O Irã adquiriu em segredo um satélite espião chinês no final de 2024, utilizado para monitorar instalações militares dos Estados Unidos no Oriente Médio. A informação foi revelada pelo Financial Times nesta quarta-feira (15), destacando o impacto da espionagem na atual situação da região.
O equipamento, chamado TEE-01B e desenvolvido pela Earth Eye Co., foi lançado da China e integrado à Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária Islâmica. Documentos militares iranianos vazados indicam que o satélite foi utilizado para mapear bases estratégicas dos EUA, capturando imagens orbitais e coordenadas geográficas.
As operações de monitoramento ocorreram em março, antes e depois de ataques com drones e mísseis a essas instalações. Os documentos também revelam que a Guarda Revolucionária passou a ter acesso a estações terrestres comerciais da Emposat, uma empresa chinesa especializada em controle de satélites.
A China rejeitou as alegações e classificou-as como “rumores fabricados”, enfatizando que certos grupos tentam vincular o país a narrativas maliciosas. A Casa Branca, a CIA e o Pentágono não se pronunciaram sobre o caso, assim como as empresas mencionadas na reportagem.
Segundo o Financial Times, o satélite teria captado imagens de várias bases, incluindo a Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, e outras localizações na Jordânia, Bahrein e Iraque, em períodos próximos a ataques atribuídos à Guarda Revolucionária. A situação levanta preocupações sobre a escalada das tensões no Oriente Médio e as implicações da espionagem militar na região.



