Eduardo Paes critica governo Cláudio Castro e pede Diretas Já no Rio

Por Rodrigo Pedrosa
24/04/2026 21h16

Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio de Janeiro e membro do PSD, intensificou suas críticas ao governo de Cláudio Castro (PL) nesta sexta-feira (24). Em uma postagem no X, Paes chamou o governo de Castro de “máfia”, em resposta às acusações do presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), que o acusou de criar uma crise institucional ao recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para impedir a posse de Ruas no governo interino.

Na mesma publicação, Paes revelou que o PSD havia protocolado no STF um pedido para barrar a tentativa de Douglas Ruas de assumir o governo interinamente. O ministro Cristiano Zanin já havia determinado que Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, continuasse na chefia do Executivo estadual até que uma decisão final fosse tomada.

Segundo Paes, a origem da crise atual remonta a 2025, quando Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, então presidente da Alerj, planejaram a saída de Thiago Pampolha da vice-governadoria. O ex-prefeito alegou que a estratégia incluía a renúncia de Castro para que Bacellar pudesse assumir temporariamente o governo.

Eduardo Paes responsabilizou a atual administração pela crise político-institucional no estado e criticou a gestão de Castro por permitir o avanço do crime organizado e por supostas irregularidades no uso de recursos públicos. Ele ainda mencionou que a administração anterior deixou o estado na última posição no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e tentou desviar R$ 730 milhões do Fundo Soberano estadual.

Em sua declaração, Paes ressaltou que tanto a população fluminense quanto o Judiciário têm uma oportunidade única de reformar as instituições e a política no estado. Ele afirmou que a luta por Diretas Já continua, destacando a necessidade de mudança diante das disputas entre organizações criminosas.

Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar, procurados pelo Poder360, optaram por não comentar as declarações de Paes. A crise institucional no Rio de Janeiro se intensificou após a renúncia de Castro em 23 de março de 2026, um dia antes de ser declarado inelegível por 8 anos, o que gerou uma disputa pela sucessão.

A Alerj agora tenta usar a recente eleição de Douglas Ruas como um novo fator para reivindicar o controle do governo interino.