O diretório estadual do PT no Rio de Janeiro decidiu, neste sábado, apoiar a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado nas eleições de 2026. A medida foi aprovada por unanimidade e representa um passo significativo na consolidação da aliança entre o partido e o grupo de Paes.
Durante a mesma reunião, o PT confirmou a deputada federal Benedita da Silva como candidata ao Senado na chapa liderada pelo ex-prefeito do Rio. Essa decisão reforça a colaboração entre os petistas e Paes, alinhando-se à estratégia nacional de reeleição do presidente Lula.
A direção fluminense do PT acredita que o palanque de Paes será essencial no cenário político do Rio, mesmo com o PSD apresentando Ronaldo Caiado, governador de Goiás, como pré-candidato à presidência. Paes já expressou seu apoio à reeleição de Lula, e agora a parceria se estende para a disputa estadual, após sua saída da prefeitura em março.
Além do apoio eleitoral, o partido também se posicionou sobre a crise de sucessão no estado. O diretório defendeu que a escolha do novo governador interino deve ocorrer por meio de eleições diretas, garantindo a participação popular e a democracia. Esse debate ganhou relevância após a renúncia de Cláudio Castro, que deixou a vice-governadoria vaga, resultando na nomeação do desembargador Ricardo Couto para a liderança interina do estado.
No Supremo Tribunal Federal, a discussão sobre o modelo de sucessão ainda está em aberto, com o julgamento interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino. A liminar do ministro Cristiano Zanin mantém Ricardo Couto no cargo até que uma decisão final seja tomada.
Apesar da unidade demonstrada, a composição da chapa gerou polêmica interna. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, expressou surpresa com a necessidade de rediscutir a posição de primeiro suplente de Benedita da Silva, um assunto que deverá ser revisitado em uma reunião estadual em maio.
Com essas decisões, o PT formaliza sua entrada no projeto de Eduardo Paes para o governo do estado, sinalizando uma nova fase de articulação política no Rio de Janeiro.



