O Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, gerou polêmica ao recitar um trecho alterado de um texto famoso do filme “Pulp Fiction” durante uma cerimônia religiosa no Pentágono, na quarta-feira (15). Em sua “oração”, Hegseth afirmou que o texto foi enviado por um militar da missão Sandy 1, envolvida em operações de busca e resgate no Irã.
A oração lida por Hegseth dizia: “O caminho do aviador abatido está cercado por todos os lados pelas iniquidades dos egoístas e pela tirania dos homens maus… E vocês saberão que meu codinome é Sandy One quando eu exercer minha vingança sobre ti. Amém.” Essa adaptação é uma versão distorcida de um trecho recitado no filme por Samuel L. Jackson, que fala sobre a justiça e a vingança de uma maneira muito diferente.
O texto original de “Pulp Fiction” é inspirado por passagens da Bíblia, especificamente do livro de Ezequiel, que menciona a execução de vingança divina. A referência de Hegseth, no entanto, não passou despercebida e rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerando críticas e discussões sobre a appropriada utilização de um texto de ficção em um contexto religioso e militar.
Além disso, a situação foi exacerbada por declarações recentes do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que criticou o Papa Leão XIV. Vance sugeriu que o papa deveria ter mais cautela ao falar sobre teologia em relação ao conflito no Irã. Leão XIV, durante uma viagem à Argélia, defendeu o respeito entre diferentes crenças e se posicionou contra as críticas de Trump, que havia atacado o papa por sua postura em política externa.
Enquanto isso, Hegseth e o uso de um trecho de filme em uma cerimônia no Pentágono levantam questões sobre a intersecção entre fé, militarismo e cultura pop em tempos de conflito.



