EUA confirmam saída da secretária do trabalho após série de escândalos na gestão

Por Rodrigo Pedrosa
21/04/2026 01h57

A secretária do Trabalho dos Estados Unidos, Lori Chavez-DeRemer, anunciou sua renúncia nesta segunda-feira (20), conforme informado pela Casa Branca. Sua saída ocorre em meio a uma série de controvérsias, incluindo alegações sobre a conduta em relação a jovens funcionárias. Chavez-DeRemer, que ocupava o cargo desde março de 2025, é a terceira mulher a deixar o governo do presidente Donald Trump nas últimas semanas, após as demissões da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, e da procuradora-geral, Pam Bondi.

Steve Cheung, porta-voz da Casa Branca, divulgou a informação por meio do X, elogiando a gestão da secretária e mencionando que ela deixará o governo para seguir carreira no setor privado. Aos 58 anos, a ex-deputada pelo Oregon havia recebido apoio de vários democratas durante sua confirmação, mas enfrentou crescente pressão para renunciar devido a acusações de comportamentos inadequados.

Relatos do New York Times indicam que a secretária e um ex-subchefe de gabinete solicitaram a funcionários que trouxessem vinho em viagens do departamento. Além disso, o marido e o pai de Chavez-DeRemer também estavam envolvidos em trocas de mensagens com jovens integrantes da equipe, que teriam sido orientadas pela secretária a “prestar atenção” nos homens. Três funcionários registraram denúncias de violações de direitos civis, descrevendo um ambiente de trabalho hostil.

Embora não tenha sido acusada diretamente, a situação envolvendo familiares levanta sérias questões sobre a cultura dentro do departamento. A saída de Chavez-DeRemer pode sinalizar mudanças adicionais na administração de Trump, que já enfrenta desafios significativos com a saída de outras líderes femininas em curto espaço de tempo.