelados, artesanalmente, de acordo com a necessidade dos grandes buffets, restaurantes e hotéis do Rio de Janeiro. Marcos Sá, um dos idealizadores que trabalha há 27 anos no ramo, formou sua equipe de confeiteiros cuidadosamente: “Conheço alguns colaboradores há 17 anos e todos aprenderam comigo. E conto também com a nutricionista Roberta Nogueira, meu braço direito”.

Colégio Stockler: crescendo junto com nossos alunos

Publieditorial

Há 46 anos, o Colégio Stockler, uma das instituições educacionais mais respeitadas do Rio de Janeiro, cumpre a missão de educar e formar cidadãos desde a infância até a fase adulta. Localizada na Gávea, a equipe de educadores, renovada em 2010 após a fazer parte do grupo Dínamis, mantém a tradição de especializar-se a todo instante: “O aprendizado constante é a nossa prioridade, principalmente nos últimos tempos em que as mudanças comportamentais têm acontecido rapidamente. Isso exige um atento acompanhamento e uma adequação perfeita do melhor e mais importante que houver em cada metodologia”, explica Vera Lúcia Gomes, diretora da unidade. Em maio deste ano, o colégio inaugurou uma unidade, também na Rua General Rabelo, totalmente especializada em educação infantil e o atendimento foi ampliado para os pequenos que ainda estão no berçário. O ambiente foi cuidadosamente preparado durante quase um ano e conta com salas de pintura e brinquedos recreativos de acordo com cada idade, berçário e espaço com piso almofadado para os primeiros passos, biblioteca que inclui tablets para acesso virtual monitorado e uma maravilhosa área de recreação. Em 2014, a educação infantil será integrada ao Projeto Bilíngue, que irá até o 5º ano: a partir do momento em que o aluno aprender a falar, ele passará a ouvir o idioma Inglês com o método e o material da Cultura Inglesa.

Deu na mídia

BAND NEWS: “Fazendo propaganda de TV a cabo, produtos para cabelo, pasta de dentes etc., Gisele Bundchen (entre as 100 mulheres mais influentes do mundo segundo a Forbes) está faturando sete vezes mais do que Neymar”. E olha que o craque também faz vários comerciais na TV.

GERAL: “Cesar Cielo trimundial nos 50m livre. O primeiro homem a obter essa marca na prova que é uma das mais tradicionais da natação.” Na piscina não tem para ninguém para lhe passar a bola… É ele e só ele!

Banda ZeroCalibre na luta contra a violência urbana

Texto_ Juliana Maques Alves

Rock também agita a bandeira da paz

Em agosto, o Teatro Odisséia abriu as portas para grandes personalidades do rock’n’rollque fizeram parte do Show Violência Zero, um evento beneficente aos integrantes do ZeroCalibre. Desde a sua fundação, em 2003, a banda acumula reconhecimento e carinho de fãs de todos os lugares por onde passa como Skol Rock, Coca-colaVibe Zone, Mountreux Jazz Festival (Suíça) e o Rock in Rio III, mas tiveram de se afastar dos palcos devido a um grave acidente.

Endereços e Contatos dos bares de rock

Serviços

Heavy DutyBeer Club
Rua Ceará, 104 – Praça da Bandeira – Garage
Tel.: 2567 – 8890 ou 7865-2630
www.heavydutybeerclub.com   Calabouço
Rua Felipe Camarão, 130 – Tijuca
Tel.: 2268- 7014
www.calabouco-bar.com.br   Botto Bar
Rua Barão de Iguatemi, 205. Praça da Bandeira
Tel.: 34967407
www.bottobar.com.br   Saloon 79
Rua Pinheiro Guimarães, 79 – Botafogo
Tel.:7544-5151
www.saloon79.com   Casa da Matriz
Rua Henrique de Novaes, 107 – Botafogo
Tel.: 2226-9691 ou 2266-1014
www.casadamatriz.com.br   Empório
R. Maria Quitéria, 37 – Ipanema
Tel.: 3813-2526   Espaço Maestrina
Travessa Des. Álvaro Ferreira Pinto, 18 – Vital Brasil – Niterói
Tel.: 3629-2776
www.espacomaestrina.com.br   Áudio Rebel
Rua Visconde Silva, 55 – Botafogo
Tel.: 3435-2692
www.audiorebel.com.br   Convés Rock Clube
Rua Coronel Tamarindo, 137 – Niterói
Tel.: 8544-3554 – 9441-7447   Bar Bukowski
Rua Álvaro Ramos, 270 – Botafogo
Tel.: 2244-7303
www.barbukowski.com.br   Garagem do Rock
Av. Marechal Fontineli, 5155 – Realengo
Tel.: 9381-7038
facebook.com/GaragemDo-RockRealengo   Planet Music
Av. Ernani Cardoso, 66 – Cascadura
Tel.: 2229-5691
facebook.com/planetmusicrj   Barulho Café e Pub
Rua General Alexandre Barreto, 23520 – Pedra de Guaratiba – Santa Cruz
facebook.com/BarulhoCafe   Bar do Turco
Rua Martins Torres, 18 – Icaraí
Tel.: 3617-4326   OsBar
Av. Calógeras, 18 – Centro
Tel.: 2220-7391   Rio Rock & Blues
Rua do Riachuelo, 20 – Centro
Tel.: 2222-2334
www.riorockebluesclub.com.br   Lapa Irish Pub
Rua Evaristo da Veiga, 147
Tel.: 2221-7236   Teatro Odisséia
Av. Mem de Sá, 66 – Lapa
Tel.: 2226-9691
www.teatroodisseia.com.br   Teatro Rival
Rua Álvaro Alvim, 33-37 – Cinelândia
Tel.: 2240-4469
www.rivalpetrobras.com.br   Fundição Progresso
Rua dos Arcos, 24 – Centro
Tel.: 3212-0800
www.fundicaoprogresso.com.br   Circo Voador
Rua dos Arcos, s/‎n
Tel.: 2533-0354
www.circovoador.com.br

Galeria de Vídeos

Vídeos antológicos da história do Rock carioca

O Rio de janeiro, berço do samba e da bossa nova, é também uma das cidades de maior importância na história do rock brasileiro. No início de tudo, com a Jovem Guarda de Erasmo e Roberto, passando pelos festivais até a explosão do rock nacional nos anos 80, o Rio se posicionou como grande celeiro e vitrine para artistas de diferentes vertentes. Com o Rock in Rio em 1985, as edições ao longo dos anos 90 e 2000 e também outros importantes festivais como o Hollywood Rock, por exemplo, a cidade passou a ser palco constante de artistas internacionais registrando momentos marcantes como o show dos Rolling Stones, na praia de Copacabana, para uma multidão estimada em 1,3 milhão de pessoas.

O Circo Voador, desde seu início no Arpoador, passando pela mudança para a lona na Lapa até a nova fase, totalmente reformado e reinauguração em 2004, também foi protagonista desta história. Foi uma casa cheia de momentos históricos considerada praticamente passagem obrigatória para todas as bandas que pretendiam se lançar no mercado nacional nos anos 80, de Legião a Barão Vermelho, de Lobão ao Sepultura.

E para matar a saudade, reunimos abaixo alguns vídeos antológicos que contam um pouco desta história.

Circo Voador

 

Barão Vermelho no Circo, em 1983

Chico Science pela primeira vez no Circo Voador – 1994

Legião Urbana começando sua carreira: primeiro show no Circo em 1984

O fim da primeira fase do Circo: a polêmica visita do ex-prefeito Conde ao Circo Voador durante um show do Ratos de Porão, que culminou com o fechamento da casa pelo próprio Conde depois de eleito

Rock in Rio

Histórico show do Barão Vermelho na primeira edição do evento em 1985 (vídeo completo, 42 min.)

Uma das cenas mais clássicas do Rock in Rio: Freddie Mercury cantando Love of My Life com a plateia

Show completo do Queen no Rock in Rio 1

Iron Maden no Rock in Rio 1

Cássia Eller cantando Nirvana no Rock in Rio 3 – 2001

Bruce Springsteen cantando Raul Seixas no Rock in Rio 5 – setembro de 2013

The Rolling Stones

Para finalizar, um dos maiores concertos de Rock de todos os tempos (em público estimado): The Rolling Stones, na praia de Copacabana, para 1,3 milhão de pessoas

Vida longa a esse homem-menino

Conheci o Ricardo em 1997 quando eu estava organizando uma exposição de arte de várias escolas. Ele ficou responsável pela barraca de artesanato do CDD, uma escola para alunos especiais que existia na Barra e que infelizmente acabou. Fiquei impressionada com ele, com sua atuação na venda dos produtos. Já era amiga da irmã e da sobrinha e lógico, fiquei amiga dele também. E quando soube que a Folha Carioca desse mês falaria sobre pessoas especiais resolvi entrevistá-lo.

A palavra e o silêncio como matéria prima

A psicanalista e escritora Maria Lúcia Martins trabalhando na Bahia, Rio de Janeiro, Acre e Angola, entre outros lugares, em seu “percurso” passou pela educação matemática, psicopedagogia, arte terapia e filosofia. Desde 1985 tem publicado diversos livros de poesia e ficção.  Radicada no Rio, seus ofícios atuais são a psicanálise clínica e as oficinas de literatura.

As ideias estão no chão, você tropeça e acha a solução

Em tempos de tudo que a antena captar, meu coração captura ser deficiente visual representa ter 80% menos de informação, 80% menos chances de imitação, comparação, padronização. Enquanto nossos pequenos videntes pupilos crescem reproduzindo movimentos, padrões de beleza, dedicando horas de seus preciosos dias a imagens que saltam aos olhos e caminham a passos largos para a memória do coração, para outros tantos,tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, tanto faz se você tem uma cabeça de dinossauro, pança de mamute.Para enxergar, precisam tocar, ouvir e que as paisagens sejam descritas em detalhes. Melhor que o façamos com amor e música. Tudo isso às vezes, só aumenta a angústia e a insatisfação das crianças que não veem, mas família vive junto todo dia e nunca perde essa mania de amparar seus rebentos. Se for preciso, aprendem rápido que a melhor forma de enxergar no escuro é com as mãos e com os ouvidos. Meu pai um dia me falou para que eu nunca mentisse, mas ele se esqueceu de dizer a verdade sobre o pouco dinheiro pra poder pagar todas as contas e despesas do lar e principalmente, se esqueceu de falar sobre o homem que criava e também destruía. Foi vivendo que aprendi o quanto é preciso ser organizado e criativo para ser independente, as ideias estão no chão, você tropeça e acha a solução. Aprendi o quanto é preciso cuidar para ser cuidado e se você me trouxer o seu lar, eu vou cuidar, eu vou cuidar muito bem dele.

Quando meu filho se tornou deficiente visual, decidi: vou me entregar em tudo que eu faço, em tudo que eu falo, meu mundo se tornou mais concreto, palpável, emotivo e narrado. Fui trabalhar com a Hulda Rachel na brinquedoteca do IBC, Instituto de Cegos, usávamos oncinha pintada, zebrinha listrada, coelhinho peludo para identificar as gavetas de legos, carrinhos ou massinhas de modelar (cego adora modelar!).Muitos dos bichinhos mugiam, grunhiam, miavam, relinchavam… A pista sensorial foi decorada com as mais variadas flores de plástico, não morrem e são bem resistentes ao manuseio de quem enxerga com as mãos. Dizem pra você obedecer, dizem pra você responder, dizem pra você cooperar, dizem pra você respeitar, mas não dizem pra você ter compaixão, se colocar no lugar do outro. A minha vida só eu sei como guiar, dizem pretensiosos videntes, enquanto quem não enxerga com os olhos, se concentra no ‘O pulso ainda pulsa’ do coração, levando a vida na ponta dos dedos. Palavras pra dizer de novo o que foi dito, ritmo e harmonia para lembrar do que foi dito. Eterniza o momento, quem o vive com música!Ás vezes fico assim, pensando… não dá para imaginar quando é cedo ou tarde pra dizer adeus, pra dizer jamais, poissó quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder. A gente não quer só comida, a gente quer tudo novo de novo.

Texto escrito ouvindo o álbum acústico dos Titãs (1998). Foi  só eu ouvir pra saber que para muito além das imagens, o que se diz e o que se ouve fica impregnado na alma. Feliz dia para a criança que mora dentro de você.

Samantha Quintans é personal organizer

Quem conhece este senhor?

Ele deve ter documentos tipo CPF, identidade, carteira de trabalho, certidões, diplomas, pós-doutorado em tudo. E é mal educado. Onipresente, aquele carinha surge em qualquer ambiente, toca em qualquer lugar, grita, mia, geme, canta, e até coaxa feito sapo na lagoa onde você estiver. E se alguém tenta tirar a voz dele, não faz mal, o bicho parece um vaga-lume e acende no cinema, no teatro, nos bolsos e bolsas! O tal é o mais protegido ente querido de cada cidadão! Esquecê-lo? Nem pensar! Deixá-lo em casa sozinho é coisa inimaginável.

Orgânicos na mesa

texto_Juliana Alves
FOTOGRAFIA_Arthur Moura

Alimentos mais saborosos e mais saudáveis, sem hormônios, antibióticos ou agrotóxicos, tudo fruto de uma produção que evita a contaminação do solo e respeita o meio ambiente. Os produtos orgânicos estão cada vez mais sendo incorporados à rotina dos cariocas, e podem ser encontrados em mercados e feiras livres, além de lojas especializadas e até através da internet. “Nossos produtos são diferenciados, com três vezes mais mão-de-obra nas lavouras do que os produtos agroindustriais e sem quaisquer aceleradores de crescimento”, explica FioraSerafini, um dos coordenadores do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas da Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro (ABIO).  

O mundo mágico

Somente agora, em 2013, com quase 67 anos vim a descobrir o que é o Mundo Mágico! É o mundo em que viveram os homens desde quase sempre até a minha geração e em que muitos ainda vivem até hoje.

Primeiras noções

– Primeiro se posicione atrás do fuzil, de maneira confortável mas firme. Na hora do sufoco pode não dar tempo de escolher a melhor posição, mas pelo menos você tem que estar bem apoiada, em pé ou deitada, certo?

– Certo.

O bichano experimental

O gato que não tenho teme o Zorro, o cachorro que eu já tive. O temor não tem a ver com a possibilidade de ser devorado pelo cão, já que o tempo de suas existências é distinto: um viveu ontem, o outro, o gato, talvez viva amanhã. Não sendo temor físico, só pode ser ciúme. O gato que não tenho quer que todo afeto que devoto aos animais seja dele e que ele não corra o risco de me ouvir dizendo: o Zorro, sim, era o bicho. O gato que não tenho é um absolutista.

Ninguém é inocente

Resenha de Memória da Pedra, de Maurício Lyrio, Companhia das Letras, 315 páginas

Memória da Pedra é um romance que desde o início se mostra complexo. Com um narrador em terceira pessoa, a história de dois casais desenvolve-se apresentando ora o presente, ora o passado de cada um desses personagens. O foco narrativo se detém, no entanto, sobre Eduardo, o protagonista.

Tubo de ensaio para o mercado de trabalho

Escritório da Empresa Júnior da PUC-Rio

Empresa Junior da PUC chega à maioridade mostrando a importância de suas iniciativas na vida universitária brasileira

texto_Juliana Alves
FOTOGRAFIA_Arthur Moura

Entrar em uma universidade é um dos primeiros passos de milhões de pessoas em busca de um futuro melhor. E durante o período de graduação a grande preocupação do estudante é preparar-se para o mercado de trabalho aplicando o conteúdo aprendido. Além das muitas empresas que abrem oportunidades de estágio a fim de absorver essa mão-de-obra sedenta por conhecimento, existem as chamadas empresas juniores, uma união de alunos dentro das próprias instituições dispostos a desenvolver projetos e os espíritos crítico, analítico e empreendedor.

GARIMPO CULTURAL

Texto_Juliana Marques alves

Memórias do Rio de 1763

Em comemoração dos 250 anos de transferência da sede do governo do Estado do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro, ocorrida em 1763, o Museu Histórico Nacional expõe acervos da época como pinturas, aquarelas, documentos, panoramas, mapas e plantas, louças brasonadas etc. A coleção doada de Christovão de Avila “Armorial de Garcia D’Avila” merece destaque. Em breve, a Arquimedes Edições vai lançar o livro BRASÕES DE ARMAS – Armorial Histórico da Casa da Torre de Garcia d’Ávila para transportar a história até as suas casas.

Olhar de Bicicleta

Pequena tinha olho grande. Nesse olho cabia fantasia e mundo. Ela olhava e uma história com sua máquina contava. Seu clic fazia clac. Alguém no olho de pequena batia palmas pra vida. E ela ouvia. Ela o via.

S. Excia. Embaixador Vinicius de Moraes

Do famigerado AI-5, do ditador Costa e Silva, à Lei 12.265/2010 passaram-se alguns anos. Aquele, assinado pelo marechal; atingia entre outros o nosso poeta e imortal compositor Vinicius de Moraes, cassado e obrigado a se aposentar da carreira diplomática sofrendo na pele o que tantos outros sofreriam nos anos de chumbo, A lei referida, corrigia uma tremenda injustiça, pois viria reparar o castigo imposto ao poeta naquela onda de cassações produzida. pela generalada. Morto, Vinicius readquiria a condição de ministro de primeira classe, embaixador, sim, sua Excelência, Embaixador. Nem sei se devo lembrar que, quando incluíra Vinicius no grupo de vítimas o marechal teria se referido a ele como “… aquele vagabundo…”. No seu entender são assim os boêmios, os que sabem gozar as liberdades da vida, os noctívagos, os amantes, os intelectuais, os poetas… Vinicius… 1967.

Um pouco mais sobre a Síndrome de Down

A Síndrome de Down é uma alteração genética que ocorre no par do cromossomo 21 durante a divisão embrionária caracterizada pelo acréscimo de um cromossomo nesse par. Seu nome é em homenagem ao médico britânico que a descreveu em 1862, John Langdon Down. Diante da desinformação sobre o assunto, muitos consideram a Down como uma doença, o que não é verdade. Também não é uma lesão ou algo que seja tratado através de cirurgias.

