Renúncias para as Eleições de 2026: Veja quem deixou o cargo para se candidatar

Por Rodrigo Pedrosa
05/04/2026 10h14

Com a proximidade das eleições de outubro, encerrou-se no último sábado (4) o prazo para políticos que desejam concorrer ao pleito se afastarem de seus cargos ou trocarem de partido. Essa etapa, conhecida como desincompatibilização eleitoral, é obrigatória e visa evitar que a estrutura do governo seja utilizada para obter vantagens nas disputas, conforme estabelece o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A regra não se aplica a candidatos que buscam a reeleição.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que, de um total de 37 ministros, 17 renunciaram para participar das eleições de 2026. O primeiro governador a deixar o cargo foi Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, que almeja a presidência. O estado de Minas será agora dirigido pelo vice, Mateus Simões (PSD), que também deve concorrer à reeleição.

No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) também deixou o governo para tentar uma vaga no Senado, mas foi declarado inelegível por oito anos devido a condenações de abuso de poder político. Outros governadores que renunciaram incluem Ibaneis Rocha (MDB) do Distrito Federal, Mauro Mendes (União) de Mato Grosso e João Azevêdo (PSB) da Paraíba, todos com o objetivo de concorrer ao Senado.

Na Região Norte, Helder Barbalho (MDB) do Pará e Gladson Cameli (PP) do Acre deixaram seus cargos para buscar vagas no Senado, enquanto Antonio Denarium (PP) de Roraima também renunciou, mas enfrentou diversas contestações eleitorais nos últimos anos.

Em relação aos ministros do governo federal, Fernando Haddad (PT) saiu do Ministério da Fazenda para concorrer ao governo de São Paulo. Outros ministros, como Sônia Guajajara (PSOL) e Paulo Teixeira (PT), também deixaram suas pastas para se candidatar a cargos na Câmara Federal e no Senado, respectivamente.

Mudanças também ocorreram nas prefeituras. Eduardo Paes (PSD) deixou a prefeitura do Rio de Janeiro para tentar novamente o governo do estado, enquanto João Campos (PSB) do Recife e outros prefeitos em estados como Pernambuco e Santa Catarina renunciaram para se candidatar a cargos executivos estaduais.

Essas movimentações marcam o início de um ciclo eleitoral que promete ser intenso e competitivo, com muitos nomes conhecidos buscando novas posições no cenário político brasileiro.