Ricardo Couto realiza grande reforma no governo do Rio com mais de 150 exonerações no Palácio Guanabara

Por Rodrigo Pedrosa
17/04/2026 07h23

A nova gestão do Estado do Rio de Janeiro, sob o comando do desembargador Ricardo Couto, anunciou nesta quinta-feira uma significativa reestruturação administrativa. Em uma edição extraordinária do Diário Oficial, o governo exonerou mais de 150 ocupantes de cargos em comissão, como parte de um esforço para reduzir despesas e otimizar a máquina pública.

As exonerações se concentram, em sua maioria, em servidores sem vínculo concursado. De acordo com os dados divulgados, 153 dos desligados eram extraquadros, e a decisão foi fundamentada na identificação de baixa atividade administrativa, como a falta de acesso ao Serviço Eletrônico de Informações e a ausência de crachá funcional em alguns casos.

Os atos foram formalizados pelo secretário interino de Governo, Roberto Leão, que também atua no Gabinete de Segurança Institucional. Essa revisão abrange áreas estratégicas e representa um custo estimado de R$ 13 milhões ao ano para os cofres estaduais. A estratégia da nova administração é manter os cargos, mas priorizar o preenchimento apenas das funções realmente necessárias.

Os comissionados sem vínculo público foram exonerados imediatamente, enquanto os servidores concursados afetados deverão retornar aos seus órgãos de origem. Essa reformulação acontece em um contexto de Regime de Recuperação Fiscal, onde o estado enfrenta severas restrições orçamentárias.

Desde a gestão anterior, o número de comissionados aumentou substancialmente, saltando de 9.698 em abril de 2021 para 14.340 em março deste ano, uma alta de 47,86%. Em contrapartida, o número de servidores concursados ativos caiu de 165.866 para 153.830, uma redução de 7,5%, refletindo a escassez de concursos públicos.

Além disso, a reestruturação também atingiu a Casa Civil, com exonerações na Assessoria Técnica da Chefia de Gabinete, que apoia diretamente as decisões do setor. Nos bastidores, esse movimento é interpretado como uma reorganização política, sugerindo um possível rearranjo de forças no novo governo.

Com essa medida, o governo busca não apenas um ajuste técnico, mas também uma renovação na condução administrativa, em meio a um cenário de contenção de despesas e necessidade de eficiência.