A pessoa com Síndrome de Down possui características como, por exemplo, olhos puxados, atraso no desenvolvimento motor e da linguagem, presença de uma linha reta na palma das mãos, que são largas e pequenas, ou problemas cardíacos e nem todas têm todas as características. Existe um conjunto de tratamentos que colaboram para o desenvolvimento desses indivíduos: a fisioterapia, o estímulo psicomotor, fonoaudiologia, terapia ocupacional,

Esses tipos de terapia, a inclusão social, o desenvolvimento da medicina e a intensificação das pesquisas como a que apresentou, recentemente, um excelente resultado com o uso de uma “droga potencial” capaz de estimular a divisão de neurônios e, consequentemente, o desenvolvimento do cerebelo causando uma melhora cognitiva, ou seja, uma melhora no aprendizado e na memória (, entre outros fatores, permitiram um grande aumento da expectativa de vida das pessoas com Down.

Antigamente, a média era de 30 anos, diferente dos dias atuais em que a expectativa é semelhante a de quem não tem aTrissomia 21. Nesta edição, inclusive, a coluna Quem é Quem, de Arlanza Crespo, é dedicada ao grande exemplo Ricardo Antonio Nogueira da Silva, 53 anos, cujo pai foi um dos fundadores da APAE.

Por todo o mundo existem profissionais que se unem em prol desenvolvimento da vida dessas pessoas. Em Campinas, por exemplo, a Fundação Síndrome de Down possui uma equipe multidisciplinar que “promove o desenvolvimento integral da pessoa com Síndrome de Down nos aspectos físico, intelectual, afetivo e ético, mediante a integração de pesquisas interdisciplinares e prática educacional inovadora” – missão da organização.

Fundação Síndrome de Down
http://www.fsdown.org.br/
Rua José Antonio Marinho, 430
Barão Geraldo – Campinas
Cep: 13084-783

Voluntariado: para a Fundação, o voluntário pode ser de qualquer lugar do país sendo necessário, apenas, ter um computador com acesso à internet, já que o serviço é focado em digitação de nota fiscal paulista.
Interessados: (19) 3289-2818
secretaria@fsdown.org.br
Contatos: Eliana, Amanda e Ana

E, no Rio de Janeiro, conforme a matéria impressa, podemos citar os seguintes parceiros nessa luta diária por superação:

APAE – 3978-8800 / www.apaerio.org.br
Ateliê Espaço Terapêutico – 2539-8171 / atelieespacoterapeutico.com
Beleza em todas as suas formas – www.belezaprojeto.org
Imagens do Povo – 3105-4599 (ramal 207) / www.imagensdopovo.org.br
Meta Social – www.metasocial.org.br
Movimento Down – www.movimentodown.org.br

Um mergulho na história do Brasil

A transformação da casa e a dona, Merced, mulher de sorte

FOTO_ARTHUR MOURA

Ana Maria de la Merced Gonzalez Gaña Guimarães dos Anjos é carioca, filha de pai português e mãe espanhola. É casada, tem três filhas,uma neta e um neto, e mora no Santo Cristo. No princípio não gostava muito de morar lá, achava o lugar feio, velho e sujo. Mas depois do que aconteceu ao reformar sua casa ela passou a adorar o bairro, e mergulhou de cabeça na história do Brasil. Figura principal de um acontecimento incrível que daria um ótimo roteiro de filme, aliás, Merced me contou o que aconteceu com ela e o marido ao comprarem a casa onde moram atualmente, na rua Pedro Ernesto.

Jovens cariocas, que cidade vocês querem herdar?


Temos assistido a grandes manifestações populares contra a corrupção, a favor do respeito às leis, pela dignidade dos trabalhadores, por justiça social e correta destinação dos recursos públicos. Assistimos nas ruas, ao vivo, ou nos vídeos e fotos disponíveis nos jornais, revistas escritas, faladas ou televisadas, mas principalmente na internet. Jovens entusiastas usam toda sua força física e intelectual em movimentos organizados, através das mídias sociais, buscando alianças e disseminação de ideias que visam uma cidade mais justa em que seus governantes tenham mais respeito ao mais importante ator no cenário de nossa cidade: o cidadão. A favor ou contra suas bandeiras de luta, suas pacatas ou agressivas manifestações, é indiscutivelmente visível um ódio explodindo entre manifestantes e o poder das autoridades que, por meio de forças policiais, dizem organizar, mas reprimem com violência as manifestações. Onde vai dar não sabemos, mas ficar por aqui é que não vai! Que continuem e dentre eles soem vozes como a do jovem da Rocinha que gritou: “não queremos teleférico, queremos saneamento”. O jovem da Rocinha quer saúde, vida, qualidade de vida por seu bairro! O povo do Rio não quer presos políticos!

No meio de tanta informação, tanto discurso, tantas propostas, ficamos nos perguntando o porquê dessa juventude, nossos filhos e netos, não participarem também das discussões que ocorrem em seus espaços de residência, seus bairros. Porque será que não lutam pela herança que seus pais construíram, gerações passadas fundaram e outras conservaram? Em que tipo de espaços urbanos esses jovens sonham viver? Que cidade herdarão? Ainda que sejam bem sucedidos em suas carreiras, ganhem muito dinheiro e possam ter imóveis valiosos e cercados de seguranças, inevitavelmente estarão inseridos em algum bairro.

As associações de bairros no Rio de Janeiro são, em sua maioria, compostas por homens e mulheres que já tiveram filhos e os criaram. São, pelos jovens, chamados de velhos. Muitos têm netos, compraram casas, construíram patrimônios (ainda que não materiais) e bem sabem o que significa qualidade de vida. São os que conhecem os seus “quintais”. E eles, os das associações, quase em maioria, são entusiastas defensores das conquistas de cada fragmento territorial que escolheram para viver. Conhecem o comércio, têm histórias vividas no entorno e são capazes de defender o pedacinho da cidade em que vivem. É desalentador o desprezo das gerações de jovens que assistem impávidos as transformações feitas pelos governos, invasões bárbaras, que têm destruído patrimônios públicos, prédios históricos, reservas florestais, ambientes saudáveis e, com a falsidade discursiva de “modernizar”, matam o amanhã, amanhã este que será o cenário em que jovens e crianças de agora  atuarão como cidadãos cariocas.

Onde estão os jovens herdeiros de nossos bairros, de nossa cidade, para defenderem suas heranças que estão sendo assassinadas pelo consumismo desenfreado, modernidades arquitetônicas “espetaculosas”, parques e florestas destruídas, devastações ambientais irreversíveis, aeroportos e heliportos dentro da cidade, espécies da fauna e flora dizimadas? Que cidade nossos filhos sonham deixar para seus filhos? Que ar vão respirar, que sons vão ouvir, que sonos poderão dormir, em que ruas poderão caminhar, em que parques, florestas ou jardins irão correr, brincar, relaxar?

Nos mais lindos cartões postais da cidade ainda sobrevivem poucas matas, flores, aves, águas, peixes, répteis e mamíferos. Mas tem um, um único ser vivo, que pode usar seu diferencial, a inteligência, para proteger seu habitat: o homem.

Bairros do Rio, todos, sem exceção, não contam com jovens a protegê-los. Que Rio de Janeiro herdarão? Que jovem carioca está preocupado com a ameaça á Urca, um bairro singular, um recanto a ser preservado? Com o Jardim Botânico, que troca suas árvores por prédios imponentes? Com a Gávea, que uma vez residencial, tem se tornado um inferno de barulho, comércio e negócios que só visam o lucro e enriquecimento dos sem herança cidadã? Laranjeiras, um bairro outrora bucólico e aprazível, que se torna um corredor expresso para carros velozes correndo para a morte de mal viver? Copacabana, uma vez princesa, colar que enfeitava o Rio, que perde suas areias para os espetáculos de tudo e bem viver é coisa do passado? Por onde andarão os pés dos jovens de hoje de Santa Tereza que pelo bondinho não lutam e estão perdendo todos os bondes da história deste bairro sem igual? Os moços e moças de Ipanema e Leblon, que estampam com suas belezas as revistas de moda, onde viverão se não lutam por seus pedacinhos de terra carioca?

O Rio é de todos, Zona Sul, Norte, Leste e Oeste, mas seus bairros estão engolidos pelo comando impiedoso de governantes que teimam em cobrir de purpurina os espaços urbanos que tão somente brilharão para a Copa e Olimpíadas. Seus herdeiros, nossos filhos e netos, se hoje jovens, viverão dos retalhos que hão de sobrar de uma das cidades com o mais belo e saudável tecido urbano do país. Que façam suas fantasias de herdeiros com os trapos que restarem, ou lutem por algo que parecem desconher: qualidade de vida! A cidade é nossa, dos cariocas, dos brasileiros. Que sejam expulsos os ilegais posseiros e os governantes que a destroçam por dinheiro! Ocupem, jovens, as calçadas de seus bairros com o viço e cor de sua juventude e não deixem que o dinheiro, a cobiça, a corrupção e ilegalidades destruam os lugares que escolhemos morar. A cidade fundada por Estácio de Sá, tal como ele, está ferida de morte e sangra pelos bueiros manchando nossas praias, rios, baías e mares. E é dessas águas que vocês, jovens cariocas, de qualquer ponto, matarão suas sedes! Sejam blocs coloridos pela cidade que querem herdar maravilhosa!

Desculpe, mas é que…

O médico marcou o procedimento para as 11h, no próprio consultório, por ser uma intervenção muito simples.  Às 11h30 ligou para o consultório pedindo à assistente que se desculpasse comigo, mas é que terminava uma alta para outro paciente no hospital e já estava a caminho. Ao meio-dia a assistente me chamou para me preparar para o procedimento, o médico apareceu às 12h20 para dar um alô e só retornou às 13h, quando então começou a pequena cirurgia, duas horas depois da hora marcada.

A amiga combinou de passar às 15h na esquina da minha casa para irmos ao cinema, mas só apareceu às 15h40. Pediu muitas desculpas pelo atraso, mas é que na última hora recebeu uma ligação de pessoa que não via há muito tempo e achou chato pedir para adiar a conversa. Mas não achou chato me deixar 40 minutos em pé, na calçada, sem me avisar o que se passava. E o filme dançou.

A acupunturista marcou a consulta para as 9h da manhã, a primeira do dia. Chegou às 9h40, pediu desculpas pelo atraso, mas é que tinha adiado a volta de Curitiba da véspera para aquele dia, e se atrasou do aeroporto até o consultório.

Atrasos acontecem e ninguém pode se gabar de nunca ter se atrasado para um compromisso ou ter deixado alguém esperando, sem poder dar notícias.  Mas certos atrasos podem ser evitados.  Se uma consulta é marcada para uma determinada hora, muitas vezes o cliente tem que reestruturar sua agenda para poder chegar na hora e não atrasar as consultas depois dele. Mas se regularmente é atendido uma hora e meia ou duas horas depois, alguma coisa está errada. Seja em consultório ou em salão de beleza, agenda existe pra organizar horários.

Ninguém se atrasa porque gosta (para algumas pessoas, sim, está no sangue), mas quando se torna habitual, deixa de ser um simples atraso para ser falta de educação. Ou de respeito. Ou de consideração. Seja o que for, é uma prática que insiste em não sair de moda. Mas que já podia estar se aposentando para dar lugar a outras: educação, respeito, gentileza e consideração. Simples assim.

Tô voltando pra casa

Depois de 28 anos em São Paulo, ainda amargando as dores de uma separação recente, me vi diante de uma encruzilhada: ou voltava para o Rio de Janeiro para recomeçar a vida na minha cidade natal ou embarcava numa espiral descendente.  Como ainda não rasgo dinheiro, escolhi a primeira opção. Retornei ao bairro onde nasci, à casa que foi de meus avôs paternos. Na mudança, muitas perguntas passavam pela minha cabeça. Como eu encararia a cidade? O que teria mudado? Como seria minha readaptação?

O fato é que a cidade recebe a todos de braços abertos. Fui acolhido pela família e pelos amigos, e esse comportamento caloroso do carioca cria um imenso conforto para a alma. Começou a lua-de-mel do retorno.
Mas não custou muito para que eu notasse que o Rio continuava lindo e com os problemas de sempre. Seria possível que depois de tanto tempo nada tivesse mudado?

Descobri depressa que a Urca, meu bairro, virou point. O Tabajaras, pé-sujo onde os motoristas de ônibus tomavam café e cachaça, se metamorfoseou no Bar Urca, com alguns dos melhores pastéis e empadas da Zona Sul. A tristeza é observar do paredão toda a sujeira na Baia de Guanabara. Dizem que vão limpá-la a tempo para as Olimpíadas. Vamos ver o que acontece.

Enquanto me readaptava ao cotidiano do Rio, constatei como o trânsito havia piorado. É tão ruim quanto o de São Paulo – não se espantem, nem saíam por aí me xingando. A culpa é da geografia. Se a extensão dos engarrafamentos fosse medida no Rio, o número seria assustador. Também aprendi que alguns bairros passaram por uma verdadeira transformação. A Barra, definitivamente, tornou-se um mundo à parte, com características próprias. E o Leblon virou uma espécie de Manhattan carioca, com um despojamento muito peculiar. Anda-se de sandálias havaianas mesmo ao se frequentar um restaurante com pratos individuais a R$ 65. Aliás, é caro comer bem no Rio!
Percebi também mudanças no comportamento do carioca.  Em geral, ele me parece mais cosmopolita, menos preocupado com o próprio umbigo e mais envolvido com os problemas da cidade. Demonstra vontade de cuidar dela, aderindo a um movimento ainda incipiente, ainda meio modismo, mas muito importante.

Foi uma felicidade constatar que os amigos de infância, de bairro, de colégio e até os familiares são pessoas comuns, com suas histórias de dificuldades e superações. A princípio, achei que minha volta seria interpretada como um atestado de fracasso. Eu seria um peixe fora d’água, ao retornar ao Rio em busca de sentimentos, de minhas raízes. Longe disso.  Aprendi que a generosidade nativa é um ingrediente fundamental para a recuperação da alma, do espírito e do corpo. Estou no pedaço para viver momentos felizes ao lado de pessoas que me querem bem. E estou pronto para resgatar parte de um tempo esquecido, mas nunca perdido.

Mauro Giorgi é economista e assina o blog Tudo sobre Tudo (http://mgiorgi06.wordpress.com)

Reforma não tem hora, nem idade

“Estive fora uns dias, numa onda diferente e provei tantas frutas que te deixariam tonta…”* Fui parar longe. Observei, absorvi, fantasiei. Alimentei-me de hábitos, línguas e dialetos, perambulei em becos entorpecida pelo desconhecido. Comemorei a preciosa privacidade em esquinas comumente compartilhadas com estranhos.

Uma carioca que adota sua cidade


texto_LILIBETH CARDOZO

Ela é miúda, ágil e apaixonada pela cidade. Neide, 59 anos, mora em Copacabana e é uma vendedora de doces e há mais 20 anos vem adoçando os passantes da esquina carioca da rua General Dionísio com Voluntários da Pátria, no Humaitá

O desafio de escolas e profissionais da área na busca do uso da tecnologia para atualizar o processo de aprendizagem e estimular o desenvolvimento dos alunos

Texto_Fred Pacífico
Fotos_Arthur Moura

A informação está ao alcance de todas as pessoas. Mais precisamente na mão de todos, através de seus smartphones, tablets e computadores portáteis. Uma realidade cada vez mais comum nos diversos ambientes sociais existentes. Por isso mesmo, não poderia ser diferente em nossas escolas.

As Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) estão presentes em todos os lugares de nossa sociedade. Principalmente na vida das novas gerações, seja em suas próprias casas, lan houses ou aparelhos celulares. Essa transformação impõe um novo paradigma aos educadores e instituições de ensino de todo o mundo. Cada vez mais é preciso integrar o conteúdo à tecnologia, e capacitar melhor os professores. Os educadores vêm buscando repensar as estratégias de aprendizagem e ensino, assim como a forma que os próprios profissionais, instituições e alunos se relacionam com esses aparelhos e suas possibilidades.

Se a década de 1990 foi marcada pela preocupação e inserção gradativa dos laboratórios de informática na escolas, os aparelhos, atualmente, são trazidos pelos próprios alunos, em suas bolsas e bolsos. “Da parte das escolas, mais importante do que a aquisição de aparelhagem física é o investimento em infraestrutura dos espaços e a capacitação dos professores. Essa é uma tendência mundial e, gradativamente, a mentalidade das instituições de ensino vem mudando sobre as TICs na educação e seu caráter transdisciplinar. Existe uma busca pela melhoria da qualidade do encontro que acontece em sala de aula e as tecnologias podem potencializar a aproximação da escola à vida dos estudantes”, explica Mônica Araújo, professora de tecnologia e artes digitais da Escola Americana do Rio de Janeiro (EARJ), localizada na Gávea.
A especialista explica que a instituição vem alterando a forma de lidar com as TICs em suas dependências e, nos últimos anos, passou a disponibilizar rede sem fio em todo ambiente da escola. Conteúdo pedagógico, trabalhos realizados e materiais de apoio estão disponíveis online, podendo ser acessados pelos estudantes, professores e responsáveis. Os alunos são incentivados a trazerem seus próprios computadores, recebendo no início do ano letivo, inclusive, uma sugestão das especificações mínimas necessárias nos portáteis para que sejam utilizados como ferramenta durante as aulas.

A prática tem sido bem recebida pelos alunos. “Estudo aqui desde os três anos e acompanhei toda essa mudança da escola. Ter acesso wifi e poder pesquisar online é maravilhoso. Meus livros e cadernos estão dentro do meu computador agora. Meus conteúdos estão na nuvem e podem ser acessados de qualquer lugar. Até minha mochila está mais leve. Acredito que a escola, finalmente, se atualizou para acompanhar os novos tempos. Toda nossa vida passa pelo online. Então, porque a escola vai ficar de fora?”, diz a estudante do último ano do ensino médio, Cristina Fraga.

A função do educador

Para a professora Mônica, a transformação que a escola vem passando nos últimos anos é muito positiva. “As novas tecnologias possibilitam que os professores voltem a sua função original, a de orientadores na construção do conhecimento de seus alunos. A informação está disponível para todos atualmente, o que é preciso é quem oriente o acesso e o desenvolvimento do aprendizado dos estudantes, sabendo aproveitar as potencialidades existentes. O aluno desta geração é ativo e se sente aliviado ao ver as TICs integradas ao seu processo de aprendizado. Acabou o tempo da educação ‘bancária’, conceituada por Paulo Freire. A tecnologia possibilita a educação ‘problematizadora’. Agora aprendem tanto o professor, quanto o aluno, e isso é muito saudável. É um caminho sem volta”, diz.
Não se engane pensando que essa é uma realidade somente das redes particulares de ensino. Muito pelo contrário. Tanto escolas públicas, quanto as privadas vivem juntas esse momento de transformação, experimentando e construindo novos caminhos com muita pesquisa e troca de informação.

