Papa clama por paz no Oriente Médio durante sua primeira bênção de Páscoa

Por Rodrigo Pedrosa
05/04/2026 12h38

No domingo de Páscoa de 2025, o Papa Leão XIV fez um apelo contundente por paz no Oriente Médio durante sua primeira bênção pascal como pontífice. Em meio a um cenário de intensificação do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, ele pediu que as lideranças globais optem pela paz e não pela guerra.

“Estamos nos acostumando com a violência e nos tornando indiferentes à morte de milhares de pessoas”, declarou o Papa a uma multidão na Praça de São Pedro. Ele aproveitou a ocasião para convocar uma vigília de oração no Vaticano, agendada para o dia 11 de abril. O pontífice também homenageou seu antecessor, o Papa Francisco, que faleceu poucas horas após sua última aparição pública no Domingo de Páscoa do ano anterior.

Em Jerusalém, o clima era de desolação. As ruas, normalmente movimentadas, estavam vazias devido à escalada do conflito. As autoridades israelenses impuseram severas restrições de acesso à Igreja do Santo Sepulcro, revistando o número reduzido de fiéis autorizados a entrar. “É muito difícil para todos nós. Queremos rezar, mas encontramos tudo fechado”, lamentou a fiel romena Christina Toderas.

O Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, expressou a tristeza da situação. “O silêncio é quase absoluto, quebrado apenas pelo som distante da guerra que continua a devastar esta terra santa”, afirmou em sua homilia.

As tensões também impactaram comunidades cristãs em outros países da região. No sul do Líbano, moradores da vila de Debel celebraram a data sob o barulho de bombardeios. “Estamos aterrorizados. Nossa única esperança é Deus”, contou Joseph Attieh, uma liderança local.

Em Dubai, as missas foram suspensas indefinidamente por precaução. Na Síria, as celebrações limitaram-se a missas internas após recentes ataques a cidades cristãs, evidenciando o impacto profundo do conflito nas práticas religiosas no Oriente Médio.