Novo processo a cada cinco dias em 2026 traz mudanças significativas para todos

Por Rodrigo Pedrosa
05/04/2026 12h25

O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) viu seus planos de um 2026 tranquilo desmoronarem antes da Páscoa, após o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, anular sua condenação na Operação Chequinho. Um levantamento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) revela que, entre 1º de janeiro e 1º de abril de 2026, Garotinho enfrentou uma série de desafios judiciais, acumulando 19 ações, o que equivale a uma média de um novo processo a cada cinco dias.

Enquanto os mandados de intimação e cartas precatórias se espalham pelo estado, Garotinho se tornou o detentor do maior número de notificações judiciais neste início de ano. As ações contra ele envolvem uma variedade de autores, todos com influência significativa, o que intensifica a tensão política ao seu redor.

Entre os que processaram Garotinho está Analine Castro, ex-primeira-dama do estado, que o acusou de calúnia, injúria e difamação na 14ª Vara Criminal. A ação de Analine eleva ainda mais a temperatura nas relações políticas. Também figura na lista André Esteves, bilionário e controlador do BTG Pactual, que entrou com uma ação criminal, sinalizando que a situação está se complicando para Garotinho.

Além disso, Maria Rosa Lo Duca Nebel, titular da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), apresentou múltiplas queixas contra ele. O ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel, conhecido por sua associação à franquia “Tropa de Elite”, também se junta ao rol de acusadores, trazendo um tom dramático ao desenrolar da situação.

A oposição em Campos e na Assembleia Legislativa está representada por Nelson Bacellar e Thiago Rangel, enquanto o ex-assessor do governador Fernando Cezar Hackme e o empresário Fernando Trabach também integram a lista de demandantes. Diante desse cenário, os desafios legais de Garotinho podem complicar ainda mais seu futuro político. Para mais detalhes, acesse o portal de notícias tempo real rj.