As novas tecnologias possibilitam que os professores voltem a sua função original, a de orientadores na construção do conhecimento de seus alunos”
Mônica Araújo, professora de tecnologia e artes digitais da Escola Americana

Novas possibilidades

Abraçada pela generosa Mata Atlântica, quase no topo das encostas do Alto Gávea e da Rocinha, bem em frente à Escola Americana, fica a Escola Municipal André Urânio, em um prédio totalmente repensado e adaptado para receber o Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais, conhecido por Projeto Gente (gente.rioeduca.net).
A instituição se apropria totalmente das novas tecnologias educacionais e experimenta um novo modelo de escola, sem, com isso, abandonar as disciplinas essenciais. Todas as habilidades, temas, competências e conteúdos são desenvolvidos em 32 aulas digitais, divididas ao longo do ano letivo e baseadas nas orientações curriculares da Secretaria Municipal de Educação (SME-RJ). Focando em repensar o que é atualmente a escola como instituição de ensino e a dinâmica de aprendizado, as TICs se inserem como ferramentas principais nesse processo que vem acontecendo no Projeto Gente. Na escola os laptops, smartphones e tablets também são parte essencial do material escolar do corpo docente e dos alunos, que estão no centro do desenvolvimento da aprendizagem.

Segundo a coordenadora do projeto, Alice Ribeiro, a escola trabalha com um currículo expandido e com processos de aprendizagem personalizados, focando em novas metodologias educacionais. “Atualmente atendemos 180 estudantes que, ao entrarem, recebem um laptop e passam por uma avaliação diagnóstica na qual buscamos identificar deficiências de aprendizagem, cognitivas e socioeducacionais. Criamos com isso um mapa com uma lista de competências e habilidades que os alunos tanto já possuem, quanto ainda precisam desenvolver. Além disso, na entrevista buscamos identificar quais os interesses e sonhos daquele indivíduo, para auxiliarmos na construção de um projeto de vida”, explica.

Potencializando um projeto de vida

Feito o diagnóstico individual, os alunos recebem um itinerário informativo próprio, voltado para suas características, interesses e individualidade. Nele constam as atividades da Educopédia (educopedia.com.br) que cobrem cada habilidade – uma plataforma online colaborativa com aulas criadas e revisadas por professores da rede municipal de ensino. As avaliações também acontecem online, por meio da chamada Máquina de Testes, um sistema de avaliação digital com questões criadas por mais de 100 professores municipais. Os alunos passam pelo sistema regularmente, quando encerram suas atividades na Educopédia, e bimestralmente, como avaliação de desempenho.

Projeto Gente: na biblioteca, livros e gadgets convivem em harmonia em prol do aprendizado; abaixo, professor orienta aluna em aula do projeto

Você deve estar se perguntando “E o professor?”. Bem, Alice explica que “os professores do projeto recebem cursos de capacitação e educação continuada para atuarem como mentores dos alunos, que são divididos em grupos de 18 e ficam sob a tutela de um professor mentor. Esse professor mentor, além de auxiliar os estudantes e acompanhá-los nas aulas práticas que acontecem uma vez por semana, também procura encaminhá-los para algumas das disciplinas eletivas existentes, auxiliando na construção e evolução do projeto de vida de cada aluno”.
Língua Estrangeira, Educação Física e Artes compõem as aulas presenciais obrigatórias. Dentre algumas das disciplinas eletivas oferecidas estão: robótica e mecatrônica; Inteligência Artificial (curso da Universidade de Stanford); programação básica; webdesign; etc.

Período de transição

Tais exemplos são iniciativas e experimentações novas. Ainda há muita estrada para se percorrer até que as TICs estejam realmente integradas aos sistemas pedagógicos de nossas escolas públicas e privadas. O Colégio pH, em Botafogo, também vem, aos poucos, procurando adaptar-se a nova realidade.

Na visão de Rui Gomes de Sá, diretor de ensino do pH, o futuro será um meio termo. “Haverá uma mescla e adaptação dos modelos tradicionais para que os benefícios e potencialidades introduzidas pelas TICs sejam fortalecedores do processo de aprendizagem. Nenhum colégio atualmente pode deixar de pensar nisso. As aulas tornam-se muito mais dinâmicas, atraentes e visualmente interessantes aos alunos. Prendem sua atenção, pois falam a mesma linguagem”, opina.

O colégio já disponibiliza algumas funcionalidades como material didático, através de uma intranet e de aplicativos específicos. Além de estar presente e procurar estabelecer comunicação com alunos e familiares através das redes sociais mais utilizadas e interessantes para os estudantes, como a ask.fm, uma rede social na qual os usuários recebem perguntas de outros usuários em uma caixa de entrada, de onde podem escolher entre respondê-las ou excluí-las. “A ask.fm tem sido muito aceita para a interação entre alunos e professores, que podem rapidamente sanar dúvidas que surjam durante seus estudos”, diz. Segundo o diretor, o próximo investimento do colégio será a estruturação de uma rede wifi que atenda todas as dependências comuns da instituição. “Pretendemos que, nos próximos anos, os alunos já possam utilizar seus aparelhos móveis de forma integrada com o programa do professor em nosso colégio”.

Uma longa estrada

Lógico que nem tudo ainda são flores. Os paradigmas da educação estão em xeque. As novas gerações de estudantes não têm mais os professores como os grandes e únicos detentores do conhecimento. Uma informação no antigo quadro negro pode, cada vez mais, ser complementada pelos próprios alunos, quando não, questionada totalmente. Situação que, vale ressaltar, assusta muito educadores mais ortodoxos. Temor muitas vezes causado pelo desconhecimento ou falta de preparação adequada para inserção das TICs como ferramentas pedagógicas nas dinâmicas educacionais.

Para a coordenadora de educação da Unesco no Brasil,  Maria Rebeca Otero Gomes, mais importante do que proporcionar o acesso aos aparelhos em si, é ofertar capacitação e treinamentos apropriados aos educadores. “É uma recomendação da Unesco que os gestores se atentem para a utilização das tecnologias móveis e as aprimorem, integrando-as como parte do projeto pedagógico. É importante a atenção das instituições de ensino para a expansão dessas tecnologias na educação formal, dentro das escolas, como continuidade das salas de aula, e possibilidades de educação não formal, como em programas de alfabetização, no meio rural, dentre outras capacidades”, diz.

Segundo Rebeca, a utilização das TICs integradas aos projetos pedagógicos é a melhor maneira de se estabelecer uma ponte com essa nova geração de estudantes. “Vivemos em um mundo em transformação, cada vez mais globalizado. Os ritmos são outros, que influenciam, inclusive, a própria velocidade e forma de construção do conhecimento. É bastante interessante que os professores possam usar as tecnologias para o bem da educação. Os alunos reconhecem bem essas linguagens e temos que adaptar essas escolas para utilizá-las nas salas de aula. Redes sociais podem ser usadas para realização de dever, discussões, é uma linguagem que funciona muito bem. Não deve ser proibido, deve ser orientado”, afirma.

“Estudo aqui desde os três anos e acompanhei toda essa mudança da escola. Ter acesso wifi e poder pesquisar online é maravilhoso. Meus livros e cadernos estão dentro do meu computador agora.
Cristina Fraga, estudante

Se bem utilizadas, as TICs permitem que a aula se prolongue e o universo virtual seja uma extensão da escola. “Os professores deveriam ter condição de tempo e recurso financeiro para se preparar e terem seus próprios equipamentos como ferramentas de trabalho, além de formação, que é muito importante para os professores estarem preparados para lidar com a demanda desses novos alunos. Acontece que o sistema ainda é conservador, demora a se adaptar. Quando chega a um determinado padrão, é bem possível que já  esteja obsoleto”, avalia a coordenadora.

De acordo com último TIC Educação, pesquisa realizada, em 2012, pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) sobre o “Uso das Tecnologias da Informação e da Comunicação no Brasil”, 97% das escolas privadas e 89% das públicas do país, possuem conexão à internet em suas dependências. As redes sem fio também estão presentes, representando 73% e 57% da disponibilidade, respectivamente. Mesmo assim, o último estudo mostra que, por mais que tenha havido um crescimento do número de computadores portáteis também nas escolas públicas, a velocidade da conexão ainda é um limitador para o uso das ferramentas.

Promessa é dívida

Já o MEC e a Secretaria de Estado de Educação (Seeduc-RJ) também estão na corrida para tentar equilibrar a matemática. Segundo a Seeduc-RJ, desde 2008 foram entregues mais de 120 mil aparelhos portáteis a professores e alunos da rede estadual de ensino. A Secretaria afirma que, até o final deste mês de novembro, será finalizada a entrega dos tablets referentes ao programa em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), anunciados em abril e prometidos para ser entregues até o fim de julho deste ano.

Se forem mesmo distribuídos todos os equipamentos ainda este ano como prometido, chegarão à rede estadual 30.540 tablets para professores, 90 para Núcleos de Tecnologia Educacional (NTE) e 700 para unidades escolares. A ideia do Governo do Estado, de acordo com uma matéria publicada no dia  15 de abril deste ano, no próprio site do Governo sobre o programa de distribuição, é que, com os aparelhos, os professores possam acessar os conteúdos pedagógicos disponíveis no site Conexão Professor (www.conexaoprofessor.rj.gov.br) e as escolas tenham kits com projetores que poderão ser conectados aos tablets para a exibição do material nas salas de aula.

Podemos dizer que já será alguma coisa se, junto com tablets e laptops vier também a correta capacitação dos profissionais. Além do investimento em banda larga sem fio nas escolas e da disponibilidade de tempo preciso para que esses educadores possam pensar e estabelecer as estratégias necessárias para inserção das TICs em suas dinâmicas educacionais e programas pedagógicos, conforme a recomendação da Unesco.

Muito a contragosto…

Um dos generais do golpe de 1º de abril de 1964, em posição de sentido…

Sim. Quando aconteceu a generalada de 1º de abril de 1964, eu era assessor de imprensa e relações públicas do IAPB, a previdência dos bancários. Dia 4, telefonema de lá: “O senhor está intimado a comparecer para depor no IPM – Inquérito Policial Militar, acusado de comunista subversivo”. Fui e logo era trancado numa sala aonde já estavam um major, um capitão e um escrivão. Em tom arrogante os dois começaram a inquisição. Assim: “Por que o senhor é comunista? Desde quando? Quem eram seus companheiros? Onde vocês se reuniam? Quanto vocês recebem de Moscou?” Eu, p…. da vida, com a resposta padrão: Não sou comunista, repetida a exaustão no curso do interrogatório imbecil. O escrivão na Olivetti. Mais de duas horas. Irritado, o major deixou a sala e foi para outra, contígua. Ali estavam cinco funcionárias, minhas colegas, preocupadas, todas atentas ao telefonema que o dito militar iria dar. Pelo que captaram, teria sido para o DOI-CODI, ele dizendo ter encerrado o trabalho, e que o depoente, fraco, inofensivo, deveria ser liberado, não era ameaça, o que aconteceu. Bah! Os três se mandaram, mas o cara aqui, em frangalhos, estava demitido A BEM DO SERVIÇO PÚBLICO! Guardo o documento, assinado pelo presidente, Cristóvão Moura, que, encagaçado, logo aderiu ao golpe, cumprimentando os dois gorilas. A chancela é um rabisco ininteligível.

30 de setembro de 2009. Recebo um ofício do Ministério da Justiça, Comissão de Anistia, com pedido de DESCULPAS e a surpreendente informação de uma reparação econômica, segundo a Lei 10.559, de 13 de novembro de 2002. Começou então minha via crucis para receber o tal benefício. Minha sobrinha-neta Claudia e a amiga Juçara, uma no Rio, esta em Brasília, se multiplicam em cartas, e-mails, telefonemas, contatos pessoais na Comissão, correspondência para a presidente Dilma e os ministros da Justiça, o do Lula e o atual, José Eduardo Cardozo – tudo no apelo para a liberação do benefício. Eu constrangido, diante dos esforços em meu favor – já passados 93 anos de idade – despesas com remédios contínuos, e com as duas dedicadas cuidadoras no trato diário à minha disposição. Juçara me fala da sua indignação com a indolência, o descaso dos funcionários com os quais têm tido contato, alguns evasivos, demonstrando negligência, nenhum empenho no trabalho. Quero falar ainda nas despesas, outro item a me preocupar…

Muito a contragosto, uso este Espaço, minha tribuna, para relatar como está sendo incrivelmente difícil chegar às minhas mãos o benefício a mim oferecido pelo governo, numa retratação justa ao sacrifício que me foi imposto pelo golpe. Quatro anos são passados! Agora, espero em Deus receber o que é de meu direito, antes que a morte me leve…

As ilhas Maldivas estão desapar…

Enquanto no Paquistão um terremoto fez surgir uma ilha de terra e rocha, ali mesmo, no Oceano Índico, as ilhas Maldivas começam a sumir, engolidas pelas ondas. De 1900 para cá o nível do mar subiu 17 cm e o derretimento das geleiras nos polos provocará um aumento de 5 cm por ano. Algumas ilhas: Malé, capital, Miladummadulu, Faddifola, Titadummati. Para se garantir, o governo local mandou construir ilhas flutuantes. O arquipélago tem 393 mil habitantes em quase duas mil ilhas. Meu neto, Luiz Maurício, que já surfou em todos os mares, quis ir lá para conferir a coisa in loco. Conta que já foi feita uma tentativa de segurar o aumento do mar com barreiras de areia e cascalho, sem resultado. O governo quer melhorar as comunicações entre os ilhéus mais ameaçados por eventos externos, Maurício – olha ele ai surfando – (ao fundo, uma das ilhas) disse que tudo é verdade. Pôde sentir de perto a preocupação dos habitantes, já acostumados a migrações constantes, na expectativa de como poderá ser a vida em ilhas artificiais. É neste mundo que nós vivemos, sabia? Meu neto sabe…

P.S. No divertissement da edição passada (não tenho pretensões poéticas…) leia-se CONTUNDENTES e não incontudentes, e no finalzinho, leia-se que Celso de Melo detonou COM os embargos infringentes.

 

 

O DIA: “Netos de Pelé vão à Justiça por pensão de R$13.500,00” O Rei foi apanhado em impedimento!

EXTRA: “Romário pensa em se candidatar a governador e diz que há muito político que deveria levar porrada”. Na boca de um parlamentar certas palavras não caem bem, mas…

MENSALÃO: Acaba neste mês o prazo dado aos réus para que entrem com seus embargos infringentes (olha eles aí…) – recurso que poderá dar a 12 dos 25 condenados o direito a novo julgamento”. Estamos a 44 min. do segundo tempo, sem acréscimos…

VEJA: Capa: “Malala, a menina sem medo. Baleada na cabeça pelos radicais islâmicos por que estuda, ela se torna símbolo mundial da luta pela liberdade e pelos direitos da mulher”. Mal deixou a chupeta e já é uma heroína.

GERAL: Arthur Zanetti, 23, campeão olímpico em 2012, é campeão mundial também na Bélgica. Nas argolas, não tem para ninguém! E que venham as Olimpíadas aqui. Brrasil, zil, zil!

SEM CENSURA: Beth Carvalho, com Rildo Hora, Bira do Pandeiro, Carlinho 7 Cordas. Um ano internada. Agenda para receber tanta gente. No hospital teve roda de samba, feijoada e gravou o CD, com capa de Lp, chamado ‘Nosso samba tá na rua’. É Cacique de Ramos e brizolista. Não segue nenhuma religião. Tem fé no ser humano. Toca com a filha. Sempre quer ajudar a quem tem talento. Tem shows programados por todo o Brasil e sua voz está correndo por todo o mundo. Salve a nova Beth, agora, melhor ainda, com dez parafusos na coluna!

EXTRA: “Por não concordar em se transferir para o PRB, da tal de Igreja Universal, Wagner Montes foi castigado. Seu espaço na Record passou para as 6h30min”. O rapaz, com mais de 500 mil votos, foi o mais votado como deputado estadual. O bispo Edir Macedo é mauzinho com quem não é um de seus fiéis!

FOLHA DE S.PAULO: “Trocou o pé pelas mãos. Após o câncer, músico volta a tocar com o implante de dedo do pé na mão”. Frederico Cesar Leite passa a ser o único clarinetista pododáctilo. É isso? Afinei?

FOLHA DE S.PAULO: “Ministro dos Portos, que investiu zero, deixa governo após 9 meses no cargo. Chama-se Leonidas Cristino”. Não chegou a ancorar…

DESTAK: “Copacabana lidera nas multas de lixo nas ruas”. Já não é mais tão Pricesinha do Mar assim…

GERAL: “Dilma: – Estou na fase dos grandes beijos”. No Brasil, entenda-se…

PETRÓLEO: Acompanhei como a Dilma, pela TV, todo o ritual do mega leilão do campo de Libra, 8 a 12 milhões de barris, a maior reserva do mundo, quase o que a Petrobras produziu até aqui. A sesquipedal reserva vai se dividir entre Brasil, China, França e uma anglo-holandesa. Fico com Getúlio: – O petróleo já não é tão nosso assim…

O GLOBO: Corpo de Jango será exumado este mês. Dia 13, em São Borba, RS. O exame não será lá, no mesmo estado que perseguiu o presidente. Vai ser no exterior, por técnicos e peritos argentinos, uruguaios e cubanos. A ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que a responsabilidade é dos generais ditadores. Jango foi assassinado!

 

Teoria das probabilidades

Zezinho botou na cabeça que era ruim em Matemática. Não conseguia de jeito maneira entender essa tal teoria das probabilidades. Definir todas as possibilidades de um evento acontecer antes da hora chegar.

