O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu nesta terça-feira (14) iniciar um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro Marco Buzzi, afastado cautelarmente desde fevereiro. A medida foi aprovada por unanimidade durante uma sessão do Pleno, que também decidiu manter o afastamento do magistrado até a conclusão das investigações.
A abertura do PAD segue uma sindicância instaurada em 10 de fevereiro e será conduzida pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, com Salomão na presidência. Os ministros Humberto Martins e João Otávio de Noronha atuarão como suplentes.
Além disso, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou uma investigação formal contra Buzzi após acusações de assédio e importunação sexual. A decisão de Nunes Marques ocorreu na mesma data e foi em resposta a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que considerou os relatos e as evidências apresentadas adequados para dar início às apurações.
As denúncias envolvem duas mulheres, sendo a mais recente uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. Ela relatou que Buzzi teria tentado agarrá-la à força durante um banho de mar em Santa Catarina, onde a família estava hospedada em um imóvel do magistrado.
A PGR solicitou que as diligências sejam realizadas em sigilo por um período de 60 dias, enquanto o caso avança nas instâncias competentes.



