Paolo Zampolli, ex-enviado especial do governo Trump para parcerias globais, enfrenta graves acusações de sua ex-esposa, a modelo brasileira Amanda Ungaro. Durante uma entrevista à emissora italiana Rai, Zampolli fez comentários misóginos ao discutir as alegações de abuso sexual, psicológico e violência doméstica que Ungaro, sua esposa por quase 20 anos, apresentou contra ele.
Zampolli, que foi questionado sobre o comportamento das mulheres brasileiras, afirmou que elas seriam “programadas para causar problemas”. Ele ainda fez uma ligação depreciativa entre o comportamento dos brasileiros e o consumo de telenovelas, reforçando estereótipos negativos. Em outro momento, o ex-envado usou termos ofensivos ao se referir a uma amiga de sua ex-mulher, revelando um padrão de desrespeito.
Amanda Ungaro, de 41 anos, relatou ter sofrido agressões físicas e violência ao recusar relações sexuais, enquanto Zampolli nega todas as acusações, alegando que sua ex-mulher está tentando prejudicá-lo. Em 2025, Ungaro foi deportada dos Estados Unidos pelo ICE, após mais de duas décadas no país, e atribui essa decisão à influência política de Zampolli. Ambos ainda estão envolvidos em uma disputa judicial pela guarda do filho, de 15 anos.
Durante a mesma entrevista, Zampolli foi questionado sobre suas possíveis conexões com Jeffrey Epstein, que foi condenado por crimes sexuais. O nome de Zampolli apareceu em e-mails relacionados a Epstein, embora ele tenha negado qualquer envolvimento nos crimes, afirmando que Epstein usava a indústria da moda como fachada para seus abusos. Ele mencionou que, em um momento, os dois tentaram negociar a compra de uma agência de modelos, mas o negócio não foi concretizado.