Na segunda, no dia de mostrar o dever, Zezinho pensou na probabilidade da tia perguntar o resultado do problema e acabou não indo à aula.
Se passasse pela cozinha, sua mãe poderia perguntar se ele não tinha aula, havia essa probabilidade. Zezinho preferiu ficar no quarto. De lá ouviu ela gritar ao telefone. Poderia estar chateada com ele, pensou. Havia essa possibilidade. E havia a chance de cruzar com ela no corredor. Melhor ficar no quarto, pensou. E se ela batesse na porta do quarto? Melhor se esconder no armário. Mas Zezé, a babá da casa, certamente guardaria suas roupas ali. Mal o menino sabia que aquilo que fazia era Matemática.

Zezinho pensou que tanta coisa poderia acontecer que nada fez. Nem tentou resolver o tal problema, como é que era mesmo: “Qual a probabilidade de uma soma dos dois dados ser maior que doze?”.

Por mais nada que Zezinho havia feito, o novo dia se fez. Na escola, não aguentou a curiosidade e perguntou ao melhor amigo se a tia tinha resolvido o problema. Ele disse que ela havia faltado.

Nenhuma soma de dois dados dava mais do que doze. A resposta do problema era impossível. Que nem a impossibilidade que Zezinho criava.

Algumas expressões…

Volta e meia me perguntam sobre o significado de expressões parecidas que causam dúvida na utilização. Outro dia foi a vez de eu ter que explicar a diferença entre “a princípio” e “em princípio”. Decidi escrever sobre alguns pares de expressões que vez ou outra nos assombram!

Instante Fugaz

Ontem matei mais um.
Não ver, não ouvir, não tocar.
Por isso eu mato
pessoas que continuam vivas.
Algumas “coisas”
não me interessam.
Entre vivos e sem “mortos”
vou levando a minha vida.
Que é curta.

Pensamentos Pró-fundos

-Entre tantas dúvidas
uma pequena certeza
me faria bem.
-Vou para Saturno
me enamorar
na lua cheia.
-Dor no peito
é problema no coração.
Enfarto ou paixão.
-Me perdi em sonhos
e acordei pela metade.
-Costuro panos e palavras.
-Um pequeno momento liberto
é uma eternidade.
-A alma sofre
com a estupidez humana.
-Tranquei um segredo
a sete chaves
e perdi uma.

 

Poeta Convidado

Eduardo Piereck de Sá

Nau Desperta

Navegantes
desta nau desperta
toma para ti
o leme da verdade
e adentra os mares
revoltos, instáveis
desta flagrante
realidade.
Põe-te à parte
dos sabores
há muito
conhecidos.
Distrata o acordo
com este mar morto
e desata-te por àguas
fluidas
desprovidas de toda
falta de liberdade
em navegar.
Põe-te a atracar
em portos longínquos
afastados de tuas
vivências soterradas.

Clima bucólico, com toda a estrutura

Igreja Nossa Senhora da Glória
Largo do Machado

Catete, Largo do Machado, Laranjeiras, Cosme Velho

texto_Juliana Alves
FOTO_Arthur Moura

Como bom carioca, a Folha sempre aborda o Rio de Janeiro de diferentes maneiras. E a partir deste mês nossas páginas farão um passeio pelos bairros dessa cidade que tanto amamos para conhecer um pouco mais cada pedacinhos, através de pessoas que escolheram viver “ali”. Foi difícil decidir quais seriam os primeiros passos em meio aos charmosos 1.260 km² (aproximadamente) que nos tornam a segunda maior metrópole do Brasil, e então escolhemos as redondezas de onde quase tudo começou.

Novelas de Vereza flertam com o realismo fantástico

Vários narradores à beira da oralidade

Noveleletas, de João Paulo Vereza (Ed. Record, 191 páginas) é um livro composto por cinco pequenas novelas, todas ambientadas longe dos grandes centros, em flerte com um regionalismo inusitado e quase atemporal. As histórias apresentam personagens telúricos e sonhadores, não deixando de lado a relação de poder entre proprietário e empregados nem a religiosidade do homem do povo. Ao mesmo tempo, os textos transitam em meio ao que se costumou chamar de realismo fantástico, provocando desfechos em aberto, que torcem o trágico na direção de possíveis finais felizes.

A primeira história, “O trem nascente”, começa com uma cantiga, que retorna e se interpõe aos vários trechos da narrativa, como uma espécie de ciranda. Tal estratégia alivia os momentos de tensão e desvia de modo inteligente o foco do enredo a outros segmentos, revelando e ampliando fatos que pouco a pouco tornam o leitor prisioneiro do texto. A primeira parte, em forma de um falso diálogo (apenas um dos personagens fala e pressupõe a escuta de outro), apresenta um morador do lugarejo tentando negar informações a um recém-chegado que pergunta sobre o Almirante, uma espécie de mandachuva local. Mas este narrador, com o intuito inicial de nada falar sobre tal personagem, elogia-o tanto que acaba produzindo um efeito contrário: deixa à mostra toda a crueldade do “senhor”. Esse foco não é, no entanto, o que há de maior na novela, mas sim a habilidade do autor em transitar por vários tipos de narração, partindo da fala de personagens, poemas, monólogo interior e narrativa em terceira pessoa.

O mistério da “Barra Pequena” é a segunda novela e, talvez, a mais pungente. Inicia-se em forma de diálogo entre um pescador e seu Vianna, o proprietário local, dono de terras e de quase todo o comércio da pequena cidade. Uma vez que chega sem os peixes, o pescador é acusado de bebedeira. Mas este teria testemunhado a aparição de um monstro no mar, que lhe teria roubado todos os peixes. Entrega um bilhete onde está escrito “Deutilande”, palavra a princípio misteriosa, mas que depois revelará grande parte da violência que a narrativa comporta. A seguir a história passa a ser narrada por um jovem órfão de mãe, cujo pai é alcóolico e violento. O aparecimento de um padre, homem de intensa alegria, mudará o destino desse rapaz. O religioso contrasta a todos os princípios severos da Igreja, assinala o prazer como realização máxima e afirma que o ser humano já não carrega o pecado, mas, ao contrário, tem todas as possibilidades, desde que saiba apreciar tudo que a vida lhe tem a oferecer. A narrativa empreendida pelo garoto soa plena de desejos e descobertas. Na verdade, torna-se quase um pequeno romance de formação. Primeiro é o amor pela menina Laura, depois, vendo-se só devido ao desaparecimento do pai, apega-se ao irmão mais velho. Mas esse quer ser soldado e parte para a guerra. A Segunda Guerra Mundial. Por isso a pungência da história. Quase totalmente desamparado, com apenas a figura do padre a lhe insuflar que todo homem é responsável pelo seu destino, esse narrador quer descobrir o mundo. No final, novamente o desfecho em aberto e a presença do realismo mágico amenizam e proporcionam a nós, leitores, alguma esperança, em meio a uma narrativa de conflito e solidão.

“A maçã do Chorume” é um conto protagonizado por um cachorro que já tomou parte da primeira novela. Aqui, o cão aparece sozinho e faminto, anda pelas ruas da pequena cidade num dia de festa de santo, está em busca do que comer e acaba por se fixar numa maçã do amor. Mas Chorume, nas suas travessuras para surrupiar o doce alimento, acaba por provocar um incêndio. Daí em diante, começa uma intensa correria para capturá-lo. Mas o que sobressai, entretanto, é a solidão humana, agora sob o ponto de vista de um animal.

A quarta história, toda em versos, “Canção de Mané Cotó”, traz à tona a violência da colonização portuguesa na sua impetuosa busca pelo ouro no Brasil. O conto parte do ponto de vista de um menino negro, escravo fugido que esconde uma pepita de ouro. Mas ele se defronta com Dom Moncorvo, um emissário que está em busca de indícios de ouro na colônia. O menino é o ladrão, mas não deixa de ajeitar as coisas para o nobre português. De acréscimo há a presença de escravos e mais escravos, soldados e índios, todos a serviço da Coroa.

Percorrendo as diversas narrativas desse simpático livro não é difícil detectar a filiação literária de Vereza ao universo ficcional de Guimarães Rosa. Mas não se trata de imitação, o motivo e as questões apresentadas pelas histórias remetem o leitor nesta direção.

Sem pressa

Manoel de Barros, no poema “Andarilho”, do “Livro sobre nada” (Poesia Completa, Editora Leya), afirma categórico: “andando devagar eu atraso o final do dia”. Para quem não sabe o que é poesia, poesia é essa rasteira no senso comum, é esse dano irreparável na lógica que comanda nossa vidinha miserável.

Certa vez batia perna com meu primo Bosco pelas ruas da Vila Madalena, em São Paulo. Ele pediu para eu andar mais devagar; com pernas menores que as minhas, não conseguia me acompanhar. A partir de então, meu ritmo é ditado por passos miúdos, com o que desperdiço minha altura e o alcance potencial de minhas passadas. Devagar, passei a contemplar o mundo. Eu contemplo o mundo.
Já vai um tempo, caminhei por alguns quarteirões atrás de um sujeito que olhou todas as bundas que cruzaram seu caminho. Não desprezou nenhuma. Olhou a de uma moça mignon. A de uma rechonchuda. Torceu o pescoço para contemplar a da jovem. E, igualmente, a da velha, a da negra, a da branca, a da moça manufaturada — a Glória, bairro onde estávamos, é um ponto de travestis. Se eu tivesse pressa, não teria apreciado um tipo desses, feito à medida para ficcionista do meu quilate — meio vagabundo, quero dizer.

Andar devagar, nos dias de hoje, tem muitos inconvenientes. O mundo está acelerado. Uns ultrapassam outros — sejamos sinceros: o objetivo é ultrapassar os outros. Aos que não estamos totalmente isentos do espírito competitivo resta lastimar ficar pra trás. (Lastimar, lastimamos, acelerar o passo, nem pensar.) Em meu primeiro livro, lançado em 1995, há um conto (“A quarta queda”) que esbarra nessa questão, mas, no caso, a competição se dá entre pessoas que se arrastam. A metáfora, arrisco dizer, é esta: mesmo quem perdeu, quem, portanto, se arrasta, ainda guarda uma ilusão de não ser o último, de não ficar na rabeira do mundo. Ser o último seria a derrota definitiva. Não é de hoje que estou olhando o mundo de esguelha. Devagar, e sempre desconfiado.

Outro Manuel (Manuel igual a Manoel, certo?), um amigo, reage do seguinte jeito ao verso de seu xará: os velhos andam devagar para atrasar o final da vida. Matou a pau. A decadência física é menos importante que a mumunha urdida para atrasar o fim absoluto. Manoel de Barros está velho. Adiou, com seu passo de cágado pantaneiro, o fim de muitos dias — dias que engoliram alguns de seus filhos. E, arrastando seu chinelo pela fazenda, estará, agora, postergando a chegada do “seu dia”. Um palpite, não passa de um palpite isso que acabo de dizer. Desconheço Manoel de Barros, e desconhecê-lo não deixa de ser uma forma íntima de chegar a ele. Quem já o leu sabe que não estou lançando mão de uma frase de efeito. Com o poeta é assim mesmo.

Garimpo Cultural

Texto: Juliana Marques Alves

Segredos

Quantos segredos você tem? E quantos segredos de amigos você já ouviu e prometeu não contar? Nesse espetáculo, o público escreve seus segredos anonimamente, deposita os papeis em uma urna e os atores leem cada um em voz alta. As confissões são a própria inspiração para criar cenas que se entrelaçam formando um mosaico de relações e situações humanas e realistas. “Penso em outro homem quando transo com meu marido”, “Já joguei veneno para o cachorro da vizinha”, “Finjo que estou dormindo no metrô para não ceder o lugar a idosos”. Deixe o seu e prepare-se!

Projeto Especial de Verão

O projeto Especial de Verão está repleto de oportunidades para os anunciantes que desejam alcançar o público alvo da Folha Carioca. Nossos leitores são apaixonados pelo Rio, logo, são apaixonados por tudo o que é bom, exatamente como os seus produtos.

Em dezembro, a Vitrine de Natal vai deixar as páginas do impresso com o ar todo especial deste mês tão aguardado, principalmente pelas crianças que ficam à espera do bom velhinho.

 

O Roteiro Boêmio Cultural passará pelos centros boêmios mais diversificados do Rio de Janeiro: Lapa e Santa Teresa.  Nele, estarão dicas dos melhores pontos de encontro em formato de bolso e destacável para que o leitor possa carregá-lo e consultá-lo facilmente! Clique na figura ao lado para conhecê-lo mais!

 

A Vitrine de Verão ficará durante toda a estação.
E os descontos para quem anunciar desde já estão garantidos!

 

 

 

 

 

Acabou? Claro que não! Nesses três meses, faremos matérias sobre praias em lugares paradisíacos como Búzios, Cabo Rio, Arraial do Cabo, Angra dos Reis, Ilha Grande e Parati. Será um verdadeiro passeio pelo Estado, ideal para hotéis, pousadas, restaurantes, lojas, casas noturnas, festas e eventos.  Clique na figura abaixo e conheça mais!

 

Anuncie! São 20.000 exemplares distribuídos gratuitamente, além das publicadas na íntegra no nosso site.

 

Projeto Maré Cheia de Cinema

Desde 2010, o projeto Maré Cheia de Cinema recebe a colaboração de pessoas para continuar investindo em infraestrutura de projeção dos filmes, transporte das equipes e dos equipamentos e ajuda de custo para a produção local.

A exibição de suas produções é em tela grande de cinema montada nas areias das praias isoladas de Paraty, um lugar nada convencional para assistir aos filmes. E tudo é totalmente gratuito ao público!

A Associação Cultural Coletivo João do Rio já realizou três edições do projeto Maré Cheia de Cinema na Praia de Ponta Negra, sendo os anos de 2010 e 2013 realizados sem qualquer tipo de patrocínio.

Para ajudar a equipe, existem algumas alternativas que são agradecidas com a exibição dos nomes nos créditos finais dos filmes, no vídeo documentário do projeto, no site, no facebook, fotos autografadas, e por aí vai. Tudo depende do tipo de colaboração que vai de R$ 20,00 até quanto você puder.

Para mais informações, acesse http://catarse.me/pt/MareCheiadeCinemaPraiadoSono

Benefícios das atividades aquáticas nos transtornos do espectro do autismo

A atração que os autistas sentem pela água é inexplicável cientificamente. Numa época pensava-se que esta seria a volta ao útero materno, mas não foi comprovado. O importante é que na água eles se sentem livres, diminuem as estereotipias, que são os movimentos repetitivos e as ecolalias, que são palavras e frases repetitivas. Eles ficam calmos na água, têm percepção espaço-temporal, ao mesmo tempo em que sentem liberdade se sentem seguros num ambiente acolhedor e limitado.

Quais são as suas mais sinceras intenções?

Dezembro. Fim de ano. Natal. Tenho tanto a desejar, pra mim e pra você. Tenho tanto pra te contar… Quais são as suas intenções para com 2014? O calendário insiste em correr com os dias e a generosa Copacabana já prepara a festa da passagem. Receberá os cariocas e seus amigos com fogos de artifício, música e cores, anunciando a chegada do Ano Novo. Réveillon: derivada da palavra réveiller, quer dizer despertar. Está se aproximando o despertar de mais um grande ano, pre-pa-ra!

Pensando alto

No agora há muitos tempos. Enquanto alguns transitam na mais sofisticada banda de internet, outros não chegaram sequer ao telefone ou à luz elétrica. Enquanto a indústria diz estar pronta para oferecer roupas íntimas que não deixam escapar o pior de nossos cheiros, o esgoto ainda é uma realidade de poucos.

Vivendo e aprendendo

Se coincidências existem não sei. Alguns dizem que sim, outros dizem que não, que o nome é sincronicidade. Enfim, estava eu no armarinho da minha amiga Dó, aliás, o último armarinho do Leblon, quando parei para prestar atenção na conversa de uma moça. Ela falava algo que eu nunca tinha ouvido antes, e olha que eu sou (como diz a minha filha) “cascuda”. Fiquei curiosa, é claro, e me meti na conversa. Por fim já tínhamos até amigos em comum. Peguei o telefone dela, fiquei de visitá-la um dia. Fui.

Salvas aos cidadãos paraguaios!

É isso mesmo, parabéns aos cidadãos paraguaios que, sem confrontos e sem quebradeiras, rapidamente conseguiram reverter uma decisão que dava imunidade a parlamentares suspeitos de corrupção. Temos muito que aprender com nossos vizinhos paraguaios.

10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos:

Sem direito a comemorações

Colunista convidada | Luiza Miriam Ribeiro Martins

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos do Homem.

Em 10 de dezembro de 1948, a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos. O documento proclama “o ideal comum a ser atingido por todos os povos e todas as nações, com o objetivo de que cada indivíduo e cada órgão da sociedade, tendo sempre em mente esta Declaração, se esforce, através do ensino e da educação, por promover o respeito a esses direitos e liberdades…”. Essa declaração foi assinada por 58 Estados. E, em 1950, a ONU estabeleceu que nesta data, seria celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Fim de ano de bem com a balança

É possível sobreviver às confraternizações e festas de família equilibrando o prazer de comer com o controle das calorias.

Texto: Fred Pacífico

Dezembro vai se aproximando do fim e, junto ao novo ano que chega, um enorme número de festas e confraternizações ocupam nossas agendas. É festa da empresa, encontros com os amigos, reuniões familiares, ceia de N’atal, final do ano, ufa… Festas regadas, diga-se de passagem, a incontáveis delícias e muita abundância.

Pode vir quente, de novo…

Acontece de maneira silenciosa. Não há senha, mas todos reconhecem a mudança sutil e reagem quase ao mesmo tempo. No Rio, a primavera é a antessala, a mais curta das estações. À medida que os termômetros começarem a acreditar que os 30 graus são seu “ponto zero”, o verão invade a cidade e modifica o comportamento do mais desatento de seus moradores. É como se estalassem os dedos lá no céu e toda paisagem ganhasse novas cores, cheiros, significados. Viramos o centro do mundo, um lugar onde tudo pode acontecer.

Boa de ouvido

Agnalda tinha uma mania de respeitar seu coração. Sempre que o bandido falava para olhar ali, ela olhava. Ai dela se questionasse. Podia ser a rainha da Inglaterra passando que ela não arredava o pé dali.
E tanta coisa boa passava pela moça, era gente para conversar no balcão de padaria, mas a cabeça continuava mirando o que o coração mandou. Até o arco-íris do outro lado surgia. Mas a íris de Agnalda ficava cinza quando não mirava o que coração mandou.

