O deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e defendeu, neste sábado, que a solução para a crise sucessória no estado deve ser buscada por meio do diálogo entre instituições, e não por disputas judiciais. Sua declaração ocorreu um dia após assumir o cargo, em meio a um impasse sobre quem deve governar o estado até o fim do mandato-tampão.
Ruas enfatizou que a Alerj não tomará decisões sem conversar com as demais instituições, afirmando que brigas legais não beneficiam a população carioca. Essa posição surge em um contexto de disputas que se arrastam no Supremo Tribunal Federal (STF), onde a definição sobre a sucessão no governo do Rio ainda está pendente.
Atualmente, o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, mantém o cargo de governador em exercício devido a uma liminar do ministro Cristiano Zanin. Essa decisão permanece até que o STF decida sobre o método de sucessão após a renúncia de Cláudio Castro, que foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico.
O TSE decidiu, por 5 votos a 2, pela inelegibilidade de Castro por oito anos, o que levou à situação atual, onde não há um vice para assumir o cargo. O julgamento no STF começou em abril, mas foi interrompido por um pedido de vista. Até agora, o placar é favorável à eleição indireta para o governo, escolhida pela Alerj, com votos de quatro ministros a favor e um contra.
Douglas Ruas, recém-empossado, busca avançar nessa questão e pretende protocolar uma petição no STF para assegurar que sua eleição fortalece a linha sucessória, pois, segundo ele, o presidente da Alerj é o segundo na linha após o governador. A eleição de Ruas, que contou com 44 votos a favor e uma abstenção, foi marcada por tensões, com partidos da oposição protestando contra a manutenção do voto aberto.
Após o resultado, o PDT anunciou que planeja recorrer ao STF para anular a eleição, alegando que a situação da Alerj ainda é delicada. Apesar disso, a vitória de Douglas Ruas consolida o controle do bloco governista no Legislativo e o coloca em uma posição de destaque na disputa pelo Palácio Guanabara.
Atualmente, o governo do estado permanece nas mãos de Ricardo Couto, mas a recente eleição na Alerj intensifica a pressão sobre o STF, que é o único responsável por resolver a crise institucional no Rio de Janeiro.



