Em menos de 20 dias à frente do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto anunciou um corte significativo na máquina pública, exonerando 459 servidores comissionados, cargos ocupados sem concurso. As dispensas foram publicadas no Diário Oficial nas últimas quintas e sextas-feiras.
As medidas iniciais visam uma redução maior, com um levantamento interno indicando cerca de 4 mil servidores nas pastas da Casa Civil e da Secretaria de Governo. O objetivo é cortar até 1,6 mil cargos, resultando em uma economia mensal estimada em R$ 10 milhões. Além disso, o governo está investigando a presença de funcionários “fantasmas”, ou seja, aqueles sem atividade efetiva.
Essas ações fazem parte de uma reestruturação mais ampla. Uma das principais mudanças será a recriação da Subsecretaria-Geral da Casa Civil, que será liderada pelo procurador Sérgio Pimentel. Ele trabalhará ao lado do novo secretário Flávio Willeman, ambos com o intuito de conferir um perfil mais técnico à administração.
Em paralelo às exonerações, o governo extinguiu três subsecretarias da Casa Civil: a de Projetos Especiais, a de Gastronomia e a de Ações Comunitárias e Empreendedorismo. A descontinuação dessas estruturas é vista como um passo importante para combater o inchaço da máquina pública.
Desde que assumiu em 23 de março, Couto também começou a formar sua equipe em áreas essenciais, com nove nomeações já realizadas. Isso inclui lideranças em setores como a Casa Civil, a Secretaria de Governo e a Controladoria-Geral do Estado.
Além da redução de cargos, o governo iniciou uma auditoria abrangente sobre os gastos estaduais, revisando mais de 6,7 mil contratos ativos que somam cerca de R$ 81 bilhões. Essa análise visa aumentar a transparência e revisar as despesas públicas, mapeando contratos e identificando responsáveis.
A gestão de Ricardo Couto promete ir além da administração cotidiana, com ações que visam contenção e reorganização em um momento de instabilidade política no estado. Com uma abordagem focada em controle e eficiência, o governador em exercício busca deixar sua marca na administração pública.