What a wonderful world!

Em dois Natais passados (e eu já vou para o meu 94ª), sugeri a Rosamarie, que em seu programa na Rádio Imperial, Petrópolis, em vez de colocar melodias tradicionais (Noite Feliz e etc), inovasse, com a bela composição de Bob Thiele, George David Weiss e Robert Thiele Jr., What a wonderful World, na voz de Lois Armstrong. Foi o que ela fez em sua mensagem original, com o agrado de muitos ouvintes. Ao fim do canto, Rosemarie declamava para o público, em tradução livre, direta, não integrada à melodia, uma síntese dos versos, identificando assim o que fora interpretado pelo famoso cantor-trompetista americano.

Paixão pela dança faz escola

Texto_Juliana Marques Alves

Dançar, manter o corpo em forma e a mente em ordem. Encantar-se pelo que faz bem aconteceu com Maria Elizabeth Turetta de Azevedo, fundadora do Espaço Étnico de Dança, no Irajá: “Sempre gostei. Comecei ainda pequena com balé moderno, jazz e sapateado, e depois me apaixonei por outras modalidades”.

E sua paixão transformou-se em profissão: “Abri o Espaço Étnico de Dança em 2010 e, além da prática, ensino a história de cada modalidade. Uma vez por mês, discutimos o conteúdo das apostilas distribuídas e todos são avaliados através de provas”. A idade mínima para fazer parte da escola é de nove anos e os homens também são muito bem-vindos, apesar de ainda serem poucos os que se dedicam a essa arte.

Músicas e figurinos específicos compõem as danças espanhola, do ventre, cigana e tribal, folclore árabe, bollywood, entre outras, e ainda a dança mix, uma fusão de estilos inspirada pela música. Quem assiste às apresentações também aprende um pouco sobre cada uma com as breves explicações que antecedem a entrada dos alunos. “A dança é minha filosofia de vida, meu jeito de ser, e só estou viva devido a essa terapia”.

Escola: Espaço Étnico de Dança
Rua Cisplatina, 121 – Irajá (prox. a estação Irajá do Metrô)
Informações: 3361-2842

Show de encerramento do ano letivo de 2013 – Espaço Étnico de Danças
Data: 21 de dezembro
Horário: 18h
Preço: R$ 25,00
Endereço: Rua Conde de Bonfim, 451 – Tijuca Tênis Clube

 Na escadaria da Lapa

Elefante

O elenco vive em uma época onde ninguém mais envelhece e não há mortes de causas naturais. A partir dos 25 anos, todos passam a tomar uma pílula e permanecer jovens e com saúde plena por séculos. É um drama familiar que usa essa hipótese como instrumento lúdico para o questionamento do valor da morte e do envelhecimento para o homem atual.
Probástica Cia. de Teatro

Temporada:
21, 22 e 23 de dezembro
Horário: 20h
Preço: R$ 1,99
Endereço: Rua Manoel Carneiro, 12, escadaria do Seláron – Lapa
Sede das Cias – Tel.: (21) 2137-1271

Natal Musical em Cabo Frio 

A banda de Surf-a-billy, Os Carburadores, atacam em Cabo Frio. O trio vai apresentar sua mistura de rockabilly dos anos 50, psychobilly e surf music instrumental dos anos 80, show do seu cd Na Onda do Natal.

Data: 25 de dezembro
Horário: 20h
Preço: 10,00
Endereço: Rua José Bonifácio, 440 – Cabo Frio – RJ – Don Caballero

 

Um verão diferente

Um roteiro para fugir dos lugares comuns e curtir recantos ainda pouco explorados em Búzios e Cabo Frio

Texto: Juliana Marques
Foto: Arthur Moura

Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia, Iguaba Grande, Cabo Frio, Carapebus, Casimiro de Abreu, Macaé, Quissamã, Maricá, Rio das Ostras, Saquarema e Araruama são os 13 municípios que formam a Região dos Lagos, também conhecida como Costa do Sol. Muitos possuem (ou já tiveram) casas de veraneio por lá, conhecem boas pousadas e campings, ou mesmo fizeram bate e volta para comer um bom peixe ou banhar-se nas mais lindas lagoas e praias dessa parte do território fluminense. Nesta edição, a Folha Carioca decidiu explorar duas belezas especiais dos aproximados 2.000 km²: Búzios e Cabo Frio.

A literatura que não deve nada a ninguém

Resenha de “Barba ensopada de sangue”, de Daniel Galera, Companhia das letras, 423 páginas.

Daniel Galera tornou-se um escritor respeitável nos últimos anos. Após três livros de muito boa repercussão (“Até o dia em que o cão morreu”, “Mãos de cavalo” e “Cordilheira”), o autor lançou, em 2012, “Barba ensopada de sangue”, romance extenso, algo incomum entre os autores contemporâneos. O livro é digno de ser lido não apenas pela história narrada, mas pelas questões que apresenta. Galera é um escritor auspicioso para a nossa literatura, porque se revela um autor maduro, que não se deixa levar pelas exigências de mercado.

Um passeio pela Urca

Um bairro que preserva o clima bucólico e as belezas naturais, mas convive com problemas que ameaçam a qualidade de vida

Texto e fotos_Lilibeth Cardozo

Foto Aérea: Arthur Moura

Cariocas (ou não), por diferentes razões, escolheram a Urca, bairro onde nasceu a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, para morar. Sendo pequeno como um berço, o bairro aconchega pouco mais de 7 mil pessoas e parece um povoado no meio da grande metrópole.

O palco principal da música no Rio de Janeiro

O panorama diversificado da Lapa embala os amantes de todos os estilos musicais e faz da região a melhor opção para as noites do verão carioca

TEXTO_Victor Ribeiro

A região central das cidades grandes é tradicionalmente conhecida como área de convergência de pessoas e culturas. No caso do centro do Rio, a região da Lapa foi historicamente se confirmando como um espaço de encontro de artistas, amantes da boa música, profissionais diversos, comerciantes, que a transformaram em um dos polos culturais e turísticos mais conhecidos do mundo. Neste verão não poderia ser diferente: uma extensa programação cultural e a grande diversidade gastronômica da região oferecem tudo para entreter cariocas e turistas de todos os gostos e estilos.

Programação de Verão de Cabo Frio e Búzios

Shows de Fim de Ano em Cabo Frio

Imagem Evento
De 18 De Dezembro De 2013 Até 05 De Janeiro De 2014
De 22:00 Às 23:59
Praia Do Forte

Na Praia do Forte, em Cabo Frio, o ano de 2013 se despede com muitos shows e animação por toda a orla sempre a partir das 22 horas.

As comemorações terão início no dia 27 com a banda SPC. No dia 28 quem sobe ao palco nas areias da Praia do Forte é a cantora sertaneja Paula Fernandes. No dia 29, mais sertanejo: Daniel. No dia 30, o grupo de axé Araketu e o ultimo show do ano com o cantor Thiaguinho que comandará o réveillon, pouco depois da meia-noite.

O mês de janeiro também será recebido com bastante música com a dupla Munhoz e Mariano no dia 1º. O grupo Sambô se apresenta no dia 2. O cantor sertanejo Michel Teló fará o show no dia 3. Já no dia 4, é a vez do grupo O Rappa e para encerrar a comemoração de final de ano em Cabo Frio a cantora Anitta, no dia 5 de janeiro.

Data Horário Local Atração Descrição
27/12/2013 22:00 Praia do Forte SPC com Alexandre Pires SPC com Alexandre Pires
28/12/2013 22:00 Praia do Forte Paula Fernandes Paula Fernandes
29/12/2013 22:00 Praia do Forte Daniel Daniel
30/12/2013 22:00 Praia do Forte Araketu Araketu
31/12/2013 22:00 Praia do Forte Thiaguinho Thiaguinho
01/01/2014 22:00 Praia do Forte Munhoz e Mariano Munhoz e Mariano
02/01/2014 22:00 Praia do Forte Sambô Sambô
03/01/2014 22:00 Praia do Forte Michel Teló Michel Teló
04/01/2014 22:00 Praia do Forte O Rappa O Rappa
05/01/2014 22:00 Praia do Forte Anitta Anitta

Reveillon Privilège Búzios 2014

Festa de ano novo acontece no Fishbone Café em Geribá

O evento open bar conta com vodka, energético, espumante, uísque, cerveja, refrigerante, suco, água, mesa de frios e frutas.

Atrações:
Kolombo (Bélgica)
Ask2Quit
Amanda Chang
Sandro Valente
Leandro Rallo
Felipe Assad

  • Datas: 31 de dezembro
  • Horários: A definir
  • Preços: De R$ 340 a R$ 880

Um pouco mais da Lapa e de Santa Teresa

SALSA E FORRÓ LEVIANO

Quintas, dias 19 e 26/12 – (PRIMEIRO E SEGUNDO ANDAR)

SALSA E FORRÓ LEVIANO
As quintas feiras do Leviano são pra quem gosta de dançar ouvindo muita música de qualidade. A noite começa com um animado baile de salsa no primeiro andar com o grupo Mano a Mano, e depois segue no segundo piso com o Forró Leviano. Os DJ’s Floro (salsa) e Léo Araripe (forró) tocam nos intervalos.
PROGRAMAÇÃO FORRÓ LEVIANO:
Dia 19 – GENNARO (PE) / TRIO ESTOPIM;
Dia 26 – PÉ DE CALÇADA / MENSAGEIROS DO FORRÓ (SP);
Horários:
Salsa: Dj Floro a partir das 21h e banda Mano a Mano às 22h;
Forró: Dj Léo Araripe a partir das 22h e shows às 23h.
Preços: R$ 15 – (Até às 23h) | R$ 20 (Até às 00h) | R$ 25 – (Após às 00h);
ENTRADA SOMENTE EM DINHEIRO
Não recomendado para menores de 18 anos.
Informações: 25075779
C/C: Todos

Feira Rio Antigo

O evento acontece na Rua do Lavradio, entre a Av. Mem de Sá e a Av. Visconde de Rio Branco, entre 10h e 19h. O local, que é um dos famosos redutos da boemia carioca, acorda cedo todo primeiro sábado do mês para um passeio pela memória da cidade, com antiquários, sebos, artesanatos e gastronomia de qualidade.

Realizado pela Associação Polo Novo Rio Antigo há mais de 15 anos, é um dos eventos gratuitos mais prestigiados da cidade, com 20 mil visitantes a cada edição e cerca de 400 expositores.

Nesta edição, o Grupo Scenarium Musical prestará uma homenagem à Emilinha Borba, que completaria 90 anos em 31 de agosto. A apresentação acontece às 14h30, na Praça batizada com o nome cantora, na esquina das ruas do Lavradio e Senado. Às 16h30, no mesmo local, é a vez da apresentação de Marcos Novato e Banda.

Sábado | 21/12/2013 | 10:00
Rua do Lavradio: Rua do Lavradio, s/n, Lapa

 

Programação cultural de Cabo Frio

A Folha Carioca separou para você dicas especiais para curtir um verão diferente em Cabo Frio : teatro, exposições e muita folia alternativa! Agradecemos especialmente a Secretaria de Cultura de Cabo Frio por ter compartilhado essas excelentes informações.

Confira e programe-se!

Teatro

Fulaninha e Dona Coisa

O texto de Noemi Marinho trata, de forma leve e engraçada, a difícil relação entre patroa e empregada. Dona Coisa, uma mulher fina, bem de vida, tem tudo para ser feliz. No entanto, quando fica sem empregada simplesmente enlouquece. Fulaninha é uma moça do interior, daqueles distritos no Brasil onde não se vê nem telefone, órfã, boa índole, não conhece nada da cidade grande até que vem trabalhar na casa de Dona Coisa.

Teatro Municipal de Cabo Frio
Dias 07 e 14 de Fevereiro de 2014
Horário: 21 horas
Classificação : Livre

Contando Ninguém Acredita

O espetáculo mistura stand-up, piadas interpretadas e histórias que contando ninguém acredita através dos tipos compostos por Cláudio Ramos como o bêbado Pudim de cachaça e seu desabafo ao relatar suas desventuras amorosas e Irany a camelô/sacoleira contando suas aventuras durante uma viagem à famosa 25 de Março em São Paulo.

 

Teatro Municipal de Cabo Frio
Dias 09 e 16 de Fevereiro de 2014
Horário: Domingo 21 horas
Classificação: 14 anos

 

Minha Sogra é Um Pitbull 

O espetáculo “Minha Sogra é um Pit Bull” faz parte do Festival de Gargalhadas. Dando vida à personagem título, Cláudio Ramos se desdobra ao viver no palco genro e sogra, numa comédia rica em referências ao cotidiano desta personagem folclórica. Conquistador inveterado, Waldemar conhece Amélia, típica adolescente “assanhada”, num baile de carnaval. Para desespero de Dona Perpétua, mãe de Amélia, o namoro vira uma obsessão e quando pensa em acabar com o relacionamento, é tarde demais: Amélia engravida e para desespero de Dona Perpétua o casamento está marcado. Waldemar vira marido dedicado, fiel e completamente apaixonado pela mulher e pelos filhos. Aí é Amélia que surpreende ao questionar a pasmaceira em que se transformou a vida do casal.

Teatro Municipal de Cabo Frio
Rua Anibal do Vale S/N
Dias 06 e 13 de Fevereiro de 2014
Horário – 21 horas
Classificação etária: 10 anos

Exposição no Forte São Mateus


Peças indígenas artesanais – durante todo o verão

Não deixe de visitar!

Centro Cultural do Forte São Mateus, com a exposição “O Índio na História do Brasil”!

Além da paisagem exuberante, um ótimo reencontro com as nossas origens Tupinambás.

Cabo Frio, 511 anos de história e 398 anos de fundação!

 

 

 Acontece no Museu José de Dome – CHARITAS


* SALÃO NOBRE:

– De 9 a 24 de fevereiro, exposição de pirogravuras em couro, de Glauco Brasil.

* SALÃO LATERAL:

– De 11 de fevereiro a 11 de março, exposição de instrumentos musicais do luthier, Ja Silva.

Um pouco mais sobre o Museu

Prédio antigo e tradicional de Cabo Frio, construído em 1837, abrigou diversas instituições ao longo de sua existência. A denominação “Charitas” provém do fato de, em meados do século XIX, ter funcionado como casa de caridade para crianças abandonadas – a “Casa da Roda” – onde as mesmas eram deixadas para adoção através de uma portinhola giratória que não permitia a visualização de quem as entregasse aos cuidados das Irmãs da Igreja Católica.

Atualmente, o espaço mantém exposições fixas do pintor José de Dome, do fotógrafo pioneiro em Cabo Frio Wolney Teixeira, e outros artistas, além de ser palco de diversas atividades culturais.

Av. Assumpção, 855 – Centro
De terça a domingo – das 14h às 20h

Centro Cultural Anderson Gigabyte

Especial Dia da Amizade
14 de fevereiro – Praça do Jardim
Apresentação do Grupo Teatro Oficena, sarau literário, exposição de artesanato e Desenho e Graffite – Grupo Graffite Tá na Rua

Um pouco mais sobre o Gigabyte

O CCAGB fica no anexo à Sub Prefeitura do Jardim Esperança e seu nome foi escolhido em homenagem ao precursor do movimento Hip Hop na região, o Anderson Giga Byte. A escolha foi feita  a partir de um concurso de redação que selecionou o poeta Alex  Feitosa como vencedor. Além dele, são também fundadores do espaço os artistas Nelson Feitosa e Cristiano Ousado, ambos grafiteiros.

Copacabana: a diversidade mora aqui

Texto_Juliana Alves
Fotos_Arthur Moura

De uma extensa faixa litorânea aterrada, formada por chácaras e sítios, aos altos prédios, com apartamentos de tamanhos bem variados, e hotéis que se espalham desde a orla da sua praia, de mesmo nome, até os bairros de Ipanema, Lagoa e Botafogo, que limitam a região.  Essa foi a grande transformação de Copacabana, o bairro mais popular da Zona Sul Carioca, talvez de todo o país e até do restante do mundo.

Mistura geral

Sucos diferentes para manter-se hidratado e saudável no verão*

As frutas são excelentes fontes de nutrientes e vitaminas, alimentos leves e saborosos que trazem muitos benefícios à saúde. No verão, com as altas temperaturas com que precisamos conviver, incluir sucos na dieta é uma forma de turbinar a alimentação e manter-se sempre hidratado. Que tal então fugir às tradicionais receitas e brincar de misturar cores e sabores? As misturas potencializam as propriedades dos sucos e criam sabores inusitados. As receitas que apresentamos são criações de Leila Cader, do Planet Sucos, em Ipanema, que tem um vasto cardápio de misturas. Pegue seu liquidificador, use somente frutas da estação e misture geral!

Texto_ Vlad Calado
Fotos_ Arthur Moura                                      

4 em 1

 

4 em 1

Evolução do tradicional 3 em 1 (Laranja, Cenoura e Beterraba), este suco ganha cremosidade e um toque diferente no sabor com a entrada da manga.

Espremer o suco de 5 laranjas, bater com a polpa de 1 manga, ½ cenoura e ½ beterraba. Se quiser acrescente gelo durante o processamento.

Bata bem para conseguir uma consistência firme e a cor homogênea. Rico em ferro, vitaminas A e C.

Rendimento: 2 copos

 


Laranja, abacaxi e agrião

Laranja, abacaxi e agrião

Embora pareça estranho para muita gente, o uso de verduras e legumes em sucos rende excelentes receitas, tanto em sabor quanto em nutrientes.

Nesta mistura de suco de laranja com abacaxi, foi acrescentado o agrião, fonte de vitamina C e sais minerais. O agrião é mais rico em ferro que a couve e o espinafre e os talos são ricos em iodo.

Suco de 5 laranjas, 2 rodelas grossas de abacaxi e bata somente com as folhas (sem os talos) do agrião, usando aproximadamente ½ molho da hortaliça.

Rendimento: 2 copos


Melancia, hortelã e gengibre

A melancia é um excelente aliado na hidratação e também é reconhecida pela sua capacidade antioxidante. É muito nutritiva.

Possui açúcar, Beta-caroteno e vitaminas do complexo B e C. Aliada ao hortelã e ao gengibre fica ainda mais refrescante.

Bata um pedaço de melancia de aproximadamente 400 gramas com uma xícara de folhas de hortelã e uma colher de sopa de gengibre em pedaços.

