Bernardo Fellows, novo presidente da Riotur desde 1º de janeiro de 2025, está à frente de um ambicioso projeto para reposicionar o Rio de Janeiro no cenário internacional. Com uma agenda repleta de mais de 4 mil eventos anuais, a estratégia busca diversificar a oferta turística da cidade, reduzindo a dependência de datas como Carnaval e Réveillon.
Em entrevista ao DIÁRIO DO RIO, Fellows destacou que a iniciativa “Todo Mundo no Rio” é um dos eventos mais significativos para 2026, prometendo uma projeção global intensa. A proposta, que envolve a Prefeitura e a Riotur, visa gerar experiências culturais que ressoem no exterior, refletindo em números: somente nos shows de Madonna e Lady Gaga, foram gerados cerca de US$ 500 milhões em mídia espontânea.
Fellows também lembrou que 2025 estabeleceu um recorde de turistas, com mais de 2 milhões de visitantes internacionais, resultando em um impacto econômico de R$ 27,2 bilhões. “O ‘Rio o Ano Inteiro’ já trouxe benefícios práticos, como o aumento da ocupação hoteleira fora da alta temporada e a ampliação de voos”, afirmou. Essa política pública visa criar um fluxo contínuo de turismo, promovendo empregos e uma economia mais equilibrada.
Apesar das preocupações com a saturação de eventos, o presidente da Riotur acredita que ainda há espaço para expansão. A Prefeitura tem trabalhado na descentralização de eventos, buscando equilibrar a agenda e garantir que todos se beneficiem. “Não é apenas sobre quantidade, mas sobre a qualidade e o impacto”, disse.
Os eventos, embora ainda dependam de grandes datas como Carnaval, já mostram uma agenda mais diversificada. Fellows mencionou atrações como o Web Summit e o Rock in Rio, que acontecem ao longo do ano, solidificando a nova imagem da cidade.
Com relação aos megashows, ele enfatizou que Copacabana continua sendo um dos maiores palcos do mundo, mas o objetivo é sempre melhorar a experiência, não apenas aumentar o tamanho dos eventos. O Rio disputa eventos internacionais com cidades como Buenos Aires e São Paulo, além de destinos consolidados na Europa e nos Emirados Árabes.
No que diz respeito ao impacto econômico, Fellows garantiu que os benefícios chegam ao trabalhador carioca, com a movimentação de setores como comércio, transporte e serviços. “Em 2025, mais de R$ 27 bilhões foram gerados na economia dos turistas”, revelou, detalhando que esses gastos abrangem desde hospedagem até entretenimento.
A cidade também busca se distanciar da imagem de destino exclusivo de praia e Carnaval, apostando na pluralidade cultural e na oferta de experiências únicas. “O turismo de negócios e de aventura tem crescido, e o Rio é um destino completo”, afirmou.
Por fim, a Prefeitura mantém seu foco na descentralização de eventos, valorizando áreas além do tradicional eixo Zona Sul-Barra. Fellows acredita que regiões como o Centro têm um potencial turístico a ser explorado, destacando a importância de eventos e investimentos públicos para ativar essas áreas.
Em resumo, a estratégia de eventos do Rio de Janeiro é mais que uma política de turismo; é um plano de desenvolvimento econômico que visa beneficiar a população local e reposicionar a cidade no cenário global.



