O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) decidiu, em caráter liminar, que a eleição para a nova presidência da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) será realizada com voto aberto, contrariando o pedido do PDT que pleiteava a votação secreta. A desembargadora Suely Lopes Magalhães argumentou que a escolha do formato de votação é uma questão interna da Alerj e não cabe ao Judiciário intervir.
O PDT, que solicitou o voto secreto para proteger os parlamentares de possíveis retaliações políticas, viu sua demanda negada. Assim, a eleição ocorrerá na próxima sexta-feira (17), às 11h, com o voto aberto mantido.
Essa decisão gera tensões no grupo do prefeito Eduardo Paes (PSD), que já planeja um novo boicote à votação. O bloco opositor indicou como candidato o líder do PDT, Vitor Júnior, para enfrentar Douglas Ruas (PL) na disputa pela presidência.
O cenário atual é um desdobramento da anulação da eleição realizada em março, quando Douglas Ruas foi inicialmente eleito, mas teve seu resultado invalidado pela Justiça após um boicote da oposição. Com a nova eleição programada e o voto aberto confirmado, a disputa pelo comando da Alerj se intensifica, refletindo a crise política no estado do Rio de Janeiro.