Rendimento: 2 copos.

 

Vênus

Vênus

Sabores cítricos, uma textura bastante consistente e sua bela cor amarela são as características deste suco.Misture a polpa de 1 maracujá, suco de 3 laranjas, 2 rodelas de abacaxi, ½ maçã e uma colher de sopa de gengibre em pedaços.

Bata tudo até obter um suco bem homogêneo. Rico em vitaminas A, B e C, e em minerais como cálcio, ferro e fósforo.

Rendimento: 2 copos.

*Matéria publicada originalmente na revista Indo & Vindo, da Fetranspor

 

Vencendo barreiras sempre

Sabe quando a gente quer entrevistar alguém e acontece de tudo? E-mails não lidos, desencontro de horários, enfim, estava difícil! Mas acabamos conseguindo marcar na minha casa às 19h30min. E então caiu aquela chuva. Aquela, dos raios, que danificou até o dedo do Cristo! Aí eu pensei: ele não vem. Mas às 19h45min tocou o interfone. Já abri a porta com duas toalhas na mão, e sem conhecê-lo pessoalmente fui logo dizendo “Vai direto pro banheiro, tira tudo, se enxuga e vem pra sala”. Foi hilário. E assim começou nossa entrevista, mais descontraída impossível!

Santa Maria, rogai por nós

Quando eu era mocinha, estudante de Sociologia, dividia um apartamentinho com uma amiga. Com rosto de pele lisinha, corpo ágil, cheia de dúvidas, sonhos e muito curiosa, não parava quieta. Arranjei meu primeiro emprego. Dormia naquele quase quartinho, num prédio lindo, todo de mármore cor de rosa, que está lá até hoje. 

Severina Chic Chic, gata-garota

Severina Chic Chic estava sem trabalho previsto para o início do ano, guardou o dinheiro que precisava para manter a casa, as crianças e alguns luxos. Criou seu próprio #projetoverão e planejou o gasto de suas economias a fim de se divertir, ficar ainda mais bela, passear com filhos, amigas e de quebra, namorar. Tudo isso gastando pouco e sem perder o glamour.

Adrenalina por opção

Um giro por alguns dos esportes de aventura no Rio de Janeiro

Texto_Fred Pacífico
Fotos_Arthur Moura

O sol forte do verão convida cariocas e visitantes para programas ao ar livre, perto do mar, das áreas verdes, envoltos  pela generosa natureza de nossa cidade. Os cenários são vários e, para quem procura emoções mais fortes em meio a tanta beleza, o que não falta é opção. Seja nas rochas, matas, no céu ou no mar, o Rio de Janeiro abriga diversas vertentes de esportes radicais ou de aventura. A Folha Carioca percorreu e reuniu para vocês, neste Especial de Verão, vários destinos onde adrenalina e natureza se misturam.

Começando pelas abundantes praias de nosso litoral, o vento abençoa quem dele faz a força de sua prática esportiva. A
zona oeste é uma região repleta de possibilidades para quem quer conhecer e experimentar esportes que envolvem vento. O kitesurf é um bom exemplo e a modalidade tem crescido muito no Rio de Janeiro, nas últimas décadas. Segundo seus praticantes, a orla carioca é um dos melhores lugares do país e do mundo para o esporte criado e patenteado pelos irmãos franceses Dominique e Bruno Legaignoux. O kite é um tipo de pipa inflada de ar, que, com a força do vento, impulsiona a pessoa sobre uma prancha presa a uma espécie de cinto com gancho frontal, onde é fixado um elaborado sistema de linhas e roldanas, chamado cabresto, usadas para controle dos movimentos. Os praticantes conseguem literalmente voar sobre as ondas, em manobras alucinantes, e o kite, por ser infl ado, dá autonomia para o praticante o erguer somente com a ajuda do vento, sem necessitar de auxílio.

A turma do kitesurf se reúne no Posto 2, na praia da Barra da Tijuca, o único local da cidade liberado pela prefeitura para o esporte. Segundo Frajola, kitesurfista e professor da K08 Kite Surf Club, o local é ideal para a prática e tem condição de receber de iniciantes a veteranos com toda segurança necessária. A área serve de sede para a ABK (Associação Brasileira de Kitesurf) e para a ACK (Associação Carioca de Kitesurf) e é também dividida com outros esportes de ação como o windsurf e o surf, mais tradicional e difundido.

O primeiro é uma combinação de prancha e vela que faz o esportista planar sobre a água, possibilitando manobras impulsionadas pelo vento. O windsurf é um dos esportes olímpicos aquáticos e é a modalidade mais praticada no país. É possível aprender e treinar também nas redondezas da Lagoa Marapendi, onde os ventos são mais amenos e as ondulações pequenas. O point é antigo na cidade e de lá saíram alguns dos nossos representantes olímpicos do esporte, como o Ricardo Winick, o “Bimba”. Há no local a Rio Wind (www.riowind.com.br), uma escola de windsurf localizada atrás do condomínio Novo Leblon.

O mar como destino

Já o surf é mais onipresente. Das pedras do Arpoador à Prainha, no Recreio, são vários os pontos possíveis para a prática do esporte. Tal potencialidade atrai surfi stas de todo o mundo e incluem o Rio no Circuito Mundial de Surf da ASP (Association of Surfi ng Professionals). Acontece que, nos últimos anos, as águas têm sido ocupadas também pelos pranchões do stand up paddle, ou SUP. Novas vistas da cidade se apresentam para os praticantes, que remam tranquilos pela orla, lagoas, ilhas e costões. O pessoal do SUP (www.standuppaddlerio.com.br) é encontrado em toda a orla carioca, da Urca e Copacabana ao Pontal, e as pranchas podem ser alugadas por quem deseja ter sua primeira experiência remando.  Quem também acaba indo um pouco mais longe em mar aberto é a turma da canoa havaiana, ou outrigger como também é conhecida, que se aventura até às Ilhas Cagarras no ritmo candente das remadas.

Os destinos dessa turma variam de acordo com as condições marítimas, mas normalmente incluem, além das ilhas
oceânicas, Leblon, Ipanema, Arpoador, e praias de Niterói e da Barra. A Praia da Urca e a Praia Vermelha, na Urca, são
pontos de partida do esporte na cidade, onde se reúne o pessoal do Carioca Va’a Clube (canoahavaianarj.com.br), que
pode ser procurado por quem quiser se aventurar na remada. O mais visto é a prática do esporte em grupo, mas as canoas podem ser tanto individuais, como de dois, quatro ou até seis remadores. Cada remador tem, de acordo com a posição que ocupa na embarcação, funções e responsabilidades distintas. A prática requer sincronia e trabalho em equipe, o que promove integração entre os praticantes.

Sem medo de vertigem

Agora se sua praia não é água, há muitas opções nas alturas. Incrustada na serra do mar, a cidade tem incontáveis  oportunidades para quem gosta de ver o Rio de Janeiro de cima. A escalada é uma delas e são muitas as vias disponíveis. Vias é como são chamados os caminhos já percorridos no esporte e, só na Urca, há mais de 350, juntando as do Morro da Urca, Morro da Babilônia e Pão de Açúcar. Só o famoso ponto turístico possui 50 vias com vistas cinematográficas da cidade. Não é a toa que o estado do Rio é conhecido também como um dos lugares mais propícios do mundo para a prática, que vão desde as vias em outros pontos do estado, como Itatiaia e a Serra dos Órgãos, quanto as existentes dentro do próprio município, como o Corcovado, o Pico da Tijuca e a Pedra da Gávea, no Parque Nacional da Tijuca.

A Pedra da Gávea é, atualmente, junto com o Pão de Açúcar, uma das montanhas mais frequentadas do Rio de Janeiro e talvez do Brasil. Sua via mais famosa é a Passagem dos Olhos, e de lá é possível fazer escaladas também na Pedra Bonita e na Agulhinha da Gávea, além de caminhar até o cume. Há também quem prefira escalar à beira-mar, nas redondezas de Guaratiba, que conta com 120 vias, sendo cinco delas na Prainha. Para quem deseja se aventurar no esporte, há opções  de cursos de escalada em rocha para todos os níveis, do iniciante ao profissional, além de clubes, ginásios e guias que acompanham escaladores em vias mais elaboradas, para aqueles mais experientes.

Segundo Arthur Estevez, dono e instrutor da escola de escalada Cumes (www.cumes.com.br), o carioca está, cada vez mais, descobrindo suas montanhas. “Houve um crescimento significativo do esporte nos últimos dez anos, apesar da prática ser antiga na cidade. Eu não consigo entender como um carioca nunca subiu a Pedra Bonita ou a Pedra da Gávea. Em poucos lugares do mundo você encontra vias tão inacreditáveis como há no Rio. Quase todas as pedras da cidade possuem vias abertas, inclusive as que estão dentro de comunidades, que voltaram a ser visitadas agora, depois das UPPs. Rocinha, Dois Irmãos, Vidigal, Chacrinha, Corte do Canta Galo, Cabritos, dentre muitas outras, voltaram a ser incluídas no roteiro dos escaladores”, conta.

Estevez adverte, a quem se interessar pelo esporte que sempre busque escolas e cursos homologados pela Femerj – Federação de Esportes de Montanha do Estado do Rio de Janeiro – e guias qualificados e credenciados pela Aguiperj – Associação de Guias, Instrutores e Profissionais de Escalada do Estado do Rio de Janeiro, por esta ser a única entidade certificadora de profissionais de escalada e montanhismo no Brasil. “A segurança deve sempre vir em primeiro lugar. Um profissional credenciado e qualificado está apto a zelar pelo bem estar do aluno, além de ter toda condição de dar a assistência em caso de necessidade. Há muitos clubes e grupos de escalada pela cidade. A escalada é um esporte fisicamente exigente, mas qualquer pessoa fisicamente ativa tem condição de fazer. Não precisa ser um super atleta para conseguir, pois o esporte é tão acessível quanto o surf”, diz.

Há também no Rio uma turma que mistura pedras altas com o mar, são os praticante do cliff diving, uma modalidade na qual o aventureiro salta de penhascos dentro d’água. O estado do Rio, inclusive, está no roteiro do Mundial de Saltos de  Penhascos, o Red Bull Cliff Diving (www.redbullcliffdiving.com), programado para acontecer em Niterói em outubro deste ano.

Aventura em família

Foto: Divulgação / Lagoa Aventuras

Para quem procura uma atividade para integrar toda a família que também tenha um  pouco de adrenalina, mas nem tanto, e misture contato com a natureza e vistas deslumbrantes da cidade, o arvorismo do Parque da Catacumba é a opção. Administrado pela Lagoa Aventuras (lagoaaventuras.com.br), as atividades e os circuitos atendem adultos e crianças. Cada atividade possui uma exigência de altura ou idade mínimas, é aconselhável se informar antes pelo site da empresa. O circuito infantil tem 65 metros de comprimento, com cinco obstáculos a dois metros do chão. Já o circuito adulto possui nove obstáculos em seus 120 metros de comprimento, alojados a uma altura de sete metros do chão. Há também no local um muro de escalada de sete metros, que aceita crianças acima de quatro anos. Para os mais  aventureiros, é possível descer uma tirolesa de 75 metros de extensão, de onde avista-se toda a Lagoa Rodrigo de Freitas, ou experimentar descer a Pedra do Urubu de rapel.

O céu é o limite


Há quem prefira tirar os pés do chão para ver a cidade de cima. Para esses o voo livre, de asa-delta ou parapente, são as opções dentre os esportes radicais. O ponto de encontro dos voadores, profissionais ou iniciantes, é a Praia do Pepino,  onde estão localizadas a pista de pouso e a sede do CSCVL – Clube São Conrado de Voo Livre (www.cscvl.com.br). O  primeiro passo para quem quer experimentar o mundo visto do céu é o voo duplo de instrução, através do qual o aluno recebe uma aula básica sobre o equipamento e suas funcionalidades, segurança durante o voo, como pousar, como decolar e sobre meteorologia dentre outros assuntos.

É muito importante se certificar que o instrutor escolhido seja credenciado pelos órgãos responsáveis, como a ABVL
– Associação Brasileira de Voo Livre , e esteja com a habilitação de instrutor de voo duplo em dia. Há diversos instrutores qualificados e opções de escolas pela cidade, que estão listados no site da CSCVL. Não é necessário  experiência para se aventurar no voo duplo e a aventura no céu dura de dez a trinta minutos. Os voadores partem da praia do Pepino para a rampa da Pedra Bonita, localizada a 517 metros de altitude, dentro do Parque Nacional da Tijuca.

A vista é de tirar o fôlego e encher os olhos dos voadores de primeira viagem. Lá há duas rampas de decolagem, uma de
madeira e metal para os voos de asa-delta, e uma natural para as decolagens de parapente. A turista Patrícia Alvarenga, natural de São Paulo, afirma que quem experimenta nunca esquece, quando não se apaixona de vez por voar. “Meu namorado pratica parapente e é um apaixonado. Sempre fui receosa, mas resolvi experimentar voar no Rio, por conta de sempre ter sonhado ver essa cidade do alto. Foi a experiência mais maravilhosa de toda minha vida”, conta.

Ação em velocidade

Diversas precauções precisam ser tomadas para quem se aventura na modalidade. Além dos tradicionais equipamentos  de segurança, como capacete, joelheira e cotoveleira, são necessárias: roupas, coletes e luvas especiais; skates adaptados, com eixo resistente para evitar que balance demais; e rodas de cerâmica, para aguentar o calor da pista sem estourar. Vários brasileiros têm se destacado na modalidade e o carioca Felipe Cobra é um dos expoentes do esporte no país.

Há quem pratique em estradas como a das Paineiras ou nas rodovias que cortam as serras cariocas, mas a opção mais segura na cidade para quem quer conhecer e praticar a modalidade são as ladeiras localizadas atrás do Condomínio Mundo Novo, na Barra da Tijuca, sentido Recreio. São duas ladeiras no local, uma mais íngreme e curta, e outra mais comprida e menos inclinada. Por ser fechada para carros, a via atrai um grande número de praticantes e iniciantes
do esporte.

Seja em terra, na água, ou no ar, aventure-se e acrescente um pouco de adrenalina ao seu verão. Seja experimentando, ou mesmo assistindo aos corajosos, o importante é nunca esquecer a segurança e aproveitar a natureza que faz desta cidade a merecedora do predicado maravilhosa. Aproveitem.

Emoção além das praias

Búzios e Cabo Frio também oferecem práticas de esportes de aventura

Texto_Juliana Marques

Nas areias de Geribá

Foto_Marte Oliveira


Na praia de Geribá, em frente ao Fish Bone e a Pousada Gravatá, a Prefeitura de Búzios, através da Secretaria de Esporte e Lazer, dá uma mãozinha para todos ficarem em boa forma. É o projeto Pratique Búzios Beach – Treinamento Funcional.

Todas as segundas, quartas e sextas, das 07h às 10h, uma equipe de profissionais de Educação Física orienta gratuitamente participantes com idade acima de 14 anos, atletas ou não, na prática de atividades físicas utilizando acessórios como elástico, escadinha, cordas, bolas, cones, discos e hastes, um jeito de trabalhar a musculatura do corpo bem diferente das academias. O projeto é uma criação da Secretaria de Esportes e Lazer de Búzios para o cidadão buziano, e todos os visitantes são bem-vindos. Aproveite para exercitar-se e interagir ainda mais com a cidade!

Pedal em Búzios

Sim! Não deixe sua bicicleta em casa dessa vez! A equipe da Ecobike está pronta para apresentar uma Búzios que você nunca viu. São oito opções de trilhas classificadas por níveis, graus técnicos, distâncias e tempo de percurso. “Pode ser pela prática do ciclismo ou pela busca de diferentes pontos turísticos com visuais mais específicos; todos se encantam”, afirma Giselle Banjar Leal, ciclista profissional e instrutora.

A escolha do seu roteiro pode ser feita antecipadamente por e-mail. Após a solicitação, você recebe informações sobre as trilhas que incluem caminhos totalmente fechados por matas nativas, bichos-preguiça, ouriços do mato, tatus, micos leões dourados, cactos, bromélias, ipês, lagos, passeio pelo Pântano da Malhada, na Reserva de Tauá, localizada em uma área geológica de mais de 520 milhões de anos com grande biodiversidade e muito mais.

Os grupos devem ser de até 10 pessoas (limite estipulado para evitar impacto ambiental) e os passeios duram de duas a cinco horas, dependendo do condicionamento dos participantes. Os guias levam kits de primeiro socorros e de reparos básicos para bicicletas. Recomendações: bermudas de cotton, camisetas leves e claras, protetor solar e repelente. A Ecobike tem a disposição três bicicletas para aluguel e equipamentos de segurança.

Aluguel de bicicleta + guia: R$ 150,00 por pessoa
Passeio com guia: R$ 100,00 por pessoa
Mínimo: 02 pessoas (se for somente uma, o valor será o mesmo de 2 pessoas)

Contato: Giselle Banjar Leal
e-mail: pedal@ecobiketour.com
telefone: (22) 99259 0720 

Por cima de tudo

Se a beleza da cidade encanta por terra, imagine vista de cima? E é da rampa natural do pico mais alto da Serra das Emerências que tudo começa. As condições mais favoráveis para voos acontecem entre novembro e março, e você pode contar também com o transporte de onde estiver (pousada, casa, etc) até a pista de salto. O agendamento precisa ser feito com antecedência mínima de três dias.

Parapente (voo duplo): R$ 300,00

Tênis nos pés e muita disposição

O passeio pela Serra das Emerências dura cerca de três horas e o nível do percurso é considerado leve, sendo viável até para crianças. Além de uma caminhada contemplativa, prepare-se para ter aulas maravilhosas de História e de educação ambiental. Programe seu guia pelo menos um dia antes – grupos de quatro a dez pessoas para evitar o impacto ambiental.

Outra excelente opção é caminhar até o Mangue de Pedra. Localizado na Praia da Gorda, bairro da Rasa, o Mangue é um dos únicos que restam em Búzios e apenas um dos três desse tipo no mundo – os outros dois estão em Recife e no Japão.

