Astronautas da missão Artemis II capturaram imagens inéditas da superfície lunar, incluindo a cratera Orientale, em uma missão histórica que pode redefinir os limites da exploração espacial. Neste domingo (5), a NASA divulgou as fotos tiradas pela tripulação, que está a aproximadamente 321 mil quilômetros da Terra e a apenas 132 mil de seu destino.
A cratera Orientale, uma das maiores formações lunares, foi observada pela primeira vez por humanos, após ter sido mapeada anteriormente por sondas robóticas. Comparada ao “Grand Canyon” da Lua, a cratera foi registrada em um momento significativo da missão.
A Artemis II está prestes a entrar na “esfera de influência lunar”, onde a gravidade da Lua se torna a força dominante sobre a nave. Se tudo continuar conforme o planejado, os astronautas Christina Koch, Reid Wiseman, Victor Glover e Jeremy Hansen irão estabelecer um novo recorde de distância da Terra, superando o alcance das missões Apollo, que orbitavam a apenas 110 quilômetros da superfície lunar. A Artemis 2 se aproximará a 6.400 quilômetros de altitude, permitindo uma visão ampla da curvatura lunar e do lado oculto do satélite.
Enquanto realizam suas missões científicas, os astronautas também desfrutam de momentos descontraídos. Pela primeira vez, a NASA permitiu o uso de smartphones para registrar imagens enquanto estão no espaço, facilitando a documentação de detalhes tanto da Lua quanto da Terra. Além disso, o moral da equipe permanece alto, com a tripulação começando os dias com música pop e se conectando com familiares por videochamadas.
A Artemis II é parte de uma estratégia a longo prazo da NASA, que visa não apenas retornar à Lua, mas estabelecer uma presença humana permanente. O objetivo final é criar uma base fixa na superfície lunar, que servirá como plataforma para futuras explorações do sistema solar, transformando a visão de uma presença humana constante no espaço em realidade.



