A disputa pela sucessão no governo do Rio de Janeiro chega ao Supremo Tribunal Federal (STF) com um novo desdobramento. Nesta quinta-feira, o PSD Nacional protocolou uma petição contestando o pedido da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para que o deputado Douglas Ruas assuma interinamente o cargo de governador.
A Alerj argumenta que, como presidente da Casa, Ruas deve ocupar o posto devido à sua posição na linha sucessória. Desde a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, há cerca de um mês, o cargo tem sido exercido pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto, com a anuência do STF.
No documento apresentado, o PSD — partido do prefeito Eduardo Paes, que é pré-candidato ao governo — solicita ao ministro Luiz Fux, relator do caso, que o pedido da Alerj não seja analisado ou, caso isso ocorra, que seja rejeitado. O partido alega que a manifestação da Assembleia foi feita de maneira imprópria dentro da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7942), que discute as regras para uma possível eleição indireta no estado.
O PSD destaca que a proposta da Alerj vai contra decisões anteriores do Supremo e pode complicar ainda mais a já conturbada situação política do estado. “A pretensão da Assembleia foi veiculada por via imprópria e já se mostra suficiente para desestabilizar o ambiente tão conturbado do Estado”, afirma o partido.
Esse embate ocorre em um momento de incerteza sobre como será escolhido o novo governador, se por meio de eleição direta ou indireta, uma questão que continua em análise na Corte.