Valor: R$ 50,00 por pessoa

Contatos para voos e caminhadas na Serra das Emerências – Búzios
Joni Amaral
Tel.: (22) 99216 9414 e (22) 99815 4755
E-mails: joni.amorim9@gmail.com
núcleo.eco.jg@gmail.com 

ATENÇÃO:
Nunca jogue lixo e fume nas trilhas. Além de poluir, você pode provocar incêndios em época de seca. Recolha seu lixo e preserve o meio ambiente.    

Búzios 360

E aproveite a novidade da cidade: é o Búzios 360º, um aplicativo que disponibiliza um GPS para ajuda-lo a traçar seu roteiro e encontrar pontos turísticos, meios de hospedagem e restaurantes, além de obter informações turísticas em português, inglês e espanhol. Essa ferramenta, primeira com fotos em 360º do País, pode ser baixada, gratuitamente, em um tablet ou smartphone, e também está instalado no totem que fica no Centro de Informações Turísticas, na Praça Santos Dumont

Baixe através do site tourtrips360com (Qr- Code disponível somente no impresso)

Pelo mar


Nesse roteiro, já caminhamos, pedalamos e voamos. Agora é hora de nadar para apreciar as belezas do fundo do mar com a Barracuda Cabo Frio. Além de cursos para formação de mergulhadores com certificado pelo PADI, a equipe oferece o Discover Scuba Diving, um programa de um dia que envolve orientações sobre o uso dos equipamentos e procedimentos de segurança, e mergulho acompanhado pelas ilhas de Cabo Frio. As saídas são diárias, porém é preciso agendar devido ao número limitado de participantes por grupo. E os mergulhadores certificados também podem alugar a saída do barco e os equipamentos para aproveitar a região.
Discover Scuba Diving
Valor: R$ 250,00
Contato: Márcio Bastos
Tel.: (22) 98128 8929
mergulho@barracudacabofrio.com
Costa Azul Iate Clube
Rua José Rodrigues Póvoas, 2 – Gamboa
Cabo Frio – RJ – Brasil

Shakespeare em voga

Texto_Juliana Marques Alves

O espírito de Lady MacBeth, personagem criado por William Shakespeare, pulsa como entidade e inspiração neste ensaio do dramaturgo e diretor Rafael Camargo. Fragmentos de falas reinventadas e textos originais de MacBeth são sobrepostos e desenham o caminho de diferentes proporções e olhares sobre pessoas, escolhas, desejos, natureza e o acaso.

Dona Macbeth
Temporada: Até 23 de fevereiro
Horário: Sexta, sábado e domingo, às 20h
Ingresso: R$ 30,00 (inteira)
Endereço: Avenida Vieira Souto, 176 – Ipanema – Casa de Cultura Laura Alvim – Espaço Rogério Cardoso.

Circo no Circo

A banda Irmãos Brothers Band apresenta seu show musical circense, que mescla números inéditos embalados por um repertório autoral de rock, marchinha e reggae executado ao vivo. Os integrantes da banda se alternam nos instrumentos musicais e nas encenações. Antes do show, não faltarão peripécias em cima do monociclo, malabarismos, acrobacias, mágicas e trapézio. E tudo com muito humor! Haverá campeonato de bambolê do infantil à terceira idade e, se você tiver um, leve-o(recomendação da produção)!

Irmãos Brothers Band

Evento exclusivo: Domingo, 2/02
Horários:
17h – oficinas circenses para todas as idades
18h – performances circenses
18h30 – campeonato de bambolê
19h – Show da Irmãos Brothers Band
Ingresso: antecipado R$20. Na hora R$25.
Endereço: Rua dos Arcos, S/N – Lapa/ RJ – Circo Voador

Como em um tabuleiro

A peça é inspirada em jogos como Detetive ou Scotland Yard, em que os atores são as peças do tabuleiro e os jogadores são os próprios espectadores. A apresentação começa com o mistério “Quem roubou o livro do autor no mundo dos contos e está destruindo as histórias tradicionais?” e os suspeitos são os personagens Rogério Luiz, o quarto porquinho; Chato, o oitavo anão; e Isabela, a irmã da Chapeuzinho Vermelho. A partir daí, a platéia torna-se parte da trama e assume a função de detetive.

Contos Fadados

Temporada: Até 28 de fevereiro
Horário: Quintas e sextas, às 16h
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e
R$ 20,00 (meia)
Local: Av. Dom Hélder Câmara, 5332 – Pilares – Norte Shopping – Teatro Miguel Falabella

Balzac no carnaval

É do livro de Carlos Didier que vou tirando o que me ocorre agora, na lembrança do velho companheiro da Última Hora e grande compositor de carnaval, Nássara. Francisco de Assis Barbosa, nosso colega também de redação, mais tarde eleito para a Academia Brasileira de Letras, movimentava-se para as celebrações do centenário de morte de um dos maiores escritores de todos os tempos, Honoré de Balzac, autor, entre outras obras imortais, de A Comédia Humana.

Tamanho

Soares era assim porque o avô já foi. Sua mãe sempre foi muito ligada ao pai e o menino tinha o temperamento do velho. Pelo menos assim ela quis acreditar. E acreditou tanto que qualquer espirro do menino, remetia ao falecido.

Menino imaginava o avô enorme de tanto que falavam dele. Os meninos da sala também viravam gigantes; principalmente quando deixavam Soares na reserva do time de futebol. A menina que ele gostava, mas ninguém sabia, parecia que estava lá em cima, tá em cima que não tinha escada que chegasse lá.

Noites de verão

Todas as estações têm seus encantos. Mas é indiscutível que certas cidades “vestem” melhor determinados períodos do ano, como o outono em Nova York ou a primavera em Paris, capazes de inspirar músicas inesquecíveis. E não há dúvida que é no verão que o Rio de Janeiro vive seus momentos mais sedutores. 

Aprenda a terminar uma briga de amor

Casais brigam. Isso não quer dizer que devam chutar o balde, deixar-se levar pelo fígado e/ou pelo coração. A razão serve melhor a esses momentos, mas é difícil aliar-se a ela, apesar de não ser impossível.

Reporter folião: sua foto vale um show

REGULAMENTO DO CONCURSO CULTURAL

REPORTER FOLIÃO: SUA FOTO VALE UM SHOW

1. Prazos

1.1 Este concurso cultural é válido entre os dias 1 de março e 9 de março de 2014.

1.2  As mensagens devem ser enviadas até às 23h59min (vinte e três horas e cinquenta e nove minutos – horário de Brasília) do dia 9 de março de 2014. 

2. Como participar do concurso cultural:

2.1 Podem participar deste concurso cultural qualquer pessoa física usuária do Facebook®.

2.2 Para participar, os interessados deverão enviar uma mensagem sobre o carnaval de 2014 para a fanpage da REVISTA FOLHA CARIOCA (www.facebook.com/Folhacarioca) no Facebook®. A mensagem deve conter uma foto original de autoria do participante e uma legenda que contribua para compreensão da foto.

2.3 As mensagens serão avaliadas pela Comissão Julgadora da REVISTA FOLHA CARIOCA, sendo a decisão desta soberana e incontestável.

2.4 A Comissão Julgadora da REVISTA FOLHA CARIOCA utilizará como critério de julgamento a QUALIDADE DA IMAGEM, CRIATIVIDADE e ADEQUAÇÃO AO TEMA.

2.5 As mensagens consideradas válidas pela Comissão Julgadora serão divulgadas na fanpage da REVISTA FOLHA CARIOCA.

3. Premiação

3.1 As cinco (5) melhores imagens serão premiadas com um (1) par de convites para qualquer programação de março ou abril de 2014 do Theatro Net Rio, parceiro da REVISTA FOLHA CARIOCA.

3.2 Os vencedores serão divulgados no dia 14 de março de 2014 e terão até o dia 2 de abril de 2014 para escolherem um espetáculo no Theatro Net Rio (www.theatronetrio.com.br/programacao.html).

3.3 O prêmio é pessoal e intransferível.

3.4 A solicitação do convite deve ser feita com no mínimo sete (7) dias de antecedência ao evento e a disponibilidade de convite para a data/evento especifico solicitado pelo vencedor será confirmada em até 72 horas após a solicitação.

4. Disposições Gerais:

4.1 Os participantes declaram concordar com todas as condições deste regulamento ao se inscrever na fanpage da REVISTA FOLHA CARIOCA.

4.2 O simples envio da foto para a equipe da REVISTA FOLHA CARIOCA através de sua fanpage será considerado inscrição.

4.3 O prêmio não poderá ser convertido em dinheiro em nenhuma hipótese.

4.4 Os participantes serão automaticamente excluídos deste concurso cultural, no caso de fraude ou má fé comprovada.

4.5 É vedada a participação de pessoas jurídicas, bem como de funcionários da ARQUIMEDES EDIÇÕES e das agências organizadoras do concurso cultural.

4.6 Os participantes concordam com a utilização de suas mensagens, fotos, nomes, imagens, depoimentos e som de voz para divulgação dos resultados do concurso cultural sem qualquer ônus adicional aos promotores.

4.7 Todas as dúvidas e/ou questões sobre este concurso serão solucionadas pelos promotores, considerando sempre as normas de proteção ao consumidor em vigor. Às decisões dos promotores não cabe nenhum tipo de recurso.

4.8 Os promotores não se responsabilizam por nenhuma falha técnica de transmissão, ou qualquer caso fortuito ou de força maior que possam impedir a participação do usuário.

 

Rio de Janeiro 28 de fevereiro de 2014.

Diretoria da Arquimedes Edições

 

Quando você vende músicas, você vende sonhos

Quando Bell Billys me ligou dizendo que queria me apresentar um amigo com histórias interessantes para contar, eu me empolguei. E quando ele disse que esse amigo morava em Santa Teresa, bairro em que eu nasci e passei toda minha infância, aí então, como diria minha avó, foi sopa no mel!

Aniversariando sexagenária

Não tem cerca pra pular, não existem muros, nem rotas de fuga. Cheguei à porta. À meia noite giro a maçaneta e estarei lá, nos sessenta anos de muita vida! No último dia, dos muitos cinquenta, passei namorando meu neto mais velho (de um ano de idade) e ainda pude beijar e acariciar minha linda netinha de seis meses.

Corrida minimalista e atividades aquáticas

Em 2008 lançou-se a ideia de correr descalço, como os povos primitivos faziam por não ter opção de calçados especiais. A musculatura já era trabalhada para suportar todo o impacto, irregularidades do solo, diferentes texturas e temperaturas.

Viver é para os insistentes

Monta caixa, seleciona, verifica: há espaços vazios? Preenche, lacra com fita adesiva e etiqueta. Tudo previamente fotografado, nesse caso, o Depois deve ter a cara do Antes e quanto mais semelhantes se mantiverem, mais satisfeito ficará o cliente. De A1 a A8, tudo recolhido e embalado. Restam as estantes B, C e D. Incontáveis, empoeirados, adormecidos. Consultados, questionados, revisados e atualizados. Pequenos pedaços de papel marcam páginas importantes dos exemplares antes visitados.

Vergonha

Vergonha! Essa é a melhor palavra para descrever o que sinto frente à resistência e reação de médicos brasileiros à
vinda para o Brasil dos médicos cubanos. Vergonha sobre vocês médicos brasileiros, usando uma tradução literal da
excelente expressão da língua inglesa, “shame on you”. Acredito (ou quero acreditar) que a maioria dos nossos médicos
não apoie essa campanha de desqualificação dos médicos cubanos, mas infelizmente os que assim pensam não se
manifestaram.

Para sempre

José é nome que se ouve em qualquer esquina. E foi numa esquina que José ouviu seu nome da boca de uma moça. Uma moça que não se encontra em  qualquer esquina. Ou melhor, até encontra. Uma moça com a cara normal, com uma veste normal, com um tom normal, até com um silêncio normal.

Leve, saboroso e ecológico

Texto_Vlad Calado
Fotos_Arthur Moura

Mais saudável e mais versátil que a versão em conserva, o palmito pupunha está cada vez mais presente em restaurantes e nas casas cariocas.

Mais Informações sobre Maternidade

Maternidade à vista!

Texto_ Juliana Marques
Foto_Arthur Moura
Publicação feita originalmente na Revista Indo & Vindo, a revista do rodoviário da Fetranspor

A gravidez, período de desenvolvimento do bebê desde a sua concepção até seu nascimento; momento especial que anuncia a chegada de mais um ente na família. Em homenagem ao Dia das Mães, convidamos (*) Nathalie Raibolt, ginecologista e obstetra, para falar um pouco sobre o antes, o durante e o depois dessas cerca de 40 semanas em que tudo se transforma dentro e fora da barriga da mulher.

Mobilidade urbana sobre duas rodas

Texto_Juliana Alves
Fotos_Arthur Moura

Muito além do esporte e do lazer, as bicicletas são cada vez mais presentes como meio de transporte. Mas ainda há um longo caminho a percorrer para integrar o veículo na malha urbana de forma eficiente.

Instante fugaz

O dia amanheceu azul.
Pensa-se, genericamente,
que todo dia amanhece azul.
O que não é verdade.
Existe dia que amanhece cinza,
vermelho e mesmo negro.
Mas o que eu gosto mesmo são os dias azuis.
Azul pela manhã.
Azul ao meio dia.
Azul até o fim da tarde,
quando começa a grande festa de cores,
até anoitecer.
E nesses dias
faça sol ou faça sol,
eu me sinto feliz.

Pensamentos pró fundos

-O silêncio faz versos.
-A beleza exala
um gás paralisante.
-Enquanto o relógio para
o tempo dispara.
-Uma gota de tristeza
fez-se lágrima.
-Abstrair a realidade
para viver o real.
-Uma ruga
confessou-se
minha.
-A vida é um vício
que ninguém quer largar.
-Encontro de corpos
aquecem o inverno.
-No meio da noite:
miados, memórias e medos.
-Vou revirar o avesso duas vezes
para ver se fico certo.

Poeta convidado:
Jorge Freund, o humor do poeta

a letra U é verde escuro
tão escuro quanto o vermelho
do meu sangue em coágulos
a letra A é branca
quase tão branca
quanto o espanto do meu Oh!
o humor do poeta
é seta
das profundezas da bílis
é íris
do arco da vida

Mulheres equilibristas

Texto_Helena Roballo
Fotos_Arthur Moura

“A sensação que eu tenho é que nunca mais vou estar completa em nenhum papel”. A frase dita pela jornalista Carolina
Coutinho quando questionada sobre como era conciliar a vida profissional com a maternidade nos dá a dimensão de o quanto esse assunto é conflituoso para as mulheres.

“Quando você vende músicas, você vende sonhos”

Quando Bell Billys me ligou dizendo que queria me apresentar um amigo com histórias interessantes para contar eu
me empolguei. E quando ele disse que esse amigo morava em Santa Teresa, bairro em que eu nasci e passei toda minha infância, aí então, como diria minha avó, caiu a sopa no mel!

Osmar de Guedes Vaz, gozador contumaz…

Foi com alegria que pulei a barreira 93 para 94. Coisa de Deus, ora… Cheguei a 2014! Com essa alegria faço a segunda edição do ano, falando de um cidadão raro, incomum, chamado Osmar de Guedes Vaz, companheirão de largo tempo de minha vida. Fui honrado por ter a ventura de viver a seu lado na Residência do antigo DNER, na Ponte dos Fones, em Petrópolis, na Tribuna e na Rádio Difusora.

Um turista nada acidental

Quem vive no Rio, talvez pela pressa ou pelo costume, às vezes perde a conta de toda a beleza à sua volta. Existem momentos em que abrimos os olhos, voltamos a nos admirar, mas logo voltamos aos afazeres e à apatia habitual. Assim percebi que havia muito tempo que eu não me permitia simplesmente passear pela cidade. Resolvi me dar um dia de presente para ser um turista local. Sem pinta de gringo ou de paulista, claro.

GÁVEA – Retratos de um bairro plural

Texto_Paulo Wagner
Fotos_Arthur Moura

Certo dia, procurando um lugar para morar, saí passeando pela cidade e me encantei por um pequeno bairro da Zona Sul, cercado de natureza, com muitas ruas arborizadas e uso diversificado – escritórios, comércio, lazer, cultura, gastronomia e moradia. Que lugar era esse? Gávea. Um lugar charmoso, aprazível e com ar de cidade do interior. Mas isso aconteceu há trinta anos e de lá para cá muita coisa mudou.

Vamos acabar com o mito

Publieditorial

Siddharta Mukkerjee, no magistral “O Imperador de Todas as Doenças” relata a biografia de um arquiinimigo resiliente,
determinado, ardiloso e cruel, cujo império ainda perdurará por muitos anos. No livro podemos verificar que a luta contra o câncer não é recente.

Ano escaldante

Você começa a perder o otimismo com o ano novo quando dorme, em 2013, com o termômetro pra lá de trinta graus e acorda, em 2014, com o mesmo termômetro pra lá de quarenta. Pode escrever: o clima alinhava o que virá.

O cuidado de si como prática de vida

“Nunca é cedo nem tarde demais para cuidar da própria alma”. Epicuro

Mary Scabora*

No dia a dia diante dos acontecimentos e das questões com as quais temos que lidar, somos atravessados por emoções que algumas vezes nem passam por nossa consciência. Porém, o fato de não nos ocuparmos com elas, ou mesmo não percebê-las, não significa que não possuam efeitos em nossa vida.

Ouça o Borogodó de Sandro Black

Destaque da nova geração de cantores da cena MPB do Rio de Janeiro, Sandro Black trabalhou de forma independente nos últimos anos e agora acaba de concluir seu primeiro álbum solo, Borogodó. O album foi gravado com a participação de dez músicos apresentando um repertório cheio de Funk Soul Samba Jazz com excelente qualidade.

Para lançar seu trabalho de forma profissional e independente, Sandro Black vai buscar patrocínio para um dos sites que promovem o financiamento coletivo de projetos culturais. Neste sistema, sua contribuição é recompensada de acordo com o valor doado. Por enquanto você pode curtir uma prévia do som na página do cantor no Sound Cloud, clicando na imagem abaixo.

“A garota da capa”

Nesta edição, nossa matéria de capa abordou o potencial da bicicleta como transporte e também algumas das dificuldades em fazer com que esta prática seja incorporada entre os cariocas. Como capa, escolhemos uma das belas fotos do nosso fotógrafo, Arthur Moura, com elementos importantes para ilustrar o conteúdo escrito. Recebemos muitos elogios pelo resultado, mas o que mais nos gratificou foi encontrar a “garota da capa”.

Na verdade, ela quem nos encontrou: “Meu pai foi à feira. Um dos feirantes disse que sua filha estava ficando famosa e entregou um exemplar para ele. Moramos na Urca, um lugar onde todos se conhecem, alguns de forma mais pessoal, mas muitos, pelo menos, de vista. Quando ele chegou em casa e me mostrou, comecei a rir; foi engraçado”!.

Úrsula Jahara, 38, instrutora-assistente de Ashtanga Yoga no Espaço Nirvana, Jockey Clube, Gávea, publicou um post com a capa da revista no seu facebook que rendeu mais de 100 curtidas e muitos comentários bem legais como o destacado por ela: “Fico feliz pela mídia! Registrou uma verdadeira representante dessa causa! Valeu, Úrsula!!”,  enviado por um de seus amigos.

Sim. Ela pedala desde quando era pequena e atualmente, faz da bicicleta seu meio de transporte. “Vou até a Gávea de bicicleta, faço tudo de bicicleta. E se não estiver com a minha, dependendo do trânsito, desço e utilizo um dos equipamentos do Bike Rio. De fato, houve um melhora significativa. Na época dos meus 13 anos, quase não havia ciclovias, e disputar o espaço com os carros nas ruas era bem mais comum em toda a Zona Sul. Mas ainda faltam muitos cuidados como, por exemplo, dentro do bairro de Botafogo”.

Para Úrsula, adaptar a cidade ao uso da bicicleta é uma tarefa trabalhosa, já que isso deveria ter sido feito há muitos anos. “O Rio não foi estruturado para este transporte lá atrás. Vejo mais pessoas pedalando hoje em dia, mas acho que, para o carioca aderir a este transporte, serão necessários mais investimentos em ciclovia e segurança”.

“Muito prazer” 


Foi assim que Úrsula começou a mensagem que nos enviou! E é a equipe da Folha Carioca quem diz: muito prazer! Leveza no transporte, no corpo e na alma. Isso é o que transmite a nossa ciclista da capa, praticante incansável de Yoga, método Ashtanga. E são tantas boas práticas em sua vida, que fica difícil resumir aqui. Por isso, convidamos você, caro leitor, a conhecer um pouco mais de todas as coisas boas que ela faz e que adora compartilhar!

Neste momento, Jahara está organizando o Workshop Alimentação Vitalizante, no Jardim Botânico. Serão dois dias de aprendizado com uma programação bastante saborosa sem produtos animais ou industrializados. A data será alterada, ou seja… Informe-se aqui e garanta o seu lugar!

Acesse seu site, um verdadeiro convite para mudar hábitos e viver de uma forma muito mais saudável!

Aulas particulares e também para pequenos grupos de Yoga, na Urca e em outros bairros da Zona Sul:
sulajahara@gmail.com
contato@misturaviva.com

“Pra mim, viver aqui é tudo”

Nasci em Santa Teresa, na rua Monte Alegre 314, e o ponto do bonde era na porta da minha casa. Em frente existia a chácara do Dr. Veiga, e foi o leite das suas cabras que salvou a vida da minha irmã. A chácara ainda existe, mas o Veiga virou Viegas.

Não dê a mão à solidão

Os filhos crescem, o trabalho – aquele de todos os dias, oito horas por dia-, já acabou. A morte se anuncia nas muitas perdas, a solidão muitas vezes enche sua casa, o que fazer? Nossas mãos lizinhas e ágeis dedilham as teclas do computador, redes sociais são um saco sem fim. O dinheiro, que deu por 60 anos, já não paga as viagens, os passeios, as comprinhas por puro prazer.

Questões para uma nova idade: sexualidade

Texto: Mary Scabora*

O envelhecimento promove uma série de alterações no corpo, no funcionamento do organismo e, consequentemente , na sexualidade. Compreender e aprender a lidar com tais mudanças pode evitar preocupações que muitas vezes levam a quadros ansiosos, que podem comprometer muito mais a qualidade da vida sexual, do que propriamente os problemas orgânicos. É importante entender as limitações e as mudanças para redefinir a relação com a sexualidade e buscar novas formas de prazer condizentes com sua realidade física e psicológica.

A vitamina da “moda”

Muito se tem comentado sobre a vitamina D, considerando-se que existe praticamente uma “epidemia” de pessoas com baixos níveis no sangue desta vitamina. Estudos têm demonstrado que cerca de 20% a 60% da população em geral têm carência desta vitamina, dependendo do país e faixa etária. Idosos, gestantes, crianças, obesos, pessoas que não se expõem a luz solar e pacientes em uso de diversas medicações constituem grupo de maior risco.

A ‘chupa-classe… média’

Queixo caído, boca aberta, olhos arregalados expressão congelada! Essa foi minha reação ao assistir o show da Dra. Marilena Chauí, eminente professora titular da maior universidade pública brasileira, a Universidade de São Paulo. Para quem ainda não viu o vídeo, é só buscar no YouTube.

Há vida após o verão

O calor vai embora, as noites ficam mais agradáveis, com temperaturas ótimas para garantir um sono pacífico.
As amendoeiras ficam despidas, enquanto os habitantes da cidade consideram a hipótese de substituir o uniforme de camiseta, bermuda e sandália havaiana e vestir, quem sabe, uma calça comprida.

Arrá..urrú…o Maraca é nosso

O Maracanã é uma feijoada completa: carne seca, pé de porco, linguiça, farofa, couve, arroz, laranja e muito molho de pimenta. Cheira à beça seu tempero, produz barulhos, mexe com os nervos da galera e o bicho pega.

Texto_ Luis Turiba

O que você vai ser quando crescer?

O que você vai ser quando crescer? Veterinária, física ou cineasta era a minha resposta. Mocinha excêntrica? Não! Alguém em busca do seu caminho. No fim, estudei Nutrição, profissão que me levou a descobrir minha verdadeira vocação: cozinhar!

Texto_Zela Brum*

Calor humano, arte e gastronomia

São Pedro une a paz do interior com intensa vida cultural e cardápios variados!

Seguindo a estrada na direção contrária, no Centro-norte fluminense, a majestosa serra, um aperitivo para os nossos olhos, leva a Nova Friburgo.

TEXTO_Juliana Marques
FOTOS_Arthur Moura e Bruno Dias

Com gostinho de Penedo

Clima de montanha na Pequena Finlândia: é assim que Penedo também é conhecida devido à sua fundação, colonização e povoamento feitos por esse povo. A arquitetura finlandesa está principalmente nas construções do shopping Pequena Finlândia, onde fica a residência de Verão do Papai Noel, uma verdadeira atração turística.

Delícias para aquecer a alma

Paraísos da Serra Fluminense como Penedo, Lumiar e São Pedro da Serra,  têm opções gastronômicas para satisfazer todos os gostos 

TEXTO_JULIANA ALVES
FOTOS_ARTHUR MOURA | BRUNO DIAS

Por trás do cafezinho nosso de cada dia

Segundo as estatísticas da Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), em 95% dos lares brasileiros se consome café. Este número impressiona, quando visto impressiona,  permitindo-se concluir que: quase todos  em  nosso imenso país fazem  uso desta saborosa e delicada infusão.  Cada um tem uma forma, um jeito, diferente ou peculiar de preparar e até mesmo degustar o café. Pode ser coado, filtrado, expresso,  moka , na prensa, turco ou  mesmo  o da vovó. Todos têm a mesma origem: a fazenda, o cafeeiro, em suma o grão do Café.

TEXTO_Alexandre Martins Alves*

“O tinto nas alturas”

É verdade que vinhos brancos e espumantes caíram nas graças do consumidor brasileiro, mas, mesmo nas estações mais quentes, o tinto ainda é o mais consumido. E, durante o inverno, se destaca ainda mais.

TEXTO_León Harte*

Garimpo Cultural

Teatro para a melhor idade

Foto_Divulgação

Atores formados no teatro O Tablado criam oficina de interpretação voltada para a terceira idade. Utilizando técnicas e exercícios de experimentação cênica e jogos lúdicos, os participantes têm a oportunidade de despertar a criatividade, aumentar a concentração, ativar a memória, aprofundar o autoconhecimento e trabalhar em grupo, além de exercitar a escuta e a disponibilidade para o diálogo através de atividades que trazem prazer e motivação. Tudo para melhorar ainda mais a aptidão física e a disposição para as demais tarefas do dia a dia.
Uma atividade artística como o teatro, quando inserida no cotidiano, possibilita ao idoso a reciclagem de tudo aquilo que ele considera obsoleto.
A oficina teve início em maio e se estenderá até novembro, quando será realizado um espetáculo de conclusão de curso.

Teatro para a melhor idade
TLocal: Olympico Club
Rua Pompeu Loureiro, 116 – Copacabana
Aulas às quartas-feiras, das 09h às 11h
Valor: R$ 180,00
Mais informações: Adriano – 99354-2409 (adriano_martins7@yahoo.com),
André – 97993-0150 (andrefpellegrino@hotmail.com)

Stand up teen

Victor Meyniel leva ao palco o humor dos seus personagens de sucesso postados na Internet, que agradam em cheio a garotada. Com apenas 16 anos, o adolescente é um fenômeno nas redes sociais possuindo mais de meio milhão de seguidores e trabalhos vistos por milhares de pessoas. Em apenas seis meses, Victor tornou-se muito conhecido por postar vídeos curtos, do dia a dia, em vários aplicativos, como Vine, Facebook, Instagram, Twitter e Youtube. No FB, por exemplo, ele tem mais de 500 mil visualizações; no Youtube, a soma ultrapassa 100 mil. Em média, são 10 mil visualizações por vídeo no Vine, e este resultado faz dele o maior “viner” do Rio de Janeiro e o segundo maior do Brasil.

Meu queridooo
Local: Teatro do Leblon
Rua Conde de Bernadotte, 26 –Leblon
Sala Fernanda Montenegro
Sábado, às 19h. Domingo, às 18h
Até 07 de setembro – Censura: 12 anos
Ingresso: R$ 60,00
Duração: 50 minutos
Mais informações: (21) 2529-7700

 Teatro no friozinho da serra

O friozinho do inverno anima os cariocas a subir a Serra para curtir Nova Friburgo. O melhor é que podem levar as crianças, pois a Múltipla preparou várias atrações para elas – e uma comédia impagável para adultos, tudo no Teatro Municipal Laercio Ventura, na Praça do Suspiro, Centro.

As poltronas são numeradas, e vale a pena comprar os ingressos com antecedência, no Friburgo Shopping, no Cadima Shopping ou na Globo Presentes do Centro e de Olaria.

Os ingressos podem ser comprados também da Bilheteria do Teatro, a partir das 13h, no dia do espetáculo.
Preços: inteira, R$30; promocional R$20 mais um pacote de fraldas descartáveis ou uma roupa de bebê, que serão doadas a instituições locais que cuidam de crianças; e meia entrada a R$ 15 para estudantes e maiores de 60 anos.

Que Palhaçada é essa?

Com a divertida participação da Galinha Pintadinha, a Cia Rindo à Toa Espetáculos Infantis apresenta várias histórias da vida no Circo, com os palhaços Cascatinha, Cocada e Pipoquinha.
02 de Agosto – Sábado – 17h

 

 

 

Chapeuzinho Vermelho

Em uma adaptação livre, os atores mostram a importância da obediência e de não falar com estranhos, já que a menina Chapeuzinho, por ter desobedecido a sua mãe, se mete numa enrascada com o Lobo Mau.
16 de Agosto – Sábado, 17h

 No Gogó do Paulinho

Paulinho Gogó, o aplaudido personagem de A Praça é Nossa, do SBT, criação do humorista Mauricio Manfrini, representa o autêntico malandro carioca da Baixada. Muita risada à vista.
15 e 16 de agosto – sexta e sábado – 21h

 

 

Chiquititas, as Musicais

Uma versão divertida das histórias do Orfanato Raio de Luz, onde vivem as meninas cantoras, e o elenco de atores canta e dança fazendo a alegria da criançada.
17 de Agosto – Domingo – 17h

Meu Malvado Favorito

A criançada vai se surpreender com
o maior vilão, Gru, ajudado pelos atrapalhados
e fofinhos Minions. Uma comédia
que conta a história do sequestro
e resgate da sua amiguinha Margo, no
aniversário de outra amiguinha, Agnes.
3 de Agosto – Domingo – 17h

Uma subidinha até Santa Teresa

Bairro próximo ao Centro ainda mantém clima de interior em meio à cidade grande

É fácil perceber porque o Rio de Janeiro ostenta o título de Cidade Maravilhosa: em todos os cantos existem preciosidades capazes de encantar e mudar a vida de qualquer pessoa. Assim é Santa Teresa, bairro da região central do Rio, que não poderia existir em outro lugar senão aqui.

Texto_Juliana Marques
Fotos_Fred Pacífico

Getúlio(s)

Fui ver o filme. Tony Ramos perfeito. Só trata do atentado da rua Tonelero. Eu estava lá, pois era da Última Hora, jornal criado por Samuel Wainer para servir a Getúlio, com dinheiro do Banco do Brasil, presidente Ricardo Jafet. Lacerda denunciou e partiu para violenta campanha que levou ao atentado com a morte do major Rubens Vaz, da sua entourage, em 5 de agosto de 1954, e em 24, ao suicídio de Getúlio. Moacir Werneck de Sá um dia escreveu que o Banco do Brasil foi ressarcido. Faltou a frase do presidente: “- Não sabia que aqui por baixo havia um mar de lama”. O tenente Gregório, seu serviçal, mais um tal de Climério e sua gang, fizeram o atentado. Tudo é mais do que sabido.

Sem cheiro

Josué já não acordou com o cheiro de alho frito. Dona Feliciana começava a lavar feijão cedo. Comida tem o tempo dela pra pegar no tempero. Esses truques de quinze minutos nem pra sanduiche de mortadela. Toda sexta podia. Josué era vizinho de porta de Dona Feliciana faz mais de ano. O feijão ela fazia com adianto e quantidade. Deixava uns potinhos pro moço, depois que avistou sua geladeira. Homem solteiro é carma na sua vida. Em todo andar que morou, tinha um solitário para lhe dar bom dia. Quando fazia feira também trazia alguma coisa pra ele. Mas hoje o cheiro de alho frito não veio.

O ônibus

O ônibus está associado a algumas mazelas da cidade: o caos no trânsito, em parte por conta da indisciplina de motoristas, que têm de cumprir metas estabelecidas por seus patrões; o desconforto, evidente quando se sabe que a frota é quase toda sem ar-condicionado, numa cidade-inferno como a que vivemos; a suposta relação escusa entre os empresários que desfrutam da concessão de um serviço público e as autoridades. Apesar dos pesares, nem tudo é contratempo na vida dos que fazem uso das não sei quantas linhas que servem ao Rio e às cidades adjacentes.

Deu na mídia

 

 

Ancelmo Gois: “O gol peixinho-voador do holandês, Van Persie contra a Espanha merece uma pintura de Rembrandt van Rijn.” Sim, para ser eternizado, como a obra do famoso pintor, seu compatriota. Futebol também não é arte?

No caminho das águas

Lumiar mudou bastante nos últimos 20 anos, mas não perdeu as suas características de vilarejo do interior.

Texto_Juliana Marques
Fotos_Arthur Moura e Bruno Dias

Receitas de caldos para aquecer seu inverno

A temperatura continua oscilando… Para baixo! Durante o dia, o sol brilha em um céu azul de verão. E quando anoitece, lembramos de que estamos mesmo no Inverno. E que tal um delicioso caldo para adequar bem o cardápio à estação?

Fotos_Arthur Moura
Chef_Vlad Calado

Artigo de Richele Cabral, diretora de Mobilidade Urbana da Fetranspor

Em resposta ao artigo escrito pelo nosso colaborador Alexandre Brandão, em sua coluna No Osso, publicado na página 49 da última edição da revista Folha Carioca, nº 118 – Inverno 2014, seguem informações da diretora de Mobilidade Urbana da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro, Fetranspor, Richele Cabral.

Prezado Senhor,

É complicado falar de ônibus sem associá-lo de alguma forma às questões de tráfego, segurança e obras no entorno de seu itinerário, entre outros. Com isso, muitas vezes acaba-se por avaliar o serviço de forma mais “dura”, quando na verdade haveria que se separar os pontos (tanto positivos como negativos) que se referem ao serviço propriamente dito daqueles que dizem respeito às questões externas ao mesmo, mas que acabam por afetá-lo de alguma maneira.

Nos últimos anos, a frota de ônibus da cidade do Rio de Janeiro, bem como da Região Metropolitana, vem sendo gradualmente modernizada, com veículos novos, com ar condicionado, piso rebaixado em alguns casos e novo layout interno, buscando aproveitar melhor o espaço dos veículos, trazendo mais conforto aos passageiros. Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o Rio de Janeiro há anos possui uma das frotas mais novas do Brasil (com média de 4,1 anos).

Em paralelo, vêm-se buscando alternativas para melhorar o serviço dos ônibus em termos de tempo de viagem e organização, com priorização do transporte público em diversas vias (os chamados BRS), além de novo sistema de BRTs, entre outros, que trazem, ainda, uma organização da informação ao usuário, até então inexistente na vida dos cariocas e fluminenses.

É visível que nos últimos anos vêm sendo adotadas políticas de priorização do transporte público coletivo na cidade do Rio de Janeiro. Desde 2011, quando começou a operação do primeiro corredor BRS, até hoje, já são 53 km de faixas prioritárias para ônibus na cidade, devidamente sinalizadas. Somem-se a isso os BRTs que vêm sendo implantados, trazendo corredores exclusivos para ônibus, com enormes benefícios, principalmente em termos de conforto e redução de tempo de viagem. Com o TransOeste – primeiro BRT carioca, que iniciou sua operação em 2012 – o tempo de viagem para mais de 70 mil pessoas passou de 2,5 horas para 50 minutos – uma redução de mais de 50%. Em meados deste ano, o segundo corredor foi inaugurado: o TransCarioca. Ambos farão parte de uma rede multimodal integrada de transportes, interligando esses BRTs também com outros modais de alta capacidade (trens e metrô). Além disso, esses corredores serão interoperáveis, completamente integrados entre si – o que será a grande transformação do transporte do Rio de Janeiro.

     Richele Cabral
Diretora de Mobilidade Urbana da Fetranspor